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Marcha pelo combate ao abuso sexual infantil é realizada no Gama

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Crianças e adultos foram estimulados sobre a importância de denunciar os casos pelo disque 100

(Brasília,22/05/2015) -  Em continuidade ao “Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”, a Administração Regional do Gama, em parceria com diversos órgãos, participou nesta sexta-feira (22), da marcha contra o abuso sexual, para alertar a população sobre a importância de denunciar os casos de exploração e abuso sexual, que pode ser feito pelo disque 100.

O evento contou com a participação de estudantes, professores e diretores de escolas públicas do Gama,além de representantes dos conselhos tutelares, de Saúde, Cultura e de Segurança. Em meio a apitos, faixas, balões, palhaços, bonecos e muita cantoria, os participantes saíram da rodoviária rumo à Administração Regional, onde foram recebidos com carrocinhas de algodão-doce, balões esculturais, pintura de rosto, apresentações de palhaços, palestras, música e muita diversão.

“Se toda cidade parasse, se todos os gestores públicos, tirassem uma, duas horas do seu tempo para fazer uma reflexão sobre o tema, e atuassem no combate, com certeza teríamos menos casos de abusos, como temos hoje, disse a administradora do Gama, Maria Antônia. Ela lembrou que a campanha “Combate ao Abuso e à Exploração sexual de Crianças e Adolescentes” é um sucesso no Brasil, e no DF não poderia ser diferente.

Galeria de fotos. Clique aqui!

Informou Assessoria de Comunicação Social da Administração Regional do Gama - 22/05/2015

Com deficiência visual: Alunos do DF reclamam de falta de sinalização

Estrutura na rodoviária, calçadas e ônibus dificulta deslocamento. Novacap e secretaria prometem melhorias, mas não divulgam prazo

imgEstudantes do Centro de Ensino Especial para Deficientes Visuais da Asa Sul, no Distrito Federal, reclamam da dificuldade para se deslocar pela capital. Segundo os alunos, a rodoviária e as calçadas do Plano Piloto não têm a sinalização necessária para garantir um trajeto seguro na ida e no retorno das aulas.

O GDF diz que as adaptações estão previstas, mas não informa prazos...

Imagens feitas pela TV Globo nesta quinta-feira (21) mostram que o problema começa na entrada do centro de ensino. O piso tátil, utilizado como guia para as bengalas, está quebrado e o piso convencional também é texturizado, o que dificulta a orientação. Há alunos que preferem usar a grama como referência, mas a troca aumenta o risco.

"Já causou alguns acidentes, aí. Tipo, a pessoa veio, não sentiu o piso e foi parar na grama. Acabou caindo", diz o publicitário Paulo Lafayete, que faz o trajeto entre Asa Sul e Ceilândia todos os dias.

Os transtornos ocorrem também na rodoviária do Plano. A dona de casa Maristela Batista, que estuda na Asa Sul e mora no Recanto das Emas, precisa de ajuda para identificar o ônibus nos boxes. "O ônibus não para na baia certa, então eu fico no meio. Era pra parar na 8, eles param na 9. Já aconteceu de as pessoas me empurrarem."

Paulo Lafayete diz que também precisa pedir ajuda, perguntar e até gritar para não pegar a linha errada nas paradas dos coletivos e no terminal,. "Além de tudo, você tem que ser um herói."

Segundo a Novacap, adaptações como piso tátil, painéis em braille e a reforma do sistema de áudio estão previstas no projeto de reforma da rodoviária, mas não há prazo para as obras. O secretário de Mobilidade, Carlos Henrique Tomé, diz que vai resolver o problema das calçadas.

"Existe um contrato do GDF para a reforma de calçadas, e a priorização está sempre em aberto. O que dá para fazer é colocar essa calçada nas prioridades deste ano e fazer essa reforma imediatamente", disse Tomé em entrevista à TV Globo nesta quinta.

Fonte: Portal G1 DF com foto reprodução TV Globo - 22/05/2015 - - 08:42:39

Km do Agasalho: Campanha 2015 recebe doações até sábado

Esta é a quarta edição da iniciativa promovida pela ONG Sonhar Acordado

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Os produtos arrecadados serão enfileirados para formar quilômetros de agasalhos e cobertores. 

Com a chegada do inverno, moradores de rua e pessoas de baixa renda necessitam de uma ajuda especial da população para lidarem com o frio recorrente no período. Com a intenção de recolher o maior número de vestimentas e cobertores novos e usados, o Km do Agasalho recebe doações até o dia 23 de maio, na Praça Central do shopping Pátio Brasil, na W3 Sul. No sábado (23), os produtos doados serão enfileirados para formar quilômetros de agasalhos e cobertores...

No Brasil, a medição dos quilômetros é feita pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Esta é a quarta edição da campanha promovida pela ONG Sonhar Acordado. Na primeira, em 2012, a medição oficial do Km de Agasalhos em Brasília marcou 1,5km de agasalhos. Em 2013 a medição foi de 9km de agasalhos e em 2014 foram arrecadados 1,4km de agasalhos. Agora, em 2015, os organizadores da iniciativa esperam superar os resultados alcançados nos anos anteriores.

Após o resultado de quilômetros arrecadados, os voluntários se mobilizam para separarem os agasalhos por instituição de destino, sexo e faixa etária. Em seguinda, é montada a logística de distribuição fazendo com que estes cheguem às mãos das pessoas necessitadas.

Serviço:

DOAÇÕES DA CAMPANHA KM DE AGASALHOS

Dia: até 23 de maio (sexta)
Horário: segunda-feira a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 12h às 20h
Local: Pátio Brasil – Praça Central MEDIÇÃO DA CAMPANHA KM DE AGASALHOS
Dia: 23 de maio (sábado)
Horário: a partir das 10h
Local: Pátio Brasil – área externa

Fonte: Jornal de Brasília - 21/05/2015 - - 08:26:42

Belo canta músicas de CD inédito nesta sexta em show no Gama, no DF

Artista é atração no estacionamento do estádio Bezerrão; evento é às 21h. Dupla Henrique & Juan faz show de abertura; ingressos a partir de R$ 30.

Belo canta músicas de CD inédito
O cantor Belo, que se apresenta no DF na próxima sexta (Foto: Marcelo Faustini/Divulgação)

O cantor de pagode romântico Belo é a principal atração de um evento musical que acontece na próxima sexta-feira (22) no estacionamento do estádio Bezerrão, no Gama, no Distrito Federal. Antes do artista, sobe ao palco a dupla sertaneja Henrique & Ruan. O evento tem início às 21h, e os ingressos custam de R$ 30 a R$ 600.

O show de Belo faz parte da turnê de divulgação do disco “Mistério”, previsto para chegar às lojas em novembro. Uma das músicas inéditas do repertório é "Porta aberta” lançada em setembro de 2014 nas rádios em todo país.

Outra música prevista para a apresentação é “Linda rosa”, dueto com Ivete Sangalo. "Mistério" conta  com a participação da dupla sertaneja Thaeme e Thiago em “Até o sol não nascer mais” e uma regravação de “Mesmo sem entender”, do gospel Thalles Roberto.

Belo foi vocalista do grupo de pagode Soweto entre 1993 e 2000. Desde então, o cantor segue em carreira solo. Em 2010, ele fez parceria com a cantora Cláudia Leitte na música “Don Juan”. Desde os tempos de Soweto, Belo já vendeu 6,82 milhões de discos.

Show com cantor Belo e dupla Henrique & Ruan

Local: Estacionamento do Estádio Bezerrão – Gama/DF
Data: Sexta (22)
Horário: 21h
Ingressos: Pista:R$ 30 (mulher); R$ 50 (homem)
                 Camarote: R$ 80 unissex
                 Backstage: R$ 600 a mesa para quatro pessoas (open bar)
Classificação indicativa: 18 anos

 

Fonte: G1 DF - 21/05/2015 06h20 - Atualizado em 21/05/2015 06h20

Núcleo de Inclusão promove recepção para esclarecer direitos dos servidores com deficiência

O Niacess promoverá no dia 21 de maio as 14:30 um encontro de orientação para os 32 novos servidores com deficiência que foram nomeados na Secretaria de Saúde do DF, dos 205 nomeados em 22 de Abril, 20% eram pessoas com deficiência

Servidores com deficiência

O objetivo é informar os servidores, sobre adaptações e adequações funcionais para o exercício de sua função e esclarecer dúvidas sobre o estágio probatório. Atualmente, segundo os registros do Sistema Único de Gestão de Recursos Humanos (SIGRH), de janeiro de 2015, existem 109 mil servidores públicos ativos no Poder Executivo do Governo do Distrito Federal (GDF), não computados os empregados públicos das empresas estatais distritais: BRB, CAESB, CEB e TERRACAP. Deste total de vagas, 20% deveriam ser ocupados por pessoas com deficiência, no entanto este dado não é real, pois existe um longo processo da entrada a permanecia no serviço público. ...

A deficiência é situacional, depende das adaptações e acessibilidade dos postos de trabalho. Atualmente a Secretaria de Saúde é o único órgão do GDF com um núcleo exclusivo para tratar da temática de inclusão dos servidores com deficiência. A secretaria tem pessoas com deficiência atuando em todas as áreas, desde o cargo de médico até os cargos auxiliares, o que denota uma necessidade emergente de processos integrais de adaptações funcionais. Não basta apenas abrir vagas em concurso isso é inserção, é fundamental investir em adaptações e acompanhamento funcional isso sim é inclusão. 

O evento também terá duas palestras com a Dr. Andrea Chaves, psicóloga, deficiente visual parcial, especialista em inclusão é idealizadora do Núcleo e do Dr. Galletti Martinez, médico do trabalho especialista em inclusão e acessibilidade. O NIACESS tem apenas 4 anos, já prestou mais de 2.000 atendimentos e atuou na inclusão efetiva de servidores da secretaria de saúde. 

O NIACESS foi fruto da luta por adaptação de sua idealizadora, pois como tem baixa visão precisou inovar para que o trabalho fosse produtivo. 

Evento: Encontro de Orientação para novos Servidores com Deficiência da SES Data: 21 de Maio de 2015 Horário: 14:30 Local: Auditório da Diretoria de Saúde Ocupacional , SEPS 912 Sul

Fonte: Por Andrea.Chaves, Núcleo de Inclusão e Acessibilidade - 20/05/2015 - - 12:55:19

Humilhação, Desrespeito e Morte

Sistema carcerário de Brasília, instituição falida e despreparada que ignora todos os direitos humanos e constitucionais dos internos.

CPP DF

Por: Paulo Tavares

Um suplício de total desrespeito a todos os direitos humanos, civis e morais, em uma instituição completamente falida, com funcionários absolutamente despreparados, dotados de todos os tipos de instrumentos de torturas opressivas, físicas e psicológicas, em um cenário monstruoso de corredores, grades e salas de suplícios inimagináveis; um descaso total e absoluto pela vida. Onde não só o preso, mas, seus familiares visitantes, sofrem todo tipo de maus tratos e constrangimentos possíveis e impossíveis.

Foi esse o quadro encontrado por um jornalista, que por motivos fúteis, sorte ou até quem sabe destino, se viu convivendo com todas as mazelas presentes no CDP (Centro de Detenção Provisória) no complexo penitenciário da Papuda, no Distrito Federal. Durante os sete dias ali vividos como interno, onde foi testemunha ocular de todo tipo de atrocidades que se passaram, do mais simples tapa no rosto até a morte de um detento por pura omissão de socorro por parte dos funcionários responsáveis por zelarem a segurança dos presos.

O que você irá ler a partir de agora é um relato assustador que mais parece uma história vista somente em filmes de centros concentrações, porém não se engane, pois não se trata de um uma história de terror criada por um romancista, mas sim da realidade nua e crua do cotidiano de centenas de centenas de homens armazenados como animais em espaços minúsculos, sujeitos a todos os tipos de doenças, violência e maus tratos que se possa imaginar.

Antes de começar essa narrativa dos fatos, gostaria de pedir desculpas primeiro aos internos daquele lugar pela hipocrisia de todos os que não conhecem verdadeiramente o caráter, senso de união, humildade, companheirismo e a solidariedade que existe por parte dos presos, com respeito à pessoas como eu, que por um ou outro motivo acabamos por estarmos ali. Obrigado pelo apoio, pelo socorro, pelas palavras de conforto, pelo auxilio e principalmente pelas lições que levarei comigo eternamente, lições que me mostraram que o amor e o respeito pelo próximo são sem dúvidas as coisas mais importantes que nunca devemos perder, independente do que fizemos, somos ou onde estamos. Do fundo do meu coração, obrigado!

Em segundo lugar gostaria de dizer às famílias dos detentos que os visitam naquele lugar, dizer que me envergonho, não por ser Brasileiro, mas por fazer parte de uma sociedade extremamente hipócrita, incapaz de reconhecer o seu valor, pelos maus tratos, pela humilhação e por todas as outras situações a que são submetidas por esse sistema imundo.

E, por último, à sociedade pelos relatos aterrorizantes que aqui narrarei.

Quero lembrar a parte hipócrita da sociedade, aos colegas sensacionalistas e aos doutores da lei que não estou aqui defendendo a prática de crimes e nem dizendo que esses crimes cometidos pelos internos não devam ser punidos, ao contrário disso, defendo que todo o código penal brasileiro precisa urgentemente grandes reformas, e além de uma diminuição na maioridade penal, devemos ter penas mais severas para os infratores. Creio sim que o lugar de criminosos é realmente na cadeia, seja lá qual for o seu crime e seja lá qual for a sua posição social, que seja julgado e condenado com todo o rigor da lei. Quero simplesmente mostrar a verdade sobre o que acontece fora dos olhos da sociedade, dentro de um estado soberano inascível, e a realidade da vida de homens segregados, torturados, humilhados, envergonhados, maltratados e uma lista interminável de outras rotinas que definem o dia a dia daqueles que ali estão. E que você seja o juiz de sua própria consciência e tire suas conclusões. mais ainda, que faça sua parte para mudar esta e outras condições humanas presentes em nosso tão amado, mas corrupto, país.

No Domingo, dia 10 de Maio de 2015, me envolvi em um acidente de transito, e como havia ingerido uma pequena quantidade de bebida alcoólica em um churrasco na casa de amigos (a ingestão desta bebida não foi a responsável pela colisão, entretanto acusou 0.77 de nível alcoólico no teste de bafómetro) fui submetido ao teste de bafómetro e em seguida recebi voz de prisão na 20ª Delegacia de polícia na cidade do Gama-DF, onde passei a noite em uma minúscula cela com mais cinco pessoas. Na segunda-feira, nas primeiras horas da manhã, fomos surpreendidos na abertura da porta da referida por uma equipe de policiais, arrogantes, responsáveis pela nossa transferência, para o DPE (Departamento de Polícia Especializada) onde, para minha surpresa, foi que começou de verdade os maus tratos que imaginava ter cessado ao sair do fétido cubículo onde havia sido encarcerado. Ali chegando fomos colocados com uma grande quantidade de outras pessoas em um lugar chamado de "Triagem", que nada mais era do que uma grande sala, cercada por paredes em três lados e uma grade na frente onde havia um corredor ao qual os próprios agentes chamavam de “Curral” (local de armazenamento de gado) o que fazia muito sentido pois o mal cheiro que exalava de uma privada de meia parede (Boi) lembrava realmente o lugar. Não havia bancos e nenhum tipo de conforto, pois todos éramos obrigados a permanecermos sentados no chão, e sem calçados, o contato com o chão gelado subia por todo o corpo nos fazendo tremer de frio. A impressão era de dor até mesmo nos ossos e um a um começamos a ser chamados para sermos admitidos no sistema, (fotografados, impressão digital e todos os tramites necessários) o que era, apesar da opressão dos gritos (“Anda logo ladrão”, “abaixa a cabeça”, “põe a mão pra traz”, “rápido estrume”), um momento de descanso para o corpo, nádegas e coluna vertebral doloridas e enfraquecidas pela longa espera e o frio, então voltávamos ao local e posição anterior. Todo esse processo durou até o início da noite, quando fomos divididos em grupos menores e  novamente transferidos para a carceragem, um local muito parecido com o anterior só que sem energia elétrica (sem lâmpada) totalmente escuro e bem menor, onde nos amontoamos pelo chão durante toda a noite e pouco a pouco, um a um éramos vencidos pelo cansaço e acabávamos deitando no chão e adormecendo sem se importar mais com a friagem, pernilongos e a superlotação (que nessa hora era até positiva, pois a respiração e o calor dos corpos colados uns nos outros acabavam por aquecer um pouco.) e, sem que ninguém pudesse ao menos imaginar, o dia raiou, para o que seria um dos mais fatídicos da minha vida, e novamente sob gritos, ofensas e tapas, fomos embarcados como bois em carros que nos levariam ao nosso pior pesadelo (Bonde), em direção ao CDP ( Centro de detenção provisória).

CDP - Procurei em meu vocabulário e fora dele tentando encontrar uma palavra que pudesse definir aquele lugar mas infelizmente não encontrei nada, vou usar então a que mais se aproxima embora ainda muito distante da realidade, uma "Atrocidade" moral, física e mental. Essa é talvez a mais próxima que consigo usar para definir os momentos ali vividos.

Terça-feira, dia 12 de Maio de 2015, em torno das 8h, após um longo caminho de sacolejes intermináveis, dentro de um apertado espaço no veículo de transporte, desembarcamos cerca de 150 homens, no CDP, e em fila indiana, de cabeça baixa, mão esquerda no ombro do homem a frente e mão direita para trás, sob fortes gritos e ameaças com aparelhos de choque que emitiam um som horripilante, que faziam nossos corpos tremerem de medo, fomos levados a um grande pátio onde recebemos além de novos gritos e xingamentos, uma palestra nada convencional sobre as regras e os castigos aos quais estávamos sujeitos a partir daquele momento, já que agora segundo o preletor, não éramos mais seres humanos, cidadãos e nem tão pouco pessoas, mas sim suas propriedades. Enquanto éramos aterrorizados pelas palavras e gritos dos famigerados agentes prisionais, um a um éramos separados em um outro "curral" onde tivemos as cabeças raspadas de uma forma grosseira e dolorosa por uma outra equipe munida de maquinas, velhas, e contaminadas pelo uso continuo, sem nenhum tipo higienização. Em seguida fomos imunizados com três vacinas e depois novamente fomos separados em dois grupos um deles para homens até 35 anos de idade, que foram levados a um lugar chamado “triagem” que segundo relatos e ilustrações posteriores percebi que se pareciam muito com o curral do DPE. O restante dos homens do segundo grupo no qual eu estava foram separados em pequenos grupos e levados até a carceragem e distribuídos em celas construídas para abrigar 6 presos mas que comigo éramos 18 homens amontoados de forma desumana, e sem o mínimo conforto ou higiene. Entretanto pra minha surpresa esse foi o momento de total e completo alivio, pois apesar de ali estarem pessoas presas por vários tipos de crimes, do mais simples até o mais grave (de uma simples “direção perigosa”, roubo, Maria da Penha a um triplo homicídio com duas tentativas) que fui recebido como igual, sujeito as regras do “Barraco” (apelido dado pelos presos a cela) como todos eles, mas com direito a voto nas decisões que sempre são tomadas democraticamente pelo voto da maioria. No momento da minha prisão eu estava de short e camiseta coloridas, o que não é permitido dentro das dependências do complexo (fui obrigado a tirar toda a roupa e recebi dos agentes um short velho, rasgado e quase se desmanchando pelo uso e pelo tempo) e chegando ao “Barraco” os próprios presos reuniram e conseguiram entre eles calças, camisetas, chinelos, meias, moletom e toalha, além disso dividiram comigo alimento. E entre conversas, histórias, cultos Evangélicos, e choros de arrependimento, os dias foram sendo vencidos e chegou a quinta-feira, dia 14 de Maio.

Morte - Logo que amanheceu foi ouvido em uma outra ala próxima o som de várias batidas nas grades das celas, que foram sendo aderidas cela a cela. Junto com as batidas ouvi o entoar da frase “Preso passando mal” repetida incansavelmente pelo corredor. Por vezes silenciava-se, mas de tempos em tempos recomeçavam, o que mostrava que apesar de todo o barulho feito com o intuito de chamar a atenção para uma situação de emergência, não surtia efeito, pois ninguém aparecia. E assim, sob batidas e “Preso passando mal”, o dia foi passando até chegar a noite onde mais celas aderiram ao pedido de socorro, o que mostrava claramente que a situação daquele interno havia piorado, mas que apesar de tudo, de todo o barulho, ninguém apareceu, e o tempo foi passando, em torno de 23h, alguns agentes apareceram na porta da cela onde eu estava e chamaram pelo meu nome, informando então que eu iria embora, que pegasse os “meus pertences”. Após um momento de despedida dos companheiros, fui conduzido até um lugar horrível chamado de “corro”. Era um lugar fétido, um odor de urina e de fezes sufocante, o chão era como se nunca tivesse sido lavado, e as paredes completamente tomadas por escritas feitas com objetos metálicos e canetas onde podíamos ler todos os tipos de apologias, desabafos e ameaças ao sistema. Após receber e assinar na mão de um oficial de justiça o meu “Alvará de Soltura” fui informado que apesar de estar livre, permaneceria encarcerado naquela pocilga até que amanhecesse. Novamente o sofrimento começava pois ali estavam 27 homens em um lugar onde ao meu ver não podia abrigar mais que 10; não existia ali nenhum tipo de conforto. As pessoas esqueciam completamente da sujeira e, colocando sua saúde em risco, eram vencidas pelo cansaço acabavam por desabar sobre aquele chão contaminado, gelado e sujo.

Por volta de 2 horas da manhã (todos os horários aqui citados são presumidos, já que não tínhamos acesso a relógios e tão pouco ao tempo lá fora), começaram novamente as batidas na ala onde o preso estava passando mal, só que desta vez as batidas eram furiosas e os gritos eram muito intensos e aumentavam a medida que as outras celas, alas e corredores aderiam aquele protesto. E em pouco tempo se tornou ensurdecedor, chegando ao ponto de sentirmos o chão e as paredes tremerem como se estivéssemos experimentando um abalo sísmico. Não consigo nem descrever com palavras o barulho que estourava naquele lugar, mas de uma coisa tínhamos certeza algo muito grave tinha acontecido. Foi quando passaram correndo em frente as grades do “corro” vários agentes prisionais e de outras forças policiais, munidos de armas de grosso calibre, cassetetes, máquinas de choque e uma infinidade de aparatos em direção à aquela carceragem e pouco a pouco o barulho foi cessando. Após alguns minutos surgiram da porta que dava acesso a carceragem dois presos carregando um terceiro sem vida em uma rede improvisada com uma coberta. E sob as ordens dos famigerados agentes colocaram em um vão ao lado do local onde estávamos (sujeitos agora sabe se lá qual tipo de infecção) e qual foi minha surpresa ao perceber que aquela cena não abalara emocionalmente a nenhum dos referidos agentes, que sorriam, e faziam piadas, mostrando que aquilo era uma coisa comum, tanto quanto descascar uma bala, o desdém pela situação e pela vida daquele homem era evidente. Após alguns minutos ali, se dirigiram novamente ao seu descanso como se nada tivesse acontecido. De repete o dia raiou e nada mais soubemos a respeito do fato. Para mim ficaram as imagens de completo terror e de total falta de respeito pela vida, a omissão de socorro certamente ficará oculta entre as paredes da intolerância.

Fui colocado então em liberdade, mas continuo preso, preso pela lembrança, preso pela impotência, pela angustia e pela tristeza. Aqui posso simplesmente pedir as pessoas de caráter, que não compactuem com essa farsa, não devemos esquecer que não se paga a maldade com a maldade, somos todos seres humanos, somos cidadãos e acima de tudo irmão.

 

 

Jovem do Gama que fez rifa para exame arrecada dinheiro que faltava

Após uma reportagem do Correio, nesta segunda-feira (18/5), Letícia Norato, 21 anos, conseguiu arrecadar R$ 1,4 mil, quantia que faltava para o exame PET

Letícia

Poucas horas após a divulgação de que a estudante de psicologia Leticia Norato, 21 anos, estava fazendo uma rifa para custear um exame de câncer, centenas de pessoas solidárias ao caso apareceram para ajudar. As doações somaram R$ 3,5 mil. Cada rifa foi vendida por R$ 10.

Já nesta sexta-feira (22/5), Leticia, que sofre com linfoma de Hodgkin, câncer que surge no sistema linfático, realizará o PET, exame para avaliar a eficácia do tratamento e que permite descobrir se o paciente será curado. Nas redes sociais, ela agradeceu o apoio dos familiares, amigos e leitores. "Muito obrigada a todos pelas doações, orações, pensamentos positivos. Obrigada mesmo de coração, sou eternamente grata por tudo que fizeram por mim."

Há quase um ano, Letícia, moradora do Gama Oeste, descobriu o câncer. Sem condições de arcar com os custos do tratamento, a amiga Priscila Rosa sugeriu que fosse feita uma rifa. Com ampla divulgação nas redes sociais, as cartelas deixam Letícia cada vez mais perto do tratamento.

O sorteio será realizado em 15 de agosto e o vencedor levará para casa uma máquina de fazer pão.

Tratamento
Falta de ar e cansaço foram os primeiros sintomas que fizeram Letícia recorrer ao médico. "Pensei que era estresse, fui pegar um atestado, mas o médico levantou a suspeita de dengue", lembra. Após uma bateria de exames, contatou-se que se tratava de um tumor que comprimia o pulmão e o coração.

Em junho do ano passado, a jovem fez o primeiro PET. Sem plano de saúde, a família gastou R$ 2,9 mil com o procedimento – que teria de ser repetido ao menos de três em três meses.

Com poucos recursos, Letícia entrou na Justiça para tentar o tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS). Com o parecer favorável à família, ela fez quimioterapia por seis meses e, em outubro, realizou o segundo PET: o linfoma havia diminuído de 13 centímetros para oito.

Agora, a família, que teve um outro recurso negado na Justiça, improvisou e vai conseguir pagar o terceiro exame. "A juíza indeferiu o pedido porque pensou que se tratava do mesmo exame, feito em outubro, e não um tratamento que precisa ser realizado periodicamente", explicou. Se o linfoma crescer, Letícia terá de iniciar um novo ciclo de tratamento.

Quer ajudar Letícia? O telefone para contato é (61) 8115.8196.

No DF: A cada três dias, uma união homoafetiva é oficializada

Média do DF tem como base registros desde maio de 2013, quando direito foi concedido

Reação apoiada pela famíliaReação apoiada pela família.

A união entre duas pessoas do mesmo sexo ganha notoriedade na dramaturgia, que retrata o amor, mas também o preconceito que os casais precisam superar para estarem juntos. É a arte, mais uma vez, imitando a vida. No DF, os cartórios de Registro Civil realizaram 245 matrimônios entre homossexuais desde maio de 2013, quando a união entre gays foi legalizada no País. O dado é da Associação de Notários e Registradores do Brasil (Anoreg)...

No Cartório do 2º Ofício de Brasília, campeão na realização de casamentos homoafetivos entre os cartórios pesquisados, não há dados sobre o número exato de uniões. “Para isso, teríamos que olhar livro por livro. Mas tem aumentado”, garante um funcionário. Ali, homens, na faixa dos 50 anos, são os que mais procuram oficializar os relacionamentos. 

O 6º Cartório de Registro Civil, Títulos e Documentos e Pessoas Jurídicas do DF, em Samambaia, por sua vez, fez apenas dois casamentos. 

Para o psicólogo Luiz Flávio Mendes, a diferença numérica entre um cartório e o outro pode ser explicada pela distância entre as cidades e o Plano Piloto e pela indisponibilidade de cartórios em cada uma das regiões.

“A burocracia acaba fazendo com que os casais optem por se casar perto do trabalho, onde poderão providenciar os trâmites com mais facilidade”, explica. Mendes também acredita que alguns escolhem lugares mais distantes de casa. “Eles querem algo mais íntimo, restrito a família e amigos, evitando comentários e talvez julgamentos”. 

Altar na Esplanada

A quantidade de uniões homoafetivas oficializadas no Distrito Federal vai aumentar em breve. Isso porque, dentro de pouco mais de um mês, no dia 28 de junho deste ano, acontecerá o primeiro casamento coletivo gay da cidade. O evento será realizado no Dia Internacional do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) e abrirá a parada gay. 

O local escolhido para a cerimônia tem cunho político: a avenida Alameda dos Estados, via em frente ao Congresso Nacional, que exibe as bandeiras de todas as unidades da Federação. 

Cerimonial especializado

Ativistas LGBT da capital estão à frente da organização do evento e contam com uma equipe de cerimonial voluntária, a Toujours, que se apresenta como a primeira empresa especializada em casamentos gay da Região Centro- Oeste. 

No dia da festa, os casais participantes ganharão maquiagem, trajes e fotografia, oferecidos por empresas conveniadas ao cerimonial. Os noivos terão direito a convidar dois casais de padrinhos. 

Sonho está prestes a se realizar

Segundo a empresa de cerimonial Toujours, ao contrário do levantamento dos cartórios, quem mais procura pelos serviços do estabelecimento são mulheres, na faixa dos 25 a 30 anos. “Há mais mulheres do que homens inscritos no casamento coletivo. Além disso, verificamos, por meio de uma pesquisa de mercado, que elas também acessam mais a nossa página”, informa o cerimonial. 

A operadora de caixa Elisângela Aparecida, de 27 anos, e a estudante Mariana de Brito, 24, formam um dos casais que participarão do 1º casamento gay do DF. Juntas há um ano e meio e dividindo apartamento há oito meses, elas sempre quiseram se casar. “Tenho o sonho de entrar na igreja de véu e grinalda”, admite Elisângela. “Acho importante casar no papel, com tudo certinho. Mas, se fosse para pagarmos do próprio bolso, não teríamos condições”, completa Mariana.

Contato pela internet

Antes disso, no entanto, o casal - que se conheceu pela internet - teve de abrir mão de muitas coisas para ficar junto. “Eu morava em São Paulo (SP) e a Mari foi passar dez dias comigo. Depois de conhecê-la, larguei tudo e vim a Brasília. Minha família não apoia nosso relaciona mento e meus amigos me chamaram de louca, mas não me arrependo”, conta Elisângela, que, só após um mês na capital, arrumou o emprego em uma padaria. 

Em princípio, ela trouxe o filho de cinco anos, fruto da relação com o ex-noivo. “Ele morou conosco por um ano até que um dia minha mãe veio nos visitar, disse que levaria ele para passear no shopping e o levou de volta para São Paulo. Ainda tentei buscá-lo, mas, como a família inteira está lá, inclusive o pai dele, ele preferiu ficar”, diz.

Já a família de Mariana é favorável à união. “Meu pai será nosso padrinho de casamento”, afirma.

Reação apoiada pela família

A servidora pública Camila Lopes de Mello, de 32 anos – o último nome herdado da esposa -, se casou com a contadora Ana Paula Figueiredo de Mello, 34 anos, logo após a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo, em junho de 2013. 

Assim como Mariana e Elisângela, as duas se conheceram na internet, quando ainda moravam no Rio de Janeiro (RJ), em 2007. “Pouco tempo depois, fomos morar juntas. Quisemos oficializar a união pelos mesmos motivos de qualquer casal”, diz Camila, que afirma que as duas nunca foram vítimas de preconceito. “Nossos amigos e familiares sempre aceitaram bem a nossa união”.

Quando se conheceram, Ana Paula já tinha um filho de quatro anos, o Matheus, hoje com 11 anos de idade. “Ele também me chama de mãe. Tudo sobre a nossa relação sempre foi aberto para ele e, felizmente, muito bem resolvido entre nós”, conclui Camila. 

Casamentos no país

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2013, a cada mil casamentos heterossexuais, houve três uniões civis entre pessoas do mesmo sexo. A maioria ocorreu na Região Sudeste, e quase a metade de todo o País foi registrada em São Paulo. Foi a primeira análise de dados de casamentos gays feita pelo IBGE, divulgada no ano passado.

Idade e gênero

O instituto contabilizou 3.701 casamentos civis entre pessoas do mesmo sexo, dos quais 52% entre mulheres (1.926) e 48% (1.775) entre homens. Os homens se casaram com 37 anos, em média, e as mulheres, com 35.

Fonte: Por Ludmila Rocha, Jornal de Brasília - 15/05/2015 - - 11:26:20

Miss Gari: A beleza por trás das vassouras

Candidatas do Concurso de Miss Gari terão dia de beleza

Candidatas do Concurso de Miss Gari terão dia de belezaMuitos ainda não conhecem as lindas mulheres por trás dos macacões laranja, visivelmente um número maior, que limpam as ruas do DF. Os bonés escondem os lindos cabelos. Mas o segredo acabou. As candidatas ao Concurso Miss Gari 2015 terão neste sábado (16) um dia de beleza. Elas ganharão cabelo e maquiagem do Instituto Embelleze, tudo de graça. E ficarão lindas para abrilhantar nas passarelas à noite, a partir das 20 horas, no ginásio da Guariroba, em Ceilândia Sul. 

Muitas nunca foram a um salão de beleza, muito menos participaram de um concurso. O importante é estar linda e desfilar, a faixa de Miss nem sempre é desejada. “Eu não quero ganhar, quero é participar”, diz a candidata Vânia Gomes...

A maioria das representantes é de Ceilândia, mas há candidatas de, Taguatinga e Riacho Fundo. Quem passar pelo crivo do júri receberá a faixa e o título da Gari mais bela. O evento foi iniciativa da fiscal de varrição, Fátima Dias, e conta com o apoio da Administração Regional de Ceilândia, do Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal (SLU), além de parceiros na área de eventos de beleza.

A idealizadora do evento conta que a iniciativa surgiu para resgatar a autoestima das garis. “Nosso intuito é valorizar essas mulheres que batalham dia a dia para levarem o sustento para suas famílias. Nada mais justo do que proporcionar um dia de beleza para essa classe tão importante para a sociedade”, ressaltou Fátima.

O Administrador Regional de Ceilândia, Vilson de Oliveira, diz que o concurso é uma oportunidade de valorizar as mulheres que trabalham no recolhimento de resíduos sólidos e também de conscientizar a população em manter a cidade limpa. “Essas mulheres trabalham duro diariamente, faça sol ou faça chuva, para limpar a cidade. É preciso que todos reconheçam o esforço delas e não joguem lixo no chão nem em lotes vagos”, afirmou.

Dia de Beleza das candidatas ao Miss Gari
Local: Instituto Embelleze, QNN 02 - Conjunto C - Lote 01 - sala 301, - Ceilândia
Data: sábado (16)
Horário: a partir das 14 h.
Concurso: sábado (16), às 20h, no ginásio da Guariroba, em Ceilândia Sul

Fonte: Administração Regional de Ceilândia - 14/05/2015 - - 14:26:22

Saúde: Ministério da Saúde esclarece procedimentos sobre a vacina contra a dengue

O Ministério da Saúde analisa, continuamente, as diversas pesquisas, no Brasil e no mundo, que buscam desenvolver vacinas contra a dengue, com o objetivo de conhecer seu estágio de desenvolvimento e as possibilidades de uma futura incorporação no país

vacina contra a dengueO Ministério da Saúde tem apoiado, de forma decisiva, o fortalecimento dos produtores públicos nacionais de vacinas, utilizando o poder das compras centralizadas para o SUS, como garantia de processos de transferência de tecnologia e parcerias de desenvolvimento produtivo desses produtores com laboratórios internacionais. Vale ressaltar que essa política tem possibilitado aos laboratórios nacionais a produção de vacinas como a de influenza, HiB, pneumocócica, rotavirus, tetraviral, HPV e tantas outras. Como a prioridade absoluta é adquirir as vacinas dos produtores nacionais, o Ministério só faz compra no mercado internacional quando esses imunobiológicos não são produzidos no Brasil ou quando os laboratórios nacionais enfrentam problemas em sua produção...

Para a vacina contra a dengue, o Ministério da Saúde tem acompanhado e apoiado os esforços de desenvolvimento realizados pelo Instituto Butantan e por BioManguinhos, que atualmente encontram-se em diferentes estágios.

Ainda não há nenhuma vacina contra dengue licenciada em qualquer país. A Anvisa recebeu, em 31 de março, o primeiro pedido, em todo o mundo, de registro de uma vacina contra a dengue produzida pelo laboratório Sanofi. Essa solicitação está sendo analisada, com todo o rigor técnico que se exige para que uma vacina possa ser aplicada em população humana, principalmente por se tratar de produto inédito.

Se registro for concedido pela Anvisa, o produto pode ser utilizado, entretanto isso não significa que sua introdução no Sistema Único de Saúde.

Após o processo de registro, essa vacina, como qualquer outro produto ou tecnologia, será avaliada pelos Comitês Técnicos Assessores em Imunizações e em Dengue, do Ministério da Saúde, que reúnem especialistas e sociedades científicas e, ainda, pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). Nessa análise levam-se em conta todas as evidências científicas disponíveis para estabelecer se a incorporação é vantajosa do ponto de vista da saúde pública, analisando-se, além da segurança e da eficácia, o custo-efetividade, o impacto epidemiológico esperado, o protocolo e estratégia de utilização do produto e o impacto orçamentário que será produzido. Esses parâmetros são utilizados em todos os mecanismos de avaliação de incorporação de novas tecnologias que existem em países desenvolvidos.

A vacina contra a dengue que está em desenvolvimento pelo Instituto Butantan ainda não completou todos os estudos necessários para solicitar o registro do produto na Anvisa. Essa vacina encontra-se em processo de finalização do ensaio clínico de fase 2, que deve estar disponibilizado para análise no final de junho. Nessa etapa, busca-se garantir a segurança da vacina para a população e avaliar a resposta dela ao vírus. 

O Instituto Butantan solicitou à Anvisa, no dia 10 de abril, análise do processo de ensaio clínico de fase 3. Esse estudo, que visa comprovar a segurança e eficácia do produto, tem sua realização obrigatória para que se conceda, após sua conclusão, o registro da vacina. O Ministério da Saúde solicitou à Anvisa prioridade na análise do processo da fase 3. Após essa autorização, o Instituto Butantan poderá iniciar essa fase final de estudo.

O Ministério da Saúde tem se preparado para estabelecer as estratégias de utilização de vacinas de dengue, quando estiverem disponíveis. Com o apoio de uma rede de pesquisadores brasileiros, estão sendo estudadas as prevalências de cada sorotipo da doença nas diversas regiões do país, para estimar quais os grupos prioritários a serem vacinados. Esses estudos, realizados em 63 cidades brasileiras, são pioneiros em escala internacional e fornecerão uma base científica consistente para uma futura utilização racional de vacinas contra a dengue.

Mesmo com a possibilidade de contar, no futuro, com uma vacina contra a dengue, o combate ao Aedes aegypti continuará como uma prioridade de saúde pública, seja porque as vacinas poderão ter eficácia limitada, seja porque outros vírus, como o Chikungunya e o Zika, também podem ser transmitidos por esse mesmo mosquito.

As ações de combate ao vetor que são realizadas pelo poder público e pela sociedade são efetivas para reduzir a população de mosquitos transmissores e evitar epidemias de dengue, quando são adotadas de maneira permanente. Da mesma maneira, a boa preparação da rede de atenção à saúde, com divulgação dos protocolos elaborados pelo Ministério da Saúde entre os profissionais de postos, centros de saúde, UPAs e emergências públicas e privadas, é capaz de evitar casos graves e mortes. 

Fonte: Ascom do Ministério da Saúde - 14/05/2015 - - 13:50:31

Credenciamento de entidades e movimentos sociais

A sociedade civil organizada é uma aliada poderosa na condução das políticas públicas de um governo. Afinal de contas, ela está bem perto da população e consegue enxergar o que precisa melhorar. Por isso, o Governo de Brasília quer fazer um mapeamento de movimentos sociais, organizações populares e demais entidades da sociedade civil. Queremos saber quantas são, onde atuam, as agendas de eventos e quem participa.

O objetivo é ampliar e aprofundar o relacionamento permanente com essas entidades, ouvir suas demandas e fazer a interlocução com os órgãos públicos responsáveis. Também está proposta a realização de encontros e seminários, além de ações de parceria e apoio. Isso vai facilitar ainda a comunicação com esses grupos, que terão mais acesso a ações e à prestação de contas do governo. Esse diálogo será essencial para a atuação dos gestores públicos em áreas específicas.

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Que entidades podem se cadastrar?

Todas as organizações sociais sem fins lucrativos. Entre elas estão os movimentos sociais, organizações não governamentais (ONGs), organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIPs), associações, sindicatos, grêmios estudantis, Centros Acadêmicos, DCE's, entidades de mulheres, LGBT's e demais entidades. No formulário há um campo para que cada entidade apresente sua área de atuação (cultural, ambiental, sindical, defesa da reforma agrária, comunitária, e etc).

Como cadastrar a minha entidade?

Basta preencher e enviar o formulário online no botão acima. Cada entidade só pode preencher uma vez.

O que eu preciso para cadastrar a organização de que participo?

Dados gerais (nome, telefone, e-mail, número de associados), dados dos diretores e CNPJ da entidade.

Como cadastrar uma entidade sem CNPJ?

Caso a entidade ou movimento não tenha o CNPJ, o responsável pelo cadastramento poderá enviar a ata de fundação para o e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Posso cadastrar minha entidade de outra forma?

O responsável pode procurar a Administração Regional. Em cada uma, há um servidor preparado para realizar o cadastro.

Quer mais informações? Ligue 3961-2042

Fonte: Governo de Brasília - 15/05/2015

Aprovado projeto que torna Banda Sinfônica de Brasília patrimônio da cidade

Foi aprovado em segundo turno, na Câmara Legislativa, o Projeto de Lei nº 1793/2014, que declara a Banda Sinfônica de Brasília como Patrimônio Cultural Imaterial do Distrito Federal. Criada em 1968, ela participou da estruturação da cidade e durante esse tempo chegou a sofrer uma interrupção motivada por dificuldade financeira e falta de apoio. O governador Rodrigo Rollemberg tem até o final deste mês de maio para sancionar a lei.

O PL assinado pelo deputado Professor Israel tem como objetivo proteger a memória das manifestações culturais da cidade. “Ao se declarar oficialmente algo como patrimônio imaterial ou intangível, abre-se a compreensão de manter a identidade e, ao mesmo tempo, buscar a continuidade daquela manifestação, grupo ou movimento. A Banda Sinfônica merece esse reconhecimento”, explica.

Para a presidente da Banda Sinfônica, Maria Cristina Goretti, esse título irá abrir as portas para o conjunto. “O reconhecimento como patrimônio de Brasília irá nos ajudar a estruturar a Banda, gerar emprego para os músicos, conseguir recursos e ainda desenvolver um trabalho social com crianças. Estamos na expectativa para isso acontecer”, fala a musicista.

História - A Banda Sinfônica de Brasília foi fundada por Reynaldo da Fonseca Coelho, hoje presidente de honra. O conjunto iniciou seus trabalhos na Escola Parque (307/308 Sul). Em 1978, conquistou o 1º lugar no Concurso Nacional de Bandas promovido pelo Instituto Nacional de Música, da Funarte. Foi extinta em 1985 por motivos financeiros e voltou às atividades 25 anos depois, em 2010. Mesmo com grandes desafios e a pausa na atuação, ganhou prêmios, destaque em apresentações no exterior e formou grandes músicos.

Informou Assessoria de Imprensa do Deputado Distrital Professor Israel

No DF: Sem estrutura, GDF desativa 31 leitos de UTI em Santa Maria e Samambaia

Imagens de celular mostram 'alas fantasmas'; 81 aguardam por vaga. Saúde diz que vai comprar respiradores e que reativou 50 leitos

Imagens feitas por funcionários da rede pública e obtidas pela TV Globo mostram leitos de UTI que foram desativados, nesta semana, nos hospitais de Santa Maria e de Samambaia, no Distrito Federal. Nos vídeos feitos com celular é possível contar 31 vagas interditadas nas duas unidades. Segundo a Secretaria de Saúde, faltam profissionais e estrutura para as alas de internação.

Em Samambaia, pelo menos 10 leitos foram interditados. As imagens mostram uma "ala fantasma", com camas e móveis deixados para trás. Em Santa Maria são 21 vagas a menos. A ala de tratamento intensivo no terceiro andar do prédio foi desativada por falta de equipamentos essenciais, como ventiladores mecânicos...

Desde o início do ano, 218 pacientes recorreram à Defensoria Pública na tentativa de garantir um leito de UTI. Nesta terça (12), 81 pacientes aguardavam na fila por uma vaga, e muitos eram atendidos em unidades improvisadas.

O governador Rodrigo Rollemberg afirmou que o GDF está empenhado em resolver o problema. "Eu determinei ao secretário de Saúde que apresentasse à governança as condições para que, num prazo curto, a gente possa reabrir esses leitos de UTI."

Em nota enviada à TV Globo, a Secretaria de Saúde afirma que os leitos foram fechados por "falta de profissionais, equipamentos ou adequação da estrutura". A pasta diz garantir que novos respiradores artificiais serão comprados para restabelecer o atendimento na UTI de Santa Maria, mas não detalha o que será feito na unidade de Samambaia.

No documento, a secretaria diz que reativou 50 leitos de terapia intensiva desde o início do ano. Segundo a pasta, o DF tinha 400 vagas em operação nesta terça.

Fonte: Portal G1 com foto reprodução da TV Globo - 13/05/2015 - - 11:54:24

Portal Gama Cidadão