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As águas vão rolar até quando? Cano da Caesb estoura e inunda avenida importante do Gama

Desde às 4 horas da manhã que o dinheiro público está rolando pelas ruas do Gama. Melhor, as águas da Caesb estão rolando. Cano estourou na Quadra 38 do Setor Leste e a água está levando perigo aos motoristas —e pedestres— principalmente na Avenida dos Pioneiros, no trecho que vai das Quadra 40 Leste ao Hospital Regional do Gama.
 
Segundo moradores da Quadra 38 Leste, uma equipe da Caesb esteve cedinho no local do estouro do cano para examinar o local...e desapareceu, pelo menos até às 9 horas desta manhã. Enquanto isso...
 
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Na foto acima o local, na Quadra 38 do Setor Leste, onde o cano estourou. Enquanto a Caesb não resolve o problema, muita grana é desperdiçada e o pessoal do Gama entra pelo cano.
 
As fotos acima foram tiradas pelo Gama Livre entre 8h15 e 8h45 desta sexta (21/11). Dê um clique sobre cada uma das imagens para ampliá-las.
 
Fonte: Blog Gama Livre - 21/11/2014

Rollemberg indica administrador do Gama

imgO governador Rodrigo Rollemberg deve escolher o novo administrador do Gama já nos próximos dias. Donizete Andrade, ex-administrador da cidade e empresário; Maria Antônia, ex-rorizista e atual presidenta do Sindicato Nacional dos Aposentados e Valeria Leite, funcionária da área de saúde, estão no páreo. O governador deve optar por uma pessoa da área técnica. A escolha será feita através de uma lista tríplice elaborada por entidades regulares.

Um dos nomes da lista de Rollemberg chama à atenção pelo trabalho e também pela ligação com diversos segmentos da sociedade. Donizete Andrade, além da experiência administrativa, é um nome respeitado pela comunidade. “Foi o melhor administrador que o Gama já teve. Nunca ouvi ninguém falar nada que o desabonasse. O governador Rodrigo Rollemberg faria um grande serviço a nossa cidade”, comentou Sandra Regina Oliveira, moradora da Quadra 07 do Setor Sul.

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Valéria Leite trabalhou como técnica de enfermagem do SAMU do Gama e estava na coordenação de campanha de Rollemberg na cidade.

imgOutro nome que deve estar na lista de Rollemberg é Maria Antônia. Ela é professora e presidenta do Sindicato Nacional dos Aposentados. Além disso, ocupou diversos cargos nas esferas do Governo do Distrito Federal, entre eles o de Diretora da Regional de Ensino. Maria Antônia foi, por muitos anos, ligada ao ex-governador Joaquim Roriz. “Ela tem experiência e compromisso com a cidade. Sabe o que faz”, disse a estudante Rita de Cassia Solange, moradora da Quadra 31 do Setor Oeste.

Fonte: Jornal O Democratas - 22/11/2014

Leia mais: Candidatos a administrador do Gama

 

 

Mudanças na integração do sistema BRT

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A partir deste sábado
 (22), haverá mudança na operação dos ônibus que saem de Santa Maria e do Gama para, entre outras localidades, Cruzeiro, Sudoeste, Guará, Núcleo Bandeirante e W3 Norte e Sul. Esses usuários passarão a utilizar o sistema do Expresso DF Sul para ter acesso aos seus destinos, o que vai representar uma maior frequência de horários nas viagens.

Os passageiros com destino ao Cruzeiro, Guará, Lago Sul, Núcleo Bandeirante, Paranoá, SAAN, SIA, SMU e Sudoeste devem acessar os coletivos que fazem as alimentadoras e desembarcar nos respectivos terminais de integração (BRT). De lá, podem acessar os ônibus que fazem as linhas que rodam nos corredores exclusivos – Expressa e Paradora – até a Estação Park Way.

A partir dessa estação, devem se deslocar até os abrigos que estão nas margens da Estrada Parque Indústria e Abastecimento (EPIA), ao lado da estação, para acessar os ônibus que os levarão até os respectivos destinos.

Já para os passageiros que utilizam as linhas que vão para a W3 Sul ou para o SIG haverá linhas saindo direto dos terminais de integração (BRT) para esses dois destinos. No chamado entre pico, essas linhas vão sair do próprio terminal do Park Way – não há necessidade de os usuários se deslocarem para os abrigos da EPIA.

Rodoviária – Aqueles que utilizam as linhas com destino a W3 Norte, L2 Sul e Norte, Esplanada e Lago Norte também terão os itinerários alterados. Contudo, a integração não será feita na Estação Park Way. Eles terão que embarcar nas linhas do Expresso DF Sul (Expressa ou Paradora) até a Rodoviária do Plano Piloto para, de lá, realizar a integração para seus destinos.

Renovação – Com a mudança, os usuários que utilizam essas linhas passarão a ter acesso a coletivos novos da Pioneira. Mais de 50 veículos convencionais da antiga frota saem de circulação e 25 articulados – que serão remanejados entre as linhas – entram em operação, o que permitirá aos usuários se beneficiarem da integração.

“Para ter acesso ao benefício, esses passageiros devem adquirir um dos cartões do Sistema de Bilhetagem Automática (SBA). Assim, eles podem utilizar até três ônibus, no tempo máximo de 2 horas, pagando uma tarifa total de R$ 3”, explica o diretor-geral do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans), Jair Tedeschi.

Mudanças:

As linhas com destino ao SIA, Lago Sul e Paranoá sairão do abrigo da EPIA, ao lado da Estação Park Way do Expresso DF Sul, sentido Gama/Santa Maria para o Plano Piloto. As demais – SAAN, SMU, Guará, Núcleo Bandeirante e Sudoeste – na parada que está no sentido inverso.

As linhas que vão para a W3 Sul e SIG sairão dos terminais de integração do Expresso DF Sul do Gama e de Santa Maria nos horários de pico. Nos entre pico, sairão da Estação do Park Way. Não há necessidade de esses usuários se deslocarem para os abrigos da EPIA.

As linhas com destino à Esplanada, W3 Norte, L2 Norte, L2 Sul e Lago Norte serão acessadas na Rodoviária do Plano Piloto. Os usuários devem pegar as linhas do Expresso Sul (Expressa e Paradora) até a Rodoviária.

Fonte: Ascom DFTrans - 19/11/2014

Estudantes de escola pública do Gama visitam o Procurador Geral da República

Alunos dos 4º e 5º anos falaram do trabalho do MPF

imgO projeto Escola Cidadã recebeu, nesta terça-feira, 18 de novembro, 38 alunos do Centro de Ensino Fundamenal Gesner Teixeira, do Gama. Curiosos e atentos, os estudantes conheceram o complexo de prédios da Procuradoria-Geral da República, a história do prédio e ficaram impressionados ao descobrir que o bloco A é sustentado por cima, por uma estrutura em forma de estrela.

Durante a visita guiada, os estudantes conheceram o procurador-geral da República, Rodrigo Janot.  “Pra mim, foi a melhor parte. Eu achei que ele era sério, cara fechada, mas ele é muito legal, muito gente boa”, declarou o aluno do 4º ano Matheus Henrique. Os alunos participaram da gravação de um vídeo institucional ao lado do PGR e fizeram perguntas para ele. Não faltou a clássica, “O que faz um procurador da República?”. A pergunta foi respondida com muito humor. “A melhor definição do meu trabalho foi dada por um estudante que nos visitou há algum tempo. Eu expliquei, expliquei e ele resumiu 'o MPF é a polícia da lei'; é isso ai, o MPF é a polícia da lei”, respondeu Janot.

Para a professora do 4º ano Raquel Oliveira, a visita é uma forma de os alunos entenderem na prática sobre direitos e deveres. “É sempre importante reforçarmos aos estudantes o que é Justiça, cidadania. Com uma linguagem adequada, eles entendem muito melhor”.

A parte mais descontraída do bate-papo ficou por conta da discussão sobre futebol, quando os alunos tentaram descobrir qual o time do PGR. Atleticano, o procurador contou que traz a preferência no coração desde que veio de Belo Horizonte para Brasília, há 30 anos. Em homenagem ao PGR, o tradicional “olha o passarinho” foi trocado por “olha o galo” durante a foto oficial, o que arrancou gargalhadas da turma.

Escola Cidadã – Pensado como instrumento para fortalecer o relacionamento entre o MPF e a comunidade escolar, o projeto busca contribuir com a formação cidadã dos estudantes e estimular comportamentos éticos nas crianças. Os assuntos debatidos com os alunos relacionam-se às Diretrizes Curriculares Nacionais e envolvem temáticas de grande relevância, como ética, direitos humanos, meio ambiente, diversidade cultural e cidadania. 

Fonte: Secretaria de Comunicação Social Procuradoria-Geral da República - 18/11/2014

Saúde de Santa Maria animada com início do Governo Rollemberg

O Conselho de Saúde de Santa Maria realizou na manhã desta sexta-feira (14) uma reunião para elaborar o Planejamento da Saúde da cidade para 2015. O encontro aconteceu no auditório do Hospital Regional e contou com a presença da comunidade e de integrantes da entidade. A expectativa da população é grande com o início do governo Rodrigo Rollemberg (PSB).

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O servidor de carreira do Governo do Distrito Federal, Hugo Gutemberg, por exemplo, aproveitou para falar sobre o planejamento para a área médica; aumento de áreas e unidades para os equipamentos públicos do tipo saúde; crescimento urbano de Santa Maria; influência da Região do Entorno sobre a rede local e o papel da Administração Regional para ajudar a melhorar o sistema. Além disso, também foi abordado o Plano Diretor de Gestão Regional para a Região Administrativa XIII e as principais ações que deverão ser executadas no próximo ano na cidade.

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O presidente do Conselho, Antônio Rodrigues, ressaltou as necessidades da saúde, sobretudo as carências das Unidades Médicas. Ele ainda mostrou entusiasmo com a futura gestão do GDF. “Temos uma grande esperança no governo Rollemberg”, comentou. Opinião semelhante tem o líder comunitário Salvador Gomes, o Sassá.

O Conselho de Saúde de Santa Maria, acredita que o setor avançará com participação social. “É responsabilidade do cidadão acompanhar as Políticas Púbicas de saúde do seu território. Para facilitar esse processo existem os Conselhos de Saúde. O Conselho de Saúde de Santa Maria tem como missão a deliberação, fiscalização, acompanhamento e monitoramento das políticas públicas de saúde na regional.”

O órgão é composto por representantes de entidades e movimentos representativos de usuários da saúde, entidades representativas de trabalhadores da área, governo e prestadores de serviços de saúde do DF, sendo o seu Presidente eleito entre os membros do Conselho.

A atual gestão do conselho priorizou como meta para 2015 a participação da comunidade, a fiscalização e o acompanhamento das ações de saúde. “Já criamos a comissão de saúde mental e estamos em fase de implementação da comissão de fiscalização e relações institucionais”, esclarece o presidente.

Fonte: Jornal o Democrata - 15/11/2014

Candidatos a administrador do Gama

A eleição passou, novos distritais foram eleitos, outros não conseguiram, o atual governo perdeu seu posto. Agora vem o período de transição de governo e nesse momento começa a despertar novamente a atenção dos políticos, principalmente os que não ganharam. Como muda governo muda tudo. As administrações regionais também terão seus representantes alterados. E isso é um prato cheio para quem não garantiu uma cadeira no legislativo.

Lideranças políticas, comunitárias e candidatos derrotados nas últimas eleições já se movimentam, em seus redutos eleitorais, em busca de apoio que resulte em indicação para as administrações regionais. Até que a eleição direta se torne realidade, a escolha dos administradores será feita a partir de consulta informal aos moradores das regiões administrativas. Essa foi uma das promessas do governador eleito Rodrigo Rollemberg durante a campanha. Com a guerra pelas administrações regionais a todo vapor, as articulações brotam em todas cidades do DF. No Gama não podia ser diferente.

imgA disputa pela Administração Regional do Gama segue acirrada. É fato de que haverá mudança e isso está chamando a atenção de todo o meio. Claro, os políticos eleitos pela cidade desejam que os nomeados sejam seus indicados, mas com a consulta popular muita coisa pode mudar.

Dentre os nomes mais cotados para assumirem a Administração do Gama, está a Valéria Leite presidente do PSB Gama. Ela é formada em gestão publica e residente na cidade.

O portal Gama Cidadão fez um levantamento dos candidatos a deputado distrital mais votados da cidade do Gama.

Um deles pode ser o administrador do Gama. Claro, que tudo depende de uma boa articulação política, nem sempre o mais votado é o mais cotado.  Segue os nomes dos candidatos a deputado distritais mais votados pelo Gama. Leia mais

Leia mais:Candidatos a administrador do Gama

Os Fantasmas deixado por Agnelo no Gama: Buracos, bocas de lobo entupidas, muita lama e incompetência da Administração

Nesses últimos meses de gestão do Governo de Agnelo Queiroz, parece que o Distrito Federal parou no tempo. Já não vinha sendo feito muita coisa, mas agora a sensação que se tem é de que apartaram o botão “Stop” no Governo do DF. E como não podia ser diferente o Gama vem enfrentando problemas crônicos.

Buracos nas ruas, falta de manutenção e investimento em infraestrutura, bocas de lobo entupidas e por ai segue. Os problemas são muitos o período de chuvas ajuda a agravar a situação e quem sofre as consequências é a população.

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Para se ter um exemplo, os moradores da Quadra 13, 15 e 17 no Setor sul do Gama estão sofrendo com a multiplicação de buracos nas ruas. De acordo com o Sr. Carlos, morador da quadra 17 daquele setor, a quadra está abandonada há mais de 5 anos.  “Os próprios moradores têm tapado as crateras com pedras de cascalho e cimento. Os moradores do conjunto “A” da referida quadra, resolveram se juntar e bancar do próprio bolso as obras de pavimentação”, disse o morador.

A Sra Analia conta ainda que quem vive na quadra reclama dos buracos que atrapalham os veículos e pedestres. As crianças não brincavam mais na frente de suas casas por conta do medo. Os veículos, ao desviarem dos buracos, acabam trazendo riscos ao pedestre.

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Outro problema grave enfrentado por outra parte da população do Gama é a falta de manutenção e infraestrutura das vias que atendem a zona rural da cidade. Além dos buracos, devido à falta de pavimentação de muitas das vias da região é muito comum o surgimento de verdadeiros lamaçal quando chove. Isso está afetando muitos serviços que são prestados nessa região.

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Para se ter uma ideia da calamidade em que se encontra a região rural do Gama, os moradores do setor de Chácaras estão sofrendo com a falta de atendimento das enfermeiras do “programa Estratégia Saúde da Família” que trata de pacientes em casa que tem dificuldades de locomoção. Os agentes de saúde ameaçam não ir mais ao local porque o trecho está impossível de transitar. Muitos buracos e lama por toda parte e que depois das chuvas ficaram ainda pior. Um verdadeiro rally. Os veículos atolam nos buracos e a dor de cabeça é tremenda para os agentes, que tem uma agenda grande para atender todo DF. Segundo informações de um agente de saúde eles atendem pacientes que necessitam de ventilação mecânica e não podem ficar sem o atendimento. O paciente corre risco de vida e isso é muito grave.

Os agentes disseram que já fizeram varias reclamações na Administração Regional da cidade, porém até o momento ninguém fez nada para sanar o problema. Enquanto isso quem depende de serviços, como os dos enfermeiros, na região rural do Gama, fica a mercê da sorte.

Fomos atrás de respostas e a Administração do Gama nos informou que os pedidos de tapa buracos são muitos e que não é possível atender à demanda.

Da redação colaboração: Lucas Lieggio

 

 

Campeão de cesáreas: Brasil quer resgatar parto normal

Segundo dados oficiais, 52% dos partos no país são cesáreas. No setor privado a incidência é ainda maior: 88%

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Há cinco meses Theo Henrique nasceu saudável, de parto normal, apesar de estar com o cordão umbilical enrolado no pescoço. "Desde o começo da gravidez eu queria o parto normal, pois achava mais seguro. Além disso, a recuperação é melhor e mais rápida, e para o bebê também é melhor, porque ele entra em trabalho de parto junto e sabe que está nascendo", explica Paola Ferrarezi, mãe de Theo Henrique...

O caso de Ferrarezi é uma exceção no Brasil, país com um dos maiores percentuais de operações cesarianas no mundo. 

De acordo com a médica Maria do Carmo Leal, pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, é tradição da prática médica brasileira considerar a cesárea um parto sem risco e mais seguro. "Até as mulheres acreditam que o bebê sofre menos, quando na verdade é o contrário: a melhor maneira de nascer ainda é o parto normal", afirma.

Apesar de as cesarianas terem se tornado procedimentos cotidianos no Brasil, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que a melhor forma de nascer continua sendo o método natural, e recomenda que a taxa de cesáreas não exceda 15% dos nascimentos. A média mundial de nascimentos por cesarianas é de aproximadamente 18%.

Leal coordenou o estudo Nascer no Brasil e acrescenta que a cesárea é um procedimento cirúrgico com riscos tanto para mãe quanto para o bebê. Estudos indicam que as cesarianas aumentam o risco de hemorragia e infecções em mulheres, podendo levar à morte. Além disso, em gravidezes futuras, aumentam as chances de óbito fetal sem causa aparente e formação anormal da placenta.

Para o bebê, como muitas cesarianas são realizadas antes das 39 semanas recomendadas, cresce a necessidade de ajuda para respirar e também de cuidados na UTI, o que deixa a criança longe da mãe nos primeiros momentos de vida.

Para tentar mudar o cenário brasileiro e adequá-lo à recomendação internacional, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o Ministério da Saúde, o Hospital Israelita Albert Einstein e a ONG americana Institute for Healthcare Improvement (IHI) assinaram, no final de outubro, um acordo de cooperação técnica para ampliar a realização de partos normais em hospitais privados. O projeto piloto terá duração de três anos e utilizará metodologia desenvolvida pelo IHI.

"Entre as ações destacam-se a assistência ao parto por equipes compostas de médicos e enfermeiros obstetras, além da utilização de recursos para alívio da dor e o estímulo à presença de acompanhante", diz Teófilo Rodrigues, gerente geral de Regulação Assistencial na ANS.

A partir de fevereiro de 2015, o projeto piloto começa a ser executado em hospitais interessados, o primeiro deles é o Hospital Albert Einstein. A proposta será testada até o final de 2017. Após a fase de teste, o modelo será disponibilizado para qualquer estabelecimento de saúde que tiver interesse em ampliar a realização de partos normais.

Entre os fatores que levaram ao aumento da realização de cesarianas estão a comodidade para pacientes e, principalmente, médicos, que podem marcar previamente os horários de nascimentos. A cesárea também possibilita aos hospitais programar antecipadamente a disponibilidade de leitos.

Além disso, muitos médicos não estão mais acostumados a realizar partos normais. "Na faculdade, eles são treinados a fazer cesáreas e saem de lá com muito mais segurança para realizar essa cirurgia do que para fazer parto normal, que é muito simples, mas às vezes tem pequenas complicações que exigem algumas manobras", destaca Leal.

E como a maioria dos partos é marcada com antecedência, muitas instituições não têm mais equipes de plantonistas para atender mulheres que optam pelo parto natural.

Muitas gestantes optam pela cesárea pelo receio de ter o bebê com um médico diferente daquele que as atendeu durante o pré-natal. "No início da gravidez, eu preferia a cesárea, pois tinha medo da dor e ouvi dizer que era mais seguro para o bebê. Ao longo das consultas fui ganhando confiança de fazer o parto normal, mas como a data do nascimento era próxima do Natal e eu queria fazer o parto com meu médico e não com um plantonista, optei pela cesárea", conta Juliana Sinestri Jensen, mãe de Otto, hoje com quase dois anos.

Assim como Jensen, muitas mães de primeira viagem também têm medo da dor do parto. Segundo a pesquisa Nascer no Brasil, esse é o principal fator que leva mulheres grávidas pela primeira vez a optarem pela cesariana. Já entre as mulheres que já tiveram filhos, cerca de 33% optaram pela cesárea para aproveitar o procedimento cirúrgico e fazer a laqueadura das trompas.

Além disso, entre as mulheres que já tiveram filhos, outro motivo que pesa na hora da escolha da forma de dar à luz é a experiência com o parto anterior. Ferrarezi, por exemplo, conta que o parto normal foi muito bom e deseja seguir o método para o nascimento do próximo filho.

Já Jensen ainda não sabe se deseja ter mais filhos, mas afirma que achou a cesárea frustrante. "Não senti a emoção de colocar meu filho no mundo."

Autoria Clarissa Neher DW

Fonte: CartaCapital - Por CLARISSA NEHER. Foto: Flickr / maturana - 16/11/2014 - - 21:53:00

Ciclovias: Para cada dólar gasto, cidades economizam até US$ 24, indica estudo

Pesquisadores da Nova Zelândia sugerem novas políticas de transporte de baixo custo para promover saúde pública e benefícios ambientais

CicloviasPara cada dólar gasto com a construção de ciclovias segregadas, as cidades podem economizar até US$ 24, graças à redução de custos com saúde, poluição e tráfego, de acordo com um estudo divulgado por pesquisadores da Nova Zelândia para a revista norte-americana científica Environmental Health Perspectives, do Instituto Nacional de Ciências de Saúde Ambiental.

Estudo é pioneiro em concluir como investimentos em infraestrutura cicloviária podem trazer retornos financeiros em longo prazo. ...

"No momento em que a maioria das cidades está dominada pelos carros, é fácil justificar o dinheiro gasto com novas estradas como resposta à crescente utilização do automóvel, apesar dos impactos negativos que isso traz ao meio ambiente e à saúde das pessoas, agora e no futuro", explica Alexandra Macmillan, principal autora do estudo, da Universidade de Auckland, em entrevista ao site Co. Exist. "Nós queríamos explorar algumas escolhas políticas que são realistas, a preços acessíveis, transformadoras e saudáveis”, acrescenta.

No artigo “Os custos sociais e os benefícios da bicicleta: simulando os efeitos de políticas específicas a partir de sistemas de modelos dinâmicos”, seis pesquisadores analisaram a cidade de Auckland, a maior da Nova Zelândia, usando métodos da agência de transporte local para calcular índices indicativos de custo-benefício em dólares neozelandeses para diferentes investimentos em ciclovias.

“Em nossos pressupostos de modelos primários, os benefícios de todas as políticas de intervenção superam os danos, entre 6 até 24 vezes”, concluem os pesquisadores no artigo.

“Estima-se que essas mudanças trariam grandes benefícios para a saúde pública nas próximas décadas, em dezenas de dólares para cada dólar gasto em infraestrutura. Os maiores benefícios serão a redução da mortalidade por todas as causas”, completam.

Além disso, os autores também observaram que se a Prefeitura de Auckland construísse uma rede de ciclovias segregada e diminuísse as velocidades de tráfego, tais medidas poderiam aumentar o ciclismo em 40% até 2040. No entanto, caso optasse por adicionar pistas apenas em alguns poucos pontos estratégicos, isso só aumentaria o tráfego de bicicletas em 5%.

Embora já existam pesquisas que sustentem que andar de bicicleta nos faz mais felizes, mais saudáveis e até mesmo aumenta a lucratividade de negócios locais, este estudo é pioneiro em concluir como investimentos em infraestrutura cicloviária podem trazer retornos financeiros para as cidades em longo prazo, além do bem-estar físico, social e ambiental.

Quanto maior o número de pessoas que andam de bicicleta, maior a redução de custos de cuidados de saúde.

Embora o estudo ternha se concentrado em Auckland, os pesquisadores acreditam que os princípios gerais se aplicam a outras cidades onde os carros dominam. “Auckland é muito semelhante em design e padrões de transporte de muitas cidades norte-americanas, por isso, esperamos que nossos resultados sejam relevantes também para outros lugares" , explica MacMillan. “Acredito que a maré esteja mudando, tanto na Nova Zelândia quanto em muitos outros países que têm negligenciado a bicicleta nas duas últimas décadas ", completa Alastair Woodward, co-autor do estudo.

Fonte: JusBrasil - Por JOÃO PAULO MORAIS - 16/11/2014 - - 22:21:06

Água: 'É preciso conscientizar, reflorestar e economizar', diz especialista

Vários municípios já entraram em situação de emergência por conta da seca no Brasil

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Desde que o período brasileiro de chuvas, de outubro a março, foi caracterizado por uma estiagem forte e atípica entre 2013 e 2014, a associação do estado de São Paulo com um cenário de crise hídrica começou a ser cada vez mais frequente. ...

E não é por menos: desde maio deste ano, São Paulo utiliza o volume morto – reserva técnica de água que precisa ser puxada por bombas, abaixo do volume útil – do sistema Cantareira, maior dos sistemas administrados pela Sabesp, utilizado para abastecer 8,1 milhões de clientes da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Porém, a situação é mais grave e menos localizada. De acordo com um levantamento baseado nos decretos reconhecidos pela Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec), até o começo do mês mais de 1,2 mil dos cerca de 5,5 mil municípios brasileiros já decretaram situação de emergência por conta da situação de seca.

O Nordeste concentra mais de 70% dos decretos de situação de emergência, mas a situação de seca tem causado fortes problemas também no Sudeste. Em Minas Gerais, já são 171 municípios em situação de emergência devido à estiagem. O estado que mais está sofrendo com a seca é o Piauí, com mais de 200 municípios em situação de emergência.

A última vez que o sistema Cantareira chegou a 100% de sua capacidade foi há 11 anos, em 1999, segundo dados da Sabesp. Nesta semana, com as fortes chuvas na região dos reservatórios, o nível do sistema se manteve estável em 10,8% da capacidade. No dia 22 de outubro, o nível era de 3,2%. Outros sistemas que abastecem São Paulo também sofreram com a estiagem. No Alto Tietê, que também sofre com a grave estiagem, o índice recuou de 7,6% para 7,5%. No Guarapiranga, a queda foi de 35,3% para 35,1%. No Alto Cotia, o nível passou de 29,7% para 29,6% e, no Rio Claro teve queda de 36,2% para 36%. O sistema Rio Grande, se manteve estável em 65,9%.

Chuvas interromperam queda na sistema Cantareira, mas quadro ainda é crítico

Várias medidas já foram avaliadas pelo governo de São Paulo para tentar evitar que a população do estado ficasse sem água. Em uma dessas medidas, o governador paulista Geraldo Alckmin declarou o desejo de buscar água no Paraíba do Sul, com um projeto de R$ 500 milhões que interligaria as represas Jaguari, da bacia do rio Paraíba do Sul, e Atibainha, no sistema Cantareira. O problema da proposta está justamente no fato de o Paraíba do Sul ser a principal fonte de abastecimento do Rio de Janeiro, que também enfrenta problemas de abastecimento em alguns pontos. O Paraíba do Sul é responsável por abastecer cerca de 9,5 milhões de pessoas no Rio.

No Rio, inclusive, o agravamento da questão hídrica vem castigando sobretudo a região do Norte Fluminense, local onde o Rio Paraíba do Sul deságua no mar. Na última quarta-feira (12), o município de São João da Barra decretou situação de emergência, visto que o rio se encontra muito abaixo dos níveis considerados normais – causando salinização da água potável devido ao avanço do mar. O nível mínimo do rio deveria ser 2,80 metros, mas no momento não atinge nem 2,20m. São Fidélis foi o primeiro município do Rio a decretar emergência devido à seca e outros locais, como São Francisco do Itabapoana também passam por situações críticas.

“Floresta e água possuem uma relação muito íntima”

Com base em dados levantados pela Organização das Nações Unidas (ONU), a Fundação S.O.S. Mata Atlântica acredita que a crise de água no sistema Cantareira é apenas a ponta de um iceberg que deverá atingir Rio e Minas, além de São Paulo, caso não sejam feitas mudanças na gestão dos recursos hídricos. Na última segunda-feira (10), a fundação lançou um edital para seleção de áreas prioritárias para a restauração florestal da Mata Atlântica, com propostas diretamente relacionadas com a conservação e proteção dos recursos hídricos do sistema Cantareira. De acordo com Rafael Fernandes, coordenador de restauração florestal da fundação, projetos de recuperação de florestas em área de manancial são fundamentais para reverter situações de crise hídrica. “O reflorestamento é uma das pontas, é preciso que haja também economia de água, uma consciência do uso mais racional dela. Floresta e água têm uma relação muito íntima e esse projeto seleciona um número de municípios que de fato influenciam no sistema Cantareira”, explica.

Aumento da urbanização agravou os problemas hídricos

Os projetos do edital irão beneficiar até 12 municípios de São Paulo e Minas Gerais. A ideia é conseguir recuperar até 400 hectares de mata, conservando, portanto, 4 milhões de litros de água por ano na área de abrangência da Cantareira. O conjunto de bacias convive há 30 anos0 com quase 80% de desmatamento de sua cobertura florestal nativa e possuindo atualmente apenas 48,8 mil hectares de remanescentes, ou 21,5% de sua área de Mata Atlântica original. Através do programa Clickarvore, que apoia iniciativas e projetos de restauração florestal, até R$ 2 milhões serão investidos em propostas enviadas até o dia 15 de janeiro por pessoas físicas ou jurídicas, associações, OSCIPs ou ONGs ambientalistas ou por proprietários de terras. Até 1 milhão de mudas de espécies florestais nativas da Mata Atlântica deverão ser doadas.

Rafael Fernandes lembra que iniciativas de reflorestamento atingem ainda questões ambientais como a conectividade de fragmentos de mata espalhados e o salvamento de corredores de biodiversidade. “Tivemos uma seca muito atípica e a gente viu que faltou muito planejamento. Tratamos a maioria dos nossos rios como esgotos a céu aberto. Lançamos uma carga enorme de poluentes em rios que podiam ser fontes de abastecimento. Com todos os holofotes voltados para essa causa, é uma oportunidade de pelo menos fazer as pessoas”, acredita.

É importante ressaltar que a crise hídrica, principalmente em sua manifestação na cidade de São Paulo, não é fruto apenas de aspectos climáticos. Inúmeros outros fatores contribuíram para a atual situação. O aumento populacional cresce no Brasil em uma taxa de 0,9% ao ano – enquanto que São Paulo cresceu em uma média de 1,1% na última década. A urbanização galopante dos grandes centros também aumentou consideravelmente a poluição de rios ao mesmo tempo em que dificultou o acesso à água potável. Com crescimento urbano, aumenta ainda o desmatamento, a impermeabilização do solo e a sobrecarga do sistema de abastecimento e coleta – e todos esses fatores influem no quadro hídrico.

Aliança pela água

A busca por soluções que resolvam a crise hídrica a longo e curto prazo acaba sendo acelerada em situações complicadas como a atual. No fim do último mês, foi lançada na capital paulista, uma associação formada por mais de 20 organizações não governamentais que trabalham na defesa do meio ambiente. O objetivo do projeto chamado Aliança pela Água é trazer sugestões que ajudem a solucionar a falta de água em São Paulo. A iniciativa teve início em um mapeamento feito junto a 281 especialistas, que enumeram propostas e chegaram a 20 ações principais, de curto e longo prazo. O levantamento reuniu 368 organizações, contextualizando cerca de 60 municípios atingidos pela crise.

Em relação às iniciativas de curto prazo, a Aliança pela Água sugere a instalação de um comitê de gestão de crise e de salas de situação de crise, pelo governo estadual, com ampla participação das prefeituras e da sociedade. A transparência na gestão, ampliação da divulgação de informações públicas, a promoção de campanhas que garantam acesso da população aos horários e dias com risco de falta de água também foram medidas consideradas importantes.

'Em vez de usar e descartar a água, é preciso reutilizar', diz especialista

O especialista em água Samuel Barreto, coordenador de ações da organização internacional The Nature Conservancy (TNC) com água e responsável pelo Movimento Água para São Paulo, acredita que a Aliança pela Água significa a existência de um processo de co-responsabilidade e participação de uma sociedade que está realmente preocupada com a situação hídrica. “Essa aliança tem essa prerrogativa de gerar uma sinergia e uma pressão social sobre decisões que devem ser tomadas a curto e médio prazo. Essa coalizão de mais de 20 organizações da sociedade civil vêm contribuir para uma plataforma de segurança hídrica, incentivando ações existentes e fazendo com que novas medidas sejam lançadas sem esperar só ações do governo”, explica.

Samuel acredita que é preciso voltar as atenções para medidas como a recuperação dos mananciais. Mais de 80% da cobertura verde foi perdida com o tempo e isso, segundo o especialista, tem impacto direto tanto na qualidade quanto na quantidade da água que chegam às torneiras. “É preciso rever o modelo atual, recuperar áreas de mananciais, aplicar mecanismos melhores de gestão de oferta de forma a reduzir as perdas de forma mais robusta. A média brasileira é que se perda 40% de tudo o que produzimos. Em vez de usar e descartar a água, é preciso reutilizar. A gente tem em média 60 metros cúbicos por segundo de esgoto sendo gerados e essa água poderia ser reaproveitada para diversas finalidades”, indica.

A especialista em gestão de recursos hídricos, sustentabilidade e meio ambiente Marussia Whately, do Instituto socioambiental (Isa), que assim como o TNC também integra o grupo de entidades da Aliança Pela Água, explica ainda que hoje são três as principais fontes de degradação da água: os esgotos urbanos, o desmatamento em várias áreas e o uso indiscriminado de agrotóxicos e fertilizantes. “Esses três fatores trazem alto impacto de degradação dos recursos hídricos e não vêm sendo tratados de uma forma integrada. Uma parte do território passa por uma estiagem severa e a gente não tem visto respostas à altura: apesar da existência de menos chuva não foram tomadas medidas para controlar a água retida nos mananciais. Já era algo anunciado, a Agência Nacional de Águas já apontava que em 2015 mais da metade das cidades brasileiras poderiam ter problemas de abastecimento por conta de infraestrutura”, lembra.

Marussia Whately diz ainda que, nesse momento, é necessário pensar em ações emergenciais para garantir o acesso à água visto que, segundo a especialista, as perspectivas de chuva não estão sendo animadoras. “De forma imediata, não apenas em São Paulo, é preciso garantir transparência para lidar com a crise. É preciso criar comitês de gestão de crise envolvendo o governo, a sociedade, o segmento agrícola e o industrial. É preciso trabalhar de forma integrada e fornecer informações para as pessoas acerca da real dimensão da situação. A Cadesp vem fazendo há seis meses uma campanha de bônus na conta de água para quem economizar e mesmo assim 25% dos contribuintes aumentaram o consumo. É preciso outra forma de comunicar e de chegar a esses consumidores”, afirma.

Na busca por água doce, muitos países esbarraram na técnica de dessalinização. No Brasil, o sistema já é usado em nove estados, desde o sertão do Ceará até Fernando de Noronha, que ainda depende fundamentalmente da chuva para o abastecimento visto que 40% da água consumida na ilha vêm de açude e de poços. Marussia acredita que, em momentos de crise, soluções que envolvem investimentos caríssimos começam a ser apresentadas. “Dessalinização, fora alguns lugares, é uma medida muito extrema quando se olha para o potencial hídrico que o Brasil tem. O que precisamos aprender é a cuidar melhor da água e recuperar nossas florestas, antes de começarmos a avançar em questões dessa escala”, acredita.

Samuel Barreto também acredita que o contexto do Brasil pede outro tipo de ações prioritárias. Para o especialista, é fundamental sempre considerar novas tecnologias, mas que ações como a dessalinização podem nem ser viáveis em determinadas situações. “Em São Paulo não é viável, por conta da questão do nível do mar, por exemplo. Talvez seja algo que poderia ser feito no Rio, mas, mesmo sendo viável, muita coisa pode ser feita antes. Seja resolver o problema do uso ineficiente, resolver o desgaste dos mananciais. Temos muita lição de casa para fazer antes disso”, conta.

*Do programa de estágio do JB

Fonte: Jornal do Brasil - RAFAEL GONZAGA* - 16/11/2014 - - 23:02:09

DF: A revoada dos pardais

40% de todos os equipamentos fixos administrados pelo Detran — pararam de funcionar em agosto

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Se você passa diariamente pelas vias do Eixinho Norte e Sul, no Plano Piloto, já deve ter percebido que os equipamentos instalados para controlar a velocidade dos carros estão desligados. ...

Ao dormir no ponto, o Governo do Distrito Federal (GDF) não renovou em tempo hábil o contrato com a empresa Serget, que administra 326 faixas de fiscalização eletrônica em Brasília. Com isso, 206 pardais — 40% de todos os equipamentos fixos administrados pelo Detran — pararam de funcionar em agosto. Desde outubro, eles estão sendo recolhidos das ruas. Sem o moderador, tornou-se comum flagrar veículos a 120 quilômetros por hora em vias nas quais a velocidade máxima permitida é 60 quilômetros por hora. 

Não é a primeira vez que os automóveis escapam da fiscalização desses olhos eletrônicos na capital por desleixo do poder público. Em janeiro, outro contrato venceu e deixou 358 pardais inoperantes. No entanto, o GDF realizou um acordo emergencial e pôs todos para funcionar em menos de trinta dias. Na época, o órgão admitiu que havia perdido o prazo por puro esquecimento. Desta vez, os problemas são a burocracia e a falta de dinheiro. Em maio, foi realizada uma licitação pública para instalar 160 pardais novos. A mesma empresa, Serget Comércio, Construções e Serviços de Trânsito Ltda., venceu a concorrência, no valor de 14,7 milhões de reais. Pelo cronograma, os equipamentos já deveriam estar funcionando, mas o governo não selou o contrato em razão da atual carência de verbas. 

Desde que o governador Agnelo Queiroz (PT) baixou o Decreto nº 35943, em 24 de outubro, com o intuito de frear gastos do GDF, nenhum novo contrato foi assinado. Assim, a expectativa é que essa batata quente vá parar no colo do governador eleito, Rodrigo Rollemberg (PSB), em 2015. “O maior problema é que os condutores aproveitam para abusar da velocidade quando há essa lacuna”, diz o diretor operacional da Serget, Moisés Moraes. 

Apesar de restarem somente cinquenta dias para a atual administração deixar o Palácio do Buriti, o diretor do Detran, Rômulo de Castro Félix, garantiu que instalará os novos equipamentos ainda em sua gestão. No entanto, até a quinta 13, não estava marcada uma data de reunião entre a Serget e o governo. Só no ano passado, os pardais do Distrito Federal aplicaram mais de 3 milhões de multas, que renderam aos cofres públicos 60 milhões de reais. Pior do que a queda nesse setor de arrecadação — em época de déficit estatal bilionário —, só mesmo a possibilidade de ver o número de acidentes de trânsito aumentar neste fim de ano.

Fonte: Revista Veja Brasília - Por ULLISSES CAMBELL. Foto: Internet - 15/11/2014 - - 23:01:47

Gama abre inscrições para corrida de rua

Iniciativa marca aniversário da cidade e faz alusão ao Novembro Azul, que tem o objetivo de conscientizar a população sobre o câncer de próstata, inscrições podem ser feitas na administração da cidade

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Estão abertas as inscrições para a XI Corrida de Rua do Gama-DF Novembro Azul, que será realizada no próximo dia 30 de novembro. O evento integra as comemorações do aniversário de 54 anos da cidade e faz alusão à campanha nacional de conscientização sobre o câncer de próstata. Os interessados poderão se inscrever até o dia 27 deste mês.

Os interessados devem procurar diretamente a Gerência de Esportes da Administração Regional do Gama ou acessar o site: www.corredoresderua.com.br e fazer a inscrição, que custa R$ 50,00. Ao todo, são disponibilizadas mil vagas, e os atletas podem optar pelos percursos de 5km ou 10km.

A largada ocorrerá às 9h, no estacionamento da Vila Olímpica do Gama-DF, ao lado do Estádio Bezerrão. A corrida é um projeto da Associação de Corredores de Rua do Gama-DF (Corgama) e conta com o apoio da administração da cidade.

Prêmios - Os primeiros colocados na classificação-geral (masculino e feminino), referente ao percurso de 5km, receberão troféu. Os primeiros colocados na classificação-geral (masculino e feminino), referente ao percurso de 10km, receberão premiação em dinheiro mais o troféu.

1º Lugar – R$ 400,00 + Troféu

2º Lugar – R$ 300,00 + Troféu

3º Lugar – R$ 200,00 + Troféu

Serviço -

XI Corrida do Gama – Novembro Azul (Corrida de rua)

Data: 30/11/2014 09:00

Cidade: Brasília – Distrito Federal

Local: Centro Olímpico Gama – Sce Ae Oeste – Setor Central, Gama, Brasília – DF, 71405-610, República Federativa do Brasil

https://centraldacorrida.com.br/corridadogama

Fonte: Portal do Distrito Federal - 14/11/2014

Greve de rodoviários da Viação Pioneira chega ao fim após oito dias

Em reunião, sindicato, empresa e governo chegaram a acordo e os ônibus voltam às ruas do Distrito Federal. Paralisação afetou mais de 200 mil pessoas

imgApós oito dias de greve, os ônibus da Viação Pioneira voltam às ruas do Distrito Federal na volta para casa desta quinta-feira (13/11). Em reunião à tarde, representantes do Sindicato dos Rodoviários, da direção da Viação Pioneira, do Ministério Público do DF e Territórios, do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do governo chegaram a um acordo.

A Viação Pioneira fez um empréstimo bancário de R$ 6 milhões para pagar os salários e tíquete-alimentação atrasados dos rodoviários. A promessa é que a remuneração dos trabalhadores seja depositada nesta sexta-feira (14/11). Na ocasião o Governo do Distrito Federal (GDF) fez um acordo de repassar, até a próxima quinta-feira (20/11), um montante de R$ 14 milhões à empresa.

A dívida se refere aos dias de operação branca do Expresso DF, quando o BRT funcionou sem a cobrança de tarifa para os passageiros. O valor será usado pelos empresários da Pioneira para pagar a próxima folha dos empregados, depositada todo dia 20 de cada mês. "Hoje alguns ônibus já começam a circular e amanhã tudo volta ao normal", disse João Jesus de Oliveira, diretor de imprensa do Sindicato dos Rodoviários.

O diretor-geral do DFTrans, Jair Tedeschi, explicou que os R$ 14 milhões serão provenientes do dinheiro do tesouro do GDF repassados ao DFTrans. "Isso é subsídio. Eu confio nos meus governantes, tanto no governador Agnelo Queiroz, como no vice Tadeu Fillippeli que nós teremos esse recurso", garantiu.

Tedeschi também confirmou o retorno da cooperativa Alternativa após o repasse dos R$ 63 mil feitos pelo DFTrans. A cooperativa opera o transporte público de Brazlândia. Além da Alternativa, também voltaram ao trabalho motoristas e cobradores da Cootarde e da MCS.


A paralisação dos rodoviários da Pioneira, responsável pelo atendimento da bacia 2 do transporte público do DF, que atende Itapoã, Paranoá, Jardim Botânico, Lago Sul, Candangolândia, Park Way e São Sebastião, além do Expresso DF em Santa Maria e Gama, afetou cerca de 200 mil brasilienses nessa mais de semana paralisada.

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Fonte: Correio Braziliense - 13/11/2014 18:44 Atualização: 13/11/2014 19:26

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