JBR - 18/01/2018

O ano letivo na rede pública de ensino começará com mudanças: todas as 92 escolas de Ensino Médio terão de adotar a semestralidade como forma de organização pedagógica. A medida afetará 83 mil alunos, que dividem opiniões quanto ao assunto.

A diretora de Ensino Médio da Secretaria de Educação, Lilian Sena, explica o novo sistema: “Em vez de se fazer todas as matérias ao longo do ano, os componente curriculares serão divididos em dois blocos”. Português e Matemática são exceções, por conta da carga horária maior. “A questão é que a semestralidade não interfere na carga anual. Como divide algumas matérias ao longo do ano, a quantidade de aulas por semana aumenta. Isso reforça o contato com o professor, com a disciplina, favorecendo o aprendizado”, afirma Lilian.

A medida provém do Plano Distrital de Educação (PDE), elaborado em 2015 e em vigor até 2024. O PDE justifica a adoção da semestralidade “de modo a enfrentar os índices de reprovação e de percursos diferenciados de escolarização”.

Dois pesos

Prestes a cursar o segundo ano do Ensino Médio, a estudante Érika Conceição Santos, 18, já passou pela experiência da semestralidade em 2017, em São Sebastião. Ela elenca pontos positivos e negativos.

“É muito ruim ver as matérias todo bimestre. Agora, você tem um semestre para focar naquele conteúdo. Claro que a matéria anda, você precisa aprender outras coisas, mas, se tiver alguma dificuldade, fica mais fácil para o professor tirar dúvida”, destaca.

Érika avalia que o modelo tradicional faz com que as disciplinas se acumulem, assim como os trabalhos. No entanto, apesar dos benefícios, ela teme que greves prejudiquem o conteúdo. “Se a paralisação se estende, algumas matérias ficam curtas”, diz. “O outro problema é a questão do vestibular e de a gente esquecer as matérias do primeiro semestre”, completa.

Diferentemente de Érika, a estudante Maria Isabela Lopes de Souza, 18 anos, ainda não conseguiu enxergar pontos positivos. Para ela, o que vai contar muito é o costume na forma de estudar. “Se fosse só para os alunos do primeiro ano seria melhor, mais fácil de se adaptar. Quem está no terceiro ano, como eu, pode ter algum problema porque não está acostumado”, alega.

Maria Isabela, que estuda no Centro Educacional 6 de Ceilândia, critica a falta de esclarecimentos. “Fizeram uma reunião em novembro, na parte da manhã, mas não pude ir porque trabalho. À tarde os professores só comentaram por alto. Tinham ter divulgado antes, preparar para tudo dar certo. A gente não está acostumado, sempre estudamos de uma maneira e no último ano muda tudo. Pode dar problema”, reclama.

A jovem também se preocupa com o impacto de possíveis ausências dos professores. “No ano passado perdi aulas de História porque a professora ficou de atestado. Como vai ser na semestralidade?”, questiona.

Modelo iniciado em parte dos colégios

Esse modelo de organização começou em parte das escolas ainda em 2013. Até o ano passado, 37 colégios do total de 92 já haviam adotado a semestralidade. Desde então, a Secretaria de Educação afirmou ter dado orientações às unidades. “Fizemos trabalhos para preparar a implementação,
por meio de formações, atendimentos nas regionais”, esclarece Lilian Sena.

A diretora da pasta enfatiza que todas as escolas de Ensino Médio terão que adotar esse modelo a partir de 15 de fevereiro de 2018, data que marca a volta às aulas.

Questionada se esse modelo pode afetar, de alguma forma, os estudantes que forem prestar vestibulares, Lilian garante que não haverá prejuízos. “A proposta é adequada para o tipo de exame não tem sentido, porque, por exemplo, o estudante que faz Enem no terceiro ano não lembraria
o que estudou no primeiro”, compara.

“A semestralidade proporciona uma interdisciplinaridade. Vamos ter aulões, projetos pelos quais o aluno possa lembrar o que estudou no primeiro bloco”, acrescenta a gestora.

Ponto de Vista

A semestralidade é bem vista, em certos pontos, pelos representantes do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro). Segundo a diretora de Política Educacional da categoria, Berenice D’arc Jacinto, esse é o início de um avanço na educação. “Essa não é uma mudança que a gente gostaria, porque a seriação não consegue dar conta das dificuldades pedagógicas. Mas, de certa forma, vamos dar início a uma mudança com possibilidades de avanço com essa organização”, aponta.

Para ela, o ideal seria a adoção de ciclos nas escolas. “É a tendência. Os ciclos trabalham a partir da perspectiva da idade, é um grupo de conteúdo pensando no desenvolvimento e conhecimento dos alunos”, conclui.

Da redação do Jornal Capital do Entorno com adaptações - 16 a 30 de novembro de 2017 

Unidade Gama

De acordo com a diretora pedagógica Ivone Maria Junqueira Figueiredo Penaforte as matrículas para o ano de 2018 já estão abertas. “Já estamos esperando as novas matrículas. O período de vai até 29 de janeiro, desde que tenha vaga para série,”destacou.

A diretora pedagógica falou a nossa equipe sobre os diferencias que o aluno encontra ao se matricular na instituição.

PROFESSORES PREPARADOS

“A capacitação é constante. Nós temos coordenadores em São Paulo e um chat online para facilitar o acesso dos nossos professores. São profissionais de altíssimo nível que nos orientam, sugerem e que acompanham o dia a dia dos docentes em sala de aula. Além disso, também acontecem encontros presenciais. O último nós fizemos no colégio Objetivo de Águas Claras.”

MATERIAL DIDÁTICO

“O nosso material didático é atualizado constantemente. Os exercícios são adaptados e voltados para a realidade do aluno. Os professores recebem o material didático completo e planejamento pronto. Algo que facilita o trabalho, sobrando tempo suficiente para ele dar o suporte aos alunos.”

ENEM X PAS

“O Objetivo trabalha com um sistema de ensino de qualidade, existimos há 51 anos e somos o primeiro lugar no Brasil. O nosso material é todo preparado para o PAS e o ENEM. Por seis anos consecutivos, fomos 1º lugar no ENEM. Nosso aluno não tem dificuldades nas provas. Na escola, aplicamos simulados para treiná-los.”

SUPORTE

Os alunos, educadores e internautas podem acompanhar através do portal Objetivo videoaulas que abordam os mais diversos assuntos da atualidade. “O aluno conta com plataformas que permitem a realização de pesquisas, a coleta de informações e o debate de assuntos relevantes. Eles podem resolver tarefas de forma interativa e detalhada.”

ENSINO SUPERIOR

A unidade conta com polo da Universidade Paulista Interativa que oferece cursos de graduação e pós-graduação. Já temos o curso de Educação Física à distância, em breve teremos Engenharia Civil e Direito.

MERCADO DE TRABALHO

“O ensino do Objetivo é sério e voltado para a qualidade da educação. A empregabilidade é certa, é um preparo para vida futura.”

ONDE FICA O COLÉGIO OBJETIVO?

O Colégio Objetivo está localizado no Setor de Indústria - QI 1 - Lote 500 Gama. Para mais informações ligue contato é  61 3484-8506 / 9.8259-0088 (WhatsApp)

E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Site: http://www.objetivogama.com.br/
 


 

  

 

 

O STF autorizou o ensino religioso nas escolas e a disciplina continua facultativa para os alunos

Por Sabrina Craide - Agência Brasil / Foto: sintemjp.org.br - 09/11/2017 - 05:07:35

A oferta de ensino religioso nas escolas do país deve ser tratada no texto final da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que cai embasar os currículos da educação básica em estados e municípios. O assunto está sendo tratado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), que deve votar a versão final da BNCC até dezembro.

“Há uma sensibilidade clara de que ensino religioso deve ser tratado na base. Mas a forma ainda será definida por uma comissão especial do CNE que está debruçada em trazer uma proposta. O certo é que, tanto nas audiências públicas quanto nas reflexões do CNE e do MEC, é importante que tratemos do assunto dentro da Base Nacional Comum Curricular”, disse hoje (9) secretário de Educação Básica do Ministério da Educação, Rossieli Soares.

O presidente do CNE, Eduardo Deschamps, afirmou que, mesmo com a recente decisão do Supremo Tribunal Federal, que autorizou o ensino religioso de natureza confessional nas escolas públicas, a disciplina continua sendo facultativa para os alunos. Segundo ele, a decisão do STF mostrou que faltam diretrizes para disciplinar a oferta do ensino religioso no país, que é o que está sendo trabalhado dentro do CNE.

“A interpretação original do conselho sempre foi na lógica do não confessional. Essa era a linha que o conselho sempre trabalhou. Mas é lógico que o voto do STF será levado em consideração pela equipe do CNE na organização da regulamentação”, disse Deschamps.

O CNE recebeu a terceira versão da BNCC em abril, e realizou cinco audiências públicas regionais para colher sugestões de aperfeiçoamento ao texto. Foram recebidos 234 documentos com sugestões e críticas ao texto que foi enviado pelo Ministério da Educação.

Outros pontos que podem sofrer alterações no texto final da base são a incorporação de tecnologias, aperfeiçoamentos em língua portuguesa e na educação infantil, além de educação indígena e quilombola.

Alfabetização

O secretário do MEC disse que o governo continua com sua convicção sobre a necessidade de antecipar a alfabetização das crianças para o 2º ano do Ensino Fundamental. A mudança está prevista no texto encaminhada pelo MEC ao Conselho.

“Os resultados da ANA [Avaliação Nacional de Alfabetização recentemente divulgados demonstram que a maioria das crianças do 3º ano com mais de oito anos estão em nível insuficiente, enquanto as crianças que estão em escolas particulares acabam conseguindo uma alfabetização muito antes. Temos exemplos no Brasil que demonstram que é possível transformar essa realidade, como no Ceará, em Santa Catarina e em São Paulo”, disse o secretário.

Dados divulgados no mês passado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) revelam que mais da metade dos estudantes do 3º ano do ensino fundamental apresentaram nível insuficiente em leitura e matemática, para a idade.

Deschamps garantiu que ainda não há posição do CNE sobre o tema. “O CNE não tem nenhuma finalização de posicionamento, o que existe são posicionamentos individuais de conselheiros. Então,não há divergência do CNE com o ministério em relação à alfabetização”, disse.

Gênero

O presidente do CNE disse que as questões relacionadas à ideologia de gênero e orientação sexual também serão tratadas no texto final da base. Segundo ele, foram recebidas muitas sugestões em relação ao tema nas audiências públicas, que devem ser levadas em consideração no texto final.

“O CNE certamente vai trabalhar uma forma de inserção e de tratamento dessa informação no âmbito do documento, respeitando o pluralismo, as diferença e os direitos humanos, com um texto que possa ser devidamente compreendido. Entendemos que há termos que possam gerar interpretações diferenciadas, então o cuidado que devemos ter é que seja um documento final que esteja claro para toda a sociedade brasileira”, afirmou.

VINÍCIUS BRANDÃO, DA AGÊNCIA BRASÍLIA - 18/10/2017

A professora Ana Elen recebeu nesta quarta-feira (18) o prêmio Gestão Escolar 2017. Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília

Etapa distrital da premiação foi anunciada nesta quarta-feira (18) pelo governador Rollemberg. Trabalho vai representar o DF nas fases regional e nacional

O significado da sigla Proeiti é Projeto de Educação Integral em Tempo  Integral, e não Projeto Piloto de Educação em Tempo Integral, como informado anteriormente.

O trabalho vitorioso do Centro de Ensino Fundamental 15 do Gama, na execução do Projeto de Educação Integral em Tempo Integral (Proeiti), foi reconhecido na etapa distrital do prêmio Gestão Escolar 2017.

A professora Ana Elen, representante da escola, recebeu o prêmio diretamente do governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, e do secretário de Educação, Júlio Gregório Filho.

“Considero muito saudável reconhecer o papel do gestor e dos professores, que colocam a educação pública como objetivo transformador da vida das pessoas e da sociedade. Espero que esse prêmio seja um estímulo para a adoção de mais práticas nas escolas”, disse o governador.

A solenidade ocorreu na tarde desta quarta-feira (18), na Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil do DF (OAB-DF). “É um gás a mais para que a gente possa ofertar educação de qualidade à nossa comunidade”, agradeceu a professora.

Essa é a 16ª edição do prêmio Gestão Escolar, que reconhece boas práticas de gestão e projetos de docentes de escolas públicas do País. O objetivo é dar visibilidade e estimular iniciativas como a de Ana Elen.

Com a premiação de hoje, o Centro de Ensino Fundamental 15 do Gama se torna o representante do Distrito Federal na competição. As próximas etapas são a regional e a nacional, prevista para ser divulgada em 7 de dezembro.

Além da visibilidade do projeto vencedor, as 21 escolas brasileiras que vão para a etapa regional também ganham uma viagem de intercâmbio nacional.

Os cinco vencedores da etapa regional recebem viagens para outro país da América Latina. O vencedor nacional leva um prêmio de R$ 30 mil.

Ana Elen também recebeu do governador uma bolsa de mestrado oferecida pela Secretaria de Educação.

"Considero muito saudável reconhecer o papel do gestor e dos professores, que colocam a educação pública como um objetivo transformador da vida das pessoas e da sociedade"Rodrigo Rollemberg, governador de Brasília
 

Vencedores distritais do prêmio Professores do Brasil

Na solenidade, também foram anunciados os vencedores da etapa distrital do prêmio Professores do Brasil. Assim como o Gestão Escolar 2017, são prestigiados empreendimentos exitosos de professores e gestores de escolas públicas.

O prêmio é dividido em seis categorias, da educação infantil ao ensino médio, mas apenas cinco receberam a distinção, por falta de inscrições no grupo de creches.

Os cinco projetos vencedores são:

  • Pré-escola: Centro de Ensino Integral 1 do Paranoá

  • Ciclo de alfabetização: Escola Classe 13 de Taguatinga

  • Anos iniciais no ensino fundamental: Centro de Ensino Fundamental Gesner Teixeira

  • Do sexto ao nono ano do ensino fundamental: Centro de Ensino Fundamental 1 do Cruzeiro

  • Ensino médio: Centro Educacional Agrourbano Ipê, do Riacho Fundo

Aos vencedores da etapa distrital, foram entregues placas em homenagem pelo desempenho das escolas. Na regional, serão distribuídos troféus, mais R$ 7 mil em dinheiro, uma viagem para programa de capacitação na Irlanda e equipamentos de informática com conteúdo educativo para as escolas.

Na etapa nacional, o colégio vencedor ganha mais R$ 5 mil e outro troféu. Está prevista para 6 de dezembro a divulgação dos vencedores das seis categorias nacionais durante cerimônia que ocorrerá em São Paulo.


Fotos do CEF 15, no Gama. Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília:
 

Diretora do Centro de Ensino Fundamental 15, Gama, Ana Elen

 

Uma das paredes do CEF 15, no Gama, em que a arte e pintura foi feita por alunos.


 

Aulas de educação física com música, dança e arte

 

Aulas de educação física com jiu jitsu


 

Aulas de violino em parceria com Orquestra de Cordas do Gama

 

Aulas práticas na horta escolar dentro da educação ambiental

 

 

Sala de jogos eletrônico

 

Mais fotos. Clique aqui!


Cerimônia de entrega dos prêmios Gestão Escolar e Professores do Brasil - Etapa Distrital:


Visita do portal Gama Cidadão ao CEF 15, no Dia da Família na Escola:

ELEVAR. Por Cora Coralina

Do Site Poemas & Canções-Paulo Peres/Tribuna da Internet - 15/10/2017 - 09:53:21

 

Professor, “sois o sal da terra e a luz do mundo”.

Sem vós tudo seria baço e a terra escura.

Professor, faze de tua cadeira,

a cátedra de um mestre.

Se souberes elevar teu magistério,

ele te elevará à magnificência.

Tu és um jovem, sê, com o tempo e competência,

um excelente mestre.

 

Meu jovem Professor, quem mais ensina e quem mais aprende?

O professor ou o aluno?

De quem maior responsabilidade na classe,

do professor ou do aluno?

Professor, sê um mestre. Há uma diferença sutil

entre este e aquele.

Este leciona e vai prestes a outros afazeres.

Aquele mestreia e ajuda seus discípulos.

O professor tem uma tabela a que se apega.

O mestre excede a qualquer tabela e é sempre um mestre.

Feliz é o professor que aprende ensinando.

A criatura humana pode ter qualidades e faculdades.

Podemos aperfeiçoar as duas.

A mais importante faculdade de quem ensina

é a sua ascendência sobre a classe

Ascendência é uma irradiação magnética, dominadora

que se impõe sem palavras ou gestos,

sem criar atritos, ordem e aproveitamento.

É uma força sensível que emana da personalidade

e a faz querida e respeitada, aceita.

Pode ser consciente, pode ser desenvolvida na escola,

no lar, no trabalho e na sociedade.

Um poder condutor sobre o auditório, filhos, dependentes, alunos.

É tranquila e atuante. É um alto comando obscuro

e sempre presente. É a marca dos líderes.

 

A estrada da vida é uma reta marcada de encruzilhadas.

Caminhos certos e errados, encontros e desencontros

do começo ao fim.

Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.

O melhor professor nem sempre é o de mais saber,

é sim aquele que, modesto, tem a faculdade de transferir

e manter o respeito e a disciplina da classe.

O número equivale a uma média de 398 professores afastados por mês

Jornal Destak - 14/08/2017 - 07:58:57

 

Até maio deste ano, o governo do Distrito Federal registrou quase 2 mil professores da rede pública de ensino afastados do trabalho por mais de dez dias, a maioria por problemas causados por estresse. 

Em todo o ano de 2016, os afastamentos nas mesmas condições chegaram a 5.776, uma média 481 professores afastados mensalmente. De todos os atestados homologados pela Subsecretaria de Saúde do DF, a maior parte é por problemas psicológicos como estresse, depressão e ansiedade.

A situação da saúde dos professores é uma preocupação antiga da categoria. Segundo a coordenadora de saúde do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF), Gilza Camilo, os atestados por transtornos mentais e comportamentais justificam em média 80% dos afastamentos. "O adoecimento vem aumentando", afirma.

Todas as licenças passam pela Subsecretaria de Segurança e Saúde no Trabalho, que por determinação legal não disponibiliza o teor dos afastamentos. A pasta não quis se manifestar.

Exaustão

Segundo a psicóloga Luciane Kozicz Araújo, são vários os fatores apontados pelos próprios profissionais para explicar o adoecimento. Eles relatam desde assédio moral, assédio organizacional (da própria direção das escolas), até as condições de precariedade em sala de aula. "Eles se defrontam o tempo todo com o fracasso" atesta a pesquisadora, que supervisiona a clínica de psicodinâmica do Sinpro-DF.

O grupo tem reuniões semanais, é aberto a todos os professores e funciona como uma terapia em grupo focada nos problemas nas relações de trabalho. "O estado trata os afastamentos por atestados como má-fé, por exemplo. Mas ninguém adoece porque quer", diz Luciane.

Estudo feito entre 2011 e 2012 verificou que os afastamentos por doença custaram R$ 256 milhões aos cofres públicos. Do total de licenças de servidores analisadas, 59% eram de professores. Luciane reclama da diferença de metodologia no levantamento do GDF e da falta de continuidade das pesquisas, que impedem uma gestão mais eficiente.