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Monumento do Gama, poderá ser realocado

Nesta segunda-feira, 29, estiveram reunidos na Administração do Gama, o autor do monumento, o arquiteto Ariomar da Luz Nogueira, o arquiteto Roque Lane da Administração do Gama e os engenheiros do DER, Bruno Almeida, Aparecido e Mouse, que estão buscando soluções para a plena visibilidade do Monumento do Periquito que ficou prejudicada pelas obras do VLP (Veículo Leve sobre Pneus), visando o desenvolvimento de um projeto para realocação do Periquito para um local visível, com obras de terraplenagem e fundação.

O monumento erigido em homenagem ao Gama em 1998, o periquito que dava nome ao balão de acesso à cidade do Gama poderá ser realocado para poucos metros de seu local original.

Localizado na entrada do Gama, o periquito estilizado, tem 11m de altura. A obra, feita em concreto e aço foi inaugurada em 1998, em homenagem ao time de futebol Sociedade Esportiva do Gama, que havia passado para a primeira divisão do campeonato brasileiro naquele ano.

Gama, Taguatinga e Ceilândia, são as únicas cidades do DF que possuem marcos visuais que as identificam, como: A praça do relógio, em Taguatinga, a caixa D’água em Ceilândia, as Emas, na entrada do Recanto das Emas e o monumento do Periquito no Gama.

Informou Assessoria de Comunicação Social da Administração Regional do Gama

 

Malafaia desafia deputados a apresentarem PEC para alterar o conceito de família

Malafaia desafia deputados a apresentarem PEC para alterar o conceito de família

A Câmara dos Deputados se tornou novamente palco de disputa entre a bancada evangélica e a comunidade LGBT. Desta vez, o pastor evangélico Silas Malafaiadefendeu na comissão especial que analisa o Estatuto da Família a restrição da família aos casais heterossexuais.

Além de enfatizar que a Bíblia está a cima da Constituição, o pastor sugeriu que deputados ativistas pelos direitos dos homossexuais apresentem uma proposta de emenda à Constituição que altere o conceito de família.

“Aprendi que cada um tem o seu direito e tem que respeitar a maioria. Se a maioria do plenário aceitar a PEC e decidir mudar o conceito de família, não posso fazer nada. Vou aceitar que o conceito mudou”, enfatizou o pastor.

Malfaia também condenou aqueles que consideram que querem judicializar o conceito de família. “Não me venham aqui com citações do STF. Ao que me parece, o STF não legisla coisa nenhuma. Isso é uma afronta ao parlamento”, emendou. Para ele, isso não é “da conta do Supremo”.
O ativista gay Toni Reis, convidado para defender a comunidade LGBT, por outro lado, defendeu a posição da Suprema Corte. Segundo ele, enquanto o Congresso não fez nada, a Corte decidiu pela vida de vários cidadãos brasileiros.

Reis condenou trechos do projeto do Estatuto da Família. “O artigo 2 é excludente,discriminatório e inconstitucional. Deste jeito, o projeto será homofóbico, patriarcal, machista e natimorto.”
Na quarta-feira, a Comissão de Direitos Humanos foi tomada por um debate sobre preconceito a ex-gays. Na audiência, os deputados voltaram a falar na possibilidade de tratar a homossexualidade e questionaram uma resolução do Conselho Federal de Psicologia que proíbe tratar a orientação sexual como doença.

Fonte: Rius / 27 de junho de 2015

 

Síndrome de Down: Jornalista francesa defende filha de comentários maldosos

Expressões e comentários com tom de piedade são horríveis

Caroline Boudet é uma jornalista francesa quem tem uma filha, a pequena Louise, de 04 meses de idade e que tem um cromossomo a mais, o 23, ou seja, Louise tem síndrome de Down, como inúmeras outras crianças no mundo.

Espantosamente, inúmeras pessoas tem destinado, nas redes sociais ou pessoalmente, comentários maldosos ou incorretos a mãe desde que a menina nasceu...

Por tal razão, Caroline Boudet, usou o Facebook para publicar uma lista de comentários, de declarações que são extremamente inapropriadas para serem ditas aos pais de crianças com síndrome de Down. Vou cotejar a lista da Caroline Boudet com o que acontece conosco, que somos pais de uma criança que tem síndrome de Down.

Uma das declarações, listadas por Caroline, diz respeito a quando as pessoas perguntam se a criança é Down. É uma pergunta, de fato, muito esquisita e que é repetida inúmeras vezes. Na semana passada, um pediatra de plantão no Hospital Santa Luzia, aqui em Brasília, nos perguntou: “Ele é downzinho?”. A vontade foi de responder que não, que ele é uma criança, que, por acaso tem síndrome de Down. Caroline, no texto, diz que costuma responder “esta é a minha filha, ela tem duas pernas, dois braços, tem 04 meses e por acaso tem síndrome de Down!”.

Assim como Caroline, sabemos que a maioria das pessoas não se detém para refletir sobre o assunto, pelo menos não até ter uma filho que tenha síndrome de Down ou qualquer outra condição que a diferencie da dita “normalidade”.

Caroline também alerta que um comentário, maldoso ou desastrado, pode arruinar o dia de uma pessoa. Com o tempo, os comentários, ainda que maldosos, deixam de ter esse poder. Mas no início, com certeza, traz muita angústia.

Recentemente, na Paróquia São Pio, no Sudoeste, em Brasília, ouvi do Pároco, Carlos Fernando, acompanhado de um padre de Águas Claras, Cristian qualquer coisa, em um escrutínio do Caminho Neocatecumenal, que Deus permitiu uma criança com deficiência (síndrome de Down) e que teve câncer para “dobrar a minha cerviz”. Diziam como se uma criança ou qualquer doença fossem uma espécie de castigo de Deus. A minha resposta, desta feita, não foi tão cordial. Respondi, de forma parecida a que o jornalista Ricardo Boechat respondeu ao Pastor Silas Malafaia. A diferença foi sútil, mandei-os tomar no R@%*. Confesso que a sensação foi excelente!

As expressões e comentários com tom de piedade são horríveis, revelam a mesquinhez de quem fala, de quem pensa que um filho, que uma criança podem ser um castigo.

Uma outra pergunta muito estranha, mas reveladora, é quando perguntam se a síndrome de Down foi identificada durante a gestação. A pergunta esconde algo tenebroso, uma indagação, qual seja, “por qual motivo você não abortou a criança quando soube da síndrome de Down?”. No nosso caso, sabíamos, desde a gestação e nos foi sugerido o aborto. O médico que indicou o aborto, tinha uma imagem de Nossa Senhora sobre a mesa de trabalho. Sem pestanejar recusamos a oferta. E não nos arrependemos, exceto por uma coisa, deveria ter mandado o médico para um lugar bem feio.

Outra coisa horrível é quando tentam estereotipar a pessoa com síndrome de Down, mesmo que dizendo coisas que parecem bonitinhas, do tipo, “eles são mais carinhosos”, “eles são filhos eternos”, “eles são isso ou são aquilo”. Eles, como eu, você e qualquer outra pessoa temos as nossas próprias características, personalidade, gostos, vida e sentimentos.

É triste que em 2015, depois de tantos avanços e conquistas sociais, ainda se tenha que lidar com a ignorância e com o preconceito. Mas, felizmente, a sociedade, em especial na era digital, em que as informações são difundidas por todo o mundo em questões de segundos, não mais aceita o preconceito e a cada dia a ignorância se torna uma desculpa menos aceitável. Por sorte, sempre existirão mães como a Caroline Boudet, que não se furtarão em alertar a sociedade o quão feio e desprezível é o preconceito.

Fonte: blog Saber Melhor - 28/06/2015 - - 10:44:42

A fé que traz gente de longe

Há 50 anos realizando cirurgias espirituais, Seu Valentim é procurado por gente do mundo inteiro em suas sessões de cura, que atraem mais de mil pessoas por dia

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O que não está perto está… Longe. Assim explica o dicionário. Mas a definição de espaço é relativa quando se trata da fé, segundo a dona de casa Cleide Makigussa, que enfrentou 31 horas de voo até Brasília em busca de cura. “Cheguei a mentir na hora de fazer o check in. Disse que estava na cadeira de rodas por conta de uma crise de labirintite. Se eu falasse a verdade, não me deixariam viajar”, conta. Ela começou a sentir náuseas e tonturas há 11 anos. Foi diagnosticada com um tumor na cabeça em estágio avançado e com poucas chances de vida, segundo os médicos do Japão, onde morava. Apreensivo, o marido dela, o funcionário público José Shigueyo, já havia levado todos os exames para “Seu Valentim,” médium que atende no Gama, a 34 km de Brasília, e que atrai, semanalmente, centenas de pessoas em busca de cura para os males do corpo e da alma. Ele conta que, ao receber os exames, Valentim foi enfático: “Você tem fé, meu filho? Então, traga ela. Se ela for operada lá, ela morre”.

Do aeroporto Juscelino Kubitscheck, Cleide foi direto para o Gama. “Ele imediatamente me colocou em uma maca e começou o tratamento espiritual. Em seguida, me pediu que procurasse o melhor neurocirurgião da cidade”, comenta ela, sem se recordar de muitos detalhes do procedimento. Ela seguiu o conselho de Valentim e foi em busca de um neurologista. Foi operada 40 dias depois e ficou outros 30 na UTI, muito fraca. “Muita gente dizia que eu não ia resistir, mas ‘Seu Valentim’ afirmava que eu ficaria boa”, lembra, emocionada. Após a recuperação, Cleide ficou mais cinco anos em tratamento com o médium do Gama e foi convidada por ele a trabalhar como voluntária.

Há nove anos se dedica a acolher aqueles que passam pela mesma experiência pela qual ela passou ao chegar do continente asiático. Abraça, encaminha, organiza as filas e conversa com amorosidade, sempre com um sorriso estampado no rosto, com cada um dos visitantes que chega ao hospital espiritual Recinto de Caridade Adolfo Bezerra de Menezes.

Depoimentos como o de Cleide, não faltam, afirma o aposentado Sátiro Francisco da Silva, de 83 anos, que fez uma cirurgia com Valentim em busca da cura de um aneurisma e foi embora para o Maranhão ainda durante o tratamento. Voltou seis meses depois e, ao retornar nos médicos, descobriu que não tinha mais qualquer sintoma. “Em primeiro lugar tenho fé em Deus, depois em Valentim e em terceiro nos médicos”.

A professora Elizabeth Trindade compartilha uma história parecida como a de Sátiro. Ela descobriu um mal no fígado e também buscou o médium. Diagnosticada com doença de Caroli, de ordem genética, caracterizada pelo desenvolvimento de cistos e pela dilatação dos dutos biliares dentro do fígado, descobriu algo pior. Elizabeth conta que ‘Seu Valentim’ lhe disse que estava com um tumor. Ficou 90 dias na UTI, e chegou a ser desenganada pelos médicos. Não havia mais o que se fazer. Apenas aguardar. A irmã dela continuou indo às sessões de Valentim semanalmente e o tratamento, mesmo a distância, seguiu. Elizabeth aos poucos foi melhorando até que saiu do hospital há três anos. Hoje, continua frequentando as reuniões no Recinto Bezerra de Menezes e atribui a melhora ao médium do Gama. “Seu Valentim e essa casa tem uma importância muito grande pra mim. Não consigo ficar sem vir às sessões”.

O nome do centro, que faz jus ao mentor espiritual do pernambucano, analfabeto, de 75 anos, chamado Valentim Ribeiro de Souza, que desde a década de 60 realiza cirurgias espirituais e é procurado por pessoas do mundo inteiro. Ele diz nunca ter entrado em um centro espírita na vida, mas que tem curiosidade. “Desde pequeno eu vejo os espíritos e eles conversam comigo”, conta.  Aos 18 anos, ficou cego e paralítico. O médium relata que um dia o colocaram sentado embaixo de uma árvore e ele então viu dois espíritos vestidos de branco. Apresentaram-se como médicos e, segundo Valentim,  receitaram uma mistura de arruda e leite para pingar nos olhos. Aos poucos, ele foi voltando a enxergar e recuperando os movimentos. Desde então, teve certeza da sua vocação para a cura dos necessitados.

 

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O atendimento começou em sua própria casa em 1965, que fica no Gama mesmo, mas em outro endereço. Depois, mudou-se para o Recinto Bezerra de Menezes por conta da quantidade de atendidos, que aumentava a cada dia. Com o tempo, ele logo foi atraindo pessoas de todos os tipos e lugares. Artistas, anônimos, umbandistas, candomblecistas, pastores, padres, freiras, políticos… “Só teve um governador que nunca veio me procurar. Todos os outros já vieram me pedir ajuda”, conta Valentim.

Perseguição

Mas nem sempre foi assim. Pioneiro da cidade, Valentim relata que, no início, foi questionado por médicos e até perseguido com paus e pedras pela população revoltada, que o apontava como “charlatão”. A desconfiança foi sendo quebrada ao longo dos anos e das curas. O “obreiro”, como gosta de ser chamado, opera com uma tesoura cirúrgica nas mãos, sem cortes ou incisões. Nunca sofreu denuncias no Conselho Regional de Medicina, que prefere não se pronunciar sobre o assunto. Por meio de nota, o CRM afirma não se envolver com atividades profissionais não regulamentadas, “apenas com a ética do ato médico reconhecida”.

Precavido, Valentim guarda no escritório de sua residência várias pastas com mais de 4 mil cartas, autenticadas em cartório, de pessoas que relatam as curas recebidas em tratamentos com o médium. “Dessa forma, se alguém vier questionar a ‘minha medicina’, eu tenho como provar que essas pessoas foram curadas”.

Legislação

A lei brasileira, também, é bem clara quando se trata de medicina espiritual. O Código Penal Brasileiro pode enquadrar adeptos da cirurgia espiritual. O artigo 282 condena a prática ilegal de medicina e o 283 condena anúncios de cura por “método secreto ou infalível”. O 284 prevê condenação ao curandeirismo, “fazer diagnósticos”. Todas podem dar cadeia, de seis meses a dois anos de detenção. Na prática, as acusações contra espíritas são raras e as condenações mais raras ainda.

A Federação Espírita Brasileira reconhece o ofício de Valentim. “O senhor Valentim e outros médiuns, do presente e do passado, são pessoas bondosas que, unidas a espíritos igualmente bondosos, escolheram se dedicar ao próximo”. Na opinião da instituição, eles se dedicam a aliviar o sofrimento de quem busca ajuda. Isto é algo realmente meritório, e tais médiuns e os espíritos merecem nossa gratidão e respeito”, conclui a vice-presidente da FEB, Marta Antunes.

Rotina que se repete

A crença na cura é vista nos dias de atendimento, ao longo da fila que se forma antes do amanhecer. A rotina se repetiu durante três sábados entre os meses de abril e maio, quando a reportagem esteve no local. As 6h45, já é possível ver mais de 50 pessoas aguardando a abertura dos portões. Ao entrar, às 7h em ponto, a triagem do lado de dentro é feita aos pacientes que ali se encontram pela primeira vez. Na casa simples, de paredes brancas, macas enfileiradas pelo corredor, muitos quadros com fotos dos espíritos dos médicos, que ali trabalham, duas filas são formadas. Ao longo dos corredores, várias placas pedem “silêncio”, outras informam os dias e horários de atendimento, sempre as segundas e quartas-feiras e aos sábados, e o nome dos médicos espirituais, que ali trabalham. Pessoas de todas as idades presentes.

À direita, pacientes com câncer, que retornam para fazer a quimioterapia espiritual. Do lado esquerdo, pessoas com as mais variadas doenças. Todos encaminhados aos longos bancos da varanda para aguardar o chamado de Valentim. Olhares esperançosos, máscaras cirúrgicas, bengalas, cadeiras de rodas, tripés de apoio a bolsa de soro… o clima não poderia ser mais parecido com o de um verdadeiro hospital.

Do lado de fora, pés balançando demonstram inquietude. Poucas pessoas conversam, falam baixo. Nas feições, um misto de ansiedade, dor e esperança. A porta principal da casa é aberta e os “pacientes” começam a entrar. Lá dentro, um senhor de jaleco branco, estetoscópio no pescoço, calça jeans e tênis dá boas vindas ao público. É Valentim que, com um microfone nas mãos, aos poucos chama as pessoas que estão com exames nas mãos para analisá-los. Alguns são diagnosticados com alguma doença, outros apresentam comprovações de cura. Entre uma frase e outra, o médium, reforça: “Eu não curo ninguém. Quem cura é Deus”. Insistia em dizer algumas vezes que o tratamento da medicina tradicional é de suma importância. “Você não devem vir só aqui. A fé cura, mas o médico tem que fazer a parte dele também”.

Silenciosa e, de olhos atentos no médium, a plateia escuta as instruções e, por fim,  entoa uma oração. É hora de dar início aos trabalhos. Em seguida, ele encaminha, em fila, as pessoas para a sala ao lado. Nas várias macas enfileiradas, elas se deitam e, logo, o médium, na companhia de uma médica, também de jaleco branco, começa a realizar as cirurgias. De maca em maca, Valentim, segundo ele já incorporado por seu mentor,  ‘doutor Aguiar’, passa a tesoura por uma região específica de cada paciente. Resmunga baixo, algo que não é entendido por quem está ali. Logo o paciente é liberado e outro se senta no mesmo local. Assim é por toda manhã de atendimento.

Em um dos sábados de abril, mais de 1.500 pessoas receberam atendimento. Na saída, uma voluntária entrega um papel com uma dieta a ser seguida ao longo da semana. Carne de porco, alimentos ácidos e álcool são proibidos para os que estão em recuperação “pós-cirúrgica”. Na semana seguinte, todos devem voltar para “retirar os pontos”.

É rotina o acompanhamento de médicos durante as cirurgias espirituais. O braço direito de Valentim é a cirurgiã plástica Cherifa Mohamed. “Há 20 anos comecei a ter perturbações espirituais e comecei a apresentar manifestações”, diz ela. A mediunidade descontrolada, afirma, a estava prejudicando ao invés de fazê-la melhorar. “Eu estava sendo assediada por espíritos que precisavam de ajuda”, conta Cherifa, que recebeu tratamento, no lar de Valentim, por um mês para afastar espíritos sofredores, como ela intitula. Melhorou. Logo em seguida, o marido dela teve aneurisma e, mais uma vez, retornaram ao “hospital” de Valentim em busca de cura. Foram prontamente atendidos. Ele, também, melhorou.

Tempos depois Cherifa foi convidada a trabalhar no Recinto Bezerra de Menezes. Mesmo atuando na medicina tradicional, ela diz não ter qualquer dúvida sobre o trabalho espiritual naquele lugar. “Todos ali são orientados por algum espírito de um médico ou enfermeiro”, reitera. Para ela, o saber do médium extrapola o conhecimento científico. “Ele é analfabeto, mas sabe mais de medicina do que eu mesma. Quem dá suporte a nós médicos é ele (Valentim), não nós a ele”, completa.

 

A aposentada Juracy da Silveira é uma das que passou por uma destas cirurgias espirituais. Atraída pela fé, ela procurou o médium em busca da cura para a irmã internada com câncer. Passou a frequentar periodicamente as reuniões do Recinto de Valentim. Com a foto da irmã na mão direita e uma rosa branca na esquerda, recebe o tratamento duas vezes por semana. “Minha irmã está com metástase espalhada por vários lugares do corpo. Ela está nas mãos deles aqui agora”.

Juracy explica que, certo dia, ao sair do lar de Valentim, ligou pra saber notícias da irmã e uma enfermeira contou que, ao entregarem o almoço, ela disse que não poderia se alimentar naquele momento. “Não posso comer hoje, pois vou fazer uma cirurgia”, teria afirmado a irmã. Não havia nenhuma cirurgia marcada no hospital aquele dia, conta Juracy. “A única cirurgia que aconteceu, foi essa que eu vim fazer por ela aqui no Recinto Bezerra de Menezes. Vai entender como ela pressentiu isso”, indaga.

As curas de Valentim atraem até os que não encontram explicação para esse fenômeno na ciência. Em meio aos procedimentos, um tumulto ocorre na porta. Dezenove pessoas de jaleco branco pedem licença e entram na “sala de cirurgias”. Um senhor mais velho, guia de um dos grupos, se ajoelha em frente ao médium e pede benção.  “Os médicos se impressionam e se curvam, como eu vi o doutor Eduardo fazer. Se ajoelhou diante da entidade”, conta Fernanda Machado, de 22 anos, estudante do primeiro período de medicina da Faciplac. Ela e outros alunos, da mesma turma, foram levados pelo professor da  disciplina “Interação Comunitária 1”,  o médico Eduardo de Oliveira, para conhecer o hospital espiritual. Fernanda, explica ainda que, logo que chegaram, os alunos ouviram muitos relatos de curas de câncer. Ela considera fundamental a relação entre fé e medicina para a evolução de tratamentos. “A medicina e a fé se complementam… Pensamento é uma coisa muito poderosa”, afirma.

Ali mesmo, com uma câmera em punhos, um casal francês filmava o atendimento dos pacientes do médium Valentim. Os cineastas Vincent Moon e Priscila Telmon estão há dez meses no Brasil e produzem um filme sobre a espiritualidade, que, segundo eles, é tão presente no país. Já visitaram vários médiuns, centros espíritas e terreiros. Ouviram falar de Valentim no Rio de janeiro e vieram registrar seu trabalho. “Fomos conhecer o  médium João de Deus em Abadiânia e, quando citamos o nome de Valentim,  muitas pessoas se manifestaram mostrando conhecê-lo por lá”, diz Priscila. Vincent afirma que não existe nada parecido na França. Considera-se ateu, mas ficou encantado e, por muitas vezes emocionado com a fé e a seriedade como os trabalhos espíritas são realizados no Brasil. “Você nunca vai encontrar outro país no mundo com uma diversidade e uma riqueza espiritual como aqui no Brasil. Não tem”, disse por fim.

Ao longo de tantos anos, o trabalho de caridade do Recinto Bezerra de Menezes, à medida que aumenta, ganha força. A casa vive de doações. Fraldas geriátricas, cadeiras de rodas, macas, roupas usadas, cestas básicas, dentre outros. Algumas famílias são cadastradas e dependem dessa doação. Muitos dos pacientes são carentes como afirma o voluntário Ademir Ferreira “Às vezes um doente, que vem procurar a cura, precisa de uma cadeira de rodas. Se tivermos duas, doamos uma porque não podemos ficar sem cadeiras de rodas aqui. É um hospital. Outras vezes as pessoas realmente precisam, mas nós não temos para doar”.

A sabedoria e boa vontade do médium, que trata até 1.600 pessoas em um mesmo dia, demonstra que, ainda por muito tempo esse trabalho de caridade irá ocorrer. Seja no Recinto Bezerra de Menezes ou através de vibrações mentais.  Cleide, Cherifa, Juracy, Vincent, Priscila, Fernanda, Ademir e tantas outras pessoas, compartilham de uma mesma certeza: Quando se trata de fé, o que está longe, muitas vezes está… perto.

Portal de Jornalismo IESB - 22-06/2015

Reinauguração do Centro de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (COSE) Gama Sul

Cose do Setor Sul
Foto do Cose do Setor Sul

Hoje sexta-feira (19), às 14h, acontecerá a reabertura do Centro de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (COSE) Gama Sul. A unidade funcionou até 20 de outubro de 2012, prestando atendimento para crianças, adolescentes e idosos. No entanto, em decorrência das precárias condições de estrutura física, em função do seu tempo de construção, o atendimento nesta Unidade foi desativado e transferido para o COSE Gama Leste, tendo sido disponibilizado ônibus fixo para o transporte dos usuários moradores da região sul do Gama até a unidade do Setor Leste. Com a mudança, uma parcela significativa da população usuária ficou insatisfeita, principalmente no ciclo destinado ao atendimento dos idosos. A unidade tornou-se palco de inúmeras denúncias e protestos alegando que o fechamento desse serviço social se deu sem qualquer consulta ou satisfação à população.

Foram realizadas reformas na estrutura da unidade, necessárias para a conservação do espaço e segurança dos usuários. A revitalização de equipamento público existente no Setor Sul do Gama, reafirma o compromisso desta Secretaria em ampliar o atendimento à população. E, assim, a unidade será reaberta na próxima sexta-feira (19).

O Serviço

O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) é um serviço realizado em grupos geracionais e intergeracionais (6 a 14 anos, 15 a 17 anos, 18 a 29 anos, 30 a 59 anos e idosos com idade igual ou superior a 60 anos) a fim de complementar o trabalho social com as famílias atendidas no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e prevenir a ocorrência de situações de risco e vulnerabilidade social. O SCFV é, portanto, parte integrante do serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF), principal serviço do Cras.

Vinculados aos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), os COSEs são espaços para crianças, adolescentes e idosos, onde são realizadas oficinas de artes, dinamização, esporte e lazer, meio ambiente, informática, entre outras.

O objetivo é incentivar, por meio de oficinas e da convivência diária, o respeito às diferenças, a colaboração com o próximo, o autoconhecimento, a autoconfiança, o exercício da cidadania, além do fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários.
Com base nessas premissas, inicialmente, a unidade do Gama Sul atenderá a uma parcela significativa da população do território, iniciando com um atendimento a dois coletivos, totalizando 150 socioeducandos, sendo:

- 1 grupo do ciclo de 06 a 14 anos;

- 2 grupos do ciclo de Idosos;

Considerando o reordenamento das ações e demandas institucionais da Sedhs e o compromisso assumido pelo  Secretário de Desenvolvimento Social e Humano, Marcos Pacco, no que se refere as metas de gestão:

1) Melhorar o atendimento ao usuário;

2) Promover a autonomia do usuário; emancipar; não somente oferecer o trabalho, mas a oportunidade de acesso ao lazer, à saúde, à cultura, à educação.

O COSE Gama Sul localiza-se no endereço: Entrequadra 05/11 Área Especial - Setor Sul - Gama (em frente ao quartel da Força Nacional).

Secretaria de Estado de Desenvolvimento Humano e Social - 19/6/2015


Leia mais: 
Caixões de Agnelo são descarregados no Cose do Gama

Russian State Ballet: Apresentação da companhia conta com o apoio do BRB

Espetáculo acontece neste sábado (20), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães

A companhia Russian State Ballet apresenta, neste sábado (20), às 15h e às 20h, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, o espetáculo “Russian State Ballet – Tour Brasil 2015: 'Dom Quixote' e 'Shekherazade'”.

Vasco Gonçalves, presidente do BRB, explica que esta apresentação, envolvendo duas grandes obras, será realizada pela primeira vez no Brasil... Em Brasília, no entanto, a companhia fará apenas duas apresentações, em um único dia. Os clássicos serão encenados por 40 solistas, todos reconhecidos no ballet russo. "É uma honra para o BRB poder apoiar e trazer para Brasília espetáculos como esse. Assistam a esta incrível apresentação do ballet clássico”, finalizou o presidente.

A apresentação conta com direção artística do premiado Viacheslav M. Gordeev, do Bolshoi de Moscou, e com a presença da estrela Anton Korsakov, da companhia de dança russa Kirov-Mariinsky. Além disso, percorrerá dezenas de cidades brasileiras e países vizinhos, do Uruguai ao México, incluindo o Suriname e as Guianas Francesa e Inglesa.

Conheça as duas obras que serão apresentadas

“Shekherazade” é uma história do rei da Pérsia, na qual ele descobre que sua mulher o trai, dormindo com um escravo sempre que ele viaja. O rei decide, então, mandar matar sua mulher e o escravo e passa a acreditar que nenhuma mulher é digna de confiança. Em seguida, escolhe dormir com uma mulher diferente a cada noite e mandar matá-la na manhã seguinte, pois, dessa forma, ele evitaria uma nova traição.

“Dom Quixote” é uma história de romance, onde o protagonista da obra é um pequeno fidalgo castelhano. Após ler diversas histórias de romances de cavalaria, ele decide imitar seus heróis preferidos. O romance narra as aventuras do protagonista, que sempre está acompanhado de seu fiel amigo Sancho Pança.

Fonte: Assessoria de Comunicação do BRB - 18/06/2015 - - 14:46:18

Comunidade do Gama discute remanejamento da Feira do Galpão

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A situação atual dos moradores da cidade do Gama chamou a atenção dos deputados pedetistas Prof. Reginaldo Veras, Celina Leão e Joe Valle. Os parlamentares abriram um espaço democrático para que a comunidade, membros da associação dos feirantes, secretários e a administração regional discutissem os impasses do projeto de reconstrução do terminal rodoviário, na manhã de hoje (16), durante reunião pública no Colégio Vitória do Setor Central.

O projeto de reforma da rodoviária da cidade prevê que os trabalhadores da Feira do Galpão, localizada no Setor Central do Gama, sejam remanejados a fim de possibilitar o início das obras. Apesar da necessidade de uma nova estrutura para atender os moradores que dependem do transporte público, a medida foi reprovada pelos feirantes, que veem a mudança de local como uma ameaça para as vendas e, consequentemente, na geração de renda da população.

O funcionamento da feira é regulamentado pela lei distrital nº 2.546/2000, que conta hoje com 94 bancas e gera 500 empregos diretos. Durante a reunião, a feirante Sirleide de Almeida lembrou que, dentro do contexto econômico do DF hoje, “o remanejamento é um retrocesso, pois nós auxiliamos no desenvolvimento da economia”, ponderou.

Sirleide e os feirantes presentes explicaram que não são contrários à reforma do terminal rodoviário, mas querem permanecer no local que estão instalados atualmente. “Queremos modernizar a nossa feira e não abandoná-la, garantindo segurança, conforto e qualidade a todos os trabalhadores e clientes”, concluiu.

Em contrapartida, alguns moradores do Gama aproveitaram a ocasião para apoiar a reconstrução da rodoviária. Rosângela Rico, do Conselho Local de Planejamento, esclareceu que a comunidade necessita de um ambiente reformado, limpo, que ofereça vagas de estacionamento. “Nós não temos nada contra os feirantes”, lembrou.

Estrutura de shopping – Diante do impasse, a sugestão de alguns feirantes e parlamentares presentes seria a inclusão da Feira do Galpão dentro do projeto do terminal rodoviário. A administradora regional do Gama, Maria Antônia Rodrigues Magalhães, afirmou que havia incluído os trabalhadores no projeto e apresentado essa proposta à Secretaria de Mobilidade do DF, mas o órgão deu um parecer negativo.

A fim de incorporar à discussão uma opinião técnica, o representante da Secretaria de Estado de Mobilidade do Distrito Federal, Jorge Nazaré, garantiu que o projeto não foi construído “a toque de caixa”.

Segundo Nazaré, “é preciso deixar claro que a configuração do terreno foi destinada à construção de um terminal de ônibus. A construção de um shopping, por exemplo, demandaria uma área e uma quantia de recursos financeiros maiores. Vamos procurar uma solução conjunta para que ninguém seja prejudicado nesse processo, lembrando que o nosso papel é técnico e dependemos de outros órgãos para executar”, explicou.

Encaminhamentos – Deputado e geógrafo por formação, Prof. Reginaldo Veras, elogiou a pluralidade do debate e citou os principais encaminhamentos: “É assim que realizamos uma reunião pública, ouvindo e respeitando todas as opiniões. Após as discussões é possível concluir que a comunidade quer a reconstrução da rodoviária, mas não concorda com o remanejamento dos feirantes. Levaremos a demanda aos técnicos de governo a fim de tentar unir ‘o útil ao agradável’. A obra tem que acontecer, mas os feirantes não podem ficar parados, afirmou.

O parlamentar vai continuar acompanhando o debate e levará pessoalmente a discussão ao governador Rodrigo Rollemberg (PSB).

 

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Fotos: Anna Cléa Maduro/CLDF

Anna Cléa Maduro (Assessoria de Imprensa)

Atividades marcam Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa na Rodoviária do Gama

(Brasília, 17/6/2015) – Mais de 50 pessoas estiveram reunidas, na segunda-feira (15), na Rodoviária local para garantir o respeito ao idosos na marcha marcada para lembrar o dia 15 de junho, Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa. A data foi instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e visa sensibilizar a sociedade em prol do combate à violência contra idosos e a disseminação do entendimento da violência como violação aos direitos humanos. O objetivo é garantir o envelhecimento de forma saudável, tranquila e com dignidade.

O ato de sensibilização contou com a participação de idosos da comunidade, da coordenação do Programa de Atenção Integral à Saúde do Idoso (Paisi), da regional do Gama-DF, Equipe de Terapia Ocupacional do Hospital Regional do Gama, da Coordenação Geral de Polícia Comunitária do Gama,do Sindicato dos Aposentados do DF e da Administração Regional do Gama que realizarão ações conjuntas. Foram distribuídos folders, houve apresentação teatral e macha pela Rodoviária do Gama para enfrentamento da violência contra o idoso na região.

No Brasil, a população passa por uma mudança em suas características demográficas, principalmente com o crescimento expressivo das pessoas com mais de 60 anos – em especial do subgrupo de mais de 80 anos. Existem quase 20 milhões de pessoas idosas no país. Isso representa 11% da população, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

Projeções mostram que em 2050 haverá duas vezes mais idosos do que crianças no Brasil. A violência contra a pessoa idosa não está relacionada apenas a agressão física. A negligência, por exemplo, foi a principal forma de violência praticada contra os idosos brasileiros nos últimos três anos. Em 2014 representou 76,3% das denúncias recebidas pelo serviço Disque 100 – da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR). O descuido é caracterizado pela omissão dos familiares ou instituições responsáveis pelos cuidados básicos para o desenvolvimento físico, emocional e social da população a partir dos 60 anos. A negligência caracteriza-se de diversas formas como: privação de medicamentos, descuido com a higiene e saúde, ausência de proteção contra o frio e o calor.

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Doenças raras: Ministério da Saúde lança protocolos clínicos para 12 doenças raras

Ao todo serão lançados, até 2018, 47 protocolos que tem como objetivo reduzir a mortalidade e melhorar a qualidade de vida de pacientes e familiares


Até o final deste ano, pacientes de 12 doenças raras contarão com Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) organizados pelo Ministério da Saúde. O objetivo é reduzir a mortalidade e contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes de doenças raras, com a incorporação de novas tecnologias no Sistema Único de Saúde (SUS).

Esta é a primeira fase da ação que tem como objetivo lançar 47 PCDT para doenças raras até 2018...

Para a elaboração dos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), que orientam médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e demais profissionais de saúde a como realizar o diagnóstico, tratamento e reabilitação dos pacientes foram consultados cerca de 60 especialistas brasileiros. O documento, colocado em consulta pública, recebeu 834 contribuições, sendo 760 de pacientes, familiares, amigos ou associações de pacientes, o equivalente a 91%.

“Estas publicações auxiliarão o Ministério da Saúde, por meio da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), na tomada de decisões para a inclusão de novos medicamentos e procedimentos seguros e eficazes para as pessoas com doenças raras”, esclareceu o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde. Jarbas Barbosa.

Todos os protocolos estão organizados dentro da Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras, lançada em 2014. As publicações têm como base os conceitos das Redes de Atenção à Saúde que contam com sistemas logísticos e de apoio necessários para garantir a oferta de ações de promoção, detecção precoce, diagnóstico, tratamentos e cuidados paliativos e integral no SUS.

"Todos os processos incluídos nestes protocolos estão baseados em evidências científicas, levando em consideração aspectos importantes como eficácia, efetividade e segurança, que são fundamentais para oferecer uma linha de cuidado cada vez melhor e que ofereça mais qualidade de vida ao paciente e também aos seus familiares", destacou o coordenador geral de Média e Alta Complexidade do Ministério da Saúde, José Eduardo Fogolin Passos.

DOENÇA RARAS - De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), doenças raras são aquelas que afetam até 65 pessoas a cada 100 mil indivíduos. Para a implementação da Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras, foram incorporados, inicialmente, 15 exames de biologia molecular e citogenética, além do aconselhamento genético na tabela de procedimentos do SUS.

O número exato de doenças raras ainda é desconhecido, mas atualmente são descritas de sete a oito mil doenças na literatura médica, sendo que 80% delas decorrem de fatores genéticos e os outros 20% estão distribuídos em causas ambientais, infecciosas e imunológicas.

A previsão do investimento para a política é de aproximadamente R$ 130 milhões. O custeio dos procedimentos para diagnósticos de doenças raras é efetuado por meio do Fundo de Ações Estratégicas e Compensação (FAEC) e repassado aos Estados, Distrito Federal e Municípios.

Para as doenças que ainda não contam com protocolos próprios, a assistência e o cuidado às pessoas com doenças raras continuarão a seguir as diretrizes estabelecidas pela Política Nacional de Atenção às Pessoas com Doenças Raras no SUS.

EIXO/GRUPO

DOENÇAS/GRUPOS DE DOENÇAS

EIXO I - Anomalias Congênitas ou de Manifestação Tardia

Polineuropatia amiloidótica familiar

Anomalias da determinação e diferenciação do sexo

Imunodeficiências primárias

Anomalias Cromossômicas e complexos malformativos (Incluindo: Cranioestenoses / Disostoses Crâniofaciais; Osteocondrodisplasias; Síndrome de Marfan e afins; Doenças de Reparo do DNA / Instabilidade cromossômica; Síndrome de Noonan e afins, e Facomatoses)

EIXO I - Deficiência Intelectual

Deficiência intelectual associada a Síndromes e complexos malformativos

Deficiência Intelectual associada à alteração cromossômica

Síndrome Rett e afins

Síndrome do X-Frágil

Deficiência intelectual ligada ao cromossomo X

Deficiência Intelectual de causa teratogênica

Deficiência Intelectual não sindrômica idiopática

Deficiência intelectual autossômica não sindrômica

EIXO I - Erros inatos do metabolismo

Aminoacidopatias (Incluindo os neurotransmissores diagnosticados em conjunto com as hiperfenilalaninemias)

Erros inatos do metabolismo com manifestação aguda (Incluindo: Intolerâncias a açúcares; Defeitos de ß-oxidação dos ácidos graxos; Distúrbios do ciclo da Uréia; Glicogenoses; Acidurias Orgânicas)

Adrenoleucodistrofia ligada ao Cromossomo X e Doenças Peroxissomais

Distúrbio do metabolismo dos metais e Porfirias

EIXO II - Infecciosas

Infecção por micobacteria atípica e BCGite

EIXO II - Inflamatórias

Doença de Still do Adulto

EIXO II - Autoimunes

Vasculites Sistêmicas Primárias

Fonte: Agência Saúde, atendimento à imprensa – Ascom/MS - 16/06/2015 - - 12:35:05

“Namorados”: um presente para Taguatinga”

Taguatinga ganhou na última sexta, 12, Dia dos Namorados, uma escultura do renomado artista plástico Omar Franco. A obra denominada ‘Namorados’ é uma declaração de amor a Taguatinga pelos seus 57 anos, e foi doada pelo Uniceub.

A escultura, cuja ideia inicial era ser colocada na Praça do Relógio, foi colocada em frente à Administração Regional de Taguatinga, na área do seu canteiro de plantas.

As formas retorcidas da obra compõem mais uma das diversas esculturas do artista, que teve uma breve passagem pela cidade quando morador das quadras QNB, nos anos 70.

Sobre o artista
Mineiro de Santa Rita de Caldas, Omar Franco mudou-se com a família para o Distrito Federal em 1969, fixando residência em Taguatinga. Matriculou-se em 1970 no antigo Colégio de Taguatinga Norte - CTN, onde participou por quatro anos de uma turma especial de educação artística, formada por alunos portadores de habilidades especiais na disciplina. Naquele período já dispunha de uma produção regular de desenhos, que enchiam as gavetas da sua casa, criando conflitos familiares com relação à ocupação dos espaços exíguos dos armários com coisas “inúteis”.

Suas esculturas já fazem parte no cenário urbano de Brasília. Podem ser encontradas no Setor Comercial Norte e Sul, Setor Bancário Norte, Avenida W3 Norte, shoppings, praças, prédios e esquinas.

Estiveram presentes na solenidade, além do reitor do Uniceub, dr. Getúlio Lopes; o Administrador Regional, Ricardo Lustosa; a deputada Distrital, Sandra Faraj, o Presidente da Acit, Justo Magalhãoes; o diretor do jornal Satélite, Wíllon Wander Lopes; Joana Darc, José Orlando, Wesley e Laudemir.

Fonte: Gazeta de Taguatinga - 15/06/2015

 

Caminhada celebra Dia Mundial do Doador de Sangue

Evento promovido pela Fundação Hemocentro de Brasília reuniu cerca de 200 pessoas no Parque da Cidade

Uma caminhada marcou o Dia Mundial do Doador de Sangue — instituído em 2004 pela Organização Mundial de Saúde (OMS) —, celebrado no Parque da Cidade, na manhã deste domingo (14). Com percurso de 1,8 quilômetro, entre os estacionamentos 12 e 10, o evento, promovido pela Fundação Hemocentro de Brasília, atraiu cerca de 200 pessoas. Tanto na concentração, no estacionamento 12, quanto no fim do passeio, no 10, houve apresentação dos grupos de percussão Asé Dúdú, de Taguatinga, e do Batalá.

“Uma doação ajuda a salvar quatro vidas”, incentivou o secretário de Saúde, João Batista de Sousa. “Por isso, é importante que as pessoas colaborem de forma que não falte material para aquelas que estão nos hospitais.”

Para que os estoques possam atender satisfatoriamente às demandas da rede pública do DF e aos hospitais conveniados, o Hemocentro mantém atualizado o cadastro de doadores. “O nosso Centro de Captação de Doadores tem contato permanente com empresas, igrejas e outras instituições”, informou a diretora-presidente da Fundação Hemocentro de Brasília, Miriam Scaggion.

Requisitos
Para ser um doador de sangue é preciso ter boa saúde, mais de 50 quilos e maior de 16 anos. É necessário levar um documento de identificação oficial com foto, não ingerir bebida alcoólica nem praticar atividade física nas 12 horas anteriores à doação e evitar fumar duas horas antes. A pessoa pode se alimentar normalmente, mas deve ter o cuidado de evitar alimentos gordurosos, como leite integral e frituras.

Fundação Hemocentro de Brasília
De segunda a sábado
Das 7 às 18 horas
SMHN, Quadra 3, Conjunto A, Bloco 3, Asa Norte 
Mais informações: 160 opção 2

Isaac Marra, da Agência Brasília - 14/06/2015

Planos de educação: Querem experimentar a Ideologia de Gênero nesta geração de crianças

Afinal, o que prega a Ideologia de Gênero?

Quais as consequências e conflitos familiares este projeto de reengenharia social pode trazer aos alunos e às famílias.

É provável que a compreensão dos vereadores e deputados estaduais acerca da Ideologia de Gênero seja confusa e imprecisa, como tem sido na sociedade. Isto porque há uma cortina de fumaça discursiva, instalada intencionalmente e muito bem articulada, para dificultar a chegada das diferentes informações às pessoas e formar um consenso sobre o tema... Esta dificuldade é posta ao público pela escolha lexical, a interdição de dizeres, uma rala e puída roupagem científica, além de um intrincado labirinto semântico para os seus conceitos, termos e nomenclaturas.

Caso os políticos ainda não dominem todos os discursos envolvidos, é bom que rompam o nevoeiro estabelecido e conheçam urgentemente as diferentes visões acerca do assunto, para o voto consciente e sintonizado com os interesses majoritários da população. Esta matéria permanecerá nas assembleias legislativas e câmaras de vereadores até o próximo dia 24, tempo limite para que os Planos Municipais e Estaduais de Educação (PME e PEE, respectivamente) sejam votados e sancionados.

O leitor deve ter acompanhado a votação do Plano Nacional de Educação (PNE) no Senado, em 2012, e na Câmara dos Deputados, em 2014. Em ambas as casas legislativas a Ideologia de Gênero foi apresentada, por iniciativa do Governo Federal, mas rejeitada pelos dois plenários. O Congresso deu a seguinte redação final à Lei 13.005/2014, em seu art. 2, inc. III: dizendo que o Estado deve garantir “a superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da cidadania e na erradicação de todas as formas de discriminação”, sem, no entanto, especificar e/ou privilegiar grupos sociais.

Agora, a mesma matéria ressurge nas votações dos Planos Municipais e Estaduais de Educação, trazida pelo relatório final da 11ª Conferência Nacional de Educação (CONAE), do Ministério da Educação (MEC). Este relatório comumente usado pelas prefeituras e estados para construírem seus planos, ignora a decisão do Congresso e faz 35 referências à Ideologia de Gênero. O relatório traz, por exemplo, palavras e termos rejeitados no PNE, a saber: Gênero, Identidade de Gênero, Ideologia de Gênero, Diversidade Sexual, Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Homofobia e Orientação Sexual. Ao trazer de volta estas expressões, o texto do CONAE induz prefeituras e estados a também ignorarem à vontade do Congresso manifestada no texto do PNE. Além do mais, abre espaço nos planos educacionais para a inclusão do ensino da Ideologia de Gênero, no decorrer dos 10 anos de validade desses documentos.

Por trás da insistência governamental, está a intenção de normatizar e incrementar o ensino do Gênero que, incluído nos temas transversais, já faz parte da rotina pedagógica de várias escolas. O MEC e as secretarias estaduais e municipais de educação realizam cursos para a formação de professores em cooperação com universidades, movimentos sociais em defesa dessa causa e editoras de livros didáticos e paradidáticos. Mesmo sendo notório que o assunto choca e incomoda uma parcela considerável de pais, alunos e professores que se sentem indefesos diante da força de imposição que esta visão opera no sistema de ensino.

Afinal, o que prega a Ideologia de Gênero?

De acordo com a Ideologia de Gênero, os seres humanos não se dividem em dois sexos e as diferenças biológicas e naturais não contam para a definição do homem e da mulher, mesmo diante das diferenças anatômicas. As pessoas tornam-se homens ou mulheres, ou adquirem esses papéis, com o passar do tempo, de acordo com o contexto histórico, social e cultural.

Em vista disso, as crianças devem ser criadas e educadas de forma “neutra” para que elas mesmas escolham o Gênero no futuro, independente da identidade dos seus corpos. A escolha, no entanto, nem sempre é definitiva porque é visto como normal ao homem gostar de mulher em determinado período da vida, de homem em outro momento, ou gostar de ambos. Da mesma forma, é considerado normal que o mesmo fenômeno ocorra também com as mulheres.

Essa ideologia recomenda à escola a não classificar os alunos em meninos ou meninas, mas crianças. As roupas e suas cores, brinquedos e banheiro, é melhor que sejam compartilhados igualmente por ambos os sexos, sem as conhecidas diferenciações marcadas pela cultura tradicional. Todas essas medidas são consideradas importantes porque propiciam um ambiente de igualdade e neutralidade necessário ao processo de definição do Gênero por parte das crianças.

A construção do conceito de Ideologia de Gênero

A palavra “gênero” é usada desde os anos de 1980 em estudos de grupos feministas, gayzistas e marxistas sobre família e sexualidade, baseados nas teses de Karl Marx e Friedrich Engels. Mas foi a partir de 1990, impulsionadas pela publicação do livro “O problema do gênero”, de Judith Butler, professora da Universidade de Berkeley (EUA), que essa palavra e essa ideologia gradativamente evoluíram para a atual configuração.

Um momento importante para o reconhecimento e desenvolvimento dessa ideologia foi a IV Conferência Mundial sobre a Mulher: Igualdade, Desenvolvimento e Paz, de Pequim, em 1995. Constava no programa que se falasse sobre “discriminação sexual”, mas os grupos feministas conduziram astutamente a discussão para a “discriminação de gênero”. Com essa estratégia, introduziram este tema na agenda da Organização das Nações Unidas.

A confusão semântica causada pela palavra “gênero” durante a Conferência de Pequim, e nos anos subsequentes, teve culminância na Conferência de Yogyakarta, na Indonésia, em 2006, quando se produziu um consenso acerca dos termos “Identidade de Gênero” e “Orientação Sexual”. Nesta Conferência, além de resolverem o problema semântico, os grupos feministas e agora também os gayzistas, conseguiram incluir a Ideologia de Gênero no programa de direitos humanos da ONU para os países membros.

Desde então, os esforços da ONU acentuaram-se para que os países membros adotem, por um lado, a clara política de “desconstrução da heteronormatividade”, ou seja, para deixar de ser normal o masculino e o feminino e também a família formada por homem, mulher e seus filhos. Por outro lado, recomenda a “construção da homonormatividade”, ou seja, para se considerar como normais a existência do gênero neutro, à diversidade sexual e à diversidade familiar.

Essa causa ganhou mais força com a subida de Barack Obama ao poder, nos Estados Unidos, em 2009. Desde então, ele trabalha para quebrar a resistência do tradicionalismo americano contra essa ideologia e usa a diplomacia e as relações comerciais para promover a agenda de Gênero no mundo. Ele criou, por exemplo, a função informal de “embaixador gay” com a finalidade de divulgar a causa no mundo e nomeou Randy Berry para o posto. Este diplomata, inclusive, veio prestigiar a última parada gay de São Paulo.

A eleição presidencial de François Hollande, na França, representou mais um ganho extraordinário para esse movimento. O presidente francês empenha-se em implantar essa agenda em seu país e influenciar os países membros da Comunidade Europeia a tomarem decisão semelhante. Em abril passado, numa clara intenção de desafiar e ao mesmo tempo provocar desconforto à Igreja Católica, o presidente francês indicou o diplomata Laurent Stéfanini, gay assumido, para o cargo de embaixador no Vaticano. O papa Francisco não o aceitou.

O Brasil foi um dos primeiros países a seguir essa orientação da ONU quando, em 2009, o presidente Lula assinou o Decreto 7037/2009 que aprovou o 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3). Em seu eixo orientador III, diretriz 10, objetivo estratégico V, ação programática d, o Decreto estabelece a meta de: “reconhecer e incluir nos sistemas de informação do serviço público todas as configurações familiares constituídas por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, com base na desconstrução da heteronormatividade.” (grifos nossos). Ou seja, o Governo não quer somente o reconhecimento das outras configurações familiares e da diversidade sexual, como se propaga ao senso comum, mas a desconstrução do status de normalidade para a família tradicional, ainda contemplada na Constituição.

Para que as mudanças ocorram efetivamente, é necessário mudar a Constituição. Os governos Lula e Dilma bem que tentaram, mas não venceram a resistência do Congresso. O último exemplo foi a tentativa de incluir a Ideologia de Gênero no PNE. Ciente da pouca chance de cumprir com sua agenda no Congresso, o governo vale-se da estrutura de secretarias especiais, ministérios, autarquias e estatais para estabelecer a sua vontade, driblando a Constituição e o Congresso. Dessa forma, empreende ações por meio de decretos, portarias, resoluções e até circulares. Além do mais, oferece estrutura, cargos, financiamento e dá liberdade para que defensores dessa ideologia exerçam o lobby dentro do próprio Governo e também em estados e municípios com a finalidade de implantar políticas do interesse deles. Foi assim, driblando a vontade do Congresso, que o CONAE/MEC inseriu em seu relatório todos os interesses da Ideologia de Gênero.

Argumentos favoráveis e contrários.

A professora Ângela Soligo, da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) entende que os gêneros devem ser debatidos com as crianças em sala de aula. Segundo ela, a criança precisa alargar os horizontes e obter conhecimentos diferentes daqueles recebidos em casa. Para tanto, “não se pode negar que o gênero diferente do sexo exista. A escola tem que fornecer ao aluno subsídios para que ela pense e construa suas próprias opiniões.” O cientista social Alípio de Sousa Filho, professor na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), demonstra a construção histórica da sexualidade humana para relativizar a crença na heteronormatividade: “(…) no longo processo de colonização do imaginário de nossas sociedades, ganhou força uma concepção que corresponderia a uma naturalização da sexualidade humana, cujo efeito mais destacado é ter criado a ideia segundo a qual a heterossexualidade seria inata (a natureza daria os exemplos em todas as espécies), sendo então natural e normal, e a homossexualidade seria uma tendência adquirida, nem natural nem normal.”

O discurso de resistência ao Gênero nas escolas ecoa em algumas vozes. O juiz de direito Antonio Pimenta, de Guarulhos (SP), questiona a fonte dessa teoria: “Você querer colocar na cabeça de um ser humano que ele pode ser mulher se ele nasceu com corpo masculino é negar a biologia.” O pastor Franklin Graham tenta desconstruir o principal fundamento dessa visão ideológica: “Ensinar que não há diferença entre meninos e meninas nada mais é do que uma mentira. Somos diferentes porque Deus nos fez diferentes.” O Papa Bento XVI sintetiza a visão comum aos cristãos: “De acordo com a ideia bíblica da criação, a essência da criatura humana é a de ter sido criada homem e mulher. Esta dualidade é um aspecto essencial do que é o ser humano, como definido por Deus. Esta dualidade, entendida como algo previamente dado, é o que está a ser agora colocado em causa.”

Uma ideologia que se estabelece com força de verdade para governos e mercados

Talvez o leitor questione por que uma ideologia sem consenso na sociedade e na Ciência, mesmo nos campos científicos nos quais estabeleceu, ganha status de verdade absoluta a ponto de influenciar leis e forçar a mudança de paradigmas sociais cristalizados. Uma ideologia que embora trate do corpo, não se firmou nos estudos biológicos e genéticos, mas acomodou-se nas ciências sociais e humanas, sobretudo nos limites do discurso e do comportamento. Uma ideologia que não consegue se equilibrar no critério cartesiano de verdade. Que para vestir-se no manto científico, orienta-se nos terrenos movediços do desconstrutivismo e do relativismo filosófico. Muitos dos seus achados importantes vieram pelo método científico de pesquisa-ação, que é livre de preocupação objetiva e predominantemente subjetivo como nenhum outro método. Este é, aliás, um método científico ideal para a pesquisa engajada e de legitimação para a militância de causas.

É possível que haja bem mais relações de interesse do que é percebido pelo senso comum sobre o esforço global para a troca da heteronormatividade pela homonormatividade nas sociedades. Este não é, portanto, um fenômeno somente brasileiro. Algumas perguntas em forma de resposta, inclusive, podem ser arriscadas a partir da análise dos ditos e não ditos encontrados em vozes de autoridade para essa ideologia e também das Nações Unidas.Merecem estudos aprofundados, por exemplo, as motivações da ONU, dos governos, das universidades e grandes empresas em apoiar e promover a Ideologia de Gênero, elaborada a partir dos ideais feministas e gayzistas. Pode-se especular que atende aos interesses globais pelo controle demográfico, por razões óbvias; da indústria turística e do entretenimento, porque aumenta a liberdade e o desprendimento individual para viagens; o maior consumo de bens e serviços de uso individual porque se gasta menos com o sustento e a fixação da prole; maior volatilidade dos bens e recursos individuais; reflexos diretos nos sistemas de previdência pública e privada e de seguros; menor apego à cultura e aos valores locais e familiares em atendimento à cultura e valores universais; menor compromisso do indivíduo com o núcleo familiar, em benefício do coletivo; menor necessidade de acúmulo de capital para investimento na família ou herança; fortalecimento dos governos e do mercado sobre a vontade dos cidadãos, pelo enfraquecimento e/ou derretimento do modelo de agregação familiar tradicional; tentativa de quebrar a espinha dorsal das culturas judaica e cristã, (e o consequente enfraquecimento da influência dessas culturas neste novo mundo que se desenha) visto que são baseadas nos conceitos de heteronormatividade e de família tradicional. Pelo visto, o apreço que essa ideologia alcança principalmente dos governos, dos mercados e da cultura é porque ela serve muito bem ao projeto de construção de uma Nova Ordem Mundial.

Uma ideologia que se beneficia da interdição dos discursos

Infelizmente, não há na academia espaço para vozes contrárias à essa ideologia, onde especulações como as listadas acima pudessem ser confirmadas ou não. Isto porque, como estratégia de proteção contra as contestações, estabeleceu-se a interdição discursiva, ou seja, esse tema foi colocado no campo dos assuntos tabu e do politicamente incorreto. O lema é não discutir, mas aceitar incondicionalmente o que se diz. Com isto, a universidade deixa de contemplar a pluralidade de ideias para satisfazer-se num projeto que estabelece nela e na sociedade uma hegemonia discursiva.

O espaço para a contestação acha-se cada vez mais escasso também no restante da sociedade de predominância heteronormativa. Pode-se considerar que a influência formadora da pesquisa engajada que é produzida na universidade, atravessou os seus muros e os efeitos se instalaram na sociedade. Hoje, centros acadêmicos, sindicatos, partidos políticos, entidades representativas de classe e imprensa, com raríssimas exceções, acham-se subjetivados e submissos à essa ideologia. Os recursos argumentativos de defesa e ataque criados e desenvolvidos pelos que seguem essa visão, cumprem o efeito de calar os que se opõem. Mesmo que sejam manifestações pacíficas de opinião e respeitosas. Não escapa nem tese acadêmica. Tudo isto é feito com a intenção promover uma agenda positiva sem a necessidade de enfrentar o debate de ideias.

Na própria universidade, há questionamentos sobre os gastos públicos com disciplinas ligadas ao Gênero criadas para espalhar a ideologia nos mais diversos cursos de graduação, especialmente nas licenciaturas, e também na pós-graduação. As interpelações internas à universidade são mais contundentes quando se analisa a função dos grupos de pesquisa e da produção de dissertações e teses. Em parte, essa produção acadêmica é financiada pela CAPES e pelo CNPq, além de agências de fomento estaduais. A crítica corrente diz respeito à necessidade de racionalizar a aplicação do escasso dinheiro público para a pesquisa científica, haja vista que o país carece, prioritariamente, é de encontrar o rumo para o desenvolvimento educacional, científico e tecnológico.

Os deputados estaduais e vereadores precisam também interpretar o sentido da mensagem veiculada pela máquina de propaganda dessa ideologia. A ideia repetida à exaustão, que hoje é quase senso comum, empresta aos contrários ao ensino da Ideologia de Gênero para as crianças, o título de preconceituosos. Segundo a propaganda, essas pessoas interferem na opção sexual de terceiros e impedem a realização de seus direitos. Mas esta não é a regra. Pelo menos os bem intencionados defendem às liberdades para todos, sem privilégios, o respeito entre as pessoas e que todos usufruam igualmente dos benefícios do estado democrático de direito.

O que está em discussão neste momento é a possibilidade de se aprimorar e tornar compulsório o ensino da Ideologia de Gênero para crianças e adolescentes em creches, cmeis de escolas públicas e privadas. Uma ideologia ainda em desenvolvimento, muito controversa, que substitui a heteronormatividade (eixo no qual as crianças são criadas em nossa sociedade) pela homonormatividade. É justamente esta substituição que se constitui no principal ponto de discórdia entre os dois grupos. Outro ponto de discórdia igualmente importante é a proposta de fazer com que as crianças educadas pela escola nessa ideologia assumam a tarefa de mudar a visão de suas famílias e da sociedade. Visão esta considerada desatualizada, preconceituosa e constituída de tabus. Uma pergunta que surge neste final é quais as consequências e conflitos familiares um projeto como esse, de reengenharia social, pode trazer aos alunos e às famílias visto são culturalmente arraigados no modelo tradicional de família.

Orley José da Silva é professor em Goiânia, mestre em letras e linguística (UFG) e mestrando em estudos teológicos (SPRBC).

Fonte: Por Orley José da Silva, do Jornal Opção - 14/06/2015 - - 19:47:32
 

Artesanato local e comidas típicas agitaram a 2° Expo Mult Gama

A Expo Mult de artesanato, comidas típicas e apresentações culturais foram algumas das atrações das Exposições Multiculturais que aconteceu neste final de semana (12 e 13/06), no estacionamento do Supermercado Maia, no Gama. O evento tem se tornado ponto de encontro das famílias.

As barraquinhas de artesanato e comidas típicas, chamam a atenção pela criatividade, variedade e qualidade dos produtos. Os expositores levam para a Expo Mult, diversificadas formas de artesanato com produtos em tecido, crochê, bordado, pintura, artigos de decoração, além de doces, caldos e comidas típicas.

A Expo Mult tem o objetivo de promover a economia local e valorizar os artesões, a arte e as comidas típicas de nossa região.

Organizadores Associação dos feirantes do Gama com apoio da Administração Regional do Gama.

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Da Redação do Gama Cidadão

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