De 23 a 28 de maio, 26 autores do DF participarão do evento. Encontros são realizados em cafés e bares da cidade para resgatar boemia da capital
Por Graziele Frederico, G1 DF Foto: Reprodução/Divulgação - 22/05/2017 - 22:30:00

Brasília recebe um evento literário de 23 a 28 de maio que busca reunir 26 escritores da cidade em bares e cafés para discutir e fortalecer a produção da literatura no Distrito Federal. “Ler, beber e conversar” é o tema do encontro que busca reunir escritores, livros e resgatar a boemia da capital.


“Queríamos fazer alguma coisa que partisse dos escritores, que pudéssemos nos reunir e conversar sobre como movimentar e fortalecer o sistema literário local”, contou um dos organizadores, o escritor Jéferson Assumção.


Assumção nasceu em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e para ele, um dos pontos que faltam em Brasília são as livrarias de rua, os pequenos espaços para reunir e divulgar a cultura que é feita na capital.


“Já que Brasília não tem livrarias de rua, vamos fazer nosso evento nos bares, porque são lugares de encontro, de troca."


Segundo o escritor, a ideia do Movida Literária veio também com a intenção de resgatar um espírito boêmio na cidade. “Queremos buscar um espírito crítico da cidade e tirar a literatura desse lugar como se estivesse acima da vida das pessoas.”

O escritor relembra que na Europa, durante a Idade Média, as universidades eram lugares habitados por clérigos e os que não conseguiam se enquadrar no sistema de regras da Igreja iam para as tabernas discutir o conhecimento e o que estavam produzindo. Eles ficaram conhecidos como boêmios e é esse sentido histórico de boemia que os organizadores querem trazer para Brasília durante uma semana.


“Queremos fazer um movimento para descolar Brasília da ideia de poder, de burocracia, de corrupção ”, diz o poeta Nicolas Behr.


Para Behr, a cidade é muito estigmatizada e são os movimentos informais e espontâneos que podem desfazer o rótulo de centro administrativo e político. “Acho que esse rótulo incomoda muito e talvez o começo de uma identidade brasiliense seja a negação da autoridade, do poder, do reto, do racional”.


O poeta considera que o grande movimento da capital que já tentou desligar Brasília dessa imagem foi o rock produzido aqui na década de 1980. Para a jornalista e escritora Paulliny Tort, a cidade está ganhando uma autoestima e isso começa a aparecer nas obras produzidas pelos escritores brasilienses.


“A cidade está amadurecendo e começa a ter uma identidade mais marcada, porque embora tenha gente de tantas regiões aqui, Brasília começa a ter uma identidade brasiliense. Vejo como a autoestima da cidade cresceu nos últimos anos e como a cidade começa a se reconhecer, ser dona de uma identidade que aparece também na literatura. ”


Jéferson Assumção conta que vê Brasília em três planos: o local, ligado a questões do Distrito Federal, as dificuldades e particularidades locais; o nacional, sendo Brasília a capital do país e, por fim, um plano internacional, devido a comunidade de embaixadas e organizações internacionais que fazem parte do cotidiano da cidade.


“Os escritores que estão aqui tem a possibilidade de contribuir e absorver essas três camadas e propor um protagonismo. ”


O antropólogo e escritor Maurício de Almeida argumenta que outro ponto favorável para Brasília é a questão geográfica. “A cidade está no centro do país. Tem muita coisa acontecendo no norte, nordeste e Brasília faz essa mediação com o eixo Rio-São Paulo e o Sul. ”


Sobre a distância entre autores do Plano Piloto e as outras regiões administrativas do Distrito Federal, os organizadores afirmaram que houve uma tentativa de aproximação. “Nesta edição temos alguns autores como a Marina Mara e o Jorge Amâncio que já fazem essa ponte, mas para os próximos eventos nossa ideia é levar o Movida para Taguatinga, São Sebastião, Recanto das Emas, Ceilândia e outras”, contou Paulliny.


Segundo Nicolas Behr, há uma “efervescência” cultural fora do Plano e também um desejo de afirmação. “Uma vez estava dando palestra em uma escola de Taguatinga e os alunos começaram a me dizer que só falo de entrequadras e superquadras. Eu contei que falava sobre as superquadras do mundo, mas eles querem falar sobre a cidade deles também.”


Maurício de Almeida diz que vê nos autores periféricos uma autoafirmação maior do que uma reivindicação de inclusão. “Eles estão escrevendo sobre a cidade, não tem uma reclamação sobre a aceitação. Tenho a impressão de que há uma distância, mas esses autores não estão escrevendo sobre o problema de “não nos aceitam na capital” e sim contando sobre o lugar onde estão. ”


Formação de leitores
Jéferson Assumção comenta que para ele, Brasília tem público leitor em potencial, porque a cidade tem nível de renda alto, mas isso não significa que há uma formação de leitores maior na capital.


“Acho que Brasília tem autor e tem público que pode consumir, mas as editoras, livrarias, distribuidoras e toda economia do livro na cidade ainda é incipiente. ”


Segundo Maurício de Almeida, um dos pontos a serem discutidos no evento é como fortalecer e melhorar essa rede de distribuição. “Eu acho que a Movida é um começo porque une as pessoas. Em Brasília tudo é um pouco diluído. Tem muito escritor, mas é difícil de achar. Acho que a primeira coisa interessante é essa soma. Porque esses autores circulam, os livros circulam e as pessoas se interessam. ”


Sobre o papel das escolas na formação de público leitor, os autores não acreditam que a instituição tem conseguido atingir esse objetivo. “Acho que existe uma crença de que a leitura é edificante, que a leitura tem o papel de formar o caráter das pessoas e isso acaba com toda a vontade de ler”, conta Paulliny.


“A literatura é desestabilizadora e o objetivo de que a leitura seja moralizante impede que grandes obras entrem nos currículos escolares. ”


Para Jéferson Assumção, há cinco elementos em uma sociedade leitora que precisam ser trabalhados. O primeiro, segundo ele, é a importância do livro enquanto objeto de destaque no imaginário coletivo. Em segundo lugar, as escolas precisam implantar a cultura da leitura não como obrigação, mas como um hábito. As famílias também têm influência, porque a formação de famílias leitoras, traz a atividade da leitura para a rotina das casas.


Por fim, o escritor explica que o acesso ao livro com livrarias e bibliotecas é fundamental e o preço do livro compatível com a renda da população, o que no Brasil ainda não acontece. “O livro aqui ainda custa mais do que a média de renda das famílias. ”


Serviço:


23 de maio


Sebinho – CLN 406, bloco C, loja 44, Asa Norte
Primeira rodada - 19h
Autores: Tino Freitas e Luda Lima
Mediadora: Alessandra Roscoe
Segunda rodada – 20h30
Autores: Raphael Rocha e Wélcio de Toledo
Mediador: Geraldo Lima


24 de maio


Bar 400 – CLN 410, Asa Norte
Primeira rodada – 19h
Autores: Marcos Fabrício e João Bosco Bezerra Bonfim
Mediadora: Isabella de Andrade
Segunda rodada – 20h30
Autores: André Giusti e Lourenço Cazarré
Mediador: Roberto Medina


25 de maio


Ernesto café – CLS 115, Asa Sul
Primeira rodada – 19h
Autores: Marina Mara e Jorge Amâncio
Mediador: Paulo Paniago
Segunda rodada – 20h30
Autores: Sheyla Smanioto e Paulliny Tort
Mediadora: Nahima Maciel


26 de maio


Martinica – CLN 303, bloco A, loja 4, Asa Norte
Primeira rodada – 19h
Autores: Lisa Alves e Carla Andrade
Mediador: Alexandre de Paula
Segunda rodada – 20h30
Autores: José Rezende Jr. e Maurício de Almeida
Mediador: Maurício Melo


27 de maio


Objeto Encontrado – CLN 102, bloco B, loja 56, Asa Norte
Primeira rodada – 19h
Autoras: Beatriz Leal e Cristiane Sobral
Mediadora: Conceição Freitas
Segunda rodada – 20h30
Autores: Nicolas Behr e Alexandre Pilati
Mediadora: Maxçuny Alves


28 de maio


Bar Raízes, CLN 408, Asa Norte
Primeira rodada – 19h
Autores: Mariana Carpanezzi e Tiago Velasco
Mediadora: Juliany Mucury
Segunda rodada – 20h30
Alexandre Vidal Porto e Marcelino Freire (autor “Boêmio da Vez)

Usuários podem contribuir com a localização de novos pontos no mapa. Aplicativo já está disponível para download, sem custo ou assinatura

Por G1 Foto: Reprodução/Divulgação - 21/05/2017 - 15:01:44


A poeta brasiliense Marina Mara lançou, neste mês, um aplicativo para celulares que reúne bibliotecas, pontos de intervenção urbana e pontos de poesia em todo o Brasil. As informações são dispostas em um "mapa colaborativo", dentro do PoemApp. No lançamento, mais de 10 mil pontos já estavam cadastrados – incluindo todas as bibliotecas do país.

A ideia, segundo ela, é que as pessoas possam adicionar locais de forma automática, ajudando a localizar novos pontos e a divulgar eventos e locais do mundo literário. O app já está disponível para download, e é gratuito. Para usar, é preciso criar um cadastro com login e senha.

“É como se fosse um ‘Waze’ da poesia. É colaborativo, e as pessoas vão colocando ali seus pontos de poesia. Pode ser um evento, um sarau ou um local” , diz.

Marina afirma que o projeto era um sonho antigo, surgido há dez anos. Ao G1, ela contou que sempre sentiu falta de um local que reunisse produções de poetas de todo o país. Marina viaja há mais de 15 anos pelo Brasil com projetos de poesia, “com foco na difusão da cena literária e no empoderamento de escritores e poetas”. Boa parte dos locais foram catalogados pela própria escritora durante esses anos.

“O PoemApp tem todos os escritores imortais cadastrados, e tem os poetas que estão vivos fazendo sarau.”

Para o sonho sair do papel, o aplicativo contou com a equipe Media-Lab, da Universidade de Brasília (UnB), e a colaboração de outros artistas da cidade. “A equipe entrou ajudando com parte técnica. Parte de derivação e da arquitetura veio do design gráfico. A identidade visual é de um artista plástico de Brasília, Pedro Sangeon, que faz o personagem Gurulino”, disse Marina.

“Poesia de rua também vale. Quem manda é o público. Vale marcar um cartaz de coletivos, e outras formas de produção e expressão poética, grafite também é um deles.”

O mapa e todo o conteúdo do aplicativo também estao disponíveis no site. A poeta diz que se surpreendeu com a repercussão do aplicativo.

“Nas primeiras 3 horas, ‘bugou’ o sistema e precisei colocar uma hospedagem três vezes melhor do que a que eu tinha pensado. O número de downloads foi três vezes maior do que a gente esperava. Foi um sucesso. Deu um susto, mas um susto bom”, brinca.

O app também inlcui um blog com dicas literárias e espaço para trocas de ideias poéticas, chamado “E agora, Cora?”. O nome Cora batiza carinhosamente a gatinha, marca do aplicativo, e é inspirado na escritora consagrada Cora Coralina.

Junto ao aplicativo, a escritora também lançou o e-book “Profissão Poeta”, que ela define como um guia prático que dá dicas, técnicas e percepções de quem trilhou o caminho. O guia é uma compilação das palestras, cursos e workshops que a poeta ministrou pelo Brasil.

É um sonho antigo: uma nova ferrovia, chamada de “Transpequi” (ou Expresso Pequi), ligando Brasília e Goiânia. No dia 2 de junho de 2016 a ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres divulgou os estudos de viabilidade do projeto. O documento previa mais de 40 milhões de passageiros transportados no primeiro ano de operação, hipótese considerada otimista. O custo total do projeto, segundo os estudos, deveria atingir R$ 7 bilhões. A conclusão total do projeto seria até o fim de 2020.

Pois agora o sonho caminha para se tornar realidade, caso se concretize o interesse do grupo coreano A’REX, braço operador de um consórcio de empresas coreanas que exploram uma linha de média velocidade entre Seul e os aeroportos internacionais.

O percurso terá um total de 207 quilômetros e será percorrido a uma velocidade média de 160 km/h, ao custo médio de R$ 60. O preço é similar ao praticado pelas empresas de ônibus em viagens expressas, e cerca de 50% mais alto que a passagem de viagens paradoras.

A viagem entre Brasília e Goiânia, hoje, é feita entorno de 45 minutos em vôo direto, descontado o tempo no aeroporto. E 4 horas de ônibus, com paradas, sem trânsito.

O estudo da ANTT custou R$ 5,5 milhões, parcialmente custeados por um contrato com o Banco Mundial, e aponta viabilidade técnica, econômica, socioambiental a jurídico-legal para o projeto. Os R$ 7 bilhões serão repartidos entre os governos, federal, do Distrito Federal, de Goiás e parceiros privados.

O Trajeto

O projeto em análise pela ANTT e pelos governos locais prevê estações em Goiânia, Anápolis, Santo Antônio do Descoberto, Águas Lindas e Brasília. A idéia é reformar e revitalizar a Rodo ferroviária, que deixou de receber transporte de passageiros e, hoje, abriga apenas órgãos administrativos do governo.

Os técnicos estudam a possibilidade de uma sexta estação em Ceilândia, mas o local exato ainda não foi definido. A ferrovia será construída "do zero", sem aproveitar nenhum trecho de linha férrea que já exista na região.

O projeto inicial previa o compartilhamento dos trilhos entre vagões de passageiros e composições de carga, como forma de ajudar a escoar a produção agrícola da área, mas a idéia foi abandonada "por enquanto".

Detalhes técnicos dos trens serão definidos mais claramente na licitação, mas a ANTT diz que o conforto proporcionado aos passageiros e a desempenho das máquinas será similar aos dos trens europeus. Veja abaixo o mapa do trajeto disponibilizado pela ANTT.

Os Coreanos podem assumir o projeto

O interesse do grupo coreano A’REX foi feito formalmente ao governo brasileiro. Mas para levar a conversa adiante, o grupo pede adaptações na modelagem do empreendimento.

A mais significativa refere-se a um aporte total de cerca de R$ 3 bilhões do setor público. Este valor seria dividido ao longo dos 30 anos de concessão, para garantir a viabilidade econômica à ligação ferroviária para o transporte de passageiros. O investimento total no trem, o que inclui obras civis, material rodante e sistemas de comunicação, estaria pela casa dos R$ 8 bilhões, segundo os coreanos.

Os coreanos apostam na parceria público-privada (PPP), única maneira do projeto se efetivar. O diagnóstico foi apresentado à ANTT, que após ter feito os estudos básicos, abriu agora tomada de subsídios para receber contribuições.

O economista Bernardo Figueiredo, que presidiu a Empresa de Planejamento e Logística (EPL), atua como consultor dos coreanos no projeto do Transpequi.

Bernardo Figueiredo esteve com o secretário especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Adalberto Vasconcelos, para falar sobre as sugestões de alterações no projeto.

A primeira delas: o projeto proposto pelo grupo coreano descarta o transporte de cargas. Além disso, prevê duas paradas intermediárias: Anápolis (GO) e Samambaia (DF).

O valor final do bilhete, antes estimado em R$ 60 pela ANTT, na previsão do grupo A’REX gira em torno de R$ 100, na viagem expressa de ponta a ponta.

O trem teria velocidade de 250 km/h (ao invés de 160 km/h). E os coreanos ainda miram em receitas adicionais, como explorar as áreas das estações com atividades comerciais e imobiliárias, de acordo com o que a legislação já permite.

Importante frisar que o governo fracassou em todas as tentativas anteriores de leiloar ferrovias, quando sofreu severas críticas do mercado, o que justificou a falta de interessados nos projetos lançados. Vários modelos foram testados desde o governo Lula, passando por Dilma e agora chegando a Temer, mas nenhum avançou. A malha brasileira continua estagnada em pouco menos de 28 mil quilômetros.

O Expresso Pequi, ou Transpequi

A história envolvendo a ferrovia na região não é tão recente e sua discussão vem da época dos governos do Sr. Joaquim Domingos Roriz. Aliás o nome Expresso Pequi surgiu quando esse assunto ganhou uma dimensão maior na candidatura do mesmo em 2004. Roriz chegou a fazer uma viagem a Europa afim de conhecer melhor como funcionam os trens de passageiros de médio e longo percursos naquele continente.

 Após 14 anos de discussões em torno do transporte, conhecido como Expresso Pequi ou Transpequi, a expectativa é que o leilão saia em breve. Empresas interessadas não faltam.

Além do Transpequi um trem caminha pra sair do papel

Há muito se fala em dois ramais de trem saindo de Brasília. Um é o Expresso Pequi, o outro será um trem inter-municipal. Este segundo trem está tendo seu projeto desenvolvido mediante o aproveitamento da linha já existente do extinto Trem Bandeirantes da RFFSA. Serão 70 quilômetros ligando a Rodo-ferroviária de Brasília à cidade de Luziânia. Os custos da obras de adaptação estão estimados em 70 milhões de reais e a linha deverá atender uma população estimada entre 800 mil e um milhão de pessoas que moram no Entorno Sul do DF, Gama e Santa Maria, além do Park Way, Núcleo Bandeirantes, Guará e Setor de Indústrias e Abastecimento.

Este projeto já encontra-se com seus estudos de viabilidade e está para entrar em processo licitatório. A previsão é que este ramal entre em completa operação três anos depois do inicio das obras. Por se tratar de um projeto que reutilizará uma infra-estrutura já existente as demandas de construção serão menores pois basicamente deverá ser feita a readequação da malha ferroviária para que atenda ao serviço. A reforma de estações já existentes, como Bernardo Sayão e a construção de novos pontos de embarque e desembarque de passageiros.

Hoje a linha férrea por onde circulou o extinto Expresso Bandeirantes, ligando Brasília ao sudeste, está sub-utilizada e concedida a FCA/VL!, uma empresa pertencente ao grupo Vale Logística.

A ferrovia como parte da história do DF

O dia 21 de abril de 1968 foi um dia de festa na capital do País. Dentre outros acontecimentos e festejos comemorativos de mais um aniversário da capital federal, a chegada do primeiro trem constituiu uma verdadeira celebração para a data.

É verdade que havia um ano que uma locomotivazinha a vapor havia chegado a Brasília e que se havia anunciado que a cidade do século XXI construída no século XX estava ligada à rede nacional de estradas de ferro. Mas esse comboio pioneiro não chegara por estrada de ferro: fora transportado por rodovia. Como que para justificar a comemoração estrondosa da chegada da maria-fumaça, anunciou-se neste ano que a mesma havia sido programada por causa da chegada da ponta dos trilhos a Brasília. Mas apenas a hegada da ponta dos trilhos, pois os trens só passaram a circularem oficialmente em 1968.

Os 230 quilômetros que medeiam desde o posto telegráfico que ficava em Roncador Novo, situado entre a estação de Roncador e a cidade de Pires do Rio donde partem os trilhos que chegaram a Capital. O trajeto inicial ia até a estação Bernardo Sayão, localizada no Núcleo Bandeirante e término provisório do trecho recém-inaugurado, que depois foi totalmente concluído chegando até a ponta atual onde se encontra instalada a Rodo-ferroviária. A linha em boa pare do seu trajeto corta a imensidão do Planalto Central. Inicialmente, os trens trafegavam diretamente de Pires do Rio a Brasília, sem paradas intermediárias, a não ser para cruzamento com alguma eventual outra composição. Depois foram construídas mais duas estações, sendo uma na região do município goiano de Cristalina, denominada de estação Calambau e que hoje encontra-se em completo abandono. Inclusive nessa estação foi construída uma vila de ferroviários e um pátio de manobras. A outra estação foi construída na região da, hoje, Cidade Ocidental, juntamente com um pátio ferroviário para atender onde hoje é a atual BUNGE Alimentos. Hoje, esta segunda estação encontra-se em uma área densamente povoada, mas segue abandonada.

O projeto final da estação de passageiros ficou a cargo do arquiteto criador de Brasília, Oscar Niemeyer. O edifício, de linhas magníficas e grandiosas, foi erguido no final do Eixo Monumental. O outrora afastado terminal agora está em uma área densamente populosa e depois de sua completa desativação vem servindo apenas a alguns órgãos do governo. Enquanto que poderia estar atendendo a toda uma região que demanda por um modal de transporte mais eficiente rápido e seguro.  O estilo arquitetônico do prédio lembra um carro de passageiros.

O Expresso Bandeirante


Empurrado pelo segundo choque do petróleo, decorrente da guerra Irã-Iraque, o governo (1979-1984) do presidente Figueiredo retomou algumas iniciativas do governo (1974-1979) Geisel, que já vinham perdendo força: Proálcool (Programa Nacional do Álcool), fiscalização nas estradas (velocidade, regulagem dos motores diesel) e a readequação de alguns trens de passageiros.

O Trem Bandeirante fazia o trajeto Brasília - Campinas e inicialmente tinha uma freqüência semanal de partidas. O trem saia de Brasília às sextas-feiras às 20h50, com chegada em Campinas às 17h50 de sábado. Ele partia de Campinas às 12h de domingo, chegando a Brasília nas segundas-feiras às 8h30. A primeira viagem foi numa sexta-feira, e partindo de Brasília.

Visando proporcionar aos passageiros uma viagem agradável, o Bandeirante, formado por carros de aço carbono, que foram totalmente reparados e modernizados, contava com a seguinte composição:

  • 1 BC - Correio e Bagagem
  • 2 P – Poltrona
  • 1 R – Restaurante
  • 1 DP - Poltrona-leito
  • 2 DC - Dormitório

Lotação do trem:

  • 112 poltronas
  • 24 poltronas-leito
  • 32 leitos

A poltrona comum (inteira e meia-passagem) seria cobrada conforme os trechos, variando de Cr$ 110,00 / 60,00 (Uberlândia-Araguari) até Cr$ 1.070,00 / 540,00 (Campinas-Brasília). A cabine completa (Cr$ 5.040,00), leito inferior (Cr$ 2.620,00), leito superior (Cr$ 2.420,00) e a poltrona-leito (Cr$ 2.020,00) seriam cobrados pela viagem completa.

Na prática, a teoria foi outra

O comprador de um dos leitos podia, na verdade, vetar a venda do outro leito a um desconhecido. Na prática, portanto, podia exigir a cabine. Não havia integração com agências de viagens. As passagens só podiam ser adquiridas no guiche da estação, distante de tudo — a partir das 8h de cada segunda-feira (hora de estar chegando ao trabalho), e apenas para a sexta-feira da mesma semana. Nenhum sistema de reserva — apenas venda, no ato. Cheque ou cartão de crédito, fora de cogitação.

A fila formava-se logo cedo, na segunda-feira, diante do guichê de Brasília — e quando este abria, era comum a lotação já estar esgotada. Mais de uma vez, quando a revolta pelo absurdo chegava à imprensa, a presidência da RFFSA determinou a inclusão de carros adicionais à composição, ou a disponibilização de um segundo trem semanal, contra-noticiando em seguida o atendimento à demanda crescente.

Pessoas embarcadas em Brasília, porém, comentavam na volta que o trem havia seguido quase vazio, ou com meia lotação, se tanto — já agora, sem escândalo ou notícia.

A explicação mais comum — e nunca oficial — indicava a ocorrência de reservas (proibidas), por telefone, da parte de funcionários acima de determinado escalão, dos ministérios dos Transportes, Fazenda, Planejamento etc. — que não convinha contrariar — e que, em geral, acabavam não resultando em venda ou embarque efetivos.

A lotação chegou ao seu ponto mais baixo nas semanas seguintes ao Plano Collor I — o confisco que esvaziou trens, cinemas etc. em todo o Brasil, em 1990, por absoluta inexistência de dinheiro vivo nas mãos da população — mas o Bandeirante ainda sobreviveu por mais dois anos.

Eis que, em 1992, numa noite de céu claro lua minguante e bastante estrelado parte o último Bandeirante para São Paulo. E na segunda-feira eis que chega o último Bandeirante a Brasília. Assim encerrou-se a história do trem que ligava a capital do Brasil a principal região econômica do País, o Estado de São Paulo. E assim como o Bandeirante todo o modal ferroviário brasileiro entrou em uma profunda decadência, sendo totalmente dilacerado com o tempo até sua total privatização no meio da década de 90, com o que sobrou ainda em funcionamento e o que já não tinha mais serventia.

A estação Rodo-Ferroviária de Brasília só não entrou em total abandono porque a parte do terminal passou a servir aos ônibus interestaduais e o pátio ferroviário continuou servindo aos trens de carga. Já a estação de Bernardo Sayão, apesar de contar com tráfego de trens de carga, está em completo estado de abandono desde 1992.

Com os novos trens que estão sendo esperados para a região novos horizontes começam a surgirem para o modal ferroviário no DF e Goiás. Mas como tudo nesse País caminha a passos largos vem-se batalhando a muito para que não só o Transpequi (ou Expresso Pequi) saia do papel, como também o trem inter-municipal ligando Brasília a Luziânia em Goiás.

Por: Lucas Lieggio

Da Redação do Gama Cidadão - 22/05/2017

Educadora propõe a moradores de residencial – metade com Alzheimer

Por Edison Veiga, O Estado de S.Paulo - 17/05/2017 - 15:31:13

“Eu pude escrever, eu pude contar uma história que eu sempre queria contar.” A frase, de Therezinha Carelli dos Santos, de 88 anos, mãe de três filhos e avó de quatro netos, resume bem a importância e a simplicidade do projeto que culminou com o livro Histórias Que Se Encontram, recém-lançado pelo GerosCenter, espaço de lazer e de manutenção de saúde física e mental do Lar Sant’Ana, residencial de idosos mantido pela Liga Solidária no Alto de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo.

No fim do ano passado, ao longo de quatro encontros de 1h30 cada, 18 vovós e vovôs tiveram a ajuda da educadora social e especialista em políticas públicas Cida Lemos para traduzir em palavras e ilustrações quatro contos, quatro histórias que eles gostariam de contar. 

Voluntária, foi a primeira vez que Cida trabalhou com esse tipo de público. E com um desafio: metade dos participantes tem doença de Alzheimer. “O livro é a síntese de nossas atividades. Trabalhamos a memória do aqui e do agora”, diz a educadora. “Com técnicas de teatro e ilustração, conseguimos extrair as histórias que gostariam de escrever.”

A Família Feliz, A Renovação, Tico e Fada e Dois Amigos são obras coletivas. As histórias foram assinadas por todos os participantes: Anna Miguel Attie, Aylsa Ludovice Peake, Carmen Costa Verlangieri, Dagmar Barretto Araújo, Eloah Galvão Rodrigues, Francisco Sera Rocasalbas, Isolina Guimarães Salles, Maçae Inada, Maria Alice Carvalho de Resende, Maria Aparecida Salgado Orsi, Maria Isabel Vasquez Gonzalez, Maria José Sawaia, Maria Perpétua da Cunha Mendes, Rosaly Muniz Ribeiro Herling, Taka Hattori, Therezinha Carelli dos Santos, Therezinha de Souza Granziera e Therezinha Prada Estrela.

“Para mim, o principal resultado do projeto foi a união que se formou entre nós. Nos encontros, cada uma queria projetar a história da amiga”, diz Maria Alice de Resende, de 90 anos, mãe de quatro filhos, avó de quatro netos e bisavó de dois. “O que mais vale é a amizade.”

Autógrafo. No fim de abril, o livro foi lançado para familiares no próprio Lar Sant’Ana. “Foi a nossa manhã de autógrafos”, orgulha-se Anna Miguel Attie, de 84 anos, três filhos, seis netos, uma bisneta. De acordo com Cristiane Felipe, gestora do GerosCenter, a ideia é promover uma nova leva em breve. “Se tudo der certo, faremos um por ano”, adianta.

Projeto contra a cultura é do governo Rollemberg

Foto: Rinaldo Morelli/CLDF - 16/05/2017 - 21:21:06

Tema será discutido em audiência pública na próxima semana

Uma comissão formada por artistas e produtores culturais do Distrito Federal se reuniu com deputados distritais nesta segunda-feira (15), na sala de reuniões da CLDF, para apoiar a emenda de autoria dos deputados Cláudio Abrantes (Rede) e Prof. Reginaldo Veras (PDT), que exclui o Fundo de Apoio à Cultura (FAC) do projeto de flexibilização dos fundos especiais do Tesouro.

De acordo com o maestro e produtor musical Rênio Quintas, a possibilidade de o projeto de lei complementar n° 95/2016 ser aprovado é uma "afronta à cultura", pois permitiria a realocação de recursos previstos para o FAC. A proposta, de autoria do Poder Executivo, possibilita a reversão ao Tesouro do Distrito Federal do superávit financeiro de órgão e entidades da administração direta e indireta integrantes dos orçamentos fiscal e da seguridade social do DF. "Contamos com a sensatez dos distritais para não aprovarem o projeto enviado pelo GDF, pois, esse PLC é uma agressão", comentou o produtor.

Rênio Quintas ainda afirmou que é muito importante que os recursos do FAC continuem a ser utilizados apenas para o fomento de atividades de produtores culturais do DF. "Essa reunião com os parlamentares foi produtiva e fortaleceu o nosso movimento cultural contra esse PLC de autoria do governo", relatou Quintas.

O deputado Claudio Abrantes confirmou que ficou decido que o colégio de líderes fará uma audiência pública na próxima semana para discutir o projeto em questão. "O FAC é hoje praticamente o único recurso que o movimento cultural tem para girar a economia da Cultura. Tirar recurso do FAC é diminuir o número de empregos e de renda gerada, e não podemos admitir que isso ocorra", comentou o parlamentar.

F. Montoro (estagiário) - Coordenadoria de Comunicação Social

Foto: Rinaldo Morelli/CLDF - 16/05/2017 - 21:21:06

Cumprindo o papel de capataz de Rollemberg, o distrital Lira, relator da CPI da Saúde e deputado da base governista, retira nome de vice-governador de seu relatório.

A análise final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, apresentado no dia 11, no plenário da Câmara Legislativa (CLDF) desapontou.

Nele, o relator da CPI, o deputado Lira, isentou o vice-governador, Renato Santana, alegando que houve complô contra o representante do Executivo. O parlamentar ignorou o fato de que Santana afirmou em áudios ter conhecimento do pagamento propina no governo de Rollemberg.

Marli Rodrigues, presidente do SinSaúde, esclarece ainda que a denúncia dos “10% de propina” não foi de sua autoria, mas sim uma declaração do próprio vice-governador.

“Ele não estava furtado da sua lucidez. Renato sabe muito bem o que ele expôs. As gravações ecoam em todos os lugares. Ele mentiu para a CPI, mas não vai conseguir enganar a Justiça. Ainda vai correr muita água debaixo dessa ponte”, afirma.

Em julho do ano passado, a grande imprensa veiculou áudios em que o vice conversava com Marli Rodrigues, afirmando ter conhecimento de um esquema dentro da Secretaria de Fazenda onde era pago 10% de propina em contratos com empresas que prestam serviço para o GDF.

A sindicalista falou à CPI sobre a situação. Agora, Lira classifica como complô a denúncia de corrupção dentro do Executivo.

Entretanto, a dirigente sindical ressalta que é preciso fazer uma leitura política sobre os ataques de Lira à presidente da entidade. Como distrital da base aliada do governo, o parlamentar age como um fiel escudeiro de Rollemberg, deixando de lado o compromisso que deveria ter com o trabalho da Comissão.

 

“Lira tem a missão de livrar a cara do governo. Parlamentares trabalham com a verdade e Lira trabalhou como um capaz do governador. Estamos diante de um relatório totalmente tendencioso. Os demais deputados encontraram indícios e essas denúncias não terão o mesmo destino na Justiça. Quero ver ele manter essa farsa diante da Lei. Como subserviente de Rollemberg, ele cumpre com excelência o papel de acobertar a base aliada, lembra Marli Rodrigues.

Politiquês - 13/05/2017 - 08:12:46 

Fonte: Assessoria de imprensa de Marli Rodrigues

Com pontes feitas com massa espaguete, estudantes do ensino superior do DF concorrem, nesta sexta-feira (19/5), às 10h, ao prêmio de R$ 1.000 na competição realizada pela Universidade Católica de Brasília

A 6ª Competição da Ponte de Macarrão, realizada pelo Grupo PET (Programa de Educação Tutorial) - Estruturas do curso de Engenharia Civil, da Universidade Católica de Brasília (UCB), acontecerá no dia 19 de maio, às 10h, no Auditório Central do Câmpus I, em Taguatinga. Aberto ao público e gratuito, a intenção é atrair jovens do ensino superior para a área de engenharia com o desenvolvimento de sistemas estruturais simples. 

A coordenadora do curso de Engenharia Civil, professora Glauceny Cirne de Medeiros, explica que, com o amadurecimento da competição, “foi possível conseguir todo o macarrão para o evento, que foi patrocinado pela empresa de massas Barilla. Estamos na expectativa de, mais uma vez, poder bater o recorde de 195 kg”.

Desafio 

Nesta edição, 38 equipes se apresentarão e a exigência é entregar as pontes construídas na Instituição na tarde do dia 18 de maio, na sala M-002, para verificação das dimensões e avaliação do cumprimento das especificações no edital. Estudantes de diversas universidades, faculdades e centros universitários do DF vão participar da competição que premiará os melhores projetos de estruturas de pontes − capazes de suportar, no mínimo, 2 kg – feitas com macarrão do tipo espaguete, colas epóxi tipo resina e cola quente de silicone. Os grupos, formados por até cinco estudantes, concorrerão a prêmios no valor de R$ 1.000 (vencedor) e R$ 500 (2º lugar). De acordo com edital, a estrutura da obra deve ter até 1 kg de peso, 1 metro de extensão e 50 cm de altura.

Serviço

VI Competição da Ponte de Macarrão

Quando: sexta-feira, dia 19 de maio de 2017, às 10h

Onde: Auditório do Bloco Central, Câmpus I, Taguatinga

Endereço: QS 07 Lote 01 EPCT, Águas Claras - CEP: 71966-700 - Taguatinga/DF

Entrada: Gratuita

 

Mais informações: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. | 3356-9412

Norma inclui na categoria pessoas com impedimentos que obstruam a participação social em igualdade de condições

Uma lei distrital publicada no último mês altera a definição do que são pessoas com deficiência perante o Estatuto do Portador de Necessidades Especiais e da Pessoa com Deficiência do DF. O projeto inclui no grupo as pessoas “que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas”.

Até então, o estatuto abarcava apenas pessoas com necessidades especiais e com deficiência de que tratam a Constituição Federal e a Lei Orgânica do Distrito Federal. Com a alteração da norma, também entram na categoria quem tenha alguma condição que impeça a participação social em condição de igualdade com os outros.

De autoria do deputado distrital Juarezão (PSB), o projeto foi publicado em Diário Oficial do DF no último dia 28 de abril. A proposta havia sido vetada pelo governador Rodrigo Rollemberg, mas foi mantida pela Câmara Legislativa.

Passe livre
Na mesma data, uma outra lei referente a portadores de necessidades especiais também foi publicada no Diário Oficial. A norma prevê a ampliação do prazo de recadastramento do passe livre para indivíduos com deficiência. Com a publicação da lei, o período de renovação dos dados passa a ser de cinco anos. Antes, deveria ser feita a cada dois anos.

O projeto, de autoria do deputado Júlio César (PRB), também havia sido vetado por Rollemberg. Mas essa canetada também foi derrubada pela CLDF.

Da Redação do portal Metrópoles - 04/05/2017 19:38

 

 

Capacitação na Casa da Mulher Brasileira tem como objetivo principal dar oportunidades profissionais a mulheres como Zenilda Barbosa Fernandes, uma das certificadas nesta terça-feira (2)

Por Agência Brasília Foto: Reprodução/Divulgação/ Toninho Tavares/Agência Brasília - 02/05/2017 - 17:42:57

A Casa da Mulher Brasileira entregou 20 certificados para vítimas de violência doméstica nesta terça-feira (2). Elas se formaram em massoterapia, capacitação oferecida pela Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos.

O curso foi um complemento do módulo básico da técnica, que as alunas já haviam concluído em 2016, pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) Mulheres Mil, do Ministério da Educação.

Na ocasião, elas tiveram 40 horas de aulas e contaram com quatro especializações em estética: drenagem linfática pós-operatório, argiloterapia, gessoterapia e limpeza de pele.

Zenilda Barbosa Fernandes, de 55 anos, foi uma das certificadas pela Casa da Mulher Brasileira hoje. Ela foi acolhida em junho de 2016 depois de ter passado por violências física, verbal e moral cometidas pelo parceiro com quem morava havia sete anos. Com uma profissão, ela passa a ter perspectiva de entrar para o mercado de trabalho, pois, antes, o agressor a impedia de ter independência.

Hoje, ela está instalada em uma unidade de acolhimento de mulheres vítimas de violência e garante que, quando tiver na própria casa, vai começar a atender clientes. “É como se eu resgatasse todos aqueles anos perdidos que eu passei com ele”, disse. “A minha superação veio foi por causa dos cursos, eu me sinto muito forte agora.”

A solenidade contou com a presença da secretária adjunta de Políticas para as Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, Márcia de Alencar. “A partir do processo de profissionalização, elas podem reverter essa situação de vulnerabilidade para que no futuro ocupem bons postos no mercado de trabalho”, disse.

Parceria com a sociedade
O segundo curso, concluído neste ano, contou com o apoio da Embaixada da Austrália, que fez um evento beneficente para custear o material e o auxílio-transporte das alunas. Servidores do Banco do Brasil também se organizaram para comprar os jalecos. Além dessas parcerias, o grupo Salto Alto ministrou uma oficina de empreendedorismo para as alunas.

A fisioterapeuta Anna Izabel do Carmo, professora do curso da Secretaria do Trabalho, afirma que a capacitação continuada aprimorou o que muitas alunas já haviam aprendido no curso anterior. “Muitas delas chegaram amuadas e agora estão de cabeça erguida e confiantes para atender clientes.”

As participantes ganharam com o certificado do curso um kit para dar início ao trabalho. São materiais como argila, gesso, algodão, jalecos. Assim, elas já podem fazer os primeiros atendimentos sem custo algum.

As mulheres contempladas foram encaminhadas pela Casa da Mulher Brasileira e pelo Centro de Atendimento à Mulher de Ceilândia.

Casa da Mulher Brasileira


SGAN 601, Lote J, Plano Piloto (atrás do Serpro)
(61) 3224-6221
Centro de Atendimento à Mulher de Ceilândia
QNM 2, Conjunto F, Lotes 1/3
(61) 3373-6668
Disque Denúncia local
156, opção 6
Disque Denúncia nacional
180 

 

 

 
Medida será votada nesta quarta-feira (26) pela Câmara

Por Noticias ao Minuto Foto: Reprodução/Divulgação/Camila Domingues/ Palácio Piratini - 26/04/2017 - 10:21:27

A comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (25) o Projeto de Lei 6787/16 na versão apresentada pelo relator, deputado Rogério Marinho (PSDB-RN). O texto seguirá para votação no Plenário nesta quarta-feira (26).

Confira os principais pontos:

Negociação

Negociação entre empresas e trabalhadores vai prevalecer sobre a lei para pontos como: parcelamento das férias em até três vezes; jornada de trabalho, com limitação de 12 horas diárias e 220 horas mensais; participação nos lucros e resultados; jornada em deslocamento; intervalo entre jornadas (limite mínimo de 30 minutos); extensão de acordo coletivo após a expiração; entrada no Programa de Seguro-Emprego; plano de cargos e salários; banco de horas, garantido o acréscimo de 50% na hora extra; remuneração por produtividade; trabalho remoto; registro de ponto.

No entanto, pontos como fundo de garantia, salário mínimo, 13º salário e férias proporcionais não podem ser objeto de negociação.

Fora da negociação

As negociações entre patrões e empregados não podem tratar de FGTS, 13º salário, seguro-desemprego e salário-família (benefícios previdenciários), remuneração da hora de 50% acima da hora normal, licença-maternidade de 120 dias, aviso prévio proporcional ao tempo de serviço e normas relativas à segurança e saúde do trabalhador.

Trabalho intermitente

Modalidade pela qual os trabalhadores são pagos por período trabalhado. É diferente do trabalho contínuo, que é pago levando em conta 30 dias trabalhados, em forma de salário. O projeto prevê que o trabalhador receba pela jornada ou diária, e, proporcionalmente, com férias, FGTS, previdência e 13º salário.

Fora do trabalho intermitente

Marinho acatou emendas que proíbem contratação por meio de contrato de trabalho intermitente de profissionais que são disciplinados por legislação específica. A mudança foi pedida pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas e vale para todas as categorias regidas por lei específica.

Rescisão contratual

O projeto de lei retira a exigência de a homologação da rescisão contratual ser feita em sindicatos. Ela passa a ser feita na própria empresa, na presença dos advogados do empregador e do funcionário – que pode ter assistência do sindicato. Segundo o relator, a medida agiliza o acesso do empregado a benefícios como o saque do FGTS.

Trabalho em casa

Regulamentação de modalidades de trabalho por home office (trabalho em casa), que será acordado previamente com o patrão – inclusive o uso de equipamentos e gastos com energia e internet.

Representação

Representantes dos trabalhadores dentro das empresas não precisam mais ser sindicalizados. Sindicatos continuarão atuando nos acordos e nas convenções coletivas.

Jornada de 12 x 36 horas

O projeto estabelece a possibilidade de jornada de 12 de trabalho com 36 horas de descanso. Segundo o relator, a jornada 12x36 favorece o trabalhador, já que soma 176 horas de trabalho por mês, enquanto a jornada de 44 horas soma 196 horas.

Ações trabalhistas

O trabalhador será obrigado a comparecer às audiências na Justiça do Trabalho e arcar com os custos do processo caso perca a ação. Hoje, o empregado pode faltar a até três audiências judiciais.

Terceirização

O projeto propõe salvaguardas para o trabalhador terceirizado, como uma quarentena de 18 meses para impedir que a empresa demita o trabalhador efetivo para recontratá-lo como terceirizado.

Contribuição sindical

A proposta torna a contribuição sindical optativa. Atualmente, o pagamento é obrigatório para empregados sindicalizados ou não. O pagamento é feito uma vez ao ano, por meio do desconto equivalente a um dia de salário do trabalhador.

Sucessão empresarial

O projeto prevê que, no caso em que uma empresa adquire outra, as obrigações trabalhistas passam a ser de responsabilidade da empresa sucessora.

Ambiente insalubre

Marinho acatou emenda sugerida pela deputada Laura Carneiro (PMDB-RJ) que permite o trabalho de mulheres grávidas em ambientes considerados insalubres, desde que a empresa apresente atestado médico que garanta a saúde da funcionária. No substitutivo, o relator defende que o afastamento de mulheres grávidas de ambientes de trabalho considerados insalubres discrimina as mulheres, que assim têm seu salário reduzido, além de desestimular a contratação de mulheres.

Justiça do Trabalho

O projeto torna mais rigorosos os pressupostos para uma ação trabalhista, limita o poder de tribunais de interpretarem a lei e onera o empregado que ingressar com ação por má fé. Em caso de criação e alteração de súmulas nos tribunais, por exemplo, passa a ser exigida a aprovação de ao menos dois terços dos ministros do Tribunal Superior do Trabalho. Além disso, a matéria tem que ter sido decidida de forma idêntica por unanimidade em pelo menos dois terços das turmas, em pelo menos dez sessões diferentes.

Regime parcial

O parecer do relator estabelece que trabalho em regime de tempo parcial é de até 30 horas semanais, sem a possibilidade de horas suplementares por semana, ou de 26 horas por semana – neste caso com a possibilidade de 6 horas extras semanais. As horas extras serão pagas com o acréscimo de 50% sobre o salário-hora normal. Atualmente, trabalho em regime de tempo parcial é aquele que tem duração máxima de 25 horas semanais e a hora extra é vedada.

Multa

Na proposta original, apresentada pelo governo, a multa para empregador que mantém empregado não registrado era de R$ 6 mil por empregado, valor que caía para R$ 1 mil para microempresas ou empresa de pequeno porte. Em seu parecer, porém, Rogério Marinho reduziu o valor da multa, respectivamente, para R$ 3 mil e R$ 800. Atualmente, a empresa está sujeita a multa de um salário mínimo regional, por empregado não registrado, acrescido de igual valor em cada reincidência.

Recontratação

O texto modifica o substitutivo anterior para proibir uma empresa de recontratar, como terceirizado, o serviço de empregado demitido por essa mesma empresa. Modifica a Lei 6.019/74.

Pessoas com deficiência

O projeto retira da base de cálculo do percentual da cota para contratação de pessoas com deficiência pelas empresas funções “cujo exercício seja incompatível com pessoas com deficiência ou reabilitadas”. Ele remete a definição dessas funções à negociação coletiva e, na ausência de norma coletiva, ao Ministério do Trabalho. Rogério Marinho também elenca condições em que as empresas ficam isentas de multa se não alcançarem o percentual mínimo.

Tempo de deslocamento

O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno, por qualquer meio de transporte, não será computado na jornada de trabalho. A CLT, hoje, contabiliza como jornada de trabalho deslocamento fornecido pelo empregador para locais de difícil acesso ou não servido por transporte público. Segundo Rogério Marinho, o dispositivo atual desestimula o empregador a fornecer transporte para seus funcionários.

Acordos individuais

Os trabalhadores poderão fazer acordos individuais sobre parcelamento de férias, banco de horas, jornada de trabalho e jornada em escala (12x36).

Banco de horas

A lei atual permite o banco de horas: a compensação do excesso de horas em um dia de trabalho possa ser compensado em outro dia, desde que não exceda, no período máximo de um ano, à soma das jornadas semanais de trabalho previstas, nem seja ultrapassado o limite máximo de dez horas diárias. O substitutivo permite que o banco de horas seja pactuado por acordo individual escrito, desde que a compensação se realize no mesmo mês.

Trabalhador que ganha mais

Relações contratuais firmadas entre empregador e empregado portador de diploma de nível superior e que receba salário mensal igual ou superior a duas vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social prevalecem sobre o que está escrito na CLT.

Demissão

O substitutivo considera justa causa para rescisão do contrato de trabalho pelo empregador a perda da habilitação ou dos requisitos estabelecidos em lei para o exercício da profissão pelo empregado. Rogério Marinho acatou emenda que condiciona essa demissão “caso haja dolo na conduta do empregado”.

Custas processuais

Nos dissídios individuais e nos dissídios coletivos do trabalho, nas ações e procedimentos de competência da Justiça do Trabalho, bem como nas demandas propostas perante a Justiça Estadual, no exercício da jurisdição trabalhista, as custas relativas ao processo terão valor máximo de quatro vezes o teto dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social, que em valores atuais corresponde a R$ 22.125,24.

Justiça gratuita

O projeto permite aos juízes, órgãos julgadores e presidentes dos tribunais do trabalho de qualquer instância conceder o benefício da justiça gratuita a todos os trabalhadores que perceberem salário igual ou inferior a 40% do limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social. A proposta anterior estabelecia limite de 30%.

Tempo de trabalho

O substitutivo altera o artigo 4º da CLT para desconsiderar da jornada de trabalho as atividades que o trabalhador realiza no âmbito da empresa como: descanso, estudo, alimentação, atividade social de interação entre colegas, higiene pessoal e troca de uniforme.

Jornada excedente

Hoje, a CLT permite que a jornada de trabalho exceda o limite legal (8 horas diárias e 44 semanais) ou convencionado se ocorrer necessidade imperiosa. A duração excedente pode ser feita se o empregador comunicar a necessidade à autoridade competente dez dias antes. O projeto acaba com essa obrigação. Com informações do Portal da Câmara dos Deputados.

 

 

Moradores da região deverão buscar seus novos títulos, que serão usados nas eleições de 2018, na 17ª Zona Eleitoral, na Praça nº 2, Lote 6 do Setor Central

Os eleitores que tinham como domicílio eleitoral a 4ª Zona, no Gama, precisam ficar atentos. O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) informou nesta terça-feira (25/4) que a circunscrição foi remanejada para Santa Maria. Agora, os eleitores do Gama serão realocados e deverão buscar seus novos títulos — que serão usados nas eleições gerais de 2018 — na 17ª Zona Eleitoral, na Praça nº 2, Lote 6 do Setor Central.

De acordo com o TRE, a decisão foi tomada por motivos econômicos, "tendo em vista o baixo índice de atendimento ao eleitor na antiga 4ª Zona Eleitoral". Com a mudança, a sede da 4ª Zona passará a funcionar na CL 207 de Santa Maria.

Confira como fica a área de abrangência das duas zonas eleitorais: 

4ª Zona Eleitoral — Santa Maria (Chácara San Francisco, Chapéu de Pedra, Ecológico Parque do Mirante, Jardim Atlântico Sul, Mansões Flamboyant, Mirantes das Estrelas, Porto Rico, Privê Lago Sul, Quinta da Boa Vista, Quinta das Flores, Quintas do Trevo, Residencial Querência, Residencial Santa Maria, Residencial Santos Dumont, San Francisco II, Santa Bárbara, Santa Mônica, Vila DVO, Núcleo Rural Alagado, Colônia Agrícola Visconde Inahúma, Áreas Isoladas Água Quente, Áreas Isoladas Santa Bárbara e Área Alfa).
 
17ª Zona Eleitoral —  Gama (Setores Leste, Oeste, Sul, Norte, Industrial e Central), Zonas Rurais (Tamanduá, EMBRAPA, Córrego Barreiro, Ponte Alta de Baixo, Ponte Alta de Cima, Engenho das Lages, Cerâmica São Paulo, Casa 
Grande e Cachoeirinha).
 
Foto: Reprodução 
 
Correio Braziliense - 26/04/2017 00:33 / atualizado em 26/04/2017 00:40


Campeão do Mundo em 2002, bi-campeão da Copa das Confederações (2005 e 2009) e Superclássico das Américas em 2014, defendendo a Seleção Brasileira. Pelo São Paulo, clube que o revelou no cenário nacional, venceu um Torneio Rio-São Paulo, em 2001. Na Europa, uma Champions League e o Mundial de Clubes pelo Milan e o Campeonato Espanhol, duas vezes, pelo Real Madrid. Foi além. Em 2007, foi eleito o melhor jogador do mundo. Em 35 anos de vida, mais da metade dentro do futebol, Ricardo Izecson dos Santos Leite, o Kaká, foi mais que um multicampeão, um ídolo identificado com a Amarelinha.

Nascido em Gama, no Distrito Federal, Kaká foi criado em São Paulo, onde começou a carreira no futebol. No São Paulo, jogou nas categorias de base e estreou pelo profissional em 2001. O primeiro jogo foi diante do Botafogo, no Morumbi, e a primeira vez que balançou as redes foi na segunda partida, quando o tricolor venceu o Santos por 4 a 2.

Em 2003,chegou ao Milan, onde fez uma campanha merecedora do prêmio de melhor jogador do Mundo, em 2007. De 2009 a 2013 defendeu o Real Madrid, mas voltou ao Milan para mais uma temporada. Em 2014, assinou com o Orlando City e, no mesmo ano, foi emprestado para o São Paulo. Atualmente, é a estrela maior da equipe americana.

Kaká também se destacou fora dos gramados. Em 2004, tornou-se o mais novo embaixador da Organização das Nações Unidas para o Programa Alimentar Mundial. Foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009.

A Confederação Brasileira de Futebol parabeniza Kaká e agradece por ter defendido de forma brilhante a Seleção, assim como a representatividade que tem para o futebol mundial. Parabéns, Kaká!

Confira a ficha técnica:

Nome: Ricardo Izecson dos Santos LeiteData de nascimento: 22/04/1982Natural de: Gama, Distrito Federal (DF)Posição: meiaTítulos: Seleção Brasileira: Copa do Mundo FIFA (2002), Copa das Confederações (2005 e 2009) e Superclássico das Américas (2014); São Paulo: Torneio Rio-São Paulo (2001); Milan: Serie A (2003 e 2004), Supercoppa Italiana (2004), UEFA Champions League (2006 e 2007), UEFA Super Cup (2003 e 2007), Copa do Mundo de Clubes da FIFA (2007), Supercopa da Itália (2004), Trofeo Luigi Berlusconi (2005, 2006, 2007 e 2008); Real Madrid: Copa del Rey (2010 e 2011), Campeonato Espanhol (2011 e 2012), Troféu Santiago Bernabéu (2009, 2011, 2012 e 2013), Supercopa da Espanha (2012), Troféu Teresa Herrera (2013).Prêmios individuais: Ballon d’Or: 2007; Onze d’Or: 2007; Melhor jogador do mundo pela World Soccer: 2007; Melhor jogador do mundo pela FIFPro: 2007; FIFPro World XI: 2006, 2007, e 2009; Seleção da FIFA: 2006, 2007, 2008 e 2009; Melhor jogador do mundo pela FIFA: 2007; Bola de Ouro da Copa das Confederações da FIFA: 2009; Time Ideal da Copa das Confederações: 2009. Bola de Ouro da Copa do Mundo de Clubes da FIFA: 2007; Melhor jogador da final da Copa do Mundo de Clubes da FIFA: 2007; Melhor construtor de jogo do Mundo da IFFHS: 2007. Jogador com mais assistências na Copa do Mundo da FIFA de 2010; Melhor Atacante da UEFA: 2007; Jogador do Ano pela UEFA: 2007; Melhor Meia da UEFA: 2005; Seleção da UEFA: 2006, 2007 e 2009; Time ideal da Europa (L’Équipe): 2005 e 2007; Time Ideal da América (El País): 2002; Jogador com mais assistências na Champions League: 2011 e 2012. Troféu Samba de Ouro: 2008; Oscar del Calcio Melhor jogador estrangeiro: 2004, 2006 e 2007; Oscar del Calcio Melhor jogador: 2004 e 2007; Bola de Prata Italiana: 2007; Bola de Ouro da Revista Placar: 2002; Bola de Prata da Revista Placar: 2002; Esportista Latino do Ano pela IAAF: 2007; Time Ideal da Copa Ouro CONCACAF: 2003.Artilharias: UEFA Champions League: 2006-07 (10 gols).Clubes: São Paulo (1999 a 2003 e 2014), Milan (2003 a 2009 e 2013 a 2014), Real Madri (2009 a 2013) e Orlando City (2014). Seleção Brasileira (2002) e Seleção Brasileira Sub-20 (2001 e 2002).

Fonte: Cenário MT - 22/04/2017 ÀS 08:15

Secretaria de Saúde assina novo atestado de incompetência e aponta superlotação para restringir atendimento de Pronto Socorro de Clínica Médica

Após suspender, no início de abril, o atendimento de emergência do Pronto Atendimento Infantil (PAI) do Hospital Regional do Gama (HRG), a Secretaria de Estado de Saúde do DF (SES-DF) passou a restringir, na quarta-feira (19/Abr), o acesso aos serviços do Pronto Socorro de Clínica Médica na unidade.

Por meio do Memorando 584/2017, assinado pela supervisora do HRG, Maria Dulceline C. Cavalcanti, informou a restrição de atendimento de emergência na clínica médica, por período indeterminado.

“Comunicamos que o Pronto Socorro de Clinica Médica/HRG está com suas atividades restritas por período indeterminado, em virtude de superlotação em que se encontra, até que se diminua o número de pacientes dentro das dependências deste Nosocômio.”.

Reação

Para o presidente do Sindicato dos Médicos do DF (SINDMÉDICO-DF), Gutemberg Fialho, a SES-DF assina mais um atestado de incompetência.

“Como se não bastasse aquela trapalhada do governador [Rodrigo Rollemberg (PSB)] e do secretário de saúde [ Humberto Lucena Pereira da Fonseca] reinaugurar o Pronto Atendimento Infantil e suspender o serviço com menos de um mês, agora a Secretaria de Saúde vai negar atendimento as pessoas que precisarem de emergência no Hospital do Gama?”, questionou Fialho.

A outra parte

Política Distrital questionou a SES-DF sobre a restrição do serviço e a orientação aos usuários que precisem de atendimento de emergência no HRG. Por meio da Assessoria de Comunicação (ASCOM), a pasta se limitou a confirmar a suspensão do serviço.

“A Direção do Hospital Regional do Gama informa que a internação de pacientes está restrita, uma vez que a enfermaria da Clínica Médica está com um número elevado de pacientes. A medida se fez necessária para garantir um atendimento de qualidade aos usuários do HRG. A Direção esclarece que, com a restrição no atendimento, apenas casos de urgência serão recebidos.”.

Fonte: Política Distrital - 21/04/2017