A comunidade do Alagado de Suzana recebeu neste domingo, dia 27, a visita do embaixador holandês Han Peters e de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil seção DF.

A Dra. Ângela de Cássia, que estava acompanhada pelo advogado Dr. Rejai dos Santos, ambos responsáveis pela comissão de educação e cultura da OAB, ficou impressionada com o trabalho de resistência que vem sendo feito naquela comunidade pela Fundação Seara  Espiritual que é coordenada pela professora Luciana Guimarães.

O embaixador e sua comitiva tiveram a certeza de que algo precisa ser feito com urgência e se colocaram à disposição para novas etapas. Aqui tem uma célula reunida que não pode se dispersar (disse um dos presentes no encontro).  Isso dificultaria uma ação governamental. Todo o benefício feito aqui atende ao grupo e facilita a ação social. O que é impressionante é o fato de que até o governador já visitou a comunidade, o secretário de meio ambiente Andre Lima também já visitou o local.  Na época, André ficou de voltar com uma equipe técnica para avaliar aspectos técnicos da instalação da obra que corre em ritmo extraordinário nas proximidades da vila. André disse desconhecer os procedimentos legais para instalação do empreendimento já que a área é uma APP: área de preservação ambiental.

A visita de um órgão internacional e da OAB vem em boa hora, já que o governo não vem dando a atenção necessária, disse o ambientalista José Garcia. Agora só falta o governo reconhecer essa comunidade e tomar providencias junto a seus auxiliares para que possa dar início à formulação de uma proposta que resolva definitivamente a situação. A comunidade do Alagado é remanescente de um programa social de governos anteriores e não é justo que permaneça como indigentes. Aqui crianças, adultos e idosos vivem em constante condição  de vulnerabilidade social. Mas só por eles, essa área que é uma ÁREA DE RESERVA ainda não foi toda loteada, pois aqui vem sendo objeto de especuladores imobiliários permanentemente, inclusive, por parte do próprio governo. A proposta dos ambientalistas é de que seja instruído um programa sócio-educativo de modo a reconhecer a importância dessa comunidade no âmbito da preservação dessa área. Essas famílias têm sido a salvação da bacia que compõe o Córrego do Crispim e do Alagado. Só um programa sócio-educativo com viés no desenvolvimento social e preservação do meio ambiente atende a essa demanda.

O governo precisa com urgência reconhecer a importância da cabeceira do Alagado como área de reposição do lençol freático dos mananciais dessa região.  Só em um segundo momento pode-se pensar em um programa habitacional com a inclusão dessas famílias para uma possível transferência para outra área.
 


 

 

 

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Da redação do Gama Cidadão - 29/08/2017 
 

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