O deputado Wasny de Roure, comemora com a comunidade do Gama, a sanção, pelo governador, da Lei 5.616, de 26 de fevereiro de 2016, que declara o Centro Cultural do Itapuã, como Patrimônio Cultural e Material do DF. A iniciativa foi do deputado Wasny, que em outubro do ano passado, realizou uma audiência pública para pedir a revitalização do Cinema que faz parte da vida da cidade e de todo o DF. 

Com essa nova lei, o governo passa a ter obrigação de cuidar do espaço. É uma maneira de preservar a história da cidade, já que no Gama, só o Cine Itapuã e o Corpo de Bombeiros existem desde a década de 60. De acordo com o ARTIGO 248, da Lei Orgânica, o poder público terá como prioridade a implantação de políticas articuladas com a educação e a comunidade, que garantam o desenvolvimento cultural do DF. Deve haver estímulo, por meio de incentivos fiscais, a empreendimentos privados que se voltem para a produção cultural e artística, preservação, e restauração do patrimônio cultural do DF. 
O Cine Itapuã, foi o segundo cinema inaugurado no Distrito Federal, na década de 60. Na década de 80, o local era ponto de encontro de moradores e artistas. Parabenizamos toda a comunidade do Gama e reiteramos nosso compromisso com a cultura da cidade.

 
 
 
 

Apesar de ser a sexta maior cidade do Distrito Federal, os moradores sofrem com a centralização cultural

Por: Luanna Couto, Da redação do portal IESB

 Foto: Luanna Couto

O Skate Park é a única opção para os jovens gamenses

Jovens gamenses reclamam da falta de investimento em cultura e lazer. Com 136 mil habitantes, segundo a Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), o Gama possui cerca de 30 mil jovens. Mesmo assim, há poucos recursos, muitos pontos desativados e extremo descuido das áreas disponíveis.

O Gama, hoje, conta com o Skate Parque e praças, como a do Sandubas e da Administração Regional. Pontos de encontro que se tornaram referência em todo o Distrito Federal nos anos 1980, como o Parque da Prainha, está desativado há 13 anos e o Cine Itapuã, fechado há uma década.

Thálisson Silva, de 20 anos, mora na cidade desde pequeno e reclama da falta de investimento em lazer e cultura.  “Somos esquecidos culturalmente, mesmo quando há projetos para algo novo na cidade, o governo demora anos para executar e nos deixa jogados às traças”.

Algumas iniciativas nunca saíram do papel, como o Parque Vivencial Urbano Norte, no setor norte da cidade, que em  área ambiental de 592 mil metros quadrados. O parque foi criado em 1998 mas houve problemas na licitação,  e passados 16 anos, moradores ainda reclamam do abandono da área, que é frequentemente utilizada por traficantes e usuários de drogas.

Sem transporte

Outro problema é a locomoção dos jovens para o Plano Piloto, onde está grande parte das atividades de lazer do Distrito Federal. Amanda Oliveira, estudante de 21 anos, reclama da centralização cultural em Brasília. “Tenho que ir ao Plano Piloto todos os finais de semana, não há nenhum centro cultural público e nem particular aqui”, finaliza.

Cine Itapuã

Considerado a vanguarda do cinema de Brasília, o Cine Itapuã já teve seus dias de glória. Inaugurado em 1961, já foi o segundo maior do Distrito Federal. Na praça, já tocaram bandas e artistas renomados, como Legião Urbana, Oswaldo Montenegro e Belchior.

Cinema da cidade esta desativado ha 10 anos

O espaço foi doado por comerciantes ao Governo do Distrito Federal há 29 anos mas está desativado desde 2005 . Já foram feitas diversas audiências públicas para discutir a restauração do local, mas nada foi feito ainda. Segundo a administradora do Gama, Maria Antônia Magalhães, “restaurar o Cine Itapuã é uma prioridade”.

Raimundo Nonato frequentava o cine e a praça em frente e relembra os tempos de infância.  “Na época, tínhamos grupos de teatro e nos apresentávamos no cinema. A cultura que proporcionava aos jovens os tiravam das ruas e os traziam para arte”, lembra.

Parque Prainha

O Parque Recreativo do Gama, conhecido como Prainha, é uma reserva ecológica que conta com três nascentes e vegetação típica do cerrado. Nos anos 1980, era frequentado por moradores da região. Foi desativado em 2002 e desde então, apenas usuários de drogas frequentam o local.

Ponto de encontro dos moradores nos anos 1980, a prainha hoje esta abandonada

A assessoria de comunicação da Administração Regional do Gama limitou-se a dizer que “a administração entende a urgência em revitalizar as áreas para melhor atender a população”. Um pacote de obras lançado pelo Governo do Distrito Federal (GDF), orçadas em R$ 3,5 milhões, para a revitalização das piscinas, vestiários e lanchonete, mas ainda não há previsão para o início. 

Foto: Luanna Couto

Em 2015, Brasília acolheu versos de poetas locais e visitantes.

Da Redação do Correio Braziliense - 29/12/2015 07:30


Nicolas Behr autografou o Descaderno Brasília, sugerindo pontos de vista criativos para o dia a dia

Brasília, a cidade das curvas monumentais, foi circundada por poesia em 2015. Lançamentos de livros de poetas da cidade e de forasteiros movimentaram a capital com eventos coletivos, leitura de poemas, teatralizações; e a poesia até se despiu para calendário. Não se pode dizer, então, que a poesia esteve adormecida durante o ano. Pelo contrário, esteve bem atuante pela voz e traços dos poetas.

Nicolas Behr, Francisco K, Luis Carlos Alcoforado, Carla Andrade, Renato Matos, Amneres Santiago, Angélica Torres, Wélcio de Toledo, Luiz Felipe Vitelli, Adeilton Lima, Ágata Benício, André Giusti, Aurea Valentina, João Pacífico e Noélia Ribeiro são alguns nomes que representaram a cidade.

De fora, Arnaldo Antunes trouxe a poesia concreta em imagens para exposição com caligrafias, cartazes, adesivos, áudios, vídeos, colagens e objetos poéticos criados nos últimos 30 anos de trabalho do artista.

Uma das iniciativas mais inusitadas foi o calendário Poesia nua. A ideia surgiu durante um encontro do Lounge Poético, no Balaio Café. Em meio a um brainstorming, alguém soltou: “Por que a gente não posa pelado e faz um calendário?” A dificuldade em conseguir verba e patrocínio para editar as obras fez os poetas encararem a proposta como uma excelente ideia.

Marina Mara tomou a frente e postou na página do grupo nas redes sociais um chamado para quem estivesse interessado e 14 poetas se apresentaram. Ágata Benício, André Giusti, Aurea Valentina, João Pacífico, Lindha Torres, Maísa Arantes, Mana Gi, Melissa Mundim, Paula Passos, Prem Supunya, Seirabeira, Tairo Loiola, Tati Carolli e Vanderlei Costa toparam mostrar o corpo para chamar a atenção para os versos.

O projeto A Imagem da Cultura do Gama (AICG) vêm fazendo um importante trabalho de catalogação de imagens da cultura da cidade, com rica história social e que agora vai estar disponível em um catalogo e na internet através de um website.  

João Breyer idealizador do projeto aproveitou a programação da Virada do Cerrado para lançar o projeto na cidade com apoio da Administração Regional do Gama e o portal Gama Cidadão. A administradora Maria Antonia esteve no lançamento para prestigiar o projeto, que é realizado através do FAC - Fundo de Apoio a Cultura.

Jade Oliveira e João Breyer são os produtores à frente deste projeto que busca resgatar as fotos históricas da cultura da cidade do Gama. Convida toda comunidade, instituições, pontos de cultura que possuam acervos fotográficos dessa história cultural, venha contribuir para compor este notável catálogo.

Para saber mais como contribuir com o projeto A imagem da Cultura do Gama, acesse nossa página no Facebook “A Imagem da Cultura do Gama”, envie um e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. pelos telefones 8446-1220 e 81941158

“Um povo sem memória é um povo sem identidade” João Breyer

Sete companhias estão atualmente em atividade na região administrativa, produzindo espetáculos que percorrem todo o Distrito Federal e até chegama outros países

Maíra de Deus Brito 22/11 5:30, ATUALIZADO EM 21/11 18:54



Re
za a lenda que o teatro de bonecos nasceu há muitos séculos, no Oriente, na região onde hoje estão China, Índia e Indonésia. No Brasil, desembarcou no século 16, e se consolidou, principalmente, em Pernambuco. Aqui, esse tipo de teatro ganhou uma técnica de manipulação com linguagem própria (e bem brasileira): o mamulengo.

Como a arte não tem fronteiras, atualmente, um dos principais celeiros do teatro de bonecos — e dos mamulengos — fica no Planalto Central, mais precisamente no Gama. O Metrópoles contabilizou sete grupos que estão saindo daqui para mostrar seu talento por todo o país. Confira a história dessas companhias:

Bagagem Cia. de Bonecos
Criada em 1983, é uma das companhias de teatro de bonecos (foto no alto) mais antigas do DF. Em 2004, conseguiu a sede própria, o Espaço Cultural Bagagem, no Gama. Este ano, o local está fechado por falta de verba — que vem, normalmente, do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) e de editais do Ministério da Cultura. Para o próximo ano, o grupo pretende reabrir o espaço, com capacidade para 60 espectadores. “Além disso, vamos dar continuidade ao projeto Teatro Móvel”, avisa Leda Carneio, integrante da companhia. “Adaptamos um caminhão com carroceria para receber nossos espetáculos encenados a céu aberto”. Durante o mês de dezembro, a trupe apresenta o tradicional “Auto de Natal” na Estrutural, no Varjão, na Vila Telebrasilia, em Samambaia e em Ceilândia.

Cia. Titeritar
Foi fundada pelos atores Luiz Cláudio e Onildo Junior em 1997. Com a saída do bonequeiro Luiz Cláudio, Onildo convidou os filhos Lucas e Rafael Rezende para fazer parte da companhia. Além de oficinas e teatro de bonecos, eles fazem contação de histórias e palhaçarias. Atualmente, o trio se dedica à arte das marionetes. “Pedro e o Lobo”, “O Dragão Verde” e “O Misterioso Furto da Trouxa de Roupa Suja” estão as  principais montagens da companhia.

Cidade dos Bonecos
Formado por sete artistas, o grupo desenvolve espetáculos de teatro de bonecos desde 2001. “Nesta linguagem, a companhia tem três espetáculos: ‘Contos, Histórias e Canções’, que mistura bonecos, contações de histórias e música ao vivo; ‘A Flor do Sertão’, baseado no mito grego de Perséfone; e ‘A História de Mané Bocó’, inspirado nos contos de Câmara Cascudo”, conta Rodrigo Valença, um dos integrantes. A trupe também faz um trabalho com teatro de sombras, a montagem “Sombras do Destino”. “Estamos desenvolvendo esse projeto há dois anos. No enredo, um casal apaixonado se separa por causa de uma guerra que chega ao vilarejo onde eles vivem. A trilha sonora é toda dos Beatles”, destaca.

 Grupo Avulso
de Teatro Popular
Foi criada em 2008, após uma oficina de técnicas circenses com o Grupo Mistura Íntima Dell’ Arte. Na ocasião, os atores tiveram a chance de aprender as linguagens da palhaçaria, da percussão e do teatro de bonecos. O resultado dessas experiências pode ser visto nos espetáculos da companhia, a exemplo de “Romance da Menina Feia”, “Recontando Chapeuzinho Vermelho” e “O Macaco e a Velha”. O Grupo Avulso de Teatro Popular também investe em esquetes de palhaçaria  — é o caso do espetáculo “Buia” — e na dramaturgia — já encenou a peça “O Caos”..

Grupo Avulso
de Teatro Popular
Foi criada em 2008, após uma oficina de técnicas circenses com o Grupo Mistura Íntima Dell’ Arte. Na ocasião, os atores tiveram a chance de aprender as linguagens da palhaçaria, da percussão e do teatro de bonecos. O resultado dessas experiências pode ser visto nos espetáculos da companhia, a exemplo de “Romance da Menina Feia”, “Recontando Chapeuzinho Vermelho” e “O Macaco e a Velha”. O Grupo Avulso de Teatro Popular também investe em esquetes de palhaçaria  — é o caso do espetáculo “Buia” — e na dramaturgia — já encenou a peça “O Caos”..

Grupo Pilombetagem
Há mais de 10 anos na estrada, a companhia já apresentou seus espetáculos em várias cidades do Distrito Federal. Uma das montagens mais conhecidas é “Benedito e o Boi Pintadinho”. A brincadeira de mamulengo é inspirada num conto do jornalista e historiador Luís da Câmara Cascudo (1898-1986). A história narra a vida do vaqueiro Benedito, famoso por não mentir. “O Conto do Catador” e “Teobaldo” são outros trabalhos do grupo, que também atua na palhaçaria e na animação de eventos.

Mendigos de Gravata
Depois de uma oficina teatral, Ricardo Pindura e mais sete amigos criaram a companhia. A estreia foi a peça “Adão e Eva”. Outras montagens vieram e, em 1998, o grupo se desfez. Quatro anos depois, Ricardo decidiu retomar as atividades, desta vez, com novos integrantes. Atualmente, a trupe é um quinteto que também faz parte do grupo Multicultural, cuja proposta é divulgar as artes — do Gama, principalmente — por meio de atividades como divulgação e auxílio na formulação de editais. Alguns projetos merecem destaque. Entre eles, “Zequinha e Sua Turma”, montagem que aproxima as crianças da arte do teatro de bonecos e do circo; “Teatro Reciclável “, que alerta sobre a importância dos cuidados com o meio ambiente; e “Droga Fora de Cena”, criado para combater o uso de drogas entre crianças e adolescentes.

 

 Voar Teatro de Bonecos
A companhia nasceu em 2003 pelas mãos do diretor e bonequeiro Marco Augusto. Atualmente, é composta por seis pessoas que já se apresentaram em todos os estados do Brasil e na Espanha, no México e no Chile. “Fazemos parte da União Internacional dos Marionetistas (Unima) e temos amigos em vários lugares do mundo. Foram alguns deles que nos ajudaram a traduzir nossos espetáculos quando fomos nos apresentar em países de língua hispânica. A linguagem do teatro de bonecos é universal, mas foi preciso adaptar o texto e colocar expressões típicas de cada lugar”, conta Marco Augusto. Os principais espetáculos do sexteto é o clássico “João e o Pé de Feijão” e “Os Meninos Verdes”, inspirado no livro homônimo de Cora Coralina. Em breve, a adaptação terá sessões em Rondonópolis (MT) e Dourados (MS).

 

 

 

Ascom Wasny com adaptações - 21/10/2015 

 

A revitalização do Cine Itapuã, no Gama, foi o tema da Audiência Pública promovida pelo deputado Wasny de Roure, em parceria com os deputados Ricardo Vale e Chico Leite, na noite desta quarta-feira(21). "O Cine Itapuã foi fundado em 1961 e é o segundo espaço cultural mais antigo de Brasília. Temos que nos unir para resgatar esse espaço. Inclusive, sou autor do Projeto de Lei (593/15), que declara o Centro Cultural do Itapuã, patrimônio material do DF", frisou Wasny na abertura da audiência. Um dos empresários da área do cinema, mais antigos da cidade, Décio Lima, que estava presente, foi lembrado pelas autoridades por ser uma memória viva do espaço.

O evento, realizado no auditório do Centro de Ensino Especial, contou com a presença de artistas da cidade, da Administradora do Gama, Maria Antônia, da secretária adjunta de Cultura, Nanan Catalão; além de Flávio Pinheiro, membro do Conselho Regional de Cultura do Gama e de Marco Augusto, representante do segmento teatral. Wasny e os outros dois distritais,  se comprometeram a destinar emendas para garantir a retomada do funcionamento do Cine Itapuã. Uma oportunidade importante para que a comunidade possa se manifestar e colaborar com a retomada desse espaço cultural.

 

  

 Galeria de fotos. Clique aqui!

Coadjuvante em "What do you mean?", Alber Leandro mora na Califórnia

Um dos principais representantes do skate no Distrito Federal, Alber Leandro participou do clipe da nova música de Justin Bieber, What do you mean?, lançado no domingo (30/8). O skatista, criado no Guará, faz manobras e é cumprimentado pelo cantor no videoclipe, que também contou com a participação do ator colombiano John Leguizamo, conhecido por atuar em filmes como Moulin Rouge eRomeu + Julieta.

O convite para participar das filmagens veio depois de Alber vencer um campeonato amador organizado por uma marca norte-americana de produtos de skate, há três semanas. “Precisei pensar um pouco sobre o assunto, conversei com meu agente e decidimos que poderia ser uma boa oportunidade de divulgar meu trabalho”, conta o brasiliense de 25 anos.

Na cena em que Alber atua, há uma minirrampa de skate onde várias pessoas fazem manobras. Segundo o atleta candango, muitos dos participantes da cena são figurantes que se passam por skatistas e, por isso, Justin Bieber deu a ele uma atenção maior. 

“Em uma troca de cena, o Justin pegou meu skate para fazer umas manobras e perguntou de onde eu era. Falei que era de Brasília, no Brasil, e ele ficou feliz de ter um skatista real no vídeo, inclusive me agradeceu por estar ali”, explica.

Alber começou a andar de skate aos 11 anos de idade e, há seis meses, mudou-se para a Califórnia em busca de uma carreira profissional no esporte. “Brasília não tem estrutura para skatistas que queiram se profissionalizar, mas tem boas pessoas que acreditam em grandes talentos e me ajudaram a buscar meu sonho”, relata o atleta, que diz ter já recebido propostas de três artistas para novas participações. 

Assista ao clipe de What do you mean?

 

DF Superesportes / Correio Braziliense - 01/09/2015 16:53 / atualizado em 01/09/2015 17:36

 

 

Encerrando o Projeto Paulim Diolinda Noutros Cantos, a Feira Permanente do Gama receberá diversos cantores do DF na véspera do Feriado de 7 de setembro

Foto: Paulim e seus intérpretes  Foto: Kacau Machado
 
Depois de se apresentar nas Feiras do Guará, do Núcleo Bandeirante e de Ceilândia, , será  a vez da Feira Permanente do Gama (domingo-06-09) receber o o show poético-musical com participação de diversos músicos e cantores do DF.  O Gama (06-09) encerrará a programação
 
Um programa inusitado para o domingo que antecede o feriado de 7 de setembro é ir à   Feira Permanente do Gama  e apreciar gratuitamente um show poético-musical com o talento de diversos músicos e cantores do DF, que se apresentarão gratuitamente em frente ao Bar Cantoria, Blues e o Escambau, das 13h às 15h. O programa encerrará o projeto Paulim Diolinda Noutros Cantos  que promove a circulação em feiras do DF, e ainda homenageia o compositor, este ser normalmente ofuscado pelos intérpretes. O projeto consiste na participação vários músicos profissionais interpretando as músicas compostas pelo cantor e compositor Paulim Diolinda. Este projeto é patrocinado pelo Fundo de Apoio à Cultura do DF (FAC-DF) da Secretaria de Estado de Cultura do Distrito Federal.
 
Paulim Diolinda Noutros Cantos é realizado em feiras, espaços de tradicional encontro entre os cantadores e o povo, onde as necessidades básicas de alimentação e cultura são supridas. Já foram realizadas apresentações nas Feiras do Guará, do Núcleo Bandeirantes e de Ceilândia. O projeto será encerrado na Feira Permanente do Gama (06/09/2015, a partir das 13h, em frente ao Bar Cantoria, Blues e o Escambau). 
 
"A atual escassez de espaços culturais da cidade provocada com o fechamentos de alguns deles tem levado, a nós artistas, a ocuparmos espaços inusitados como as Feiras e contribuindo com a difusão, distribuição e disponibilização da diversidade cultural produzida no DF", explica Paulim Diolinda. 
 
Feiras e Poesia
O projeto acontecerá nas feiras, espaços de tradicional encontro entre os cantadores e o povo, onde as necessidades básicas de alimentação e cultura são supridas. Também haverá espaço para comercialização de CDs, poesia e literatura, 
 
O compositor
O projeto valoriza uma figura fundamental para o desenvolvimento e a própria existência da música, o responsável pela criação, inovação, detentor dos direitos autorais que muitas vezes é esquecido pela mídia e sociedade, prevalecendo os intérpretes que levam ao grande público a criação do compositor.
 
Intérpretes/parceiros convidados
Como a obra de Paulim Diolinda foi registrada em diversos CDs de artistas consagrados no DF e no Brasil,  alguns deles participam das apresentações.  Zémiguel Rodrigues, Cleyson Batah, Duda Moreira, Rene Bonfim, Flor do Lodho, Vanessa Dizul, Jairo Mendonça, Dada Quixabeira, Magda Caffeé, Takane Pacífico, emocionam  as pessoas com suas apresentações singulares.
 
Paulim Diolinda
Oriundo das ladeiras e vielas de Olinda/PE o poeta Paulim Diolinda traz para o planalto central a magia e o encanto dos cantadores, trovadores e repentistas. O show contará com a participação de músicos que interpretarão sua vasta obra de composições de densa miscigenação cultural brasileira.
 
Serviço:
O que: Show poético-musical Paulim Diolinda Noutros Cantos com participação de diversos músicos e cantores do DF
Onde e Quando: 
Feira Permanente do Gama - em frente ao Bar Cantoria, Blues e o Escambau, das 13h às 15h. 
Informações: (61) 8112-6963

Blog do Arretadinho - 01/09/2015

Assista ao vídeo da história do imóvel abandonado que virou um espaço para a arte

Larissa Sarmento, da Agência Brasília


Com o apoio da administração regional, a Semente Cia. de Teatro revitalizou a antiga Casa do Artesão do Gama. Em novembro de 2014, o diretor de teatro e professor Valdeci Moreira ganhou cessão de uso do imóvel por um ano. Em contrapartida, o grupo reformou o lugar, tirou o lixo e passou a oferecer atividades como teatro, música e exposições fotográficas, desde a inauguração, em fevereiro deste ano. Aos sábados, há oficinas gratuitas de iniciação teatral para jovens e adultos. A comunidade agradece, pois o local estava abandonado havia 16 anos e era ponto de uso de drogas e esconderijo para roubos. O Espaço Semente fica ao lado da feira do galpão e da rodoviária.


Fonte: Agência Brasília 08/08/2015



Um repertório de música clássica e erudita voltará a embalar o projeto Sesc Sinfonia Intermezzo. As apresentações vão até dezembro deste ano. A atividade ocorrerá toda primeira sexta-feira do mês, na praça central do Gama Shopping, das 20h às 21h30. A entrada é franca e aberta ao público.

Sobre o projeto - O projeto Sesc Sinfonia foi criado em 2006 com a intenção de oferecer e tornar acessível ao público a música clássica. Já passaram pelos palcos do projeto a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, os solistas Marcello Vannucci e Licio Bruno, e a orquestra francesa Les Musiciens du Louvre-Grenoble. O Sesc Sinfonia já realizou eventos expressivos como a Ópera Carmem, para mais de 30 mil pessoas; o concerto Tributo a Pavarotti; e ainda a ópera A Flauta Mágica, de Mozart.

Galeria de fotos. Clique aqui!

Assista o vídeo com Leonardo Villas Braga, Técnico de Cultura - Sesc Gama

Sesc Sinfonia Intermezzo
Hora: 20h
Local: Praça do Gama Shopping
Entrada franca

Mais informações: facebook.com/teatrosescpaulogracindo

Governo aposta na diversidade de estilos para emplacar a capital com o título concedido pela Unesco

Gabriela Moll, da Agência Brasília
 


No comando das pickups há 15 anos, a brasiliense Débora Carvalho, de 39 anos, conhecida como DJ Donna, é enfática ao dizer que Brasília não é mais a capital do rock. "Toco em muitos lugares e vejo o quanto os ritmos se misturam por aqui", afirma. Residente — profissional que atua costumeiramente na casa — de grandes festas locais e convidada para discotecar Brasil afora, ela começou com música eletrônica e hoje seu estilo mistura rap, hip-hop, trap e ragga. "Adapto minha lista ao evento, mas sempre com foco no som de qualidade."

Donna é uma das personagens que comprovam a diversidade musical brasiliense. Pensando nessa característica da identidade do DF, o governo, por meio da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão, lança nesta quarta-feira (15) a candidatura de Brasília para integrar a Rede de Cidades Criativas da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) na categoria música. Em 1987, a capital do País recebeu da organização o título de Patrimônio Cultural da Humanidade.

"Independentemente de qualquer incentivo, as manifestações culturais criativas ocorrem de forma espontânea", ressalta a secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão, Leany Lemos. "Brasília costuma ser associada à política e à arquitetura: somos muito mais que isso."

Para subsidiar a campanha pelo título, um grupo de trabalho formado por servidores das Secretarias de Planejamento, Orçamento e Gestão e de Cultura analisou o conteúdo musical do DF e reuniu informações (que incluem galerias de imagens, vídeos e links) em um hotsite — página temporária na internet criada apenas para uma ação específica —, ainda em fase de elaboração. A plataforma destacará trabalhos sociais focados em educação musical e espaços icônicos, como o Clube do Choro. A Unesco avaliará o material até 30 de novembro e, em 11 de dezembro, divulgará as cidades eleitas.

Samba
Os sambistas do grupo Filhos de Dona Maria, criado há quatro anos, também reconhecem a mudança no cenário musical brasiliense. "Percebemos o tanto que os gêneros de cultura popular, como o maracatu e o coco (gêneros típicos do Nordeste), ganham espaço", afirma o percussionista Artur Senna. Para ele, a localização geográfica é um diferencial. "Fazemos esse intercâmbio com outras cidades, daí a grande mistura em todos os sentidos."

No samba, o músico percebe um crescente surgimento de grupos e o aumento do público nas apresentações. Também integram o grupo Khalil Santarém (cavaquinho e voz), Amílcar Paré (violão e voz) e Vinícius Oliveira (percussão e voz). Com influências da capoeira, do samba de terreiro e do jongo, o Filhos de Dona Maria apresenta-se mensalmente em um local que integra a identidade de parte da música de Brasília, o Círculo do Operário do Cruzeiro, palco de shows de samba e pagode.

Categorias
Criada pela Unesco em 2004, a Rede de Cidades Criativas tem como objetivo estimular a cooperação e a partilha de experiências entre as localidades participantes. A lista completa, dividida em sete categorias (artesanato e arte popular, artes e mídia, cinema, design, gastronomia, literatura e música), conta com 69 cidades.

Em 2014, duas capitais brasileiras integraram a rede: Florianópolis (SC), na categoria gastronomia, e Curitiba (PR), em design. Neste ano, o País entra na disputa com Santos (SP), em cinema, Belém (PA), em gastronomia, e Brasília (DF) e Salvador (BA), em música. Caso tituladas pela Unesco, as cidades musicais farão parte da lista formada por Bogotá (Colômbia), Bolonha (Itália), Brazavile (República do Congo), Glasgow (Escócia), Gante (Bélgica), Hamamatsu (Japão), Hanôver (Alemanha), Mannheim (Alemanha) e Sevilha (Espanha).

Reconhecimento
Se a candidatura de Brasília for bem-sucedida, o governo pretende explorar o título, para desenvolver o turismo, a cultura e a economia locais. "Vamos atrair olhares internacionais, o que é essencial para o turismo; também é uma forma de pensar elementos para o currículo escolar e aumentar o acesso a fundos e recursos, sem contar que será um orgulho para aqueles que vivem aqui", resume a secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão.

Para o compositor Alberto Salgado, o título ajudará a elevar a autoestima cultural da cidade. "É importante percebermos de forma mais ampla o que há além do eixo Rio de Janeiro-São Paulo. Exportamos músicos de altíssimo nível: grandes professores, intérpretes e compositores", destaca o violonista, que ganhou 15 prêmios em festivais e dividiu o palco com artistas como Hermeto Pascoal, Manassés de Souza e Kiko Klaus. Em 2015, foi premiado como melhor intérprete de MPB pelo Prêmio Profissionais da Música.

Violonista nascido e criado em Sobradinho, Salgado mescla clássico, popular, samba, choro e bossa. Ele aproveita para citar grandes nomes originários de Brasília. "Temos o Hamilton de Holanda, o Ocelo Mendonça [membro da orquestra sinfônica] e o baixista Jorge Helder, que acompanha artistas como Chico Buarque e Maria Bethânia", exemplifica. "A capital de todos os ritmos também tem compositores como Cacá Pereira e Zelito Passos, que, apesar de não serem brasilienses, aqui encontraram a inspiração para seus trabalhos", acrescenta. "Vimos recentemente o reconhecimento de dois grandes trabalhos da nova geração, a Ellen Oléria e a banda Scalene."

Veja a galeria de fotos:


DJ Donna


DJ Donna


Os sambistas do grupo Filhos de Dona Maria, Amilcar Paré, Artur Senna e Khalil Santarém