Qui07302015

Last updateQua, 29 Jul 2015 5pm

Portuguese Arabic English French German Japanese Spanish

Mobilidade: Entenda a polêmica do aplicativo Uber

Leia as perguntas e respostas e compreenda o que é o Uber e por que ele vem causando polêmica

 

Manifestação de taxistas contra o Uber no Rio de Janeiro, na última sexta-feira. ...

Taxistas de várias cidades brasileiras estão protestando contra esse tal de Uber. O que é isso?

O Uber é um aplicativo de celular que conecta uma pessoa a um motorista particular. Digamos que você precisa ir até o trabalho, por exemplo. Pede um carro do mesmo jeito que faria com um aplicativo de táxi.

É um aplicativo para pedir táxi?

Não. Funciona de um jeito um pouco diferente. Os carros do Uber são pretos, geralmente de luxo, e há vários itens de conforto para os passageiros, como bebidas e balas. Os motoristas usam roupas sociais e abrem a porta para a pessoa entrar. Como os táxis, esse serviço cobra bandeira, quilometragem e taxa por minuto parado. Mas há uma diferença importante: quando há muita demanda por carros em uma determinada região, o preço da corrida aumenta. Se muitas pessoas começam a querer usar o Uber em um determinado bairro, por exemplo, faz crescer o preço para que haja um equilíbrio no número de carros (na prática, isso desencoraja as pessoas a usar o aplicativo). Quando o número de pedidos volta ao normal, o preço da corrida diminui novamente.

Os carros do Uber são táxis?

Não. São motoristas particulares que atendem a quem tem conta nesse aplicativo.

Qualquer um pode ser motorista do Uber? Posso baixar o aplicativo e começar a cobrar para dirigir as pessoas por aí?

Segundo a empresa, não. Para conseguir se tornar um prestador de serviços, é preciso se inscrever no site, passar por uma checagem de antecedentes criminais, possuir carteira de habilitação que permita trabalhar como motorista profissional, ser dono do próprio carro e atender a vários outros critérios para conseguir trabalhar pelo aplicativo.

Por que os taxistas estão irritados?

Porque, para eles, trata-se de uma concorrência desleal. Para operar um táxi, o motorista precisa conseguir alvará, licença especial emitida pelas prefeituras das cidades. Conseguir uma permissão dessas envolve boa dose de burocracia e investimento. Na maioria das capitais brasileiras, a prefeitura parou de emitir alvarás e quem quiser ser taxista tem de comprar ou alugar de alguém que tenha esse documento.

Os taxistas fizeram alguma coisa para combater o Uber?

Além de protestos em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, o sindicato da categoria entrou com uma ação na Justiça de São Paulo para obrigado o Uber a parar de fazer corridas. A Justiça decidiu que o aplicativo pode, sim, operar.

taxistas-uber

Taxistas cariocas durante manifestação contra o Uber na última sexta 24 de de julho

Li em algum lugar que o Uber foi proibido. Onde foi isso?

Em São Paulo, mas a medida ainda não está valendo. No dia 30 de junho, a Câmara Municipal aprovou uma lei que proíbe o aplicativo na capital paulista. Ela precisa ser aprovada em uma nova votação, prevista para acontecer no mês que vem. Depois disso, o prefeito Fernando Haddad decidirá se sanciona (assina) a lei ou a veta (decide que ela não vale).

Quem está certo?

Depende do ponto de vista. Os taxistas querem impedir que o Uber atue por aqui porque seria concorrência. Como é difícil conseguir o alvará e os taxistas têm de seguir uma série de regras, eles querem ter a preferência para exercer a atividade. Seria, segundo esse raciocínio, injusto que o Uber aparecesse do nada e começasse a roubar clientes dos táxis sem passar por processo algum para conseguir uma autorização oficial. A alegação é de que seria mais ou menos como se alguém colocasse um ônibus para circular em outras rotas que não as definidas pelas prefeituras, cobrando a tarifa que desejasse e parando fora dos pontos.

Quem defende o Uber diz que o serviço prestado é diferente do táxi (porque é de um nível mais alto) e que é o equivalente a contratar um motorista particular, algo que já existe e é perfeitamente legal. O Uber apenas conectaria os clientes aos motoristas, e isso não pode ser considerado concorrência aos táxis.

Como resolver esse impasse?

Não há resposta única ou simples. Mas uma possibilidade é o poder público, em vez de proibir, empenhar-se em regularizar o serviço do Uber, obrigando os motoristas e as empresas a seguir determinadas regras, semelhantes às que os taxistas já estão submetidos. E tais regras seriam válidas para qualquer outra empresa que desejasse prestar o mesmo serviço.

Diogo Antonio Rodriguez é editor do site Me Explica.

Fonte: Por Diogo Antonio Rodriguez, CartaCapital com foto de Tânia Rego / Agência Brasil (24/07/2015) - 29/07/2015 - - 12:04:23

Homem ateia fogo a micro-ônibus em Santa Maria

O suspeito determinou que o motorista e a cobradora descessem do veículo, quando incendiou o coletivo



Um micro-ônibus da cooperativa Cootarde foi incendiado criminosamente, por volta das 5h50 desta quarta (29), entre as quadras 300/400, em Santa Maria. De acordo com o Corpo de Bombeiros, ninguém ficou ferido.

Em depoimento para a Polícia Civil, o condutor do coletivo afirmou que, enquanto trafegava pela região, um homem desconhecido acenou com um papel, solicitando que o veículo parasse. Conduzindo uma motocicleta e vestindo um colete de fiscalização da Cootarde, o indivíduo determinou que o motorista e a cobradora descessem e corressem sem olhar para trás. Neste momento, o homem ateou fogo no micro-ônibus.

A 33ª Delegacia de Polícia (Santa Maria) investiga o crime.

Fonte: Jornal de Brasília -  29/07/2015 às 08:10:00     Atualização: 29/07/2015 às 09:23:29

Governo lança na rodoviária campanha contra tráfico de pessoas

img

A Semana Nacional de Mobilização para o Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas começou nesta segunda (27) com ações de conscientização e prevenção em diversos estados. A mobilização chama a atenção para o crime que, globalmente, atinge principalmente mulheres e tem como maior finalidade a exploração sexual, de acordo com dados do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc).

No Distrito Federal, a semana de mobilização foi aberta com a participação de autoridades e distribuição de panfletos informativos, na Rodoviária do Plano Piloto, sobre como prevenir o tráfico de pessoas. A opção por fazer o evento em um local com grande circulação de pessoas foi chamar a atenção da população e conscientizar sobre os riscos do tráfico humano. “A melhor forma de prevenção é a conscientização, por isso é preciso disseminar informações sobre esse problema”, disse o secretário de Justiça e Cidadania do Distrito Federal, João Carlos Souto.

Dados do Relatório Global sobre Tráfico de Pessoas, da Unodc, mostra que em 2011 as mulheres eram 49% das vítimas desse crime. As meninas representavam 21%, os homens 18% e os meninos 12%. A principal forma de exploração detectada no tráfico de pessoas foi a exploração sexual (53%), seguida de trabalho forçado (40%). Entre as formas de exploração relacionadas ao tráfico de pessoas, registradas em todo o mundo, estão também o tráfico de órgãos e a adoção ilegal.

O Relatório Nacional sobre Tráfico de Pessoas – publicado pela Secretaria Nacional de Justiça em parceria com a Unodc, com dados de 2005 a 2011 – aponta que no período foram identificados 337 brasileiros vítimas de tráfico para fins de exploração sexual e 135 para fins de trabalho escravo em 18 diferentes países.

A diretora do Instituto Migrações e Direitos Humanos, irmã Rosita Milesi, alerta que, geralmente, as vítimas são atraídas por propostas convincentes, que não despertam desconfiança, como convites para trabalho. Ela relata que são comuns convites para meninas seguirem carreira de modelo e ofertas de emprego com boas perspectivas. “Normalmente, a vítima é enganada com promessas que parecem ter cabimento. Antes de aceitar promessas, de concordar com uma proposta, é preciso investigar mais profundamente do que se trata”, diz ela.

Algumas das dicas de prevenção contra o tráfico de pessoas, do panfleto distribuído no Distrito Federal, são: preferir ofertas de emprego de instituições formalmente reconhecidas; procurar conhecer as condições de trabalho oferecidas quando receber uma proposta; e não entregar a ninguém documentos pessoais.

Yara Aquino, ABr / Notibras

Marcha para Jesus reúne fiéis no Gama

Evento religioso foi realizado neste sábado (25), com caminhada e shows.

Os participantes acompanharam os trios elétricos com orações e músicas gospel.

A 1ª edição do evento Marcha para Jesus reuniu aproximadamente 600 fiéis neste sábado (25), no centro do Gama. A movimentação começou por volta das 15h, na praça da amarelinha no Setor Central. De lá, os participantes iniciaram caminhada entre os Setores Leste e Central (balão do Supermaia), até o Estádio Bezerrão, onde foram realizadas apresentações musicais com artistas da música gospel.

 

Galeria de fotos. Clique aqui!

 

Festival de Brasília: Cinema Brasileiro anuncia os filmes selecionados

Serão seis longas de diferentes estados e 12 curtas e médias-metragens. Confira abaixo a lista completa


Os filmes selecionados para 48º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro foram anunciados, nesta segunda-feira (27/7), pela Secretaria de Cultura do Distrito Federal. Seis longas e 12 curtas e médias-metragens, de todos os gêneros, competirão por prêmios de R$ 340 mil. Eles foram escolhidos entre 130 longas e 237 curtas e médias de vários estados inscritos. O 48º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro ocorrerá de 15 a 22 de setembro, no Cine Brasília.

"Qual é a cara do festival de Brasília? É política. Isso é um aspecto que é levado em consideração, mas sem deixar de lado a qualidade. Tem que privilegiar uma cara que não é Tiradentes e nem Gramado, que tenha a cara de Brasília", explicou o professor e crítico de cinema Sérgio Moriconi sobre o estilo do festival brasiliense.

Nesta edição, a maioria dos curtas e médias-metragens são inéditos. "Tivemos um número alto de filmes inéditos inscritos, o que é incomum", comenta o doutor em Comunicação, Pablo Gonçalo sobre a curadoria.


O secretário de Cultura e o presidente do festival Guilherme Reis explicou que desde janeiro eles estão em busca de captação de verba para a realização do evento e que a premiação não é mais responsabilidade do governo, mas dos patrocinadores. "O restante tem vindo de parcerias. Nós vamos fazer esse festival com o dinheiro que temos. Este ano, o festival será do tamanho do orçamento", completou.


A comissão de seleção de longas foi formada por Giba Assis Brasil (montador e professor de cinema), Jeferson De (diretor), Juliana Reis (jornalista e mestre em cinema), Renato Barbieri e Sérgio Moriconi, membros da comissão curatorial do festival. Já os curtas e médias foram escolhidos por Gabriel Mascaro (diretor), Marcela Borela (realizadora e curadora) e Pablo Gonçalo (integrante da comissão curatorial).


Confira os selecionados


Longas-metragens


A família Dionti, de Alan Minas, 97min, RJ, 2015.

Big jato, de Claudio Assis, 92min, PE, 2015.
Fome, de Cristiano Burlan, 90min, SP, 2015.
Para minha amada morta, de Aly Muritiba, 115min, PR, 2015.
Prova de coragem, de Roberto Gervitz, 90min, RS, 2015.
Santoro - O homem e sua música, de John Howard Szerman, 85min30, DF, 2015.

Curtas e médias-metragens


A outra margem - Nathália Tereza, 26min, MS, 2015.

À parte do inferno - Raul Artuso, 22min, SP, 2015.
Afonso é uma Brazza - Naji Sidki e James Gama, 23min, DF, 2015.
Cidade nova - Diego Hoefel, 14min, CE, 2015.
Command Action - João Paulo Miranda Maria, 13min, SP, 2015.
Copyleft - Rodrigo Carneiro, 29min30, MG, 2015.
História de uma pena - Leonardo Mouramateus, 30min, CE, 2015.
O corpo - Lucas Cassales, 16min, RS, 2015.
O sinaleiro - Daniel Augusto, 15min, SP, 2015.
Quintal - André Novais Oliveira, 20min, MG, 2015.
Rapsódio para o homem negro - Gabriel Martins, 24min, MG, 2015.
Tarântula - Aly Muritiba e Marja Calafange, 20min, PR, 2015.

"Nós procuramos seis pensamentos fílmicos originais nos longas. Foi muito difícil chegar nesses seis finais. Foi esgotante. Cada filme é de um estado, isso mostra a diversidade da seleção", afirma o cineasta e membro da comissão curatorial, Renato Barbieri.

Fonte: Correio Braziliense - 27/07/2015 - - 12:23:38

Luisa Mell: Quem critica protetores de animais não ajuda ninguém

Página é uma grande galeria de cães doentes e abandonados à espera de resgate

Mais de 1,8 milhão de seguidores

São quase 11h e a ampla cobertura nos Jardins onde mora Luisa Mell, 36, está agitada... Na sala, ela decide a "missão do dia" ao lado do amigo Rafael Leal, 29. Seus cachorros, Marley e Gisely, dois idosos labradores de 13 anos, caminham a passos lentos para lá e para cá. No quarto, a babá cuida de Enzo, o primogênito da falante apresentadora e defensora de animais.

*

"Ela acha que vai mudar o mundo." Sorrindo, a paulistana reproduz para o repórter Joelmir Tavares a frase que ouve do marido, o empresário Gilberto Zaborowsky, 53, presidente da Zabo Engenharia. Ela quer começar a mudança salvando os bichos que surgem em seu Facebook junto com pedidos de socorro.

*

Com mais de 1,8 milhão de seguidores, a página é uma grande galeria de cães doentes e abandonados à espera de resgate. O engajamento de Luisa na causa ganhou fama com o "Late Show", programa exibido na RedeTV! entre 2002 e 2008, e hoje segue com o instituto que leva o nome dela.

*

Naquela manhã, enquanto apelos caninos brotam na tela do celular, ela se mostra chateada com a decisão da Justiça, do dia 14 deste mês, que derrubou a proibição da venda de foie gras na cidade de SP. Mas já organiza protestos contra a revogação.

*

Por um segundo, pensa nela própria. "Tô desesperada. O foie gras é caro, é servido nos lugares que eu frequento." E brinca: "Falei para o meu marido: 'Acho que vão cuspir no meu prato'." Mas diz que falou sério ao ficar cara a cara com Fernando Haddad (PT) em junho e pedir para ele sancionar a lei. Além do veto ao fígado gordo de patos e gansos, a norma assinada pelo prefeito acaba com a venda de pele de animais criados para esse fim.

*

Com a vigília na prefeitura, afastou-se pela primeira vez do filho desde o nascimento dele, em fevereiro. "Fiquei umas seis horas lá. Almocei sentada na calçada." Só sossegou quando foi recebida pelo prefeito e entregou a ele as mais de 100 mil assinaturas que ajudou a coletar.

*

Luisa faz uma careta e empurra as mãos no ar para mostrar como o petista reagiu ao olhar um vídeo sobre a fabricação da iguaria, que envolve alimentação forçada das aves, com um tubo enfiado na garganta. "As pessoas querem comer foie gras e usar pele, mas não querem ver como é feito, né? Eu também não aguento!", diz, quase chorosa. "É porque sei o que acontece que luto para mudar."

*

Luta com a ajuda de uma rede de voluntários e clínicas veterinárias que dão descontos ou trocam os serviços por divulgação de Luisa. "Fazemos parcerias. Porque óbvio que ninguém trabalha de graça. Só eu!" E dá uma risada, sentada no comprido sofá claro da sala de pé-direito alto.

*

Com a venda de produtos, como camisetas de R$ 64,99 e mantas infantis de R$ 149,99 bordadas com a expressão "Adotei", mantém um abrigo para 400 cães e faz feiras de adoção. Segundo ela, cada uma custa, por baixo, R$ 3.000 só com exames, vacinas e banhos. "Mas meu marido brinca que no final ele sempre faz um chequinho pra ajudar!" Diz ter fechado a conta em uma das clínicas no ano passado em R$ 100 mil.

*

Gasta também com advogados, por causa dos processos em que aparece como autora, testemunha ou ré. "Me arrisco muito e pago um preço por isso", diz a ativista, formada em direito pelo Mackenzie. Quando acode bichos em condições ruins, ela chama a polícia e registra boletim por maus-tratos contra o dono.

*

A invasão ao Instituto Royal, da qual participou em 2013 para retirar 178 beagles usados em pesquisas, "não deu em nada" na Justiça para ela, afirma. Após o caso do laboratório, "encheu o saco" de Geraldo Alckmin (PSDB) contra os testes em animais para cosméticos e produtos de limpeza. O governador baixou a proibição no ano seguinte.

*

Relembra o dia em que estava "brigando com um traficante por causa de um cachorro e começaram a chegar outros bandidos de moto" e seu motorista arregalou os olhos ao vê-la entrar na casa atrás do bicho. "Conheço todas as favelas de São Paulo", diz. E resolve partir para a região do Jardim Ângela em sua missão.

*

Vegana (não come carne nem derivados de animal, como leite e ovos), ela pega a lancheira rosa com estampa de fadas da Disney. Dentro, água, sanduíche, maçã e castanhas. Publica no Facebook as fotos do cão que irá buscar. "Acordei hoje com centenas de pessoas me pedindo para resgatá-lo", escreve, com a hashtag #emergenciaanimal.

*

O colega Rafael assume o volante. Fazem pouca ideia do que vão encontrar. "Se tiver uma criança aprisionada numa casa há dias sem comer, também vou pular o muro, assim como faço com o cachorro", diz ela, em resposta à crítica que costuma ser feita a defensores de bichos.

*

"Normalmente quem fala isso não ajuda ninguém." E repete uma frase da atriz francesa Brigitte Bardot, militante da causa animal: "Não existem bons ou maus combates, existe somente o horror ao sofrimento aplicado aos mais fracos". Diz que ajuda crianças, mas não divulga porque os bichos são seu "trabalho".

*

Ainda no caminho, Luisa, que participou de uma atração sobre pets exibida pelo SBT entre outubro de 2014 e janeiro deste ano, afirma que voltar à TV não é uma meta. Ela admite que pode afastar patrocinadores com exigências como a de que a empresa não faça testes em bichos.

*

Chegam ao destino e encontram Tyson, cachorro da diarista Claudineia Pereira Santos, 40, e de seus seis filhos. Magro e ferido, ele está num canto da sala. Tem pulgas e alergia. Mas, diferentemente do que se achava até então, não é um caso de abandono. A dona concorda que o bicho seja levado para tratamento. Luisa engrossa a voz ao falar com ela: "Só vou te devolver se você se comprometer a cuidar dele. Cachorro é igual a uma criança de dois anos, não se vira sozinho".

*

Beatriz, 15, filha de Claudineia, chora ao ver seu cão no carro. "O melhor para ele é se tratar e voltar, em vez de ir para adoção. Gostam dele", diz a ativista. Atendido em uma clínica em Pinheiros, Tyson recebe carícias de Luisa: "Vou cuidar de você, te dar uma coisa que você nunca comeu". Rafael não resiste à piada: "E não vai ser foie gras!".

Fonte: Por Mônica Bergamo, portal UOL - 26/07/2015 - - 13:46:59

História: líder revolucionário da América Central

Pancho Villa (Dorotéo Arango) ,de bandido a revolucionário

Vicente Vecci


Doroteo Arango (Pancho Villa) 1878-1923, no comando de uma tropa de cavalaria de mais de 40 mil homens. (Foto: arquivo da Culver Pictures).

A revolução mexicana que derrubou a ditadura de Porfírio Dias na década de 1910 teve como comandante um dos generais que se destacou pela sua arte bélica que o levou ao trono do México juntamente  com  Emiliano Zapata, Urbina e outros.

Trata-se  de um civil de origem humilde que começou sua carreira como bandido, assaltando comboio das minas  de prata. Batizado de José Dorotéo Arango, era um peão numa fazenda de um nobre fidalgo mexicano aonde morava com seus pais e irmãos. Nessa época, existia uma lei imposta ela ditadura conhecida como a “primeira noite”. Quando havia casamento entre os agregados,  a lua de mel da noiva era privilégio do fidalgo da fazenda,  depois para o noivo.  Dorotéo  Arango não aceitava tal imposição e teve sua irmã desonrada pelo filho de seu patrão e por isso assassinou-o. Perseguido pelos federais, soldados do governo mexicano, foi preso e conseguiu fugir indo para as montanhas e lá soube que bem antes existira um bandido conhecido como Pancho Villa que estava desaparecido. Adotou esse nome para permanecer no anonimato. Organizou um bando e começou a praticar assaltos a bancos, roubando gados e comboio das minas de prata da região de Chihuahua e Durango, ambas localizadas no norte do México, distribuindo parte  desses roubos à pobreza. Ficou bastante popular e conseguiu mais comparsas e armamentos pesados.

Estourou  a revolução encabeçada por Francisco Madero e outros generais que recrutaram as mais diversas forças de oposição à ditadura de Porfírio Diaz, um regime opressor e autocrático prolongado por décadas e já se  encontrava em agonia. Entre os arrebanhados estava o bando de Pancho Villa que se destacou na arte bélica sem nunca ter passado por uma academia militar. O governo mexicano para combater as forças insurgentes, contratou militares estrategistas alemães para auxiliar na luta contra os revolucionários. De nada adiantou e Villa levava vantagens nas batalhas, chegando a ser promovido general da revolução mexicana.

Lutavam por ideologia e quando se luta por esse princípio não existe aparato militar inimigo por mais tecnologicamente moderno que seja, possa derrotar as forças de resistências  combatentes. Os levantes populares contra governos  mencionados na história provam esse fato. Isso aconteceu nas revoluções francesa e Norte-Americana pela independência, no início e no meio do século passado na Rússia, china,  Cuba e no Vietnã, onde todo o planejamento de guerrilha do vietcong contra a ocupação das tropas norte-americanas estava concentrado em Saigon, capital do Vietnã do Sul (capitalista) que lutava contra o Vietnã do Norte, comunista.

Historicamente em toda revolução surge as contras revoluções, muitas vezes causados por facções que antes estavam alinhadas e depois se desentenderam com os novos ocupantes de governos. No México foi também assim, prorrogando o processo revolucionário de 1910 a 1917, dividindo em três turnos.  Madero no comando derrubou o ditador Porfírio Diaz mas 2 anos depois foi deposto pela então seu aliado general Victoriano Huerta, posteriormente expulso do poder por Venustiano Carranza que teve também apoio de Pancho Vila, comandando uma tropa de cavalaria com mais  de 40 mil homens, decisiva nessa luta. Para financiar sua campanha, Villa vendeu os direitos de filmagens de suas batalhas para um estúdio de Hollywood que teve uma nova versão em 2003, estrelada pelo ator Antônio Bandeiras, intitulada E Estrelando Pancho Villa. O filme documentário feito no início do século passado que registrou essas batalhas, encontra-se  no museu da cidade do México

Por Vicente Vecci edita em Brasília há 31 anos o Jornal  do Síndico - 23-07-2015

Na Granja do Torto: Corretora Seguros BRB apoia o “Brasília Moto Capital”

O evento ocorre até o próximo domingo (26)

A Corretora Seguros BRB participa, pelo segundo ano consecutivo, do “Brasília Moto Capital”. O evento ocorre de hoje até o próximo domingo (26), na Granja do Torto, ... e conta com diversas atrações, dentre elas: shows; praça de alimentação coberta; diversos pontos de bares espalhados por toda a extensão do evento, sendo um bar temático; 3 praças de alimentação e atividades para as crianças.

Valdir José dos Santos, Diretor Presidente da Corretora Seguros BRB, explica que a experiência no ano passado foi extremamente positiva e comenta sobre as expectativas para este ano: “Tivemos um resultado muito positivo no ano passado junto ao público do evento. Esse ano a expectativa é alta. A corretora acredita ser muito importante vincular sua marca a eventos como o Brasília

Motocapital.”.

Com um estande no local, com corretores disponíveis para atendimento ao público presente, a Corretora Seguros BRB está ciente da importância de a segurança andar sempre atrelada aos momentos de diversão. Portanto, convida todos a conhecerem seus produtos, dentre eles, o seguro para motos, seguro de vida e o seguro automóvel.

Conheça os produtos:

‐ Seguro Auto

‐ Seguro de Vida

Serviço

Local: Granja do Torto

Horário: O evento tem início na quarta‐feira, às 17h, e termina no domingo, às 18h30.

Entrada gratuita a motociclistas.

Pedestres: R$20,00

Fonte: Corretora Seguros BRB - 23/07/2015 - - 14:46:42

Crédito Inclusão do BRB financia aparelhos e equipamentos de pessoas com necessidades especiais

A modalidade de crédito visa contribuir com a inclusão social

(Brasília, 22/7/2015) – O BRB lançou, no ano passado, uma linha de crédito destinada às pessoas com necessidades especiais que queiram financiar aparelhos e equipamentos. A gerente de sustentabilidade do BRB, Leila Cristina, explica que o objetivo desta modalidade é auxiliar na aquisição de itens que facilite a inclusão social das pessoas com necessidades especiais. “Este produto ainda é pouco conhecido no mercado. No entanto, temos plena ciência de sua importância. Por meio desta modalidade, o Banco, como agente financeiro, busca contribuir com o processo de inclusão dessas pessoas na sociedade e, também, no mercado de trabalho”, ressaltou Leila.

O crédito pode ser contratado apenas por pessoas físicas que possuam necessidades especiais ou por terceiros que comprovem vínculo com o portador de necessidade especial. Glaura Barros, analista da área gestora do produto, esclarece que para a contratação do crédito, a pessoa deve apresentar documentação que comprove sua condição, como a carteirinha ou um laudo médico, e destaca: “Além disso, a taxa é extremamente atrativa, a partir de 0,95% a.m, as parcelas são debitadas diretamente na conta-corrente do tomador e o prazo para pagamento é de até 58 meses”, finalizou.

A linha de crédito está disponível em todos os pontos de atendimento do BRB. Destaca-se que o Banco financia até 100% do valor do aparelho ou equipamento, sendo o mínimo de R$ 350 e o máximo de R$ 30.000.

Mais informações
E-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
Assessoria de Comunicação
Telefone: 3412-8474 (Márcia Macedo)
               3412-8534 (Lorena Martins)

Fonte: Assessoria de Comunicação do BRB - 22/07/2015 - - 22:51:51

Novacap realiza serviços de recuperação asfáltica no Gama

Nesta segunda-feira (13/7), foi dado início a recuperação asfáltica no Gama.

A ação tem como objetivo o recapeamento de vias públicas da cidade e será realizada durante toda a semana pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP), em parceria com a Administração Regional do Gama. 

“A Administração está trabalhando para atender o interesse da comunidade e com esta operação, recuperação asfáltica e tapa buracos, as vias serão restauradas para que todos possam transitar com mais segurança e comodidade sem a preocupação, por exemplo, de furar um pneu do carro”, afirmou a administradora regional Maria Antônia.


As equipes já realizaram o trabalho de recuperação asfáltica na QI 7 do Setor Industrial e na quadra 47 do Setor Leste. A benfeitoria terá como prioridade nesse primeiro momento tapar os buracos dos pontos mais críticos, e também nas principais vias e entre quadras da cidade.

 


 
ASCOM RAII GAMA
 

Em setembro acontece a 'Casa dos Youtubers Brasília'

Brasília é uma cidade antenada e com um alto índice de pessoas conectadas. Por isso, a Acontece Agência em parceria com outras empresas, promoverá durante 03 dias o projeto “Casa dos Youtubers Brasília”, que reunirá 10 vloguers da capital federal em um único endereço, por sete longos dias, falando sobre vários temas, em tempo real e com muita conectividade.

O projeto está aberto a novos parceiros e interessados em entrar na ação. Quem irá contar detalhes sobre é o jornalista e apresentador Eldo Gomes, que será o anfitrião dos Youtubers, neste novo projeto, que será divulgado no dia 12 de agosto, no 1º Encontro de Youtubers de Brasília, às 19h, na Fnac Park Shopping.

A Casa dos Youtubers de Brasília é baseado em projeto de imersão já realizado antes com blogueiros. Agora, em novo formato, o projeto vai receber Youtubers para gravar [ sem parar ] vídeos sobre diversos temas, em uma programação pré-combinada e outras, que serão projetadas em reunião de pauta.

É a primeira ação colaborativa feita exclusivamente pra web. Um ato que vai gerar grandes parcerias e promete ter várias edições. Informações: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.


*Foto ilustrativa
 
Informou jornalista Kelly
 

Bandeiras eleitorais: O Proinfância e a dificuldade de construir creches no Brasil

Programa do governo federal cria investimento inédito em construção de creches, mas se choca com a baixa capacidade dos municípios para contratar e administrar obras


Dilma Rousseff foi eleita em 2010 tendo como uma de suas bandeiras eleitorais a construção de 6 mil creches por meio do ... Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância), instituído em 24 de abril de 2007. Chefe da Casa Civil à época, Dilma viu seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, firmar convênios para a construção de 2.285 creches, das quais somente 22 foram entregues até a passagem da faixa presidencial. Um problema do qual não estaria livre durante seu primeiro mandato, e que resultou em cobranças de seus adversários durante as eleições do ano passado.

O Proinfância é um caso típico de “copo meio cheio, copo meio vazio”. De um lado, os recursos empenhados em volume inédito e as metas ambiciosas. De outro, o baixo número de unidades entregues opera como uma realidade frustrante para quem imaginava ver o déficit de creches resolvido há muitos anos. A origem dos problemas não guarda originalidade. A lentidão das obras geridas pelos municípios é apontada como o principal obstáculo no caminho do programa, um problema comum a várias iniciativas federais de repasse de verbas surgidos nos últimos anos. A baixa capacidade administrativa e a falta de quadros qualificados do ponto de vista da competência burocrática servem como uma parede contra a qual todas as projeções de entrega se chocam – e sempre saem perdendo.

O ritmo baixo de execução ameaça o cumprimento do Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê universalizar o acesso escolar de crianças de 4 e 5 anos até 2016. Apesar dos tropeços, a iniciativa é saudada como um passo inédito para levar a educação básica a um novo patamar de relevância no planejamento público. “O direito da criança à educação é universal e um dever do Estado. Quem tem de garantir esse direito é a nação, então, o governo federal forçou um pouco mais o diálogo, ele expôs que os entes federativos devem estar juntos”, afirma Vital Didonet, assessor da Rede Primeira Infância e ex-coordenador de educação básica do Ministério da Educação (MEC).

O objetivo maior do programa é fomentar a criação de vagas na Educação Infantil por meio do financiamento de novas obras e reformas, o que inclui ainda a aquisição de mobiliário para as unidades construídas. Somente a partir de 2011, com Dilma eleita, houve a inclusão do Proinfância no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC2), com orçamento previsto de 7,6 bilhões de reais. O montante envolvido tem como função resolver uma das grandes queixas de prefeitos e secretários: os municípios não têm condições de arcar com as obras necessárias nesta e em outras áreas.

A demanda gigantesca por creches no País – são quase 10 milhões de crianças de 0 a 3 anos fora da escola, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) – indica que o programa é um meio, e não um fim, constatação reforçada pelo balanço mais recente, divulgado no começo de março pelo Ministério da Educação (MEC), que indica que foram investidos R$ 10 bilhões e contratadas 8.787 creches pelo país desde 2007. Dessas, 2.533 estão concluídas e 3.989 em obras. Sobram, portanto, 2.265 que ainda não saíram do papel. Mesmo que todas as unidades autorizadas para construção estivessem prontas, seriam insuficientes para garantir a universalização prevista no PNE. Segundo o Observatório do PNE, mantido por organizações não governamentais, 87,9% das crianças entre 4 e 5 anos estão matriculadas regularmente. Os 12,1% restantes sugerem que o objetivo está perto de ser alcançado. Mas nem tanto.

Maria Thereza Marcílio, gestora institucional da organização Avante, ressalta que a iniciativa federal tem sido importante na melhoria da qualidade da educação infantil. “Alguns dos entraves do Proinfância não estão no Proinfância, mas no pacto federativo”, avalia a gestora. “Repassar dinheiro federal para um município tem condicionantes necessárias, porque é muito dinheiro, mas, da forma como o país está estruturado, isso cria problemas que talvez tenham sido ignorados, ou minimizados quando do lançamento.”

Vital Didonet segue a mesma linha argumentativa. Ele entende que um dos defeitos do programa no nascedouro foi não ter levado em conta a diversidade regional no planejamento arquitetônico das creches, um debate que poderia também ter forçado um vínculo mais firme das administrações locais com o programa. “Foi uma decisão que necessitava de um planejamento conjunto com os municípios. O diálogo levaria a um planejamento diversificado”, pondera.

Para receber os recursos do Proinfância, o município se compromete a dar uma contrapartida local ao financiamento recebido, o que inclui o terreno e, posteriormente, a manutenção do espaço. O valor é orçado pela prefeitura para facilitar as licitações e considerar as variações de preço das diferentes regiões. O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que repassa e administra os recursos do projeto, optou, em 2013, por “metodologias inovadoras de construção” dos prédios (com a definição de requisitos técnicos de estruturas pré-moldadas) e realizou uma licitação nacional por “ata de registro de preços”, com objetivo de acelerar e baratear o processo.

Mas não é sempre que funciona. Em Buritirama, município baiano de 19,6 mil habitantes, o anúncio da construção em agosto do ano passado previa quatro meses para a finalização da creche, mas, segundo o secretário de Educação, Geraldo da Cruz Junior, a empresa só fez o muro da obra. Ele explica que a prefeitura doou o terreno e fez topografia, aterro e compactação, mas a empresa MVC-Soluções em Plásticos “simplesmente sumiu”. “A gente tem tentado contato sem sucesso”, diz. A regra vale para todos: os recursos obtidos pela prefeitura de Buritirama, de 1,2 milhão de reais, não são repassados integralmente, mas em partes, mediante a conclusão de etapas da obra. “A gente só pagou o que eles fizeram, entendeu?”, diz o secretário, um tanto pessimista com a situação das mais de 200 crianças que seriam beneficiadas com o espaço.

Segundo ele, o MEC ainda não foi informado da situação e a obra consta como “paralisada” no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do ministério. Em seu site, a MVC-Soluções anuncia que fará a entrega até o fim deste ano de 128 novas creches do programa em vários estados da Região Nordeste. Procurada por Carta Fundamental, a empresa não prestou informações.

Como forma de coibir esses problemas, desde maio o MEC e o FNDE têm autorizado os municípios a licitar diretamente as creches aprovadas. Segundo o FNDE, “essa reformulação do processo é fruto de diálogo com dirigentes municipais e secretários de educação de todo o país”. Uma alteração que poderia ter evitado o problema de Buritirama. “Quer dizer, praticamente empurrou goela abaixo para os municípios, não? Quando o município faz, é outra situação. Tanto que agora mudaram”, afirma o secretário de Educação da cidade baiana. A partir de agora, além disso, o FNDE oferecerá dois novos modelos de plantas que poderão ser escolhidos de acordo com a necessidade de cada local, e há uma promessa de melhoria no diálogo diretamente com prefeitos e dirigentes da área.

Maria Thereza Marcílio vê com bons olhos a mudança, embora prefira esperar pelos desdobramentos. “É uma tentativa de descentralizar.” Isso tende a melhorar, ela diz, mas avalia que a própria licitação não é tão simples porque nem todos os municípios têm condições de fazer. “Tem alguma coisa que é da forma como o país se organiza que está para além do Proinfância. O programa apenas revela essa dificuldade”, diz.

Apesar de importantes, as obras são apenas o primeiro passo. Manter as creches é a outra grande preocupação dos dirigentes municipais. “A gente sabe que a creche é mais cara do que os outros níveis. Tem que colocar fralda, alimentação, o número de crianças por professor é menor, é período integral, tem os materiais, então, não dá para calcular do mesmo jeito que o Ensino Fundamental”, explica Didonet.

O FNDE já repassa recursos para os municípios que atendem crianças em creches. O valor por aluno (quase 1,5 mil reais para quem estuda meio período) cresce 50% quando a criança é beneficiária do Programa Bolsa Família. Mas, mesmo assim, para muitos municípios, os recursos são insuficientes.

Em Nerópolis, Goiás, a secretária de Educação, Rejane Cátia Moreira, no cargo há dois anos e meio, conta que a cidade tem quatro creches – duas geridas pela prefeitura, duas por organizações sociais. No total, são 400 alunos. Além disso, há uma unidade em construção, com previsão de conclusão neste ano.

“A empresa contratada deu muitos problemas. Ela é do município e nunca havia feito construção de grande porte. Quase entrou em falência. Agora é que voltou a construir”, comenta. Para atingir a meta do PNE, a cidade precisará de mais creches. Já existe um terreno escolhido para a construção da próxima, e o município pretende, em breve, entrar com o pedido de recursos federais. Sem ajuda orçamentaria, explica a secretária, não há condições de cumprir os objetivos firmados. “Creche tem um custo alto, mas está dentro das possibilidades do município, desde que a gente tenha repasse federal”, avalia.

No ano passado, a cidade passou a receber dinheiro do Brasil Carinhoso, um dos principais programas de Dilma em seu primeiro mandato, que centraliza as políticas de auxílio à primeira infância. “O que poderia mudar são as orientações para o gasto dos recursos. Nós, que temos contato com a realidade local, sabemos onde precisa ser gasto. Mas a gente não tem liberdade porque o recurso vem com um fim específico”, argumenta Rejane.

O secretário de Educação do município de Jauru, em Mato Grosso, Nilton Fernando Lucato, relata que a cidade tem desde 2012 uma creche construída com recursos do Proinfância e que a cidade pretende erguer mais duas até o fim do ano. “Já temos o terreno, falta só o dinheiro”, diz Lucato, que prevê a necessidade de 600 vagas para atingir as metas do PNE. Para ele, com caixa próprio o município não tem condição de construir creche. “A relação com o governo federal é boa. O sistema funciona muito bem”, avalia.

No entanto, o Tribunal de Contas da União (TCU) não é tão otimista quanto o secretário Lucato. Em auditoria publicada no final de setembro do ano passado, o órgão apontou falhas no programa que atrapalham seus objetivos. São problemas como bibliotecas e salas de leituras sem livros, laboratórios de informática entregues sem computadores. Há também falhas estruturais arquitetônicas no programa. Por exemplo, há projetos de creches para o clima quente de uma determinada região do País que são exportados para outras regiões mais frias, sem as devidas adaptações necessárias.

O TCU fiscalizou 44 creches em seis cidades. “Em todos os municípios fiscalizados foram identificados serviços com qualidade deficiente, resultantes da execução; e do projeto-padrão utilizado. Também foram constatadas situações de obras paralisadas ou com baixo ritmo de execução”, aponta o relatório.

“Divergências de custos entre a planilha orçamentária e o projeto atingem somas consideráveis de recursos ao serem multiplicadas pelo número de empreendimentos”, acrescenta o documento. O tribunal ainda criticou o fato de o FNDE não acompanhar as obras in loco. O órgão se baseia unicamente em fotografias enviadas pelos municípios ao Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do MEC.

Após o relatório, o FNDE se comprometeu a revisar um dos projetos-padrão e a elaborar um plano para mitigar os efeitos de obras paradas ou lentas, além de apresentar uma proposta de fiscalização in loco e pensar em como evitar desvios de recursos da conta do programa para as contas gerais do município.

Outro órgão federal, a Controladoria-Geral da União (CGU), tem realizado ações de controle no Proinfância por fiscalização por amostragem. Em algumas ações realizadas, foram constatados problemas com o uso da verba federal. O município de Ponte Alta do Tocantins, por exemplo, recebeu 1,3 milhão de reais para a execução da obra da creche do Proinfância.

A vistoria da CGU no local, no entanto, apontou indícios de fraude. Segundo a Controladoria, a empresa vencedora da licitação recebeu pagamento de serviços não realizados no montante de 316 mil reais, o que corresponde a 23,74% do valor total pago. Além disso, o relatório da CGU concluiu que a obra estava inacabada, com fios expostos, infiltrações no teto, portas quebradas, falta de quadro de luz e janelas. Isso não impediu que o município inaugurasse a creche, colocando “em risco a segurança das crianças e funcionários, sobretudo pela não instalação do sistema de combate e prevenção de incêndio”, diz o órgão.

Procurados pela reportagem para tratar de avanços e retrocessos do programa e comentar suas perspectivas, MEC e FNDE repassaram responsabilidades um ao outro, sem entregar nenhuma resposta. Em 2013, Dilma discursou na inauguração de uma unidade do Proinfância em Minas Gerais. Disse que a creche é como o primeiro tijolo, que vai sendo construído até a pós-graduação. “Aqui, começa aquele menino que vai virar físico nuclear, aquela outra que vai ser presidenta da República.”

O Proinfância, segundo Maria Thereza Marcílio, precisa de mais tempo. E de muitas melhorias. “O senso comum e a mídia precisam entender que educação não é investimento de curto prazo. Então, oito anos é muito pouco para avaliar e dizer que não funcionou”, diz. Por outro lado, ela afirma, as crianças não esperam. “É o único segmento que não tem supletivo. Educação Infantil, ou faz na infância, ou não faz. É lamentável que muitas crianças não tenham essa oferta, mas, que temos avançado muito, não tenho a menor dúvida”, finaliza.

*Agência Páginas Três

Fonte: Por João Peres, Moriti Neto e Thiago Domenici*, revista CartaCapital - 17/07/2015 - - 09:33:28

Brasília-DF: Mostra reúne 11 obras de pintor com síndrome de Down no DF

'Entre Telas e Tintas' está na Urban Arts, na 115 Sul, até 8 de agosto

 

O espaço Urban Arts, na 115 Sul, no Distrito Federal, recebe até 8 de agosto a exposição "Entre Telas e Tintas", que reúne 11 obras abstratas do artista brasiliense Lúcio Piantino, de 20 anos. O jovem tem síndrome de down e atua profissionalmente na área há sete anos.

No ano passado, ele foi convidado a expor os quadros dele na Itália e se tornou reconhecido internacionalmente. O artista conta que usa a música como inspiração para pintar as telas...

"Primeiro, quando eu vou pintar, eu ouço as músicas. Na hora que eu vou ouvir minhas músicas me dá muitas emoções", diz.

O talento do jovem foi descoberto no começo da adolescência, quando os pais, também artistas, deram a primeira tela para ele.

"A gente sempre teve esse momento da pintura em casa, desde pequenininho, né, mas com 12 anos, ele sofreu preconceito na escola. A gente teve que tirar ele da escola, e eu levei ele para o ateliê e comecei a dar tela e tinta para ele, e comecei a achar que o que ele fazia era muito bom", disse a mãe do pintor, Lurdinha Donezy.

O dono da galeria afirmou que o portfólio de Piantino chamou a atenção. "Ele tem um trabalho primoroso, e a gente fez questão que ele fosse um dos primeiros a expor aqui na galeria", declarou Henrique Coutinho.

Fonte: Portal G1 DF - 17/07/2015 - - 09:20:23

Portal Gama Cidadão