Corre na internet uma petição para que Renan Calheiros (PMDB-AL) renuncie à presidência do Senado. Mais de 1 milhão e 360 mil internautas (o correspondente a 1% do eleitorado brasileiro) já teriam assinado a petição. Nenhuma consequência legal decorre desse abaixo assinado. O valor desse movimento é político. ...


E política foi importantíssima mensagem enviada por Renan Calheiros às vésperas do carnaval. Renan embutiu sua mensagem, quase sem ser notada, em meio a um artigo publicado na coluna Tendências/ Debates à página 3 da Folha de S.Paulo.

Renan escreveu:

- Passo relevante é a defesa do nosso modelo democrático, a fim de impedir a ameaça à liberdade de expressão, como vem ocorrendo em alguns países. O chamado inverno andino não ultrapassará nossas fronteiras.

O presidente do Senado e do Congresso pregou ainda:

- Temos que nos inspirar, sim, nas brisas de uma primavera democrática e criar uma barreira contra os calafrios provocados pelo inverno andino.

Por fim, Renan prometeu "criar uma trincheira sólida, se preciso legal, a fim de barrar a passagem desses ares gélidos e soturnos. Em governos democráticos, não deve haver nenhuma pretensão de se imiscuir no conteúdo dos jornais, nem na atividade dos jornalistas".

O que Renan quis dizer com sua metáfora andina?

Em seu artigo/recado Renan enviou foi uma proposta, digamos assim, para os donos da indústria de Mídia do Brasil. Em resumo, o que ele disse sem dizê-lo foi: Não mexam comigo que eu não deixarei que mexam com vocês.

Quando fala em "inverno andino", Renan busca assustar, pois há quem se assuste, com o Equador de Correa e a Venezuela de Hugo Chávez. E também com a Argentina de Cristina Kirchner e sua Lei de Meios de Comunicação.

Os Fatos. Certamente há no Brasil quem sonhe com censurar a imprensa. Como há quem queira, como se faz no mundo civilizado, ter leis que, na prática, impeçam monopólios na indústria da comunicação. Isso é capitalismo. É zelar pela livre concorrência, regular o mercado. Como se faz com pasta de dente, cerveja, sabão em pó…

No Brasil há também quem sequer aceite esse debate. Basta uma menção ao assunto e lá vem a ameaça: "É censura!". Só para lembrar: os EUA, , com a sua Federal Communications Commission (FCC), regulam as dimensões e regras da sua Indústria de Comunicação.

A Inglaterra também. Com sua similar OFcom, obrigou Murdoch, barão da mídia, a abrir mão da SKY. Murdoch tinha 40% e queria comprar os outros 60%. Como seu jornal News Of the World grampeou o herdeiro do trono, e muitos outros, Murdoch perdeu a SKY. E teve que fechar o jornal centenário.

França, Portugal, países nórdicos… Mundo afora, nações democráticas tem órgãos que cuidam da regulação na indústria de comunicação. Estes são fatos, facilmente verificáveis com dois cliques na internet. Isso nada tem a ver com censura.

Fato é, também, que o acuado Renan Calheiros escreveu e viu publicada a sua "mensagem" andina. Que, embutida, carrega e propõe uma troca. Ou, ao menos, uma trégua. E, na prática, o não tocar, ou não mexer em nada.

O Brasil precisa e merece debater esse tema, o das dimensões da sua Indústria da Comunicação. Com transparência e sem falseamentos. Com espírito democrático. Sem ameaças de quem quer que seja.

Fonte: Terra - Bob Fernandes - 15/02/2013

Os tucanos estão preocupados com a demora de Aécio Neves (MG) em assumir a candidatura à Presidência. Dizem que, se isso não acontecer até a convenção de maio, o partido corre o risco de enfrentar muitas deserções. O PSB tem assediado tucanos de São Paulo e Pernambuco, que pensam em sair por espírito de sobrevivência e pela falta de perspectiva de poder do PSDB.

Por Ilimar Franco

Fonte: O Globo - Coluna Panorama Política - 13/02/2013

E ressurgem as propostas de “regulação” da mídia — na verdade, de regulação do pensamento. “Livre pensar, é só pensar”, dizia Millôr Fernandes. A síntese é perfeita porque remete a proposição à sua essência.

O ato de pensar é bastante em si, dispensa adjetivação, e contém, ínsito a ele, o traço individual e único do seu agente. A liberdade está no ato, desobrigado, de pensar. Ou de não pensar. Leia mais

Fonte: Blog do Noblat - 09/02/2013

CamposO deputado gaúcho Beto Albuquerque lidera na Câmara a bancada do emergente PSB. Na noite passada, ele concedeu uma entrevista ao blog. Falou sobre o projeto de poder de sua legenda com franqueza inusual. Contou que a candidatura presidencial de Eduardo Campos “é um consenso dentro do PSB”. Nas reuniões internas, o governador pernambucano revela-se “entusiasmado.”

Para levar seu candidato à vitrine, o partido já prepara um ciclo de viagens –“É uma forma de mostrar o Eduardo ao Brasil”, diz Beto. A essa altura, declara o deputado, já não há espaço para apelos de Lula em favor de Dilma. “O Lula não pode nos impedir de fazer o que ele fez. Ele é o nosso ensinamento, nosso exemplo é o Lula.”  Leia mais

Fonte: Blog do Josias de Souza - 09/02/2013

Arruda
“Me deixem quieto aqui no meu exílio paulista. Não sou candidato a nada” – foi a resposta do ex-governador José Roberto Arruda à publicação nesta CARTA da informação de que havia decidido candidatar-se a governador do Distrito Federal em 2014.


O interlocutor – que esteve com Arruda em São Paulo – o encontrou no escritório de um amigo, que frequenta na Avenida Paulista.

Reencontrou um Arruda bem mais magro, preocupado em manter com sua forma física. Continua ágil e atento à política. E sem estar filiado a nenhum partido, embora com muitas sondagens e até convites. ...

- “As pessoas vêm me procurar aqui, para me propor várias opções de candidatura, dou  apoio, mas digo a todas que não tenho nada decidido para minha volta à política.” – disse ao interlocutor.

Hoje, em seu “exílio dourado” – conforme gracejou – entrega-se a atividades puramente intelectuais. Ao lado de sua mulher Flávia, divide o tempo entre o apartamento e o escritório..

Mas como todo animal politico mantém-se atento ao desenrolar da politica do DF. Sabe de cor e salteado quem é quem e quem quer o quê. Lê tudo o que lhe chega às mãos de Brasilia.

Sabe também que é um trunfo vivo para quem quiser se eleger em 2014, para governador, senador, deputado federal e distrital. Em quem Arruda colocar a mão no ombro, sairá com enorme vantagem para a eleição. Se for ele o candidato, então, será um praéro duro para qualquer hipótese.

Porém não depende só dele. O processo da Operação Caixa de Pandora não tem ainda denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal. Enquanto não estiver passado em julgado ele continua elegível.

O exilado paulista todavia é paciente e não demonstra inquietação. Nem tédio de sua vida atual.

Aliás, essa história de exílio não vale muto na política brasileira. Em 1950, Getúlio Vargas estava em seu “exílio” em Itu, no Rio Grande do Sul, numa fazenda longínqua  e Adhemar de Barros foi lá num DC-3 para convencê-lo a voltar a se candidatar a presidente. Vargas se convenceu,voltou, e venceu a eleição daquele ano.

Outros que voltaram do exílio e venceram eleições: Miguel Arraes e Leonel Brizola.A escola é boa e ampla. Todos populistas, jamais esquecidos elo povo, como parece ser Arruda.

Por Leonardo Mota Neto

PatrícioO poderoso e enrolado deputado Patrício (PT), como avisamos por diversas vezes, deixou um legado por sua passagem na presidência da Câmara Legislativa, de pequenos entulhos que só agora começam aparecer, e que vão dar muita dor de cabeça aos novos gestores da CLDF. Ontem a nova Mesa Diretora emitiu nota para explicar a farra publicitária com dinheiro público e os débitos, o que para nós não foi nenhuma novidade – o fato e a nota. 

Sempre acompanhado de muitos seguranças, o Cabo costumava fugir da imprensa e sempre que lhe era conveniente, ocupava a tribuna da Casa para elogiar a seriedade da sua gestão. Volta e meia, de peito estufado e boca cheia, Patrício se gabava de ter acertado as contas da CLDF, ao ponto de ter conseguido devolver dinheiro do orçamento da casa para o GDF, porém volta e meia aparecia alguns rumores de dívidas. Não faz muito tempo, este Portal chegou a questionar se para ele, austeridade era calote. Apoiado pela amigável cumplicidade dos seus colegas e pelo corporativismo, o Cabo nunca explicou de fato e de concreto como fez o milagre na sua conta de somar, dividir e multiplicar que lhe permitiu a benesse na devolução do dinheiro.
A denúncia que apareceu na mídia brasiliense essa semana vem sendo veiculada por Câmara em Pauta faz tempo, tanto quanto à dívida, que giraria em torno de R$ 18 milhões da verba de publicidade, quanto a outros desmandos na área da comunicação da Casa, inclusive com a manutenção de funcionários alheios ao quadro da Casa, mas com acesso a processos e ordens de pagamento. Essa é só a ponta do iceberg. E não adianta a nova gestão divulgar nota hermética e corporativista sobre o assunto, afinal matemática é uma ciência exata e os resultados terão que aparecer, sem contar que uma das promessas desde que a nova gestão foi anunciada foi exatamente o fortalecimento da comunicação na Casa. Estaremos de olho, como sempre e esperamos deixar de ser persona non grata por estarmos fazendo nosso trabalho, sem dourar a pílula.


Fonte: Câmara em Pauta



Previsto desde que o governador Agnelo Queiroz saiu de fe?rias, ainda no final do ano passado, o encontro dele com o deputado Patri?cio, ex-presidente da Ca?mara Legislativa, so? deve acontecer esta semana. Ja? se sabe que subiu no telhado a nomeac?a?o de Patri?cio para uma secretaria, que seria a de Desenvolvimento Social. A questa?o agora e? saber se o deputado assumira? a lideranc?a do Governo na Ca?mara. ...

Ele na?o foi
A propo?sito, Patri?cio na?o esteve na reunia?o da bancada do bloco PT-PRB que, na semana passada, reconduziu o distrital Chico Vigilante a? lideranc?a.

Por Eduardo Brito

Fonte: Jornal de Brasília - Do Alto da Torre - 04/02/2013