Dia de atividades no Parque Saburo Onoyama marca o começo da cooperação entre onze órgãos do governo para revitalizar os parques de Brasília

imgA Secretaria de Meio Ambiente (Sema), por meio do Ibram, e a Secretaria de Educação (SEE) vão consolidar a primeira parceria de ações do Projeto Brasília nos Parques. A assinatura de um convênio entre as duas secretarias na próxima quinta-feira (4) estabelecerá a realização de ações de educação nas unidades do Distrito Federal.

O parque Saburo Onoyama, em Taguatinga, ...será o palco das apresentações que o Ibram fará das ações socioambientais e de revitalização dos parques. Iniciativas como a Virada Sustentável, com o objetivo de mobilizar a comunidade para a Semana do Cerrado, em setembro, ou o incentivo às hortas urbanas serão apresentadas à sociedade nesse dia pela Sema. Já a SEE anunciará a programação da Educação Integral dentro do projeto.

Como parte da programação no dia, a Secretaria de Trabalho oferecerá diversas atividades voltadas para o trabalhador e ao empreendedor, como a emissão de carteira profissional e a divulgação de informações sobre o mercado de trabalho.

A iniciativa do projeto envolve ainda a articulação de governo, com a presença das secretarias de Esporte, de Saúde, e de Cultura, de Agricultura, além do Zoológico de Brasília. As instituições realizarão atividades para demonstrar como é possível instalar serviços públicos para que os parques de Brasília se tornem parte da vida da sociedade do Distrito Federal. No dia 4, a Secretaria de Estado de Políticas para as Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (SEMIDH) também oferecerá aos visitantes do parque seus serviços (veja no quadro).

A articulação de governo ocorre na Semana do Meio Ambiente e como parte das atividades da promoção da Sema para o Junho Verde. Ao longo do mês, serão realizadas atividades para fortalecer a participação da sociedade na pauta ambiental do DF e dar conhecimento das ações que o Sistema Distrital do Meio Ambiente vai desenvolver para promover a sustentabilidade ambiental.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social da Secretária de Estado do Meio Ambiente - 02/06/2015 - - 20:43:20

Os canteiros ajudam no resgate do solo, transformam os locais em práticas terapêuticas e oferecem uma abordagem pedagógica

Criada por Gabrielle Volpe, a horta da 114 Sul conta com a participação ativa de crianças, como Patrícia Uchoa

Ações de plantio, cuidado, colheita e consumo, antes exclusivas na área rural, agora se disseminam em meio ao movimento da capital. A prática da sustentabilidade transforma áreas urbanas de Brasília. Embaixo dos blocos, próximos às casas e nas esquinas de cidades fora do Plano Piloto, produtos orgânicos unem brasilienses em prol da chamada agricultura urbana. Espaços públicos, antes abandonados e malcuidados, viraram ponto de encontro e trabalho em conjunto. As hortas comunitárias no Distrito Federal ajudam no resgate do solo, transformam os locais em práticas terapêuticas e oferecem uma abordagem pedagógica. Tudo isso reunido a espécies de plantas, ervas, leguminosos e frutíferos pronto para ir à mesa. Qualquer pessoa da comunidade pode, gratuitamente, consumir os produtos.


No fim da Asa Norte, em uma área verde próximo ao Lago Paranoá, Alda Duarte, 42 anos, cuida com afinco das plantações de mudas. A horta comunitária surgiu com três canteiros iniciais, em 20 de dezembro do ano passado. Quase cinco meses depois, o local já conta com oito espaços de plantações. O grupo é formado por 30 voluntários que, ativamente, cuidam e frequentam o espaço. Do total, seis deles são agrônomos. A ideia surgiu da analista ambiental e consultora. Como ela já fazia o trabalho de jardinagem e paisagismo ornamental, pensou em construir uma área para plantação e levou a proposta aos demais moradores. “A intenção era fomentar a vida da comunidade por meio da horta sustentável. A proposta é revitalizar os espaços e unir a população em causas ambientais. Desde o surgimento da horta, cessou a ocupação de moradores de rua aqui, porque eles se sentem inibidos coma nossa presença”, contou.

Mãe de uma menina de 9 anos, Alda ressaltou a melhora do consumo de frutas e legumes após a horta comunitária. “O espaço contribui para a resiliência ambiental urbana e a segurança alimentar. É uma espécie de reeducação, porque as crianças começam a experimentar o verde. É um prazer colher aquilo que se planta, já que vivemos em um ambiente urbano”, acrescentou. Moradora da 216 Norte, Casandra Manes, 58, é uma das que participam ativamente do espaço. Ela ajuda a conservar o local e faz a limpeza voluntária quando caminha pelas manhãs. “Essa é a minha terapia de todos os dias. Ter esse espaço no meio da cidade é fantástico”, disse.

Engajamento

Existem, hoje, cerca de 20 hortas espalhadas pelo DF (veja quadro), segundo a Secretaria de Meio Ambiente (Sema). A Subsecretaria de Educação e Mobilização Socioambiental informou que o órgão apoia grupos de agricultura urbana em rodas de conversa, com objetivo de regularizar a Lei nº 4.772, de 24 de fevereiro de 2012. Ela estabelece diretrizes para as políticas de apoio à agricultura urbana e periurbana no DF. Além disso, a Sema ressaltou que tem se envolvido nas discussões para assegurar os espaços das hortas no DF. No fim da tarde, o perfume do alecrim, capim-santo e hortelã costuma invadir o ar. Beterraba, jiló, batata-doce, milho, cenoura, tomate e pimenta-de-cheiro compõem a maioria das hortas. As folhas verdes também pedem espaço. É o caso da alface, do agrião, da couve e do almeirão. Os temperos marcam presença: salsinha, manjericão, coentro e açafrão-da-terra estão entre os principais da lista. Por fim, maracujá, limão, acerola, mamão, banana e amora oferecem aos adeptos a felicidade de colher frutas no pé.

Fonte: Correio Braziliense - 19/05/2015 06:06

PVUG

Foi realizado, no sábado (09/05) uma Audiência Pública para tratar das questões alusivas ao Parque Vivencial Urbano do Gama. E que foi tida por alguns observadores da comunidade, como sendo a que apresentou melhor resultado. O evento aconteceu no Centro de Ensino Especial nº 1 do Gama, atrás do Gama Shopping e Administração do Gama.

O artista plástico Mario Salus disse que se sentiu contemplado com os encaminhamentos. Conforme José Garcia Caianno, mais comumente conhecido por Dedé, que é poeta e ambientalista, a fusão arte e meio ambiente é um boa sintoma para quem quer realmente aproximar a comunidade do debate de modo Humanizado. Em sua fala, o poeta ressalta que o termo revitalizar, tão presente e em moda nas conversas sobre o assunto, carece de ser visto com outros olhos. Em vez de revitalizar, deve-se usar “vitalizar”, disse o ambientalista.

Durante a reunião dois jovens advogados, um homem e uma mulher, que estavam presentes, defendiam pontos de vista opostos. O rapaz citava artigos da lei para garantir a lisura do processo em questão. Já a jovem advogada defendia a igreja católica, que muitos consideram estar ocupando indevidamente um importante espaço na área do parque.

O ambientalista vem defendendo em todas as atividades em que toma parte a importância de voltar a atuar junto ao conselho de meio ambiente —Condema— que é um dispositivo legal criado, em 1996, durante o governo Cristovam Buarque, atualmente no PDT mesmo partido do deputado Joe Vale que é o responsável pela realização da audiência. Porém, Dedé enfatiza que a audiência, embora seja bem-vinda, atropela um procedimento que na sua opinião deveria ter acontecido anteriormente, Diz! Trata-se de um seminário com a participação de especialistas em diversas matérias, pessoas capazes de responder a perguntas técnicas como, por exemplo, qual a importância dos campos de murunduns no processo de infiltração para fins de reposição dos lençóis freáticos, manutenção da umidade do ecossistema e retenção das águas no período chuvoso. Afirma o ambientalista!

As sugestões foram encaminhadas e acatadas pela mesa. Joe Vale ficou de acordo e disse que “vamos encaminhar”. Mas foi só isso. José Garcia ficou indignado com o esclarecimento da presidente do IBRAN, Órgão responsável pela fiscalização, Dra. Jane, quando ela apresenta a demanda da instalação de um campo de grama sintética dentro da área do parque. Ora, como já não bastassem todas as irregularidades ainda se colocam questões desse tipo como compensação por danos ambientais?! Neste momento, José Garcia voltou ao púlpito e desatou sua indignação: “quero registrar isso aqui como caso de polícia”. Para nossa surpresa, até a Maria Antônia, administradora da cidade, levantou a mão em prol da consciência ambientalista do senhor José Garcia!

Dedé PVUG

Um problema antigo que vem se arrastando desde a década de 80

Os gamenses que aguardam desde 1984 a implantação do PUVG. No ano, a área de 590 mil m² foi catalogada como área de proteção ambiental. O local também está previsto no Plano Diretor do Gama e foi instituído pela Lei 1.959/98. No entanto, a legislação foi declarada inconstitucional depois de uma ação movida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, MPDFT, pois cabe apenas ao executivo criar projetos que tratam do uso de solo. Apesar da inconstitucionalidade da Lei, outros meios legais garantem a implantação do PUVG.

Até um concurso para escolha do projeto arquitetônico do PUVG já foi realizado. Mas nada de parque pronto, as obras vêm a passos lentos. Enquanto isso, a comunidade se revolta e assiste a área ser ocupada por construções irregulares. O que era para ser um local de lazer para os moradores tem igrejas, chácaras e associações que ainda ocupam algumas partes do parque.

O Parque Urbano e Vivencial do Gama tem potencial turístico e irá privilegiar, inclusive, os moradores do entorno, e movimentar a cidadeO PUVG é um espaço que oferece condições para fazer lago artificial, por exemplo, para abrigar vegetações típicas do cerrado e proporcionar lazer e esporte para o Gama, Santa Maria, Recanto das Emas e para outras cidades que ficam próximas. Ao invés dos moradores irem para outros parques, ficarão aqui na cidade.

Galeria de fotos. Clique aqui!

Veja aqui as matérias anteriores que já publicamos sobre o parque.

Da redação do Gama Cidadão com a colaboração de Lucas Lieggio.

PARQUE URBANO E VIVENCIAL DO GAMA: Reunião com o IBRAM


Dia 17 de março do corrente ano foi realizada, no auditório da Administração Regional do Gama, reunião para discutir a implementação do Parque Urbano e Vivencial do Gama (PUVG), com objetivo de esclarecer dúvidas em torno das providências que foram ou serão tomadas para dar cumprimento à Lei e ao Decreto que criam o Parque.    

             Estiveram presentes servidores do Instituto Brasília Ambiental (IBRAM): Superintendente de Áreas Protegidas: Leonel Graça Generoso Pereira; Coordenador de Unidades de Conservação: Paulo César Fonseca; Administrador de Unidade de Conservação: Saulo Guilherme; Técnicos em Atividades do Meio Ambiente: Antônio Marcelo, Marcela Versiani e Marcos João; Auditores Fiscais: Fernando Cortizo e Vicent Gautier. Representando a Administradora Regional a Diretora de Articulação: Professora Terezinha.

A Administradora Prof.ª Maria Antônia, não pode participar, pois estava em uma reunião com os feirantes, mesmo assim, acompanhada do Deputado Distrital Reginaldo Veras, do Subsecretário do Trabalho Professor Antônio Vieira e do Assessor do Distrital Professor Josafá que faziam uma visita ao Gama, foi ao auditório cumprimentar todos que ali estavam. A Prof.ª Maria Antônia e o Deputado Reginaldo Veras fizeram uso da palavra e falaram sobre problemas, preocupações e os benefícios que podem ser recebidos para melhoria da cidade.

Os participantes ficaram bastante esperançosos, pois a nova equipe técnica do IBRAM mostrou-se interessada em trabalhar para que o PUVG torne uma verdadeira área de lazer para a cidade, ao mesmo tempo assegurando a preservação das características ambientais do local.  

           Com 592.000m² ou 59,2ha a área do PUVG foi catalogada como APA (área de Proteção Ambiental) pela CODEPLAN em 1984 a pedido da Secretaria de Meio Ambiente e Tecnologia (SEMATEC), pois o terreno é impróprio para construções urbanas e tem solo hidromórfico, fauna e floras típicas do cerrado, como brejos e murundus, minas, nascentes e olhos d’agua, que são protegidos por rigorosa legislação ambiental, tanto distrital como federal.  Na área situada entre os setores Norte e Oeste, em 1989 por meio de Decreto foi criado o Parque Urbano Norte. A Lei distrital nº 1.959, de 8/6/98, cria o Parque Urbano e Vivencial que tem os seguintes objetivos: propiciar lazer e recreação e proporcionar o desenvolvimento de atividades culturais e educativas.  Em 2006 a Lei Complementar nº 728 que aprova o Plano Diretor do Gama (PDL), mantém o PUVG.

Apesar das leis vigentes, a Administração Regional e o IBRAM, na gestão passada, não fizeram ações integradas entre si e com a comunidade, foram omissos não cuidaram do Parque como deveriam, não fiscalizaram e deixaram criar invasões, fizeram obras inadequadas no local, não consultaram a comunidade nem o Conselho Local de Planejamento (CLP). Alguns indivíduos da comunidade, sem a devida ou nenhuma consciência ambiental, jogam lixo e causam vários danos, por isso o Parque está depredado, precisando de cuidados. 

Diante dos acontecimentos e devido a preocupação de todos aqueles que não querem ver o PUVG degradado, a Professora Rosangela RiCo, líder comunitária da Qd11 Gama Oeste, convidou os técnicos do Instituto Brasília Ambiental (IBRAM) e organizou a reunião para lideranças da cidade. 

O Superintendente do IBRAM Leonel Pereira afirmou que essa gestão pretende trabalhar dialogando com a comunidade, para na medida do possível atender as reivindicações, lembrando que nem tudo vai ser feito exatamente como foi solicitado, porque é necessário considerar a lei, o bom senso e as questões da sustentabilidade. Mencionou que a situação dos cofres públicos é lamentável, a situação está difícil, o governo vai levar tempo para se erguer, mas podem realizar muitos trabalhos que não dependem tanto de recursos públicos.

O Superintendente foi indagado se o PUVG possui Conselho Gestor e a resposta foi não, mas pretendem criar logo as instâncias gestoras e que no caso do Gama talvez não seja necessário criar um Conselho Gestor para cada parque da cidade, basta um Conselho para os três Parques (Vivencial, Prainha e Ponte Alta). Com a criação do Conselho Gestor o diálogo a respeito da administração do parque, com a comunidade, pode ser qualificado. O trabalho será de forma integrada: Fiscalização, gestão e licenciamento, pois tornará mais célere.  

O PUVG não possui Plano de Manejo queé um documento técnico consistente, elaborado a partir de diversos estudos, com o intuito de planejar a gestão e o uso sustentável dos recursos naturais no interior de uma Unidade de Conservação. O Plano de Manejo ainda não foi feito, mas é uma ferramenta fundamental para um parque. A lei exige que para cada construção dentro de um parque, de uma Unidade de Conservação haja o plano de manejo. O PUVG possui muitos atributos naturais, árvores, nascente, aves que migram para essa região. É Refúgio de Vida Silvestre.

Várias construções estão sendo realizadas dentro do PUVG apesar de não ter o Plano de Manejo e Conselho Gestor. A quadra de esportes de grama sintética, por exemplo, se encontra em fase final de entrega. Foram encontrados sérios problemas dentro do PUVG, inclusive de drenagem, mas o IBRAM por meio de seus servidores, nessa nova gestão, tem tentado corrigir, com bom senso, e diálogo com engenheiros, procurando a forma mais adequada e a melhor possível para sanar resolver as dificuldades.

O administrador dos parques, Saulo Freitas, tem acompanhado esse trabalho. A empresa executora, que não é a autora do projeto, concluirá e entregará a obra de acordo com o termo de compromisso que o IBRAM elaborou.

Em relação às ciclovias, estas ficam próximas à cabeceira da pista de aeromodelismo. A situação é inviável, pois colocará vidas em risco se um aeroplano colidir com alguém. É uma situação que o IBRAM terá que administrar.

As obras de dentro do parque não possuem Alvará de construção. Havia um entendimento no jurídico do órgão que obra dentro do parque era atribuição do IBRAM, mas a Procuradoria Geral do DF já esclareceu que toda obra, seja onde for, necessita de alvará. O IBRAM iniciará o processo de regularização das obras junto a Administração Regional e aos órgãos competentes. (Obs.: O Alvará de Construção e a regularização serão das obras autorizadas pelo IBRAM, não se trata de invasões).

Enfim, o que todos almejam é ter o Parque Urbano e Vivencial do Gama recuperado, a lei respeitada e os objetivos da sua criação mantidos, são eles: “proporcionar recreação e lazer à população, em harmonia com a preservação dos ecossistemas; criar um núcleo de educação ambiental; proporcionar à comunidade área destinada à conservação local, visando à manutenção da viabilidade genética das espécies do cerrado”. 

(Texto e fotos: Prof.ª Rosangela RiCo-Representante da Quadra 11 Oeste.)                                                                                                      

A recuperação de uma faixa de 30 metros de cerrado na orla do Lago Paranoá vai favorecer a qualidade do maior espelho d´água da região

Além de proteger espécies da fauna e da flora do cerrado, a presença de unidades de conservação (UC) nas áreas de mananciais e no entorno dos reservatórios do Distrito Federal ajuda a entender por que a crise hídrica — que levou 1.012 municípios do País à situação de emergência — não chegou a Brasília. ...

Para se informar e conscientizar sobre os desafios que cercam a questão hídrica, os brasilienses podem acompanhar, a partir de quinta-feira, as atividades da Semana da Água, promovida pelos governos federal e do Distrito Federal, entre 19 e 28 de março.

A recuperação da vegetação na faixa de 30 metros ao redor do Lago Paranoá — determinada pelo acordo entre a Procuradoria-Geral do DF e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, firmado em 12 de março — vai reforçar, a longo prazo, a quantidade e a qualidade da água.

Segundo a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), quase 100% do líquido que vai para as torneiras dos brasilienses vem de regiões protegidas por unidades de conservação ou por áreas de proteção de manancial (APM), o que contribui para a qualidade do abastecimento.

Abastecimento

O lago se encontra em uma unidade de conservação — a área de proteção ambiental (APA) do Lago Paranoá — e será utilizado para o abastecimento da população a partir de 2018 pelos planos da Caesb.

“A cobertura vegetal do solo está diretamente ligada à quantidade de água; se a vegetação é retirada, aquela água não vai infiltrar e vai se perder”, explica a agrônoma Marcela Pires, da Coordenação de Unidades de Proteção Integral do Instituto Brasília Ambiental (Ibram).

A recomposição da vegetação da orla fará parte do Plano de Recuperação de Áreas Degradadas, em elaboração no Ibram. “O espelho d’água é uma área pública, e as pessoas têm que ter acesso a ele, mas o lago precisa ser protegido, porque vai se tornar uma área de manancial”, acrescenta Marcela.

Cuidados

Segundo a Caesb, 75% da água distribuída hoje no DF tem origem em unidades de conservação de uso sustentável, como as APAs, que permitem o acesso da população e podem englobar também áreas urbanas.

Responsável por 60% da água consumida no Distrito Federal, o reservatório do Descoberto, por exemplo, fica dentro da APA do Descoberto. Já o Lago Santa Maria, integrante do sistema de abastecimento Torto-Santa Maria — segundo maior do DF— está inserido no coração do Parque Nacional de Brasília.

Por isso, a bióloga da Coordenação de Unidades de Uso Sustentável e Biodiversidade do Ibram, Danielle Lopes observa que os brasilienses precisam ter cuidados para conviver com tantas áreas preservadas — são 22 UCs distritais e sete federais: “Algumas pessoas não seguem as normas de gabarito, que determinam, por exemplo, o percentual de área verde que deve ser mantida em cada lote e impermeabilizam toda a área, prejudicando a infiltração da água e a recarga dos mananciais”.

Fonte: Jornal de Brasília - 19/03/2015 - - 09:45:30

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1°. Reunião da Comissão Independente de Defesa do Parque Urbano e Vivencial do Gama. Foto: Gama Cidadão

Foi realizado na tarde de sábado (17/01) uma reunião, aberta à comunidade Gamense, para tratar de assuntos referentes ao Parque Vivencial Urbano da cidade. Foram levantadas questões a cerca dos problemas que o parque vem enfrentando e a demora na conclusão do projeto para o local.

Outra ação tomada durante a reunião foi a formalização da criação da Comissão Independente de Defesa do Parque Urbano e Vivencial do Gama (PUVG) que tem como o objetivo trabalhar mais incisivamente na implantação do PUVG.

A frente da reunião estavam presentes, Alex Ribeiro, Dra. Júlia, Israel Carvalho, Flávio Pinheiro, Valdeci Caciano, Dr. Juan Ricthelly, Rosângela Rico, Marcio Carneiro, Cirene, Higor, Júlio Rocha, Luis Maurício, João Breyer, Marcos Tadeu, Ailton Miranda, Joaquim Dantas e Valéria Leite.

Dentre as várias manifestações que ocorreram durante a reunião o biólogo Gilmar Batista, que é morador da cidade desde 1979, demonstrou a sua indignação com o estado degradante em que se encontra o parque.

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Palestrante Gilmar Batista, da ONG Cia Lábios da Lua. Foto: Gama Cidadão

Na visão de Gilmar Batista, o poder público é responsável pelas agressões que o local vem sofrendo. Pois o órgão permitiu a instalação e permanência das edificações de grupos religiosos. Não só isso, pelo próprio poder público ter agredido diretamente ao parque quando construiu estacionamentos e ciclovia em toda sua extensão.

Gilmar salientou ainda que também falta educação ambiental à população, que considera coautora dessas agressões. A própria população agride ao parque quando deposita lixo e diversos tipos de entulhos no local. Ele enfatizou ainda que a população precisa se conscientizar da importância que o bioma do PUVG tem para todos.

Por fim o biólogo sugeriu que a população reivindicasse com maior veemência, ao poder público para que cuidem mais dos espaços públicos da cidade. Citou como exemplo o arquiteto gamense, Ariomar da Luz Nogueira, 62, que é morador do Gama e autor de 22 esculturas espalhadas pela cidade. O biólogo finalizou sua fala conclamando a todos:

"Se temos que realmente levantar essa bandeira, precisamos fazer uma ação conjunta e não ficar apenas no Facebook".

A fala de Gilmar Santos foi bastante enfática e reveladora, como a declaração feita por ele de que o maior aquífero do Centro-Oeste fica na área, entre o Catetinho e Santa Maria.

Outro ativista ambiental que fez uso da palavra foi Alex Ribeiro, um dos diretores do Conselho Comunitário do Setor Norte (Ccsn). Ele chamou à atenção de todos para as inúmeras agressões que o parque vem sofrendo há anos, como a rodoviária que quase foi construída no governo Roriz e as edificações atuais. Alex também lembrou que brota água em todo o parque com apenas 30cm de profundidade ao se escavar o solo do parque.

Durante a reunião a maioria das pessoas que fizeram uso da palavra demonstraram insatisfação com as obras de uma espécie de centro poliesportivo, iniciadas no final do governo de Agnelo Queiroz em frente a quadra 2 do Setor Norte e do campo de futebol sintético, que está sendo construído pela loja maçônica com fins lucrativos.

A falta de atenção por parte, não só do governo anterior, como dos anteriores a ele, para com a cidade do Gama foi outra reclamação recorrente na reunião. Foi lembrado que, nas Audiências Públicas já realizadas, o governo chegava com projetos prontos e os colocava para a comunidade aprová-los, ou não.

Outro fato relembrado na reunião foi a divulgação, em 2014, de um projeto da Secretaria de Habitação para a construção das quadras 3 e 4 dentro do PUVG, que só não foi consumado graças aos ativistas da cidade, que acionaram inclusive o Ministério Público para barrar a empreitada orquestrada pelo ex-deputado federal, Geraldo Magela.

Para Valéria Leite, presidente do PSB no Gama, embora a comissão seja apartidária, a mesma é composta por militantes de diversos partidos, que agora se unem em prol das causas que beneficiam o interesse social coletivo. Ela lembrou que todas as demandas discutidas pela comissão serão encaminhadas a direção do partido em Brasília e que vão ser repassadas ao governador Rodrigo Rollemberg. Valéria disse ainda que acha "vergonhoso ter que reunir pessoas para lutarem por coisas que são obrigações do gestor público".

"Se for para achar culpados, pode fechar as portas e prender todos. A minha proposta é a reestruturação da Comissão de Defesa do Meio Ambiente – COMDEMA, assim como também a realização do Seminário de Meio Ambiente na cidade," disse José Garcia Caianno, o Dedé.

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Hidetada, morador da Asa Sul, que veio conhecer o Parque e participou da reunião. Foto: Gama Cidadão

Sr Hidetada, morador da Asa Sul, lembrou a necessidade de restabelecer a perimetral original do PUVG, atualmente violada por invasões. E fez considerações sobre o projeto existente e aprovado pela SEDHAB que não é de conhecimento amplo da comunidade interessada, fazendo necessária apresentação do mesmo para sugestões e aperfeiçoamentos antes de uma audiência pública para a sua aprovação. Ele fez também uma analogia do parque a uma casa, onde uma casa se inicia no projeto e segue um cronograma de trabalho para sua construção, respeitando o que consta no projeto e evitando "puxadinhos" que comprometem a segurança, orçamento e o objetivo proposto.

Outro integrante da reunião que também falou foi o Jailson Mota. Ele deu uma sugestão muito importante. O jovem empresário sugeriu que fosse feita uma pesquisa das experiências de sucesso como o exemplo de Alto Paraíso, para ter um atrativo para espaço turístico não só com o Parque Urbano Vivencial, mais também a Prainha.

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Nery Moreira da Silva, administrador interino do Gama. Foto: Gama Cidadão

Para Nery Moreira da Silva, que está comandando interinamente as administrações do Recanto das Emas, Riacho Fundo II, Gama e Santa Maria, o estrago já está feito.“Temos que fazer desse limão uma limonada", referindo-se às obras do centro poliesportivo. Ele disse ainda que "o processo é irreversível". Nery ponderou, no entanto, que o governador quer fazer uma gestão compartilhada, que faz questão de ouvir as demandas da população.

O advogado Juan Ricthelly comunicou que vai entrar com uma ação popular no Ministério Público pedindo o embargo das obras e a retirada das edificações construídas ilegalmente no parque.

A equipe do Gama Cidadão já havia feito uma matéria falando sobre o andamento da implantação do parque. Veja aqui!

Fotos da reunião Clique aqui!

Fonte: Da redação do Gama Cidadão com colaboração de Lucas Lieggio

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