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No início de 2013 o Orçamento Público do Distrito Federal previa uma verba de 19 milhões de reais destinada às escolas públicas através do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira, PDAF. Em abril, com grande estardalhaço, o GDF publicou portaria ampliando esta verba para 104 milhões. O problema é que deste valor somente 20% foi repassado e hoje a maioria das instituições de ensino estão endividadas junto aos fornecedores.

Em 2014, após denúncias neste blog, mobilização dos diretores e pressão do Sinpro, o Secretário anunciou o repasse da primeira parte do PDAF 2014 em 3 parcelas: 31 de janeiro, 14 e 29 de fevereiro.

E o que aconteceu? Até agora nada foi repassado.

O ano letivo já começou e os gestores das escolas púbicas estão submetidos a todo tipo de constrangimento junto a papelarias e outros fornecedores para garantir o mínimo de recursos necessário ao desenvolvimento das atividades pedagógicas.

Isso é um absurdo! Uma vergonha! Uma falta de respeito com gestores, professores, servidores, alunos, pais e comunidade em geral.

É a confirmação da mediocridade de um Governo com esta área tão importante: a educação pública.

Fonte: Blog Washington Dourado

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O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, assinou dois atos de nomeações na quinta-feira (16/01), às 18h30, no Salão Nobre do Palácio do Buriti, onde 711 professores serão nomeados para a Rede de Ensino e 120 concursados serão nomeados para a carreira de Assistência à Educação. Os professores que serão nomeados fazem parte de um concurso que foi homologado em 31 de dezembro de 2010 para preenchimento do cadastro de reserva.

Segundo o governador, garantir a normalidade da educação pública foi o principal motivo desses dois atos. "Estamos também prorrogando o prazo dos contratos temporários para a educação, pois com alguns imprevistos na saúde ou por outros motivos de licença um professor precisa ser substituído e temos que ter uma reserva sempre para auxiliar no processo", explicou Agnelo Queiroz.

Na ocasião, o secretário de Administração Pública, Wilmar Lacerda, disse que é mais uma ação que fortalece a política de valorização ao servidor, que vem sendo desempenhada por este Governo ao nomear em breve os concursados através desses atos.

"Os docentes serão distribuídos em todas as regiões administrativas, mas vamos dar prioridade para áreas mais carentes, como Brazlândia, Ceilândia e Gama", explicou o secretário-adjunto de Educação, Jacy Braga.

"Com esse chamamento, este governo se tornou o que mais nomeou professores concursados para rede pública de ensino na história do DF, em um período de quatro anos", frisou o diretor do Sinpro, Washington Dourado.

Os profissionais nomeados para a carreira de Assistência à Educação reforçarão as áreas de fonoaudiologia, arquivo, nutrição, psicologia e serviço social.

"Esses profissionais exercem funções estratégicas e importantes para o desenvolvimento integral dos alunos, que precisam de assistência psicológica, alimentação saudável, entre outros apoios", avaliou o presidente do Sindicato dos Auxiliares em Administração Escolar (SAE), Denivaldo Alves.

As disciplinas com os números de vagas para finalizar o cadastro de reserva do concurso dos professores são: Atividades (170); Artes (31); Biologia (71); Português (216); Matemática (09); Informática (52); Francês (09); Inglês (01); Telecomunicações (01); Música/Canto Erudito (01), as outras disciplinas como Física (35); Química (18); Filosofia (36); Sociologia (29); Espanhol (29); e Contabilidade (03) não irão zerar o cadastro de reserva desta vez, restando vagas que poderão ser preenchidas ainda este ano.

Já as 120 nomeações para a carreira de Assistência à Educação serão divididas da seguinte forma: Arquivo (01); Fonoaudiólogos (05) ; Nutrição (50); Psicólogos (59) e Serviço Social (05). Essas nomeações são oriundas de um concurso que foi realizado em 2010 com homologação em 17 de fevereiro de 2011. A maioria desses profissionais atuarão na Regional de Ensino de Brazlândia, onde todas as escolas terão educação integral.

Assessoria de Comunicação da SEAP/Ascom- Tânia Rocha

Fotos: Dênio Santos/Agência Brasília

Fonte: Agência Brasília

Inscrições para bolsas do ProUni estão abertas

FOTO: DIVULGAÇÃO
 

Começam nesta segunda,13,as inscrições para a primeira edição de 2014 do Programa Universidade para Todos (ProUni) pela internet. Segundo o Ministério da Educação, o sistema estará aberto desde o início da manhã, mas não definiu horário. O prazo vai até as 23hs59 da sexta,17. A primeira chamada dos estudantes pré-selecionados será divulgada no dia 20 de janeiro no site do programa, que vai publicar a segunda chamada no dia 3 de fevereiro.

O ProUni é destinado a alunos que querem concorrer a bolsas de estudo, integrais ou parciais, em instituições particulares de educação superior. As bolsas integrais são para os estudantes com renda bruta familiar, por pessoa, até um salário mínimo e meio. As bolsas parciais são destinadas aos candidatos com renda bruta familiar até três salários mínimos por pessoa. O bolsista parcial poderá utilizar o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para custear o restante da mensalidade.

Pode participar da seleção o estudante que tenha feito a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2013 e obtido no mínimo 450 pontos na média das notas. O candidato não pode ter tirado 0 na redação e precisa ter cursado o ensino médio na rede pública ou com bolsa integral na rede privada.

Fonte: Gazeta de Taguatinga

Nos últimos dias, a imprensa divulgou intensamente a precária situação da qualidade do ensino no Brasil.

Nos testes do Programa Internacional de Avaliação e Alunos (Pisa) estamos na 57.ª posição, entre 65 países pesquisados. ...

É verdade que aqueles testes mostraram uma pequena melhoria dos alunos brasileiros. Mas a corrida educacional é em direção a um ponto móvel. Os nossos concorrentes avançaram muito mais, mantendo o Brasil na posição em que estava em 2009.

A China, em especial a província de Xangai, disparou na melhoria do desempenho do ensino. A Coreia do Sul continuou brilhando. Japão e Taiwan progridem cada vez mais. Os países do Leste Europeu estão bem melhores que o Brasil.

A baixa qualidade do ensino no Brasil tem um preço alto na concorrência global, disse a professora Maria Helena Guimarães Castro. Ela está coberta de razão, pois a educação de boa qualidade é a chave da produtividade, que, por sua vez, é a base da competitividade.

O trabalhador brasileiro produz, em média, 25% do que produz o trabalhador alemão e 20% do que produz o americano. Tecnologia pesa, é claro. Mas a educação é crucial: o que realmente conta na eficiência de uma máquina moderna é a competência de quem a opera e a mantém.

Todas as pesquisas indicam que a qualidade da educação depende do que ocorre dentro das escolas, em especial nas salas de aula. No caso brasileiro, fala-se que o tempo de aula é insuficiente e que os professores são mal remunerados e não conseguem fazer os alunos apreenderem.

Tudo isso é verdade. Mas há uma agravante importante. Só em 2013, as greves de professores nas escolas estaduais e municipais somaram mais de 400 dias úteis, conforme informou o jornal Valor de 5/12/2013 – e o ano ainda não havia terminado.

Com isso, mais de 1,5 milhão de alunos foram prejudicados, pois, enquanto os professores cruzavam os braços, as mentes dos estudantes ficavam na ociosidade. Só no Rio de Janeiro foram 80 dias perdidos. Se já é difícil ensinar com jornadas normais, imagine com as aulas suspensas!

Essa história de repor dias de aula durante as férias é tão necessária quanto utópica. Na prática, as faltas se transformam em dias perdidos mesmo, em que os alunos deixam de aprender. Nas negociações para terminar com a greve, os administradores e os professores fazem que acreditam numa reposição, que nunca compensa o que se perdeu com as greves.

Falta discutir o mérito 

As principais reivindicações dos mestres se referem a aumentos salariais e melhores promoções nos planos de carreira. Nos movimentos grevistas, porém, não se pronuncia a palavra produtividade. Os sindicatos se recusam a atrelar os aumentos salariais e as promoções ao desempenho dos professores. Isso é muito grave.

A estimulação do mérito é crucial em qualquer campo e tem sido considerada seriamente nas negociações salariais dos professores em países avançados. É isso que ocorreu em 2013 nos Estados Unidos, na Alemanha, na Coreia do Sul e em outras nações.

No Brasil, há não apenas um desprezo, mas, sobretudo, um aberto combate ao mérito. Recentemente, os sindicatos dos professores do Rio de Janeiro tiveram a coragem de desfilar na cidade durante a greve empunhando faixas que diziam “abaixo o mérito!”.

Ou seja, ao problema da má remuneração e da falta de reconhecimento da carreira docente o Brasil soma o estrago de um sindicalismo corporativista que desconsidera inteiramente a razão de existir da escola: uma instituição para formar e estimular as novas gerações.

Para melhorar o ensino, não basta investir mais dinheiro, como promete fazer o governo no recém-aprovado Plano Nacional de Educação e com o uso dos recursos do pré-sal.

O mais urgente é restabelecer a ética do trabalho entre os profissionais da educação. Isso não se compra com dinheiro, e, sim, com exemplos que devem ser dados de cima para baixo. 

JOSÉ PASTORE PROFESSOR DE RELAÇÕES DO TRABALHO DA FEA-USP, É MEMBRO DA ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS.

Fonte: Blog do Riella - 07/01/2014
 
A União Nacional das Escolas Famílias Agrícolas do Brasil (UNEFAB) realizou nesta terça-feira (17), no Gama – Distrito Federal, a abertura do IV Congresso Nacional das Escolas Famílias Agrícolas do Brasil, com tema: Pedagogia da Alternância, Educação do Campo e Políticas Públicas: Diversidade, Princípios, Panorama e Desafios da Ação das Escolas Famílias Agrícolas na Formação Integral e Profissional de Jovens Rurais. O evento terá cinco painéis e dez palestras que serão facilitadas por renomados pesquisadores ligados ao Movimento da Pedagogia da Alternância e da Articulação Nacional da Educação do Campo e se estende até sexta-feira (20).
Este encontro conta com a participação de representação dos estados do Espírito Santo, Bahia, Maranhão, Ceará, Rio de Janeiro, Rondônia, Rio Grande do Sul, Goiás, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Amapá e Pará.
Na solenidade de abertura participaram a assessora para juventude do Ministério do Desenvolvimento Agrário Ana Carolina Silva, o diretor de Transferência Tecnológica da EMBRAPA Fernando Amaral, a representante dos jovens estudantes da EFA Bruna Ferreira dos Santos e o representante dos/as monitores/as Antônio Alves Barros e o presidente da UNEFAB Antônio Baroni Rocha.
Na quarta-feira (18) das 15 às 18 horas no Auditório Freitas Nobre – Anexo IV da Câmara dos Deputados – Brasílias será realizado o Ato Político: “Pedagogia da Alternância como política pública de educação do campo e sustentabilidade, com participação de diversas autoridades.


Haverá o lançamento dos livros "Origens da Pedagogia da Alternância no Brasil" de Paolo Nosella e "Pedagogia da Alternância e Sustentabilidade" organizados por João Batista Begnami e Thierry De Burghgrave, com a participação de diversos autores e autoras. Este ato conta com apoio da Frente Parlamentar pela Educação do Campo.
 
Texto: Damião Santos. Fotos: João Paulo Reis Costa.
 
Informou Unefab - 17 de setembro de 2013
 
Publicada no Gama Cidadão - 05/01/2014
 

Mais uma vez a Secretaria de Educação tem a oportunidade de criar uma política de valorização das produções técnico-científicas e culturais dos professores e orientadores carreira Magistério Público do DF. É que esta possibilidade que constava no plano de carreira anterior, também consta no atual. É o que diz o artigo 13 da Lei 5.105:

Art. 13. Constituem incentivos profissionais a ser estabelecidos pela Secretaria de Estado de Educação as produções técnico-científicas e culturais dos servidores da carreira Magistério Público, desde que voltadas para a melhoria da qualidade do ensino e a valorização do magistério.
§ 1º Os servidores da carreira magistério Público terão apoio para publicar os trabalhos de conteúdo técnico-pedagógico objeto de pesquisa ou produção acadêmica.
§ 2º O disposto neste artigo deve ser regulamentado em até cento e oitenta dias da publicação desta Lei.

Porém, há boa vontade da Secretaria de Educação para regulamentar este artigo e tornar realidade o que está previsto no estatuto da categoria? Qual o impacto na qualidade do ensino de uma política efetiva de reconhecimento das produções técnico-científicas e culturais dos servidores da carreira Magistério Público?

 

Fonte: Blog Washington Dourado