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MPF: Recomendações para impedir violência obstétrica em hospitais do DF

Documentos foram enviados à Secretaria de Saúde do DF, ao Hospital Universitário de Brasília e ao Hospital das Forças Armadas

DO MPF NO DISTRITO FEDERAL/GAMA LIVRE - 21/07/2016 - 15:43:36

 
A recomendação partiu de procedimento instaurado para investigar denúncia feita por estudante de medicina da UnB. A pessoa relatou que estariam sendo praticados atos característicos de violência obstétrica nos atendimentos a parturientes no Hospital Regional de Samambaia (HRSam).
 

Cartaz de esclarecimento a ser afixado nas maternidades e hospitais de Brasília. Arte: Ascom/PR-DF 

Toda gestante tem direito a atendimento digno e de qualidade durante a gestação, o parto e o puerpério. Com base nessa determinação do Ministério da Saúde, o Ministério Público Federal em Brasília (MPF/DF) enviou recomendação ao Secretário de Saúde do Distrito Federal, ao Diretor do Hospital Universitário de Brasília e ao Diretor do Hospital das Forças Armadas, solicitando que sejam adotadas providências para impedir práticas de violência obstétrica nas maternidades e hospitais públicos do Distrito Federal.

Sustenta a iniciativa do Ministério Público o fato de que a violência à mulher durante a gravidez, parto e pós parto é uma realidade no país e atinge cerca de 25% das gestantes brasileiras. Levando isso em consideração, a procuradora da República Luciana Loureiro também faz recomendações direcionadas aos diretores e professores da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (UnB) sobre o tema e, também, em relação aos alunos residentes da instituição.

A recomendação partiu de procedimento instaurado para investigar denúncia feita por estudante de medicina da UnB. A pessoa relatou que estariam sendo praticados atos característicos de violência obstétrica nos atendimentos a parturientes no Hospital Regional de Samambaia (HRSam). Foram citadas práticas como indução do parto com ocitocina desde a chegada da gestante ao hospital, realização de episiotomia sem anestesia em todos os partos normais, realização de manobra de Kristeller, ofensas verbais, proibição de acompanhante, entre outras.

Segundo constatou o MPF, o coordenador de graduação da Faculdade de Medicina da UnB, em vez de apurar os fatos relatados, julgou e recriminou a atitude do estudante de procurar diretamente o MPF sem antes informar a universidade. O coordenador ainda duvidou de que a denúncia tivesse sido feita por um aluno da instituição. Já o diretor do HRSam divulgou nota de repúdio à atitude do estudante em termos agressivos.

No entanto, o Ministério Público conseguiu confirmar as informações contidas na denúncia. Por meio de consulta a páginas da rede social Facebook, o MPF verificou dezenas de relatos de violência obstétrica sofrida por gestantes no HRSam e em outros hospitais da rede pública do Distrito Federal, “coincidindo com o senso comum de que dar à luz em maternidades públicas brasileiras encerra alta probabilidade de submissão a diversas formas de violência física e verbal”.

Na avaliação da procuradora, o relato trazido ao MPF por estudante da UnB (ou por quem quer que seja), merece a devida consideração por parte dos órgãos públicos. Por isso, Luciana Loureiro Oliveira recomenda ao diretor da Faculdade de Medicina da UnB e ao diretor do HRSam que sejam instaurados imediatamente os procedimentos administrativos para apurar as práticas de violência obstétrica denunciadas e os fatos relatados por pacientes no Facebook, no que se refere aos estabelecimentos de saúde utilizados pelos residentes e professores da UnB e aos da rede do Sistema Único (SUS) no DF, respectivamente. A procuradora alerta, ainda, que se as autoridades públicas competentes não instaurarem a devida apuração dos fatos, elas podem responder por condescendência criminosa e ou prevaricação, ficando sujeitas às penas previstas em lei.

Já em relação a situação do aluno que foi recriminado ao fazer a denúncia, o pedido é dirigido ao corpo docente, à coordenação e à direção da Faculdade de Medicina UnB. Os professores não devem discriminar, ameaçar ou intimidar alunos em razão de denúncia feita ao MPF ou de qualquer depoimento que venha a ocorrer pelo testemunho de más práticas médicas pelos professores.

Outros pedidos – Também constam da recomendação pedidos de caráter didático sobre violência obstétrica tanto para os residentes quanto para as pacientes gestantes. Para a Faculdade de Medicina da Unb, o MPF pede que, independente de previsão curricular, sejam promovidas aulas e discussões sobre humanização no atendimento a mulheres durante os períodos da gestação, pré e pós parto e pós abortamento. Nesse sentido, a procuradora pede, também, que os alunos sejam instruídos sobre as portarias do Ministério da Saúde, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Lei 11.108/2005, dispositivos que tratam sobre atendimento às mulheres.

Já para as pacientes grávidas, foi elaborado, pelo Núcleo de publicidade do MPF/DF, um cartaz de esclarecimento com dizeres sobre a violência obstétrica e os direitos das gestantes. As peças já foram enviadas a todas as maternidades e hospitais do DF junto com as recomendações. O pedido do MPF é que os cartazes educativos sejam afixados em locais de fácil e ampla visualização.

Arraiá das Obras Assistenciais Padre Natale Battezzi no Gama

No dia 16 de julho, foi realizado na Creche Nossa Senhora do Carmo, o Arraiá das Obras Assistenciais Padre Natale Battezzi - OAPNB. As crianças estavam encantadas com as brincadeiras, castelo inflável, cama elástica, pescaria e as apresentações dos coleguinhas e os pais, é claro registrando tudo com suas máquinas fotográficas e filmadoras, despuseram-se orgulhosamente, a não perderem nenhum momento das apresentações de danças dos pequenos.

O destaque ficou por conta da organização e participação do público, que lotou o ambiente de festas, e as famosas comidas típicas desta época festiva. As professoras titia, titios e alunos estavam todos fantasiados de caipiras e a Creche toda decorada.

Nesse ano mais de 400 pessoas, entre alunos, familiares e seus convidados, prestigiaram o evento.

Até o icônico palhaço Pirulito, torcedor símbolo do Gama, marcou presença no Arraiá, com seus balões decorados.  

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Feira do Livro espera atrair 300 mil brasilienses com até 300 eventos simultâneos

Agência Brasil - 17/07/2016 - 07:08

Jovens e professores terão destaque na 32º Feira do Livro de Brasília, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, na programação inclui palestras, bate-papos, além de lançamentos e apresentações, no total serão 300 eventos simultâneos. (Antônio Cruz/Agência Brasil)

Jovens e professores terão destaque na 32º Feira do Livro de Brasília, aberta neste sábado (16) e vai até o dia 24 de julho no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. A programação inclui palestras, bate-papos, além de lançamentos e apresentações. Ao todo serão 300 eventos simultâneos. A organização espera que 300 mil pessoas passem pelo local.

Uma das novidades neste ano é 1º Encontro Nacional de Blogueiros Literários, que ocorre neste final de semana. A intenção é discutir a internet como forma de divulgação da literatura e como alternativa às caras vias tradicionais de publicação editorial. “Descobrimos que principalmente os jovens têm a própria estratégia literária e uma delas é divulgar via blogs, Youtube. Eles têm milhares de seguidores”, destaca Cleide Soares, uma das coordenadoras da 32ª Feira do Livro. Ela integra o Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Bibliotecas do DF e Grito do Livro: Viva a Leitura!

Com os holofotes voltados aos jovens, a feira terá também, nos dias 23 e 24 de julho, o 1º Encontro Nacional de Escritores Jovens.

Os grandes homenageados da edição, no entanto, serão os professores. O tema será “Meu mestre, meu livro”. “Logo no início, quando tomamos a decisão de fazer a feira, lembramos imediatamente dos professores. Decidimos aceitar esse desafio de fortalecer a imagem do professor, que nem sempre é remunerado de forma justa”, explica Cleide.

Para ressaltar a importância desses profissionais, a feira terá, logo na entrada, um mural para quem desejar escrever um recado para um professor querido. A organização vai buscar alguns desses professores e promover o encontro com os ex-alunos. Isso ocorrerá ao longo da programação da feira.

Os homenageados deste ano são Victor Alegria (editor homenageado); José Pacheco (professor e escritor homenageado Internacional); Iris Borges (livreira homenageada); Gina Vieira Ponte (professora homenageada local); Esther Pillar Grossi (professora e escritora homenageada nacional); e coronel Affonso Heliodoro (escritor homenageado local).

Escritores locais – A feira é o espaço de divulgação para escritores da cidade que enfrentaram o desafio de estar fora do circuito tradicional do mercado editorial. Sem patrocínio e sem a experiência de grandes editores, muitos escritores da cidade esbarram nos obstáculos e acabam desistindo da literatura.

A jornalista Biba Gomes resistiu às barreiras impostas pelo restrito mercado das letras na capital federal e iniciou sua carreira por meio da autopublicação. Após dois anos de trabalho independente, a escritora divulgará na feira seu livro Adoráveis Homens Errados.

“O mercado editorial é muito difícil. Fala-se muito em burocracia, não de literatura em si. O sindicato dos escritores do DF foi um bom caminho para entrar no meio. É uma oportunidade para conhecer mais do mercado, os próprios escritores e entrar em contato com diferentes trabalhos. Além de trocar experiências”, ressalta Biba. A obra da autora conta as histórias de três mulheres em suas aventuras amorosas.

Neste domingo (17), o escritor brasilense Tércio Ribas Torres, autor de Beleza Estranha, fará o relançamento de seu livro. Inspirado em uma história real, a obra retrata violência doméstica, em um conflito entre pai e filho. O autor também esbarrou nas dificuldades de publicação editorial de escritores independentes em Brasília.

“É muito mais difícil para quem está fora do eixo Rio-São Paulo. Mesmo após ouvir diversas negativas, acreditei no projeto do livro. Apesar das dificuldades, acredito que vale a pena por dois motivos: a satisfação de ver uma pessoa que leu o livro e chorou da primeira à última página é motivadora e por colaborar com algo que é transformador, a cultura. A educação transforma um país, mesmo para um escritor independente, isso é motivador”, conta.

Orçamento – O financiamento do evento é problema constante a cada edição da Feira do Livro de Brasília, de acordo com Cleide Soares. Segundo ele, somente na quinta-feira (14), a organização conseguiu captar o total dos R$ 1,1 milhão necessário para a realização do evento. Os recursos vêm principalmente do governo do Distrito Federal. Há também aportes do Ministério da CUltura, que ajuda no custeio de passagens aéreas, e de entidades organizadoras da feira.

“Contamos com volutários trabalhando na feira e a própria coordenação é voluntária. Decidimos nos reunir e fazer o evento, não dá para esperar as condições ideais. A gente conseguiu os recursos de última hora”, diz.

Cidadãos podem agendar visita à Residência Oficial de Águas Claras

Passeio, disponível a partir de segunda-feira (18), vai passar pelo jardim, pela sala de reuniões, pelo gabinete e por outros aposentos

JADE ABREU, AGÊNCIA BRASÍLIA - 14/7/16

O projeto Residência Oficial de Águas Claras de Portas Abertas foi idealizado pela esposa do governador do DF e colaboradora do Executivo local, Márcia Rollemberg. Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília

Os cidadãos que quiserem conhecer onde mora o governador de Brasília poderão agendar uma visita a partir de segunda-feira (18). O projeto Residência Oficial de Águas Claras (Roac) de Portas Abertas foi lançado nesta quinta (14) e faz parte do Programa Brasília Cidadã, que estimula a participação social. “É uma maneira de democratizar o espaço para a população de Brasília”, destacou o governador Rodrigo Rollemberg.

 

Os visitantes vão passar pelo jardim, pela sala de reuniões, pelo gabinete e por outros aposentos da residência. O passeio pode variar de acordo com a necessidade dos grupos. Durante o percurso, os participantes usarão um crachá de identificação.

A iniciativa foi idealizada pela esposa do governador do DF e colaboradora do Executivo local, Márcia Rollemberg. “A gente vai oferecer programação cultural, incentivando as escolas a apresentarem essa parte de Brasília aos alunos”, disse Márcia.

A abertura do projeto contou com as exposições Brasília, a Cidade que Inventei, do Arquivo Público do DF; Memórias Femininas, com curadoria de Tânia Fontenele; eMoradas, do Museu de Arte de Brasília e do Museu Nacional. As obras ficarão expostas por pelo menos quatro semanas.

Às 16h30, o dom José Freire Falcão celebrou a primeira missa na capela da Residência Oficial desde o início da gestão de Rodrigo Rollemberg. Depois, apresentaram-se jovens do projeto Música e Cidadania, do Paranoá. Na sequência, houve participação da harpista da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro Cristina Carvalho.

Também compareceram ao evento o secretário de Educação, Júlio Gregório Filho, o chefe da Casa Militar, coronel Cláudio Ribas, a secretária adjunta de Cultura, Nanan Catalão, e a subsecretária de Patrimônio Cultural, da Secretaria de Cultura, Ione Carvalho, entre outras autoridades.

Agendamento para conhecer a Residência Oficial

As visitas ocorrerão às segundas-feiras (exceto feriados) das 8 às 12 horas e das 14 às 18 horas. Serão guiadas por um servidor designado para a função, sendo restrita a entrada sem o acompanhamento. O limite será de 30 pessoas por grupo de visita, com estimativa de 1h30 de duração.

O agendamento deve ser feito pelo site da Residência Oficial, com o preenchimento de um formulário. O interessado receberá um e-mail e terá três dias úteis para confirmar a ida ao local.

As visitas poderão ser reagendadas, excepcionalmente, caso o governador necessite utilizar as instalações. A Residência Oficial recebe reuniões de trabalho do governo de Brasília e encontros com autoridades, representantes de missões diplomáticas e grupos da sociedade civil.

Visitas às residências oficiais de outros países

Visitas às residências oficiais são comuns em outros países. Nos Estados Unidos, por exemplo, existem guias turísticos para visitar a Casa Branca em Washington, onde atualmente o presidente Barack Obama mora com a família. Em Londres, na Inglaterra, moradores e turistas podem conhecer o Palácio de Buckingham — a residência da família real.

Programa Brasília Cidadã

O programa Brasília Cidadã — a ser lançado no segundo semestre de 2016 — tem o objetivo de identificar e reunir atividades promovidas por vários órgãos em um só programa, além de estimular, divulgar, valorizar e reconhecer as diferentes instâncias de participação e o controle social da população.

Entre as ações que têm sido desenvolvidas pelo governo de Brasília e vão fazer parte do Brasília Cidadã estão a Roda de Conversa, o Portal do Voluntariado, oVoz Ativa, as audiências e consultas públicas e as redes de ouvidoria.

Visitas à Residência Oficial de Águas Claras

Às segundas-feiras (exceto em feriados)

Das 8 às 12 horas e das 14 às 18 horas

Tempo médio de visitação: 1h30

Máximo de 30 pessoas

Agendamento: http://www.roac.df.gov.br/

Informações: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo., 3961-4800 ou 3961-4801

 

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Escola Classe 29 promove Festa Junina e encanta o público no Gama

Foto: Quadrilha Arroz Sem Palha

A Escola Classe 29 promoveu, no  dia 9, sua tradicional festa junina que atraiu um grande público. O evento contou com a participação dos alunos, pais, professores e servidores.

Em clima bem familiar, aproximadamente 300 pessoas marcaram presença no evento e puderam prestigiar as danças juninas apresentadas pelos alunos: degustar as famosas comidas típicas desta época festiva, bem como brincar de pescaria.

Os pais, atentos às suas máquinas fotográficas e filmadoras, despuseram-se orgulhosamente, a não perderem nenhum momento das apresentações de danças dos pequenos.

A apresentação da quadrilha “Arroz Sem Palha” animou a festa e arrancou muitos aplausos.

No final, o sortudo aluno Brayan Lucas, da turma da professora Fabiana Nogueira, ganhou 500 reais na rifa.

 

 

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Projeto Cão-Guia de Cegos-DF: De portas abertas para receber ajuda

Projeto apresentou ontem o centro de treinamento: em busca de doações

POR NATHÁLIA CARDIM - CORREIO BRAZILIENSE - 10/07/2016 - 21:06:23

Com o objetivo de arrecadar recursos e apresentar o trabalho realizado para a população, o Projeto Cão-Guia de Cegos do DF abriu as portas, ontem, para que interessados tivessem a chance de conhecer de perto o centro de treinamento dos cães destinados a cegos, no DF. Durante todo o dia, os visitantes que foram à sede do local, no Setor Policial Sul, puderam brincar, afagar, conhecer a rotina e todo o espaço destinado aos cães e ainda receber o carinho desses animais.

Segundo o presidente da Associação Amigos do Cão-Guia (AACG) e um dos idealizadores da ação, Ricardo Corrêa, o projeto atua desde 2001 e busca reintegrar cegos à sociedade com o auxílio de cão-guia, com segurança, mobilidade, qualidade de vida e inclusão social. “Esta é a segunda edição do evento. ... Estamos muito felizes com o interesse dos brasilienses que estão nos ajudando”, afirmou. “O nosso intuito é mostrar para as pessoas como esses cães são treinados, apresentar o projeto de maneira detalhada e fazer com que todos tenham vontade de ajudar.”

Desde a criação, a instituição entregou mais de 43 animais para pessoas com diversos tipos de deficiências visuais, no Brasil. A lista de espera é de 300 pessoas. De acordo com a entidade, a única ajuda do governo é o treinamento dos animais, concedido pelo Corpo Militar de Bombeiros do DF. Após o nascimento, os animais passam por famílias hospedeiras até atingirem idade para o treinamento. Com cerca de 2 anos, são encaminhados para adestramento ministrado pelos bombeiros e habilitados para serem guias. “Promovemos a socialização do bicho, ajudando-o a ter contato com o mundo e com o maior número possível de cheiros, sons e ambientes”, diz Ricardo. Deficientes visuais interessados em participar do cadastro de candidatos devem solicitar a inscrição em O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

Como ajudar

Quem tiver interesse pode contribuir com o Projeto Cão-Guia de Cegos-DF doando qualquer valor, por depósito ou transferência bancária, depositando na conta abaixo: Associação Amigos do Cão-Guia – AACG / Banco do Brasil, Agência: 3596-3, Conta-corrente: 111.882-x, CNPJ: 18.080.342/0001-24

Projeto dissemina cultura ética e cidadã entre estudantes

Um por todos e todos por um! Pela ética e cidadania” incentiva o desenvolvimento de uma cultura de honestidade entre crianças e comunidade escolar

Nesta quinta-feira, 7 de julho, às 14h30, será o lançamento do Projeto “Um por todos e todos por um! Pela ética e cidadania”, na Escola Parque da 307 Sul. A iniciativa da Controladoria-Geral do DF, em parceria com o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), a Controladoria-Geral da União, o Instituto Maurício de Sousa e o governo local, visa a alcançar mais de oito mil alunos do 4º ano do ensino fundamental de 88 escolas públicas do DF.

Por intermédio do universo lúdico das personagens da Turma da Mônica, os alunos têm a oportunidade de conhecer e trabalhar conceitos como cidadania, democracia, interesse público, inclusão, participação social e autoestima, com apoio de uma metodologia desenvolvida por especialistas do Instituto Cultural Maurício de Sousa. Para a implantação do projeto, 354 professores da rede pública do DF foram capacitados na Escola Nacional de Administração Pública (Enap).

A cerimônia contará com a presença de 380 alunos das escolas integrantes do projeto e a participação especial da Turma da Mônica. Após o lançamento, o projeto terá andamento em sala de aula durante o semestre letivo, quando os alunos assistirão palestras e receberão material interativo, como cartilhas e gibis da Turma da Mônica.

Informou MPDFT - 07/07/2016

Escolas do DF sofrem patrulha de distritais

Arraiá em nome da tolerância
POR HELENA MADER - CORREIO BRAZILIENSE - 06/07/2016 - 23:28:58

Dois deputados pedem esclarecimentos formais a colégios públicos de Ceilândia depois de temas como cultura africana e homossexualidade serem abordados dentro de sala de aula. Especialista e outros parlamentares criticam a atitude dos políticos.

Simone Rebouças, diretora do Centro Educacional 6, questiona se discutir sobre política, homofobia ou cultura africana causaria algum constrangimento

Os professores da rede pública e a bancada evangélica da Câmara Legislativa estão em guerra. Os profissionais do ensino denunciam uma interferência dos parlamentares na educação e reclamam da intromissão de distritais na escolha do conteúdo ministrado em sala de aula. Dois episódios recentes contribuíram para azedar a relação. A deputada Sandra Faraj (SD) enviou ofício a um colégio para questionar trabalhos escolares com conteúdo LGBT e cobrou “providências legais” contra o professor responsável pela disciplina. Já o distrital Rodrigo Delmasso (PTN) mandou documento a uma escola que organizou uma peça teatral sobre cultura africana, para reclamar de referências ao candomblé.

Esse é mais um episódio de atrito entre deputados evangélicos e os professores. No ano passado, durante um debate do projeto Escola sem partido, de autoria de Faraj, um grupo de docentes entrou em confronto com seguranças da Câmara. Os professores classificam a proposta, que proíbe a “doutrinação ideológica dos estudantes”, como projeto de lei da mordaça. Por conta das críticas, a parlamentar entrou na Justiça com uma ação por danos morais contra o Sindicato dos Professores. O processo tramita na 15ª Vara Cível de Brasília.

Delmasso afirma defender o direito de cada pessoa expressar a fé

O caso mais recente desse conflito teve como alvo o Centro Educacional 6 de Ceilândia. Um professor da unidade passou um trabalho em grupo aos estudantes, em que eles deveriam debater um entre os seguintes temas: homofobia, integração entre gêneros, pansexualidade, relações poliamorosas e transexualidade. Sandra Faraj recebeu reclamações com relação ao assunto e enviou ofício à direção da escola pedindo “esclarecimentos” e “providências legais cabíveis”. Ela embasou seus questionamentos no Plano Distrital de Educação, aprovado pela Câmara Legislativa em 2015. Por pressão da bancada evangélica, o texto excluiu referências a áreas como sexualidade e gênero.

O doutor em educação Carlos Augusto de Medeiros, professor da Universidade de Brasília, critica duramente a postura da parlamentar e garante que, apesar da redação final do Plano Distrital de Educação, isso não significa que temas como homofobia sejam proibidos em sala de aula. “A separação entre Igreja e Estado foi importante para o desenvolvimento humano e para a ciência. Agora, esses segmentos de parlamentares querem colocar em risco garantias constitucionais, como a liberdade de expressão e de ensino. É preciso que haja um grande debate em defesa das prerrogativas dos professores, que têm liberdade para desenvolver seu trabalho”, afirma o especialista.

Faraj pergunta se jovens têm maturidade para falar sobre homossexualidade

Outro episódio que gerou a ira dos professores teve como protagonista Rodrigo Delmasso. O Centro Educacional 7, o maior da Ceilândia, teve um projeto aprovado pelo Ministério da Educação para receber recursos reservados a iniciativas sobre a cultura africana. Os alunos da disciplina de educação artística desenvolveram uma peça teatral sobre o assunto. No dia da apresentação, os alunos deveriam ir de branco. Um dos pais procurou o gabinete de Delmasso para denunciar que os estudantes teriam sido coagidos a fazer danças e a usarem roupas em referência ao candomblé. O parlamentar enviou ofício à escola, dando prazo de 24 horas para esclarecimentos.

A situação revoltou a diretora da escola, Simone Rebouças. “A escola é o espaço de debate sobre todos os temas. É aqui que a comunidade se empodera e que os alunos se preparam para a vida. Apesar de todas as dificuldades, como falta de recursos e sala de aulas lotadas, a gente se esforça para fazer um bom trabalho. Aí, alguns deputados aparecem para insinuar que os professores querem doutrinar e causar danos aos alunos”, desabafou Simone. “Falar sobre política, homofobia ou cultura africana, de uma maneira correta e enriquecedora, pode causar algum constrangimento? Não vejo como isso é possível.”A diretora da escola disse que os alunos vestiram branco em defesa da cultura de paz, e não como apologia ao candomblé.

A Secretaria de Educação enviou nota afirmando que “o instrumento administrativo do ofício não é considerada uma via adequada para se questionar” o Plano Distrital de Educação e afirma que a pasta “trabalha por uma educação para a diversidade.”

“Perseguição”

Em reação às críticas, os dois deputados argumentaram que os questionamentos fazem parte do direito parlamentar de fiscalizar as atividades do Executivo. Sandra Faraj afirmou sofrer uma perseguição por parte do Sindicato dos Professores. “Existe esse embate com o sindicato, que é ligado a movimentos sociais e a partidos políticos. Sempre que agimos para defender os valores da família, eles se posicionam contra”, diz Sandra. “É preciso entender o pensamento da sociedade. Será que ela está à vontade com essas práticas que são contra a lei?”, questionou. “As escolas não têm autorização para abordar temas dessa maneira. Como um jovem vai pesquisar sobre transexualidade, pansexualismo? Será que ele tem maturidade para tratar sobre isso?”

O deputado Rodrigo Delmasso explicou ter recebido uma denúncia sobre o caso de Ceilândia por ser presidente da Frente Parlamentar de Defesa da Criança. “Tivemos a informação de que um professor obrigaria os alunos a fazerem uma apresentação com vestimentas do candomblé, sob pena de perderem pontos. Questionamos a escola porque, se comprovado, esse fato fere o direito à liberdade religiosa. O que queremos é preservar o direito de cada pessoa expressar a fé sem ser coagida ou doutrinada.”

Análise da notícia

Menos paixão, mais amor

LEONARDO MEIRELES

Eu sou católico; você pode ser ateu. Eu sou contra o aborto; outra pessoa defende a prática como um problema de saúde pública. O papa Francisco se pergunta quem é ele para julgar os homossexuais; há fiéis que preferem ver a homossexualidade como pecado. No Brasil, há mais de 200 milhões de pessoas. São católicos, evangélicos, umbandistas, agnósticos. Cada uma dessas vertentes, por sua vez, possui diversos pensamentos. A Igreja Católica, por exemplo, tem a Opus Dei e a Teologia da Libertação. Entre os evangélicos, existem conservadores e integrantes da Teologia da Missão Integral.

É muita pluralidade, são muitas versões a serem enxergadas e respeitadas, muitos interesses a serem defendidos. Como fazer isso sem afetar diretamente a liberdade religiosa? É para isso que serve a laicidade do Estado. Não é transformar a religião em simples propriedade particular, mas sim proteger a liberdade religiosa. É para defender o direito de cristãos irem às ruas e pedirem a proibição do aborto. E que ateus exijam que essa seja uma decisão pessoal, e não teológica. A cegueira jurídica, de bom senso e do Evangelho, no entanto, faz com que alguns líderes tomem decisões apaixonadas e rasteiras. Ensinar, em sala de aula, que não devemos bater em homossexuais ou xingá-los é uma primazia cristã. Basta abrir um pouco os olhos e a mente para transformar essa paixão cega em amor pelo próximo.

Uma questão de autonomia

Dimas Rocha, diretor do Sindicato dos Professores, classificou os questionamentos dos parlamentares como “episódios graves”. “Temos a lei de gestão democrática das escolas e a garantia de autonomia do trabalho pedagógico e da instituição de ensino. O professor tem que ajudar os alunos a entenderem a sociedade. Questionar um professor porque ele falou em religiões de matrizes africanas ou abordou temas como homofobia significa dizer que o professor está impedido de tratar sobre a história da formação do povo brasileiro”, afirma Dimas. “Isso não significa doutrinação, isso simboliza um fomento ao debate”, finaliza o diretor.

A divulgação dos dois casos gerou ontem reação entre parlamentares da Câmara Legislativa. O deputado Reginaldo Veras (PDT), presidente da Comissão de Educação, reconhece que os dois colegas têm prerrogativa constitucional de fiscalizar o Poder Executivo, mas critica o envio de ofícios diretamente aos profissionais de ensino, em vez da apresentação de um questionamento formal ao secretário de Educação. “O que ocorreu nos dois casos foi uma tentativa de ingerência no trabalho dos professores. A bancada evangélica insiste em dar uma interpretação de ilegalidade, como se o Plano Distrital de Educação proibisse a abordagem de temas como homofobia. Isso é um grande equívoco”, comentou.

Chico Vigilante (PT) divulgou nota de repúdio por conta do episódio, que classificou como “reação absurda e medieval”. “A deputada Sandra Faraj lança mão de uma falácia. Ela cita a decisão da Câmara de retirar do plano de educação termos como gênero e sexualidade, o que, na avaliação dela, teria gerado uma proibição automática aos temas. O que Sandra Faraj quer é impor sua moral enviesada, torta e intolerante ao sistema público de ensino”, disparou o petista.

DIVERSIDADE 

Arraiá em nome da tolerância

Turma de escola do Paranoá resolveu fazer uma festa junina em que o noivo foge com outro homem. O debate ultrapassou a iniciativa, e professores, alunos e pais discutiram o papel da comunidade na formação de uma sociedade inclusiva

OTÁVIO AUGUSTO

Estudantes e professores decidiram aceitar o desafio de fazer uma quadrilha diferente: festa e discussão para evitar o conservadorismo em sala de aula

Qual tipo de educação os jovens daqui a 10 anos vão carecer para viver numa sociedade com tamanha diversidade? Segundo alunos e professores, é preciso encontrar um caminho para a pluralidade das pessoas, engajando os jovens no mundo das diferenças, preparando-os para serem cidadãos completos. No sábado, o Centro de Ensino Médio 1 do Paranoá recebe pais, estudantes, docentes e quem mais quiser enaltecer a multiplicidade de gênero, sexualidade, raça e religião. Lá, uma festa junina diferente terá lugar: o noivo foge com outro homem e todo tipo de amor é aceito. O Correio reuniu a comunidade escolar para debater essas questões.

No processo de formação dentro do colégio, a comunidade colocou como necessário haver respeito, lapidar conceitos, esclarecer informações e estabelecer o diálogo. Não há espaço para a intolerância, segundo os envolvidos. Para os mestres, o desafio é prezar pelo currículo escolar e, ao mesmo tempo, trazer adaptações aos conteúdos e atividades desenvolvidas, com a integração da comunidade escolar. “Nossa intenção é mostrar as diferentes formas de ser e amar. Temos que dar representatividade a todas as pessoas dentro de uma escola. Isso passa por questionamentos. O que é normal? Qual o padrão?”, explica o professor de filosofia Vinícius Silva de Souza, 35 anos.

Vinícius idealizou o conceito da festa junina. “Estamos colocando as pessoas numa festa tradicional, mas com igualdade e integração. Nenhum comportamento será excluído ou rebaixado”, argumenta. O discurso do professor encontra reflexo na comunidade escolar. Todos acreditam que o conservadorismo social têm afetado as salas de aula e chegado às famílias dos estudantes.

Em quase três horas de conversa na manhã de ontem, alunos, professores e pais refutaram comportamentos sociais condenáveis. A estudante do segundo ano Adriane Torquati, 16 anos, é negra, evangélica e defensora da liberdade pessoal. “Eu percebo que as pessoas disfarçam o preconceito nas pequenas coisas. Não gosto ter a sensação que essas práticas se perpetuam”, pondera a menina, que garante um papel progressista da festa.

Resistência

Figuras de autoridade, como pais, líderes religiosos e educadores, exercem papel primordial na consolidação dos avanços, dizem os livros de pedagogia. “Na minha casa, ainda existe a máxima de que homem não lava louça e isso é uma forma de acentuar o machismo”, critica Gustavo Rodrigues, 16, do segundo ano. No sábado, ele forma com um amigo de classe um casal da quadrilha. “Houve questionamentos, mas é importante propagar os conhecimentos. Tem resistência, é difícil, mas é preciso. Se não por mim, pelo outro”, explica. O professor Vinícius completa: “Isso é o essencial. As pessoas querem falar sem ter a predisposição de ouvir. A mudança vem com o diálogo”.

O formato da festa, inicialmente, causou embaraços na escola. A relutância cedeu lugar à diversidade. “Reunimos os professores e debatemos. Analisamos também a repercussão entre os alunos. A festa é uma convergência dos assuntos trabalhados em sala de aula”, ressalta o vice-diretor do CEM 1 do Paranoá, Nanderson Syrlon Pereira.

A professora de sociologia Luciana Ribeiro defende que cada um deve ser um agente disseminador dos conceitos de aceitação e respeito. A comemoração junina, segundo a docente, vai desconstruir conceitos arraigados de preconceito. “Um dia após o estupro coletivo, no Rio de Janeiro, perguntei a opinião dos alunos. Alguns deles culparam a vítima. Depois, esclarecemos pontos importantes da liberdade sexual de cada um. Ainda hoje é preciso reforçar que ‘não’ é ‘não’ numa relação”, detalha.

Flávia Ferreira de Jesus, 40 anos, já presenciou cenas de preconceito. Ela é mãe de Gabriel Ferreira, 16, também estudante do segundo ano, e acredita que o esclarecimento intelectual leva à conciliação social. “Certa vez, um casal lésbico entrou num banheiro e uma outra mulher gritou: ‘Essas duas nojentas’, e cuspiu. Essa agressividade é fruto da ignorância. Temos que preparar uma geração mais consciente”, reforça. Outra mãe, que pediu para não ser identificada, discorda. “São questões íntimas de cada família. Não podemos abandonar os conceitos que alicerçam nossas casas”, disse a mulher, na porta do colégio.

Inclusão

LGBT ou LGBTTT é a sigla do movimento de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros, que consistem em diferentes tipos de condições sexuais. A nomenclatura marca a luta pelos direitos desses grupos sociais, contra a discriminação, o preconceito e a homofobia. Até 2008, a sigla era GLS para gays, lésbicas e simpatizantes. Em junho daquele ano, a Conferência Nacional, realizada em Brasília, alterou a terminologia.

Marcos Pacco ouve reivindicações de feirantes do Gama

O bom filho a casa torna. O administrador do Plano Piloto, Marcos Pacco (PSB), visita na manhã do último sábado (18), a feira do Galpão e o Shopping Popular da cidade. O objetivo foi ouvir as reivindicações e aproximar o governo para tratar de assuntos de interesse dos feirantes. Na chegada Pacco, foi surpreendido com um delicioso café da manhã promovido pelos feirantes.  

Durante a visita à feira do Galpão, Pacco recebeu do presidente Associação dos Feirantes, Antônio Cícero, conhecido com Toninho, reivindicações dos feirantes para reforma de feira.

O administrador também esteve no Shopping Popular, acompanhado da diretora administrativa do Shopping Popular, Maria de Lurdes, que mostrou alguns problemas da feira, juntamente com a presidente do PSB, Valeria Leite e a coordenadora da Sala do Empreendedor da administração regional do Gama, Ana Paula.

“Vou falar com o subsecretário de ordenamento das cidades, Marlon Costa, e propor uma reunião com todos os persistentes das associações das feiras, para juntos acharmos uma solução”, disse Pacco.

Marcos Pacco (PSB), vem sendo uma espécie de coringa no Governo Rollemberg. No inicio do governo Pacco, assumiu a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Humano e Social – SEDHS, e agora vem desempenhando um ótimo trabalho na administração do Plano Piloto.

 

Raimunda Cavalcante, 68 anos, moradora há 48 anos, e está na feira do Galpão desde sua criação.   

 

A diretora administrativa do Shopping Popular, Maria de Lurdes, moradora há 32 anos, está na feira desde quando a feira era na frente do Bradesco. 

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Leia mais: Rodoviária do Gama em péssimas condições pode ser interditada para Obras

Festival Banca de Poetas/FAC vem superando todas as expectativas na Estrutural

Na manhã desta quinta-feira, fomos recebidos pela Administração Regional da Estrutural com muito carinho e apreço. A comunidade foi chegando timidamente; os livros dentro de baús chamavam atenção e logo a timidez foi indo embora com as brincadeiras do palhaço e, a cada apresentação, mais crianças e jovens foram tomando assento nos bancos da praça e no picadeiro da Banca de Poetas.

Transformação social

Lugar de criança é na Banca de Poetas, essa máxima do teatro literário da Banca de Poetas foi levada ao pé da letra por professores de quatro turmas do Centro de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (COSE) da Estrutural. As crianças soltavam suas fantasias no papel que eram pendurados no varal literário.



A primeira impressão é a que fica: “Senhora Ana Paula, moradora há pouco tempo na cidade, chegou acompanhada de uma criança Jessica, e no meio de tantos livros escolheu o Menino Maluquinho. Sentada no banquinho da praça começou a ler o livro e se emocionou com o fim, recordando da sua infância.


“Nós precisamos muito fazer isso! Eu compro livros para meu neto Miguel, minha irmã e o irmão também compram e é ele quem escolhe os livros”. Disse Eurípedes, moradora há 17 anos na Estrutural.

 

Alana Leite, estudante de Letras, na UnB, buscava livros para ajudar nos estudos e, segundo ela, achou muito interessante a “feira” cultural propiciada pela Banca de Poetas.

“É muito interessante eventos como esse, pois trazem uma perspectiva diferente à esta cidade que, a meu ver, é pobre de leitura”, comenta Alana.


Aristóteles Ferreira, poeta local, declama poesias para os moradores e crianças do Cose. Ele também esta escrevendo um livro, um conto punk-gótico. 


Programação

Além do contato com o acervo, manuseio de livro, oficina de efabulações com os atores Tamires Silva e Thiago Bellargo, e o apoio sistemático de Gilmar Batista, a comunidade também contou com a participação de Chico Nogueira, da Cia Mambembricante cantando canções de domínio público e músicas de sua autoria. O arpejo da viola caipira despertou a atenção de transeuntes que logo paravam para o momento de descontração e percebiam o teor da atividade literária. A trupe Pilombetagem arrancou risos das crianças com o palhaço Peteleco num momento de grande descontração de cultura popular. A grande surpresa ficou por conta do surpreendente número de troca de livros literários no picadeiro da Banca de Poetas que realmente realizou o Festival Cultural patrocinado pelo FAC.

A próxima cidade a receber o Festival Banca de Poetas/FAC é Ceilândia, no dia 5 de julho, na QNM 13, Módulo B, Centro Cultural de Ceilândia (ao lado da Biblioteca Pública), das 8h às 20h. Compareça! Traga livros literários para trocar! Este é o melhor dos escambos.

Da Redação do portal Gama Cidadão - 30/06/2016 - 22:04

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Festival Banca de Poetas rodará cidades do DF a partir de hoje

Laura Quariguazy, da Redação do Jornal de Brasília - 29/06/2016

A palavra é um instrumento de conquista. A leitura é um instrumento de transformação. O Festival Banca de Poetas materializa essas afirmações durante todo o mês de julho, em diversos pontos do DF, que recebem a biblioteca pública itinerante do evento. União de literatura, poesia, teatro literário e criação artística, a estreia acontece amanhã, na Praça Central da Estrutural, de 8h às 20h, com acesso livre.

Na programação, os grupos Mambembrincantes e Pilombetagem, que fazem apresentações de teatro literário. Recitais de poesia e dramatizações também dão o tom do universo mágico da leitura. As atividades seguem, depois, pelo Gama, Plano Piloto, Varjão, Itapoã e Ceilândia.

Idealizador do projeto, o poeta José Garcia Caianno convida o público para uma troca de experiências: “O visitante pode levar seu livro para compor o nosso acervo, e também levar um dos nossos livros para casa. Queremos receber coisas boas, estamos abertos a incrementações”. Com os livros recebidos, o artista pretende criar novos centros de leitura em outros pontos de Brasília.

Com cenários de materiais recicláveis inspirados no trabalho do artesão brasiliense Mestre Virgílio, a instalação itinerante vai receber diversas performances. “O festival quer dar uma ação concreta de vivência com o artefato que é o livro. O ambiente respira leitura”, explica Caianno.

“A banca é para quem é poeta, a banca é para todo o amor pela poesia. A gente fala sobre violência, critica a atuação do Estado. Mas quem é que luta contra isso? A informação, a leitura. Ler agrega capacidade de mudança nas pessoas. O leitor é ator da sua própria mudança”, completa o idealizador do projeto.

Além da passagem por locais públicos, o festival também vai deixar sua marca em escolas públicas e centros de reintegração de adolescentes, onde pequenas bibliotecas vão ser montadas com o acervo.

Varal de poesia

O Festival Banca de Poetas foi inspirado pelo Varal de Poesia. No ano de 2001, o artista José Caianno organizou a montagem de um varal de cordas, em que poesias eram penduradas, em pleno Setor Comercial Sul. “Tinha de tudo”, lembra, “de Shakespeare a João Cabral de Melo Neto, tudo na base da literatura de cordel”.

“Era poético ver quem passava por lá: estudantes, executivos, mendigos, um ao lado do outro, imersos no mundo da leitura, fixos nos textos da corda”. O projeto rendeu frutos e acabou gerando a Banca de Poetas, como um produto do “varal de literatura integradora”.

Programação

Banca de Poetas – De amanhã a 29 de julho, em diferentes cidades, sempre de 8h às 20h. Acesso e classificação livre.

Nesta quinta – Estrutural: Área Especial 8, Praça Central (em frente à Administração Regional)

5 de julho – Ceilândia: QNM 13 módulo B Centro Cultural de Ceilândia (ao lado da Biblioteca Pública)

12 de julho – Itapoã: Centro de Ensino Fundamental Dra Zilda Arns – Quadra 378 conjunto N Área Especial 2 Del Lago Itapoã

15 de julho – Varjão: Quadra 7 Área Especial (em frente à Escola Classe Varjão)

19 de julho – Brasília: Feira do Livro Centro de Convenções Ulysses Guimarães (Eixo Monumental)

29 de julho – Gama: Área Especial quadra 5 conjunto A Setor Sul do Gama (ao lado do 9º Batalhão de Polícia Militar)

Leia mais: Contagem regressiva para a estreia do Festival Banca de Poetas/FAC nesta quinta-feira na cidade Estrutural.

Licitações investigadas pela Polícia Civil passarão por auditoria

Controladoria-Geral do DF vai auditar documentos sob suspeita. Operação Apate apura concorrências de administrações regionais entre 2012 e 2014

Da Redação do portal Metrópoles - 23/06/2016 1:02 / Agência Brasília 

Por determinação do governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, todos os contratos de empresas com administrações regionais sob investigação da Polícia Civil do Distrito Federal serão auditados. A Controladoria-Geral do DF será responsável pelo trabalho e também fará auditoria nos contratos em vigência das empresas envolvidas no âmbito do Executivo local.

 

A Polícia Civil apura irregularidades em concorrências e o pagamento de propina durante a gestão passada em contratos com administrações regionais, entre 2012 e 2014. As investigações da operação Apate apontam que o esquema funcionou com combinação de preços entre empresas participantes de uma mesma licitação. Além disso, foram identificadas dez construtoras com registros diferentes, mas controladas pelas mesmas pessoas ou por parentes dos envolvidos.

Irregularidades

O controlador-geral substituto do DF, Marcos Tadeu de Andrade, explica que a atuação se dará em três frentes. O órgão abrirá processos administrativos fiscais para a apuração de responsabilidade dos fornecedores. Se irregularidades forem constatadas, as empresas serão punidas com base na Lei nº 8.666, de 1993, a Lei de Licitações. “No caso de maior punição, a empresa pode ser declarada inidônea. Ou seja, fica impedida de participar de novas licitações”, exemplifica.

A segunda frente será para apurar o envolvimento de funcionários públicos. Serão abertos processos administrativos disciplinares e, nesse caso, a demissão representa a sanção máxima. A terceira frente será uma tomada de contas especial para checar o prejuízo ao erário, com o objetivo de recuperar os valores desviados. Quando concluído, o processo vai ser encaminhado ao Tribunal de Contas do DF.

O governo de Brasília vai colaborar com a investigação no que for necessário e, se encontrada alguma irregularidade, serão tomadas as providências cabíveis. Aos órgãos administrativos, é importante reforçar a orientação do início deste governo de ter absoluto rigor nos contratos, respeitando os princípios da ordem pública”, reforça o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio.

Além dos contratos e de todos os documentos sob investigação da Polícia Civil do DF, a Controladoria-Geral do DF também vai auditar outros contratos das empresas envolvidas que estejam em vigência. Um já foi identificado na administração de Águas Claras, segundo Andrade, mas não houve repasse de verba na gestão atual à empresa investigada.

Histórico
As informações sobre a operação que apura a suspeita de fraude foram apresentadas pelo delegado de Repressão aos Crimes Contra a Administração Pública, Alexandre Nicolau Linhares, na terça-feira (21). No mesmo dia, o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, determinou a auditoria. Os contratos em análise somam R$ 250 milhões. Na ação policial, documentos e computadores foram apreendidos nas administrações. Segundo o delegado, nenhum administrador do atual governo do DF está envolvido.

As regiões administrativas sob investigação na operação Apate são Águas Claras, Brazlândia, Candangolândia, Ceilândia, Cruzeiro, Gama, Itapoã, Núcleo Bandeirante, Recanto das Emas, Riachos Fundos I e II, Samambaia, Santa Maria, São Sebastião, Estrutural, Sobradinho, Taguatinga, Varjão e Vicente Pires.

Com inverno, jovem constrói casas de cachorro de papelão e espalha pelo DF

Comunidade entrou na corrente de solidariedade e tem deixado ração e água para os bichos

Da Redação do Correio Braziliense - 24/06/2016 - 10:59:47


Dentro das casinhas de papelão foram colocados cobertores, ração e água: apelo para que a população não só respeite, mas ajude a proteger os cachorros que passam frio na rua

A chegada do inverno tem levado muita gente a tirar o cobertor do armário. Mesmo aqueles com proteção natural de pelos sofrem com a baixa temperatura. No Sol Nascente, em Ceilândia, os animais de rua receberam uma ajudinha especial para espantar o frio e a fome no dia a dia. Ao lado de paradas de ônibus, e amparadas por pedras, a estudante Talita Rocha, 24 anos, espalhou, pela região, casinhas feitas de papelão para proteger os animais do vento e do frio. Dentro dos abrigos, os cachorros também encontram mantas, ração e água.

A estudante conta que observava a rotina dos cães da rua onde mora, nestes dias frios, enquanto aguardava o ônibus para trabalhar, e se preocupava com a situação. “Eu via o quanto a minha cachorrinha sentia frio dentro de casa e ficava pensando em como esses animais não ficavam durante a madrugada. Ainda cedo, eles estavam todos deitados na parada de ônibus. Acredito porque lá o vento deve ser menos intenso”, explica. Após assistir a uma reportagem de Santa Catarina em que voluntários se organizaram para montar casinhas de fibra para os animais, Talita teve a ideia de procurar um material mais barato e dar continuidade ao projeto em Brasília.

A jovem procurou na internet formas de como construir o abrigo e iniciou uma campanha em redes sociais para arrecadar o material, além de vasilhas velhas e ração. Talita também contou com a ajuda de amigos e familiares para recolher o material. “No sábado, eu recebi tudo e comecei a montar as casinhas. Quando deu 1h, eu e meu marido saímos colocando as casinhas nas paradas de ônibus”, explica. Ao todo, ela fez, sozinha, oito abrigos e os colocou em três pontos do Sol Nascente.


Os abrigos foram colocados em paradas de ônibus e próximos a árvores nas ruas do Sol Nascente: ideia é expandir a ação

Para a comerciante Patrícia Alves, 37 anos, a iniciativa vem em boa hora. “Aqui tem muito animal de rua, e eles ficavam sempre aí na rua, passando frio e rasgando lixo. Agora, já vi que dois cachorros pretinhos sempre dormem no abrigo, como se fosse a própria casinha deles” completou. Já o cabeleireiro Celso Pereira da Silva, 39, acha que o local escolhido para deixar as casinhas não foi o melhor.  “Sempre tem muita gente nos pontos de ônibus. Os cães têm medo, não chegam muito perto e acabam sem ficar à vontade no local feito para eles”, justifica.

Talita explica que a escolha do local se deu de acordo com a capacidade que ela teria de realizar a manutenção dos abrigos. “Eu pensei em colocar perto da minha casa porque, assim, consigo ficar acompanhando. Todo dia, antes de sair, passo em todos os pontos e troco água e ração. Quando volto para casa, sigo a mesma rotina”, explica. Ela sonha que a ideia se espalhe e animais de outras regiões do DF também possam se aquecer neste inverno.

Além da oferta aos animais, Talita deixou avisos para quem passa pelo local: “Atenção! Não roube as vasilhas! Não destrua esse abrigo! Nos dias frios, é isso que eles têm para se proteger. Ajude-nos colocando ração e água todos os dias!”, pede. Mas, depois de três dias de projeto, a protetora soube que uma das casinhas foi furtada. “É uma pena que nem todo mundo entenda o objetivo dessa ação.” Hoje, Talita conta com a ajuda de alguns moradores que apoiaram a causa. “Tem uma moça na esquina de casa que já me disse que colocou ração. Hoje, encontrei uma ração diferente; então, sei que tem gente me ajudando”, comemora.

Segundo a protetora, a ideia já se espalhou para outras regiões, como Setor O, em Ceilândia, e Samambaia. “Tive muitos compartilhamentos na minha página e vários pedidos para ensinar a fazer a casinha. Estou muito feliz com a repercussão e espero que menos animais passem por este frio.”

Protetora

Talita já resgata animais há cerca de um ano. Orgulhosa, mostra os saquinhos de ração que carrega na bolsa para alimentar os que encontra na rua, enquanto segura também a ração especial que leva para dar ao seu mais novo resgate: uma cadelinha que tem hipoplasia de medula. “Eu sempre gostei de animais. Daí uma vez, fiz um resgate para ajudar uma amiga. Fui gostando, pegando amor. Agora, ajudo sempre que posso”, conta a protetora, que, apesar de participar de grupos de resgate, diz fazer um trabalho independente.

Desabrigados

Segundo projeção da organização não governamental Proanima, há cerca de 30 mil cães e 10 mil gatos espalhados pelas ruas do Distrito Federal.

Portal Gama Cidadão