Nos últimos dias tem ocorrido uma acirrada discussão em meio aos moradores da cidade. E utilizando-se até do Whatsapp estão denunciando que a Administração regional do Gama está arrancando árvores da Praça do Cine Itapuã sem necessidade. Plantas estas que não poderiam ser retiradas, pois o local é uma área tombada na cidade. Ou seja, alegam que a Administração Regional do Gama possa estar cometendo crimes, ambiental e contra um patrimônio tombado da cidade.

Crime é uma violação ao direito. Assim, será um crime ambiental todo e qualquer dano ou prejuízo causado aos elementos que compõem o ambiente: flora, fauna, recursos naturais e o patrimônio cultural. Por violar direito protegido, todo crime é passível de sanção (penalização), que é regulado por lei. O ambiente é protegido pela Lei n.º 9.605 de 12 de fevereiro de 1998 (Lei de Crimes Ambientais), que determina as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente.

Moradores fizeram registros da poda das árvores e denunciam a sua ilegalidade. Ao que tudo indica são árvores sadias e que não aparentavam terem problemas técnicos que justificariam sua retirada. Vejam fotos que estão circulando pelo Whatsapp:

A Administração do Gama alega que estão cortando árvores ruins, que estão podres e doentes. Acontece que na verdade não é bem isso que parece estar acontecendo, pois árvores ruins na praça são muito poucas. Então há indícios de que estejam cortando árvores sadias também. Isso pode ser considerado crime contra bem tombado e ambiental.

A sala de projeção do Cinema Itapuã sempre foi a segunda maior sala do Distrito Federal, e tinha 804 lugares. Ficava atrás só do Cine Atlândida, no Conic, no Setor de Diversões Sul. E não há sala de projeção de filmes do Distrito Federal que possua na sua porta uma praça tão arborizada e agradável quanto existe no Centro Cultural Itapuã. Árvores nativas e plantas de diversas espécies embelezam toda a praça.
O cinema e praça vêm a anos aguardando sua salvação, porém nada de positivo e concreto saiu do papel. Não bastasse o descaso com todo o patrimônio da cidade por conta da demora em sua revitalização, agora parece que a Administração Regional resolveu mexer no local. Acontece que ao invés de preservar a ADM resolveu estragar.

Os gamenses, a anos, vem se manifestando e deixando claro a importância da revitalização do Centro Cultural Itapuã e a praça em frente para a comunidade da cidade e do DF. Essa vitória começou a ser conquistada com a sanção, pelo governador, da Lei 5.616, de 26 de fevereiro de 2016, que declara o Centro Cultural do Itapuã, como Patrimônio Cultural e Material do DF. A iniciativa foi do deputado Wasny, que em outubro do ano passado, realizou uma audiência pública para pedir que toda aquela área fosse tombada como patrimônio do DF. Mas essa não tem sido uma caminhada fácil.

Apesar do compromisso dos distritais e da fala de representantes do Executivo, inclusive da administradora do Gama, professora Maria Antônia, no sentido de se esforçarem para recuperar aquele espaço de cultura e convivência social. A maioria dos moradores tem muita preocupação de que nada de concreto aconteça.
Pra piorar ainda mais essa questão agora surge essa denúncia da retirada de árvores da praça. A população do Gama precisa continuar unida e firme na luta pela preservação do Cine Itapuã e da Praça Lourival Bandeira à sua frente, bem como toda sua flora.
A Administração diz se tratarem de árvores ruins, porém o que se nota é que são poucas as árvores com problemas. A maioria delas estão sadias e algumas até bem verdes. A administração chegou a faze rum vídeo onde a Profa. Maria Antônia tenta explicar o porquê da derrubada das árvores na praça. O vídeo pode ser visto abaixo: Clique aqui!

Casos de degradação de bens que contam a história da cidade não são novidade. A de se ver o estado em que se encontra a Prainha do Gama, que está em repleto estado de abandono a mais de uma década. O Parque Vivencial Urbano que nunca saiu do papel. E a destruição de uns caminhõezinhos de concreto em uma praça da cidade, que teve a ordem dada pelo então assessor, na época, Robison Crusoé. No caso desses caminhõezinhos a administradora chegou a fazer um vídeo no local justificando a demolição dos mesmos.

Até quando os moradores do Gama vão ter que conviver com todo esse descaso com a história e memória da cidade? Será que o Cine Itapuã e sua bela praça serão finalmente preservados, ou a Administração tem plano de acabar com tudo? Lembre-se que um povo unido jamais será vencido. O Cine Itaupã, sua praça e outros pontos importantes da cidade devem ser protegidos e entregues de volta para a população. As árvores da praça do Cine Itapuã não podem ser arrancadas sem que realmente estejam ruins e na eminência de causar danos.

Torçamos para que tudo isso tome rumos sérios.

Da redação do Gama Cidadão.


Fotos Gama Livre: Árvores da Praça Lourival Bandeira, em frente ao Cine Itapuã