Eles levam alimentos, ensinamentos, amor e, sobretudo, dignidade para quem mais precisa

Um professor que ensina caratê em troca de arroz para os necessitados. Um casal que montou uma estação de rádio em casa para se comunicar com os bombeiros e ajudar a comunidade. Um grupo de religiosos que, toda segunda-feira, serve sopão a moradores de rua. E um time de ativistas que se uniu para lutar contra o preconceito sofrido por jovens negros da periferia. O Correio Braziliense apresenta hoje quatro histórias de solidariedade e vontade de ajudar o próximo. Espalhadas pelas regiões administrativas, lideranças comunitárias fazem a diferença e mostram que o Distrito Federal é lugar de gente com coração de ouro. Confira a trajetória dessas pessoas e saiba como colaborar.

Esforçados e comprometidos com a filantropia, pessoas e grupos como esses podem trazer mudanças positivas para quem os rodeia. Segundo especialistas, lideranças comunitárias têm a capacidade de fortalecer o sentimento de pertencimento dos moradores. “Atualmente, nossa sociedade é muito perversa no sentido da exclusão. Líderes comunitários podem ajudar a desconstruir isso e colaboram para que as pessoas criem uma identidade com seu território”, afirma a professora de serviço social da Universidade Católica de Brasília Karina Figueiredo.

Eles fazem a diferença

Caratê em troca de arroz
Quando Pedro pede silêncio, os alunos obedecem no mesmo instante. Vestidos com quimonos brancos e portando faixas de diferentes cores, os pupilos formam filas e prestam atenção a tudo que o mestre diz. Por meio da disciplina oriental, o professor de caratê Pedro Apostoli, 50 anos, ensina muito mais do que golpes marciais na oficina que ministra no Gama. Dos estudantes, cobra um saco de 5kg de arroz por mês. Depois, distribui a comida com comunidades carentes. “Quero que meus alunos aprendam a importância de ter responsabilidade, ser solidário e fazer o bem.”

Fonte: Correio Braziliense - 28/06/2015 08:10