Foi ao ar neste 4 de março a oitava edição do Sarau Nacional Banca de Poetas, uma variação do teatro do literário adaptado para o rádio. Parece que foi ontem, mas já vai longe aquele mês de agosto quando fomos convidados por Valter Lima, o apresentador do programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, durante entrevista concedida a EBC sobre o Festival Banca de Poetas, patrocinado pelo FAC, que estava em turnê por seis cidades do DF. Durante a entrevista, um dos diretores da emissora ouviu a entrevista e achou que aquele formato poderia se tornar um produto da rádio e, dessa forma, lá já se vão oito meses.

A oitava Edição foi a primeira transmissão do programa a ser levada ao ar fora dos arcabouços do estúdio. A proposta de sair de dentro das quatro paredes e ganhar ruas vem sendo avaliada e visa manter um dos objetivos do programa que é o de dar voz a quem merece e não tem espaço nos meios de comunicação. Como o Conic é um conhecido centro cultural e mantém ali o quiosque cultural do Ivan Preseça, um ícone do mundo das letras do DF, ficou decidido que o programa seria então em sua homenagem.

Como março é o mês da mulher o programa uniu dois motivos legítimos. Abrimos o programa com a quarta sinfonia de Bhetovem executada pela Orquestra Plena Harmonia, composta por rapazes egressos do sistema sócio-educativo da Secretaria da Criança e Adolescentes de DF (Secria), que regida pelo músico e maestro Mafá Nogueira que, também, atua junto ao movimento de ocupação da Faculdade Dulcina de Morais. Em seguida foi a fez de Ravena, moça egressa do sistema sócio-educativo, ativista dos movimentos populares e que curso Ciências Sociais na UnB, e fez coro com a Orquestra Plena Harmonia. Durante a transmissão, que durou duas horas, Ivan Presença recebeu as congratulações de vários amigos que vieram ao Conic especialmente para participar desse momento, entre eles Ronaldo Mousinho, ativista do mundo das letras da Capital Federal e a coordenadora internacional do movimento social e cultural Grito do Livro: Viva a Leitura! e Titular do Colegiado Setorial de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Sistema de Cultura do DF, Cleide Soares que na oportunidade presenteou com o livro "Quase Toda a História do Século XXI no Humor do Pasquim 21". Mas o auge do programa foi mesmo a presença maciça dos movimentos populares. Hellen Frida, representando o Ponto de Cultura Frida Kahlo, de São Sebastião fez referência para a questão dos direitos da mulher em manifesto lido por ela e aplaudida com entusiasmo pelos presentes.

Ivan e Cleide relembraram vários momentos de ativismo cultural em Brasilia, a inclusão da literatura nas casas das pessoas com o projeto "Mala do Livro" e intercâmbio entre agentes de leitura e grandes autores na década de 90. 

A participação do público não deixou dúvidas sobre a importância do Sarau Nacional Banca de Poetas, espaço criado pela Banca de Poetas concedido pela Rádio Nacional. O programa foi encerrado com a participação musical de um artista que estava fora da programação, Beirão Neves, amigo do homenageado, que chegou como quem não quer nada, tomou um violão emprestado e fechou com chave de ouro a programação com um gosto de até breve em Planaltina, em primeiro de Abril, na Pedra Fundamental, quando o programa estará fazendo, antecipadamente, coro a toda programação comemorativa do aniversário da Capital Federal.

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