Em nova carta aberta, cientistas falam em "danos substanciais e irreversíveis" ao Planeta, que ameaçam a própria vida como a conhecemos

Por Vanessa Barbosa do Portal Exame Abril - 18 nov 2017, 07h17 - Publicado em 17 nov 2017, 14h38

Morada: Planeta Terra fotografado em 7 de dezembro de 1972, durante a missão Apollo 17. (NASA/Divulgação)


São Paulo – Em 1992, um grupo de 1.700 membros da “Union of Concerned Scientists”, uma organização sem fins lucrativos dedicada ao estudo do impacto das sociedades no mundo natural, lançaram uma carta aberta ao mundo para alertar que os seres humanos estavam “em um curso de colisão com anatureza“.

O primeiro parágrafo dessa carta dizia: “As atividades humanas infligem danos severos e, muitas vezes, irreversíveis ao meio ambiente e em recursos críticos. Se não observarmos que muitas das nossas práticas atuais colocam em risco o futuro que desejamos para a sociedade humana e os reinos vegetais e animais, isso pode alterar o mundo vivo a ponto dele se tornar incapaz de sustentar a vida da maneira que conhecemos. Mudanças fundamentais são urgentes se quisermos evitar a colisão que o nosso curso atual trará”.

No aniversário de 25 anos dessa carta, 15 mil cientistas de 184 países assinaram um segundo alerta para a humanidade. Capitaneado pelo ecologista William Ripple, da Universidade Estadual de Oregon, nos EUA, o texto afirma que “a humanidade não conseguiu fazer progressos suficientes na resolução geral dos desafios ambientais previstos e, de forma alarmante, a maioria deles ficou muito pior. Em breve, será tarde demais para mudar o curso da nossa trajetória falha”.

Publicada no dia 13 de novembro na revista BioScience, a mensagem dilui a ilusão de que dispomos de uma eternidade para mudar o curso de nossas ações. Em vez disso, alerta que nossos filhos, netos e bisnetos sofrerão consequências dos desmandos sobre o meio ambiente, como escassez de água e alimentos, aumento do nível do mar, secas e enchentes severas que ameaçam a vida no Planeta.

“O bem-estar humano será gravemente prejudicado pelas tendências negativas de danos ambientais, como o clima em mudança, o desmatamento, a perda de acesso à água doce, a extinção de espécies e o crescimento da população humana”, advertem os cientistas no artigo. Os autores compilaram dados de artigos científicos, agências governamentais, organizações sem fins lucrativos e pesquisadores individuais.

Desde o primeiro aviso, o cientistas observaram piora em vários indicadores ambientais. Em 25 anos, verificou-se uma redução de 26% na quantidade de água fresca disponível por habitante, queda na disponibilidade de recursos pesqueiros nos oceanos, um aumento de 75% no número de zonas mortas nos oceanos, perda de cerca de 300 milhões de hectares de floresta (grande parte convertida para uso agropecuário) e disparada das emissões globais de gases efeito estufa.

“Especialmente preocupante é a trajetória atual das mudanças climáticaspotencialmente catastróficas devido ao aumento de gases de efeito estufa da queima de combustíveis fósseis , desmatamento, e produção agrícola, particularmente de ruminantes para consumo de carne“, diz o texto.

Na carta, os cientistas também alertam para extinção em massa que o mundo atravessa — “a sexta em cerca de 540 milhões de anos, em que muitas formas de vida atuais poderiam ser aniquiladas até o final deste século”. Em 25 anos, houve aumento de 35% na população humana e redução total de 29 por cento no número de mamíferos, répteis, anfíbios, aves e peixes.

O aviso veio com sugestões de medidas que podem ser tomadas para reverter as tendências negativas. O autores esperam que elas aumentem a pressão pública para que líderes políticos abracem essa agenda. A lista inclui a criação de reservas naturais terrestres e marinhas, a redução do desperdício de alimentos, o desenvolvimento de tecnologias mais ecológicas e o estabelecimento de incentivos econômicos para mudar os padrões de consumo (como adoção de dieta baseada em vegetais), uso massivo de energia renovável e combate mais enérgico às emissões de gases de efeito estufa.

Apesar do cenário nebuloso, os autores ressaltam que o progresso observado em algumas áreas – como a redução das emissões de produtos químicos que destroem a camada de ozônio e o aumento da energia gerada a partir de fontes renováveis ​​- mostra que mudanças positivas podem ser feitas.

Antevendo eventuais críticas, como a de serem taxados de “alarmistas”, os autores pontuam que “os cientistas analisam dados e consequências a longo prazo. Aqueles que assinaram este segundo aviso não estão levantando um alarme falso. Eles estão reconhecendo os sinais óbvios de que estamos indo para um caminho insustentável”. E concluem: “Esperamos que o nosso artigo inicie um amplo debate público sobre o ambiente e o clima globais”.

 

Humberto Cerrado e Juan Ricthelly do Gama Verde - 20/11/2017

Nos dias 18 e 19 de novembro, voluntários do projeto Gama Verde se organizaram para realizar uma limpeza na Cachoeira dos Anjos, o que resultou na retirada de mais de 15 sacos de lixos.

Também conhecida como Pedreira, a Cachoeira dos Anjos é formada pelo Córrego Ponte de Terra, cuja nascente encontra-se entre diversos condomínios e chácaras no Gama. Devido ao adensamento populacional às suas margens, provavelmente há descartes clandestinos de esgoto no decorrer do córrego e também em seus afluentes. Na parte direita do leito há um afluente que há anos é utilizado como ponto de lavagem de carros, o que acarreta na poluição do corpo hídrico por detergente e óleos automotivos. Um outro problema encontrado na região da cachoeira é o grande volume de lixo deixado por frequentadores, como garrafas pet, latas, sacolas plásticas, vidros e outros objetos, além de pichações nas rochas, o que leva à morte os líquens, organismos desenvolvidos a partir da associação simbiótica de mutualismo entre fungos e algas. Em algumas chácaras, foi constatado o depósito irregular de resíduos sólidos provenientes de construção civil, pneus e lixo eletrônico, este último responsável por contaminação por metais pesados. 

Para se conhecer um pouco melhor a respeito dessa microbacia e o porquê da importância da preservação das áreas de recarga e margens desses cursos d'água, vou mostrar o trajetos das águas. O Córrego Ponte de Terra segue seu curso até desaguar no Ribeirão Ponte Alta, este segue até o grande Rio Corumbá, afluente do Rio Paranaíba, este irá desaguar suas águas no 2º maior rio da América do Sul, o Rio Paraná. A conclusão desse estudo é de que todos esses impactos ambientais nas microbacias terão grandes consequências ambientais nos principais rios brasileiros, estes que são utilizados para captação de água para consumo humano.


Fotos: Humberto Cerrado

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Aconteceu no dia 16/11, uma reunião do Grupo de Trabalho dos Parques do Gama (GTPG). O evento que foi realizado em dois turnos, teve como objetivo tratar das questões do GTP. A reunião aconteceu na área da administração do Parque Distrital do Gama (Prainha), localizado às margens da DF 290 entre Gama-DF e Novo Gama-GO.

Na parte da manhã, que teve início às 10:00h encerrando-se às 12:30h, estiveram presentes: Juan Ricthelly, José Garcia (Dedé), Cleusa Maria, Lucinaldo José e Carlos Benjoino. Na parte da tarde, que se iniciou às 14:30h indo até as 17:00h, estiveram presentes: Juan Ricthelly, Israel Carvalho, Lucas, Pedro, Jenis Cleiber, Lindalva, Raimundinho, João Breyer, Marília, Vinícius Yann, Geisneer Lourenço, Josué, Garcia (Dedé) e Cleusa Maria.
 

A pauta discutida na reunião foi, a reativação do grupo de trabalho, a situação do Parque Ecológico do Gama, Comissão de Defesa do Meio Ambiente (COMDEMA), ingresso de novos membros no grupo, capacitação de membros do grupo, atuação de mandatos dentro do grupo e Conferência Distrital do Meio Ambiente (CDMA 2017).

Veja a seguir o que foi tratado na reunião:

Tema I – Reativação do Grupo de Trabalho

Nesse ponto foi discutida a urgência de se retomar as atividades do Grupo de Trabalho que foi instituído por meio da Portaria nº 80 de Outubro de 2016 da Secretaria de Estado e Meio Ambiente (SEMA), que deu um prazo de 90 dias para a criação de um Regimento Interno, prazo esse que infelizmente não foi cumprido, após um ano de portaria. O membro Juan Ricthelly apresentou um modelo de Regimento Interno para o grupo, disponibilizando-o desde já para todos e todas para apreciação e aprovação em um momento posterior. Falou-se da importância de constituir o Conselho Gestor das Unidades de Conservação do Gama e de como essa é uma etapa importante para a consolidação da defesa do meio ambiente. O membro Dedé, ressaltou o que em todas ações do GTPG e futuro Conselho Gestor deverão ser levadas em consideração o caráter lúdico pedagógico envolvendo as escolas e a população e da importância de se iniciar um processo de ocupação da Prainha pela população por meio da instalação de uma biblioteca.

O membro Carlos Benjoino sugeriu o mapeamento de outras entidades e grupos que façam com afinidade ao que fazemos, bem como a criação de uma agenda e lista de contatos do GTPG, como meio de aproveitar as experiência de outros grupos.

Encaminhamentos: -Marcar reunião para a semana seguinte com pauta única para a aprovação do Regimento Interno do Conselho Gestor; -Marcar reunião com propósito específico de criar um Plano de Atividades para 2018; -Fazer um mutirão de limpeza e aproveitar o espaço ocioso da Prainha, criando a Biblioteca Alma de Gato; -Criar lista de contatos do GTPG e mapear entidades.

Tema II -  Parque Ecológico do Gama (PEG)

Foi discutida a situação do PEG onde o GDF pretende legitimar as invasões presentes na área do parque, excluindo-as da área da poligonal. O membro Juan Ricthelly informou ao grupo que moverá uma representação junto a Promotoria de Defesa do Meio Ambiente (PRODEMA) para impedir essa ação do GDF, de modo que toda a área seja incluída na poligonal, não fazendo concessão a nenhum grupo em prejuízo da sociedade. Houveram manifestações em defesa dos invasores e contra a representação, mas foi deixado claro que não seria o GTPG a propor, mas uma pessoas física no exercício de sua prerrogativa de cidadão de questionar o Estado quando entende que suas ações são danosas ao patrimônio público e ao meio ambiente.

Encaminhamentos: Não houve.

Tema III – Comissão de Defesa do Meio Ambiente (COMDEMA)

O membro Josué passou um informe sobre a COMDEMA, informando a vontade da Administração Regional em criar a COMDEMA, solicitando ao grupo que indicasse uma data para a eleição dos setes membros representantes da comunidade. Entendeu-se que o cargo de Secretário Executivo presente no Regimento Interno acumulava muitas funções em uma pessoa que ocupa cargo de confiança e pode ser facilmente realocada com as mudanças de governo ou até mesmo de administrador, de modo que criou-se o cargo de Secretário Comunitário Adjunto, que dividirá as funções exercidas pelo Secretário Executivo como meio de preservar a continuidade dos trabalhos executados. Foi marcada a eleição da COMDEMA para o dia 13 de Janeiro de 2018, tendo o auditório do IFB como local sugerido para a votação, estabeleceu-se como requisitos para participar: -Morador; -Zona Eleitoral e Título de Eleitor; -Estar identificado com as questões do Meio Ambiente na cidade; -Participar das reuniões;

Encaminhamentos: Criar imediatamente um formulário online no Google para que os interessados possam se inscrever como candidatos; Reservar o auditório do IFB para o dia 13 de Janeiro de 2018; Redigir uma breve descrição da importância da COMDEMA e do seu papel.

Tema IV – Ingresso de novos membros no GT

Foi anunciado o ingresso de novos membros no GT: -Humberto: (Gestor Ambiental); -Letícia: (Engenheira Florestal); -Vinícius Yann (Estudante de Geografia); -Jenis Cleiber Bragança (Músico e Ambientalista); -Lindalva (Professora); -Carlos Benjoino (Ciclista e ambientalista); -Geisneer Lourenço (Liderança comunitária e ambientalista).

Encaminhamentos: Não houve.

Tema V – Capacitação dos membros do GT

Na última semana foi realizado um curso de Capacitação de representantes de Colegiados de Unidades de Conservação Distritais, no Jardim Zoológico por meio da SEMA, IBRAM e ICMbio, onde várias lideranças ambientais de todo o Distrito Federal estiveram presentes, o curso foi extremamente proveitoso, mas infelizmente, nem 20% das 60 vagas oferecidas e foram preenchidas. Do GTPG participaram: Juan Ricthelly, Jenis Cleiber Bragança e Lindalva. Foram três dias de estudos e palestras sobre a legislação, política e mecanismos de grande importância na atuação daqueles que se pretendem fazer gestores de Unidades de Conservação (UC’s), combinados com dois dias de visitas de campo em unidade já implementadas. Após o curso ficou clara a importância de capacitação constante dos membros do GTPG como meio de fortalecer o grupo, trazendo mais eficiência para a sua atuação por meio do conhecimento sobre os mecanismos adequados de se atuar para a concretização de suas demandas. Sendo assim foi levantada a necessidade de criação de oficinas e cursos de capacitação voltados para o GTPG.

Encaminhamentos: -Criação de cursos e oficinas no calendário de 2018 voltados para a capacitação de membros do GTPG;

Tema VI – Atuação de mandatos dentro do GT

Nos dois anos de atuação do GTPG, dentre os membros da comunidade, governo e aliados, tivemos a colaboração de membros de mandatos distritais dentro do GTPG, fazendo uma interlocução com três deputados distritais. Foi feito um balanço sobre essa questão, onde se surgiu o receio de partidarização do trabalho, tendo em vista a aproximação de um ano eleitoral e o desserviço de um dos referidos mandatos que marcou uma audiência pública para tratar de assuntos da competência do GTPG sem ao menos consultar o grupo. Em meio a isso na reunião matutina foi discutida e encaminhada para a reunião vespertina a possibilidade vedação de atuação de mandatos dentro do GTPG. Após explanação do membro Pedro Antônio, que explicou o seu ponto de vista sobre questão, o grupo entendeu por melhor, não encaminhar a proposição anterior, mantendo e ressaltando o caráter suprapartidário do GTPG.

Foi ressaltado nesse ponto a disponibilização de uma emenda do valor de R$ 1.300.000,00 por meio do Dep. Joe Vale para o PEG, que está retornando pela terceira vez por falta de projeto.

Encaminhamentos: -Fiscalizar o andamento e aplicação da referida emenda parlamentar.

Tema VII – Conferência Distrital do Meio Ambiente (CDMA 2017)

O GTPG teve a felicidade de eleger ao menos quatro delegados para a CDMA 2017, que ocorrerá nos dias 25 e 26 de Novembro, foi discutida a importância de alinhamento entre os delegados durante a conferência, de modo a buscar mais efetivada no interesse comum de todos de atuar em defesa do meio ambiente e de nossa cidade. De modo que, caso haja um pleito durante a conferência para a eleição de delegados nacionais, que os delegados do GTPG busquem junto com os outros delegados do Gama se aglutinar ao redor de um nome, evitando assim fragmentação e perca de uma grande oportunidade de ter um membro nosso em uma instância tão importante de discussão sobre as questões ambientais.

Encaminhamentos: -Articular os delegados em atuação e em torno de uma candidatura nacional caso haja essa possibilidade.

Informes: -Durante a reunião matutina foi possível contar com a beleza de um desfile de uma família de micos e o ar da graça de um Teiú. -Por questões pessoais, Joana D’arc informou ao grupo sobre o seu desligamento do mesmo.


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Da redação do Gama Cidadão

Primeiro lote ficará disponível até 15 de dezembro. Candidaturas devem ser feitas no portal do encontro, que ocorrerá de 18 a 23 de março de 2018

As inscrições para o 8º Fórum Mundial da Água, que ocorrerá em Brasília, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, de 18 a 23 de março, estão abertas no portal do evento. É possível participar de todos os painéis — com o passaporte para os seis dias —, comprar um passe para três dias ou adquirir passes diários.

Os valores do primeiro lote, que ficará disponível até 15 de dezembro, são: R$ 350 para a entrada diária; R$ 680 para três dias; e R$ 1.138 para o pacote de seis dias.

Estudantes têm desconto e pagam R$ 140 no tíquete por dia, R$ 280 no passe para três dias e R$ 455 no passaporte completo.

Pela primeira vez, o fórum será sediado no Hemisfério Sul. O tema da oitava edição, Compartilhar a Água, será debatido por representantes de governos, da sociedade civil, de empresas públicas e privadas e de organizações não governamentais de diversos países.

A organização espera receber mais de 60 chefes de Estado em Brasília, além de especialistas internacionais renomados. Na programação, estão previstos mais de 200 debates e atividades educativas, informativas e culturais.

Edição brasileira terá espaço gratuito

Na edição de Brasília, o Fórum Mundial da Água ganhará um espaço gratuito, a Vila Cidadã. Aberto à população, o local contará com arena de debates, palestras, exposições, cinema, artesanato, talk shows e espaço gourmet.

A estrutura ficará no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, próximo ao Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Cerca de 40 mil visitantes são esperados durante o encontro.

Para o diretor executivo do 8º Fórum, Ricardo Andrade, governador do Conselho Mundial da Água, o evento é uma oportunidade para o País se posicionar sobre o tema. “Pretendemos mostrar como fazemos gestão de recursos hídricos e como podemos fornecer alternativas capazes de garantir a segurança hídrica em outras regiões.”

O 8º Fórum Mundial da Água é organizado pelo Conselho Mundial da Água, pelo governo de Brasília, representado pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (Adasa), e pelo Ministério do Meio Ambiente, representado pela Agência Nacional das Águas (ANA).

O que é o Fórum Mundial da Água

Criado em 1996 pelo Conselho Mundial da Água, o fórum foi idealizado para estabelecer compromissos políticos acerca dos recursos hídricos. Brasília sediará o evento em março de 2018.

O fórum ocorre a cada três anos e já passou por: Daegu, Coreia do Sul (2015); Marselha, França (2012); Istambul, Turquia (2009); Cidade do México, México (2006); Kyoto, Japão (2003); Haia, Holanda (2000); e Marrakesh, no Marrocos (1997).

Para a edição de 2018, em Brasília, são esperados cerca de 30 mil representantes de mais de cem países.


Blog do Callodo - 04/11/2017

O lugar é lindo e a natureza exuberante.

A Barragem do Trampolim já foi um espaço privado bem estruturado, por uma série de questões os donos foram perdendo o controle do lugar que se tornou aberto e de livre acesso.
Infelizmente nem todos que começaram a frequentar o local tiveram a consciência do privilégio de ter um lugar tão belo à disposição e da importância de se preservar um espaço que serve a todos tão bem.

O crescente desmatamento na região de domínio do Cerrado motivado pelos avanços das fronteiras agrícolas e expansão urbana vem exercendo grande pressão sobre a vegetação nativa do Cerrado. Com isso degradando área de grande importância ecológica como as matas de galeria.

Com o tempo as estruturas existentes foram sendo destruídas, tornando o lugar bem precário. Assim se faz importante que resgatemos esse espaço e iniciemos um processo que contribua para a criação de uma cultura coletiva de preservação dos espaços ecológicos de nossa cidade, ocupando como opção de lazer, promovendo limpezas e mecanismos de preservação que se mantenham.

Nesse espírito, às 8:00 do ultimo sábado dia (28/10) um grupo de pessoas, juntos com a ONG Gama Verde e o Portal Gama Cidadão, estiveram reunidos na BARRAGEM DO TRAMPOLIM para essa ação socioambiental que promoveu um dia de muita diversão, fugindo desse calor que bate recordes de elevação de temperatura e obviamente de conscientização. Hoje o DF vive uma grave Crise Hídrica que é consequência direta de ações impensadas do passado e da insistência na permanência de alguns desses mesmos erros no presente.
 

Leila Cristina e Julia de camiseta branca

A engenheira civil Leila Cristina, moradora do setor central do Gama. "conheci o movimento quando procurava nas redes sociais por alguma ação social na cidade, foi quando descobri a ONG Gama Vende e comecei a acompanhar pelo WhatsApp juntamente com outras amigas Vanessa  e sua filha Julia sororidade", disse. 
 


A bombeira militar Edvania Rodrigues, moradora há 33 anos na cidade, achou a divulgação na rede social através do grupo Nos que Nós que amamos o Gama. "É a segunda ação do movimento que participo", disse. 

 

Foto (Da esquerda para a Direita): Poliana e outras amigas voluntárias

A empregada pública Poliana Azevedo, também descobriu o movimento através de indicações de amigos pelas redes sociais. "Achei a iniciativa muito bacana, é bom que as pessoas conheçam e tenham esse contato com a natureza, é importante ter essa consciência ambiental de preservar a natureza", enfatiza.

 

O estudante de geografia da UNB Yann Rocha, 18 anos morador do setor Oeste, "achei muito importante essas ações e é uma forma de politizar a população com essa área socioambiental, o Gama tem potencial ecológico e tem pessoas com formação, tem pessoas que conhecem sobre o assunto e muitas das vezes omitem", finalizou.

A ação deste sábado na barragem foi um sucesso. Muitas pessoas compareceram e juntos fizeram um dia muito especial. Esse espaço que compreende a Barragem do Trampolim e a cachoeira da Loca é uma área de extrema importância para o ecossistema ao redor da cidade. Um braço hídrico importante do Gama, que precisa ser preservado e bem mantido. Durante o evento foi servida uma deliciosa galinhada. A inciativa pela ação de hoje foi da ONG Gama Verde. Toda a ação na barragem foi em parceria com a mídia local, o Portal Gama Cidadão, a sociedade civil organizada através do Fórum Comunitário e de Entidades do Gama. O evento na barragem ganhou destaque na mídia do DF saindo no jornal local, edição do almoço, da Rede Globo.

Para a ONG é preciso ocupar os espaços verdes que estão abandonados e necessitando de cuidados da população. Sejamos a mudança que o mundo precisa!

O grupo que hoje esteve nesta ação da barragem já existe a 5 anos. Mantém contato pelas redes sociais e sempre vem fazendo ações como esta, de limpeza pela cidade. Com a colaboração de todos estas ações ganham vida e força, assim ajudando na preservação de áreas ambientais importantes para toda a região. E que venham as próximas.

Participe você também!
 

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Veja aqui vídeo feito no local:

Veja aqui, matéria que saiu no DF-TV 1ª Edição.


Da redação do portal Gama Cidadão


Saiba mais:
 
Jovens gamenses organizam mutirão de limpeza na cachoeira da Loca
http://bit.ly/2fjfOjb

Ação socioambiental movimenta sociedade gamense em prol da “barragem do trampolim”
http://bit.ly/2h76U66