CatetinhoTríade Patrimônio com apoio da Secretaria de Educação e Secretaria de Cultura realizou nesta quarta-feira (24), no turno matutino, o lançamento do programa educativo Visite o Catetinho, com a peça teatral “Palácio de Tábuas”. A peça propõe uma viagem no tempo até a primeira construção da cidade, a residência oficial de JK em Brasília. A ação tem a finalidade de propiciar cultura às crianças e aos adolescentes por meio de projetos inovadores de educação patrimonial.

Para a secretária adjunta de Educação, Maria Luiza Fonseca do Valle, o objetivo do encontro é de adequar o conteúdo pedagógico de forma diferenciada, com linguagem própria à faixa etária e estimular o interesse pelo estudo. “A Catetinhohistória contada de forma viva é muito mais fácil e gostosa de ser absorvida. É muito importante para a educação conhecer a vivência da cidade, a nossa cultura. Muitos alunos passarão por esta experiência que se estenderá até o final do ano”.

A secretária ressaltou ainda a função educativa do projeto. “Acredito profundamente nesta ação educativa, será um momento rico para os alunos da SEDF que além de se divertir poderão refletir a informação que lhes foi passada”.

Cerca de 80 alunos do Centro de Ensino Fundamental I do Núcleo Bandeirante participaram da estréia do projeto. A peça teatral utiliza uma linguagem cênica para estimular a curiosidade, a imaginação e a interatividade com os alunos.

CatetinhoO programa é destinado a alunos da escola pública, Ensino Fundamental e Médio, e conta com o patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura – FAC e da Subsecretaria do Patrimônio Histórico e Artístico e Cultural – SUPHAC. Ao longo do ano letivo de 2013, cerca de 10 mil estudantes terão a oportunidade de vivenciar a história de Brasília. Transporte, lanche e material educativo serão disponibilizados para o público escolar participante.

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Local: Museu do Catetinho
Dia: Todas 4ª feiras de 2013.
Horário: matutino e vespertino
Para agendar a visita: www.visiteocatetinho.com.br

Fonte: Ascom


Governos estaduais e municipais têm até 2016 para garantir as vagas

A presidente Dilma Rousseff fez modificações importantes na Lei de Diretrizes e Bases da Educação. A mais relevante é a redução da idade mínima para a matrícula de crianças na escola, que caiu de 6 para 4 anos. Pelo novo texto, publicado nesta sexta-feira no Diário Oficial da União, o estado é obrigado a garantir à população educação escolar pública e gratuita dos 4 aos 17 anos. A nova lei ainda torna dever dos pais ou responsáveis efetuar a matrículas das crianças na educação básica a partir dos 4 anos de idade. Os governos estaduais e municipais têm até 2016 para garantir vagas a todas as crianças com idade a partir de 4 anos.

Entre as obrigações do estado, a lei ainda prevê:

1) a oferta de educação infantil gratuita às crianças de até 5 anos de idade;
2) atendimento educacional especializado gratuito aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, transversal a todos os níveis, etapas e modalidades, preferencialmente na rede regular de ensino;
3) acesso público e gratuito aos ensinos fundamental e médio para todos os que não os concluíram na idade própria;
4) e atendimento ao educando, no ensino fundamental público, por meio de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde.

Ano letivo - O novo texto também estabelece que as crianças de 4 e 5 anos terão "avaliação mediante acompanhamento e registro do desenvolvimento, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental". Além disso, a carga horária mínima anual da educação infantil será de 800 horas, distribuída por um mínimo de 200 dias de trabalho educacional.

O atendimento à criança deve ser de, no mínimo, quatro horas diárias para o turno parcial e de sete horas para a jornada integral. Na pré-escola, as instituições de ensino têm de controlar a frequência das crianças, que deve, no mínimo, de 60% do total de horas.

Outra novidade na lei foi a inclusão de mais um princípio a ser observado no processo de ensino das escolas. Trata-se da "consideração com a diversidade étnico-racial". Princípios como igualdade de condições para o acesso e permanência na escola, pluralismo de ideias, valorização do profissional da educação escolar e garantia de padrão de qualidade já estavam contemplados no texto anterior.

Fonte: Site da Veja

Em assembléia, os docentes aceitaram proposta que prevê ainda incorporação de gratificação para todos

Os professores da rede pública de ensino do Distrito Federal aceitaram ontem, em assembleia realizada em frente ao Palácio do Buriti, o reajuste salarial mínimo de 23,7% proposto pelo Governo do Distrito Federal. Além do aumento, a gratificação por dedicação exclusiva em tempo integral (Tidem) será incorporada ao salárioo de todos os 40 mil professores do GDF.


O reajuste será pago em seis parcelas nos meses de março e setembro até 2015 e a gratificação será incorporada aos salários em três partes até março de 2014.


A primeira parcela do aumento será retroativa ao mês de março. O aumento dos salários deve causar um impacto de aproximadamente R$ 1 bilhão aos cofres do governo até 2015. ...


De acordo com o Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF), o reajuste representa um ganho real que, em média, deve ficar na casa dos 25%. Porém, o aumento pode variar de 23,7% a 30%, dependendo do nível de carreira e das gratificações de cada professor. Segundo o sindicato, 2,7 mil docentes devem receber o aumento máximo.


A categoria, contudo, considera o reajuste apenas como um primeiro passo na reestruturação do plano de carreira e afirma que continuará lutando pela isonomia salarial com outras carreiras de nível superior. Segundo dados do GDF, em 2015, o salário inicial dos docentes será de R$ 5.237,13, enquanto que para os demais servidores com nível superior será de R$5.508,61.


O reajuste oferecido não agradou o professor Maciel da Silva. Segundo ele, os docentes tinham uma expectiva maior em relação a proposta. "A categoria busca a isonomia. Esse foi um pequeno passo, mas o ideal ainda está muito distante. Tem que haver uma maior valorização da categoria", afirma.

Fonte: Jornal Destak - Brasília - 04/04/2013

Desconforto

Rede pública. Estudantes reclamam da falta de climatização nas escolas brasilienses. GDF recebeu verba de R$ 9 milhões para adquirir equipamentos e, agora, espera ata de adesão

Na Escola Classe da 413 Sul, os estudantes inventaram uma estrate?gia para driblar o calor. Depois de pedir licenc?a para os professores, eles partem para o corredor e molham a cabec?a com uma mangueira.

“E? insuporta?vel”, diz Ta?mara Silva de Farias, 9, aluna do 5o ano. Dona de um cabelo bem comprido, Ta?mara usa a mangueira para se refrescar pelo menos tre?s vezes ao dia.

O desconforto dela se repete em todas as escolas pu?blicas do DF. Na rede, na?o ha? salas de aula equipadas com climatizadores ou ar condicionados e ate? os ventiladores de teto sa?o raros. “As queixas dos professores sa?o recorrentes, porque o calor atrapalha a concentrac?a?o dos alunos. Fica mais difi?cil dar aula”, afirma o diretor de Poli?ticas Educacionais do Sinpro, Clau?dio Antunes Co?rreia. ...

O GDF promete a aquisic?a?o para breve de 5,5 mil aparelhos de ar condicionado e 4,5 mil ventiladores. A verba para a compra no valor de R$ 9 milho?es foi repassada pelo governo federal ao GDF no ano passado.

Em nota, a Secretaria de Educac?a?o afirmou que espera apenas a abertura de uma ata de prec?os do Ministe?rio da Educac?a?o para fazer a adesa?o e efetuar a compra.

Para virar realidade, entretanto, as salas climatizadas ainda dependera?o de uma outra ac?a?o de governo. Na mairoia das escolas, a instalac?a?o dependera? de reformas na rede de energia. A maior parte das escolas foi construi?da ha? mais de 20 anos e na?o suporta a carga ele?trica.

Por Érica Montenegro

Fonte: Jornal Metro Brasília - 04/04/2013

Colocação de forros de duas salas deve ser concluída nesta segunda.
Curto-circuito em 25 de fevereiro na escola classe 6 deixou prédio sem luz.

gama
Alunos da escola classe 6 do Gama, no Distrito Federal, voltaram às aulas nesta segunda-feira (25) depois de a instituição ficar três semanas sem energia elétrica. Segundo a diretora, Cássia Nunes, toda a fiação elétrica do colégio foi trocada. "É ótimo saber que as tomadas voltaram a funcionar, que os alunos não precisam mais ter aulas no escuro", afirma.

Para finalizar a reforma elétrica na escola, falta a troca dos forros de duas salas, o que deve acontecer ainda nesta segunda. Enquanto isso, os estudantes têm aulas na biblioteca e em outra sala do colégio sem prejuízo para a aprendizagem, de acordo com Cássia. Na terça-feira (26), a rotina das crianças deve voltar ao normal.

A escola classe 6 do Gama funcionava sem luz desde o dia 25 de fevereiro. Um curto-circuito no laboratório de informática afetou a rede elétrica de todo o prédio. Apesar disso, os alunos continuaram a assistir às aulas no escuro até o dia 15 de março. A escola atende 308 estudantes do 1º ao 5º anos do ensino fundamental.

Na segunda-feira (18), a direção da escola suspendeu as aulas, após recomendação da Defesa Civil, que vistoriou o colégio na quinta (14), a pedido da diretora. O órgão verificou a presença de fios elétricos expostos, que colocavam em risco a vida dos alunos, de 6 a 12 anos.

Questionada pelo G1, a Secretaria de Educação do DF não soube informar quando a escola
classe foi reformada pela última vez e o porquê da demora em arrumar o sistema elétrico. Ela informou que os dias letivos suspensos serão repostos.

Desde quarta-feira (13) os alunos vinham sendo liberados uma hora mais cedo devido à falta de condições para as aulas. Alunos ouvidos pelo G1 disseram que não conseguiam enxergar o quadro-negro e tinham de forçar a vista para conseguir ler. Muitos disseram sentir dores de cabeça e nos olhos.

"Não dá para ler direito. Fica pior ainda quando chove, como nesses dias. Tem que fechar a janela para não molhar a gente na sala, mas aí não dá para ver nada. Fica tudo escuro", disse um aluno.

Operários começaram a arrumar a rede elétrica, mas, para isso, o forro do teto teve de ser retirado, o que causou poeira e irritação em alunos com rinite alérgica. Com os reparos, fios elétricos expostos foram deixados na cozinha da escola e em diversas salas.

Entre as estruturas do prédio, escondidos pela forração, havia ninhos de pássaros. Havia também goteiras na biblioteca e, quando chovia, a água escorria pelas lâmpadas no teto.

A cozinha teve de ser desativada e alimentos perecíveis, como carne e frango para o lanche das crianças, estragaram. Até a semana passada, a comida era guardada num colégio próximo, mas eram os funcionários da escola classe 06 quem buscavam os alimentos com os próprios carros todos os dias. Na maior parte das últimas semanas, o lanche foi composto apenas por biscoito e suco.

De acordo com Cássia, o colégio foi fundado em 1965 e nunca passou por uma grande reforma. Desde o curto-circuito, ela entrou em contato com o Conselho Regional Escolar do Gama, que recomendou a continuidade das aulas. O conselho enviou nos dias seguintes ao acidente técnicos para trocar reatores e lâmpadas. Porém, a rede elétrica voltou a ter curto-circuito.

A Defesa Civil foi então chamada pelo conselho a pedido da diretora. Os agentes que estiveram no local afirmaram que toda a fiação elétrica e o forro do teto teriam de ser trocados. O antigo forro, segundo um dos agentes, era provavelmente da época da fundação da escola e oferecia perigo no caso de um incêndio.

Após visita do G1 à escola, um engenheiro da Secretaria de Educação esteve no local.

Falta de organização
 Para o doutor em políticas públicas da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB) Remi Castioni, falta uma boa gestão e um sistema de prevenção e de manutenção para as escolas.

"O Estado é responsável não só pela oferta da educação, mas por toda a cadeia que a envolve. Falta um canal de comunicação direto com os conselhos escolares, planejamento antes do ano letivo, além de tudo ser muito burocrático."

Segundo Castioni, a alfabetização das crianças da escola classe 06 do Gama já está comprometida. "A infraestrutura da escola, bem como os professores e o material escolar, são ingredientes fundamentais para garantir o sucesso do rendimento dos alunos. Podemos dizer que depois do início do ano letivo, elas não tiveram aula. Os insucessos da educação no Brasil acontecem por causa disso", afirma.

Fonte: G1 DF

Assembleia decide hoje se aceita proposta anterior de reestruturação do plano de carreira

Os professores da rede pública de ensino podem entrar em greve ainda hoje. A decisão sobre a paralisação das atividades será tomada em assembleia na Praça do Buriti, às 9h30. Em reunião com o governo ontem, o Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro) recebeu a mesma proposta anterior de reestruturação do plano de carreira da classe. A categoria, por enquanto, rejeita a oferta. ...

A proposta se mantém, com uma recomposição da inflação, que está projetada em 25,08%. De acordo com o Sinpro, isso representaria um ganho real equivalente a 1,46%. A proposta tem apenas duas tabelas, uma de 20 horas e outra de 40 horas, e a incorporação da gratificação de exclusividade (Tidem), o que equivale a um aumento de pelo menos 16% para todos os servidores da categoria. O GDF indicou também que os professores começariam a sentir parte do impacto financeiro em maio deste ano, e depois em setembro de 2013, 2014 e de 2015.

Insatisfeito com o resultado das negociações, o sindicato exige uma reunião com o governador Agnelo Queiroz. Na reunião de ontem, o GDF foi representado pela secretários de Administração Pública, Wilmar Lacerda, e de Educação, Denilson Bento.

NOVA REUNIA?O
A diretora de Imprensa do Sinpro, Rosilene Corre?a, participou da reunia?o e diz que o encontro na?o trouxe nenhuma novidade. “Essa e? a quinta vez que nos reunimos para discutir as mudanc?as na categoria e eles entregaram mais uma vez a mesma tabela. Ja? que eles colocam empecilhos financeiros para o reajuste salarial dos professores, queremos tratar diretamente com o governador sobre o debate financeiro pendente”, reforc?a Rosilene.

A deliberac?a?o sobre uma possi?vel greve sera? feita em conjunto na assembleia. Contudo, a constante desmotivac?a?o da categoria indica a greve. “A categoria vai decidir, tudo pode acontecer. Mas a posic?a?o da diretoria do Sinpro e? que a proposta e? insuficiente e devemos ficar mobilizados porque merecemos ser valorizados pelo trabalho que desempenhamos”, reforc?a Rosilene

Por Júlia Carneiro

Fonte: Jornal de Brasília - 21/03/2013