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Projeto permite a deficientes visuais experimentar sensação de andar de bicicleta

Universitários do Maranhão criaram um sistema adaptado e com segurança.

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Foto de reprodução

Fonte: ABC - 22/10/2014

Rodrigo Rollemberg e as rodas de prosa

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Atrás de um grande homem há sempre uma grande mulher, diz o adágio. Eu diria ao lado. Só pelo simples fato de ter criado as rodas de prosa, o candidato Rodrigo Rollemberg já seria considerado um vencedor. Nenhum outro candidato teve a idéia de criar um formato tão inovador os demais permaneceram na mesmice dos ataques verbais das promessas enganosas e repetitivas, pregando em um deserto de insatisfeitos e desiludidos. Enquanto isso, o Senador criou um modelo moderno que possibilita ao eleitor estar de frente para o candidato perguntando-lhe aquilo que julgar melhor para sua comunidade.

Foi, em Santa Maria, em uma das rodas de prosa que tive a oportunidade de assistir a colocação de um eleitor que sugeria a construção de uma rodoviária interestadual naquela região administrava. Com receio de estar sugerindo algo mirabolante, fez sua ressalva: “Sei que posso estar falando besteira, mesmo assim gostaria de propor.”, disse o eleitor. Para a surpresa do proponente e de todos, o candidato emerge de sua delicadeza e responde com apreço a proposta do receoso eleitor: “Não acho mirabolante sua proposta, porque Santa Maria é a porta de entrada da capital e uma estação rodoviária interestadual aqui evitaria o deslocamento de muita gente indo e voltando ao centro da capital. No entanto, não posso prometer que será feito antes de submeter a ideia ao setor técnico governamental.” Parlou para um coletivo de cerca 600 pessoas para ser ovacionado efusivamente.

Foi ali mesmo em Santa Maria que o ouvi responder a questionamentos do LGVT, sobre questões homofóbicas e se comprometer com a criação de um Governo de paz e tolerância entre credos e opções sexuais. Foi ali mesmo em Santa Maria que vi e ouvi Rodrigo surpreender a todos com respostas convincentes, capaz de levar o eleitor indeciso a ter uma nova opção ao procurar em quem votar.

Rodrigo Rollemberg fala de intercâmbio entre setores governamentais capazes de transformar despesas em investimentos sustentáveis. Podemos citar o caso de intercâmbios entre as secretarias de segurança pública, saúde e educação em diálogo com a secretaria de cultura, utilizando a arte como meio de comunicação. O cenário para isto seria os parques ambientais das regiões administrativas tão propalados no Governo passado, mas com pouquíssimas ações. Rodrigo fala como ambientalista, artista e educador.

imgNão por acaso, a roda de prosa do dia seguinte foi na praça do velho e bom Cine Itapoã. Aí o Senador se comprometeu com um grupo de artistas da cultura local a dar importância a este patrimônio da memória do lugar. Os artistas elencam várias propostas e lhe entregam em tom de apoio e crítica ao mesmo tempo. Uma agenda mínima para a cultura e o compromisso de que em seu Governo os cargos da nossa área não farão parte de balcões de negócios como foi na gestão que se finda nos próximos dias.

Mas, foi ao falar de si mesmo que Rollemberg trouxe a maior revelação: ao debater e expor suas ideias, demonstrou um conhecimento da geografia da região capaz de impressionar os mais antigos moradores. E, para surpresa de muitos, em seguida revelar que sua mulher, Márcia Helena, teve seu primeiro filho Italo no famoso HRG, ou seja, no Hospital do Gama. E mais: aqui mesmo foi onde ela teve, também, seu primeiro emprego. Márcia trabalhou na antiga (e nem um pouco saudosa) FUNABEM, a antiga fundação do bem-estar do menor. Hoje o local abriga o presídio feminino que está localizado na cabeceira do córrego Crispim, ribeirão previsto para o abastecimento da cidade, mas tem suas nascentes comprometidas com uma fábrica de bebidas. Por essa razão, posso presumir o porquê de Rollemberg e Tereza estarem sempre envolvidos com questões relacionadas à arte, à educação e ao meio ambiente.

O discurso de Rollemberg transcorre fluidamente entre todas as disciplinas da administração pública. Ele, quando fala, transmite a segurança do educador. Ao eleger Rollemberg Governador, Brasília vai ganhar uma primeira-dama de primeira e não um enfeite de mau gosto para ocupar lugar.

Clique aqui e veja a galeria de fotos.

Da redação do Gama Cidadão por José Garcia Caianno (Dedé)

Leia mais: Roda de Conversa do Rollemberg em Santa Maria e Gama

Município briga para perder título de maior beneficiado pelo Bolsa Família

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Município de Capitão Gervásio Oliveira, no Piauí, que ocupa a 16ª colocação no ranking dos mais dependentes do Bolsa Família – Foto de Eduardo Scolese – Ago.2008/Folhapress

Encravado no extremo oeste maranhense, a 213 km de São Luís, o município de Junco do Maranhão briga na Justiça para mudar o tamanho de sua população nos registros oficiais e, assim, sair do topo da lista de cidades com maior cobertura do Bolsa Família.

Se considerados os dados do IBGE e do Ministério do Desenvolvimento Social, o município tem 90,6% de sua população beneficiada pelo programa do governo federal. São 919 famílias cadastradas, ou 3.308 pessoas beneficiadas –considerando a média usada pelo ministério, de 3,6 pessoas por família. Já a população total estimada pelo IBGE é de 3.653 pessoas.

O prefeito Aldir Cunha Rodrigues (PR) contesta os números e afirma que a população jucoense é, na verdade, maior do que a oficial.

Segundo ele, havia uma disputa pela definição dos limites da cidade e, durante o Censo de 2010, quatro povoados de Junco do Maranhão foram integrados aos municípios vizinhos de Maracaçumé e Boa Vista do Gurupi.

Como consequência, a cidade teve uma redução repentina de cerca de 4.000 habitantes, mas não houve mudança no cadastro do Bolsa Família. Na prática, segundo o prefeito, esses moradores continuam usando os serviços públicos da Prefeitura de Junco do Maranhão.

“A população não aceitou a mudança, teve protestos, e os municípios vizinhos largaram mão, deixaram como estava. Então eu não podia deixar de dar assistência e largar o povo assim. Nós bancamos esse pessoal”, disse o prefeito ao blog.

Quatro das dez escolas municipais, por exemplo, estão nos povoados integrados aos municípios vizinhos, mas são mantidas com recursos de Junco do Maranhão, segundo o prefeito.

Desde a mudança, a prefeitura contesta os números na Justiça e se diz prejudicada, já que o repasse de recursos do governo federal é calculado com base na população.

Sem nenhuma indústria e com economia baseada na agricultura familiar e na pecuária, a cidade tem hoje 95% da receita oriunda de repasses federais.

Veja abaixo os 20 municípios com maior cobertura do Bolsa Família e a fatia da população beneficiada, de acordo com os dados do IBGE e do Ministério do Desenvolvimento Social:

1. Junco do Maranhão (MA): 90,6%
2. Sebastião Barros (PI): 86,9%
3. Belo Monte (AL): 83,6%
4. Alcântara (MA): 83,3%
5. Pavussu (PI): 82,7%
6. Serrano do Maranhão (MA): 82,5%
7. Vera Mendes (PI): 82%
8. Brejo do Piauí (PI): 80,6%
9. Calumbi (PE): 80,3%
10.Severiano Melo (RN): 79,3%
11.Palmeirândia (MA): 78,7%
12.São João Batista (MA): 78,7%
13.Matinha (MA): 78,7%
14.Lagoa do Sítio (PI): 78,6%
15.Paquetá (PI): 78,5%
16.Capitão Gervásio Oliveira (PI): 78,3%
17.Sigefredo Pacheco (PI): 77,6%
18.São Lourenço do Piauí (PI): 77,6%
19.Pedro Laurentino (PI): 77,5%
20.Flores do Piauí (PI): 76,5%

Fonte: Folha de São Paulo - 15/10/14 11:55

Opinião: A coisa pública e a coisa privada

Comparar o debate eleitoral a programas de auditório é uma ofensa à TV popular

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Não vale a pena ver de novo. Estou na contagem regressiva para o voto na urna. Se pudesse, não assistiria mais a debates porque, até agora, o futuro do Brasil não entrou em pauta. 

Comparar os últimos confrontos entre Dilma Rousseff e Aécio Neves a programas de auditório ou a reality shows é uma ofensa à televisão popular. Para quem curte linchamentos e golpes abaixo da cintura, talvez os debates dos “presidenciáveis” sejam uma boa diversão...

Uma causa do baixo nível da campanha é o medo que candidatos têm de ser entrevistados ao vivo na televisão. Campanhas em outros países também são apelativas, mas há muito mais entrevistas de candidatos na TV. São longas entrevistas, sem anúncios eleitorais, feitas por jornalistas e âncoras preparados para desafiar cada afirmação falsa ou exagerada e, assim, orientar melhor o eleitor.

Essa aposta na superficialidade, na imagem, na militância virtual e no bate-boca explica que Dilma não tenha apresentado, nem no primeiro turno nem até uma semana antes da decisão no segundo turno, um plano de governo. Não me lembro, nos países civilizados, de candidato nenhum à Presidência sem um plano de governo por escrito.

Mas não se pode exigir tanto do Brasil, não é? Um país que, após 12 anos governado por uma coligação entre o PT e oligarcas da direita, tem 13 milhões de analfabetos adultos e 35 milhões de analfabetos funcionais. Lula extinguiu a Secretaria de Erradicação do Analfabetismo. Criou o Ministério da Pesca. Os 39 ministérios e secretarias precisariam de um corte radical.

Treze milhões de brasileiros não sabem desenhar um “o” nem com a ajuda de um copo. Não sabem ler o que está escrito na bandeira do Brasil, Ordem e Progresso. Trinta e cinco milhões de brasileiros sabem, mas não entendem o significado. Mesmo diante do desastre da educação, nenhum dos candidatos explicou até agora como o Brasil erradicará o analfabetismo. Em quantos anos – 20, 30 ou 40 – o Brasil se equiparará à Coreia e será um campeão na educação?

Nenhum dos dois explicou em quantos anos os pobres não precisarão mais de Bolsa Família para não morrer de fome – como se pudéssemos nos conformar em transformar famílias de miseráveis em dependentes, enquanto a propina bilionária alimenta tantos corruptos parasitas. Em quantos anos o governo federal deixará de mentir, ao chamar de “classe média” quem ganha entre R$ 291 e R$ 1.019 por mês? Deveria ser proibido chamar de classe média baixa quem ganha menos de dois salários mínimos por mês.

Como eleitora, cito uma série de incômodos que os últimos debates me provocaram. O primeiro é a falta de propostas concretas, perdidas na troca de ofensas pessoais. O segundo é a obsessão dos dois candidatos por Minas Gerais. Que eu saiba, o Estado não é modelo de gestão nem de indigestão. Basta de discutir Minas, porque nem os mineiros aguentam mais. Comecei a enjoar de pão de queijo.

Quero saber se faltará água; se a inflação continuará a subir; se o crescimento (?) ficará abaixo de 1% ao ano; se pacientes, de bebês a idosos, continuarão a morrer em fila de cirurgia, diante dos hospitais; se as obras continuarão a ser superfaturadas; se algum dia saberemos para onde vão nossos impostos; se o Estado deixará de praticar a violência oficial contra a mulher – sem creches em tempo integral, sem igualdade em salários e oportunidades. Muitas, condenadas à gravidez precoce ou à prostituição, especialmente no Norte e no Nordeste.

Outro incômodo é a deselegância. Já seria uma boa iniciativa que os dois candidatos se tratassem de “senhor” e “senhora”, em vez de “você”. As caras e bocas de Dilma e Aécio também são bregas. Um pouco mais de cerimônia e sobriedade ajudaria a tornar o confronto mais agradável.

Se Dilma quer provocar e perguntar se Aécio dirigia o carro bêbado, por que não tem a hombridade de falar claramente? Tem vergonha de agir como Collor? Se Aécio bebeu uma gota ou uma garrafa antes de dirigir, por que não diz claramente que não soprou no bafômetro por causa disso e pede desculpas por esse lapso, em vez de falar na carteira vencida? Tem vergonha?

Ver Dilma se colocar como paladina da ética e dizer que seu papel, como presidente, é “investigar e punir”, como se as investigações da Polícia Federal e do Ministério Público não ocorressem à revelia dela e do PT; como se, a cada escândalo revelado, Dilma não culpasse a imprensa; como se assessores, ministros e diretores de estatais, condenados por envolvimento em maracutaias, não fossem elogiados por Lula e por ela, aplaudidos e fotografados com punhos erguidos. Ouvir de Dilma que o governo do PT “não mexe com a coisa pública em benefício de quem quer que seja”, no meio desse escândalo abissal da Petrobras... aí, sério, é hora de trocar de canal.

Fonte: Revista Época. Por RUTH DE AQUINO - 18/10/2014 - - 08:49:04

Saúde: O mercado negro de medicamentos

Há registros de mortes provocadas por produtos contra a tosse e contraste radiológico no País

imgO mercado interno brasileiro de 3 trilhões de reais em valores correntes em 2013, disputado por empresas nacionais e estrangeiras, tem um terceiro participante de peso crescente. São os fornecedores de produtos contrabandeados, falsificados e pirateados, com faturamento de 30 bilhões de reais no ano passado, segundo o Fórum Nacional de Combate à Pirataria...

Os produtos ilegais representam uma perda de arrecadação de impostos de, aproximadamente, 9 bilhões de reais por ano. Especialmente grave, pelos seus efeitos diretos sobre a saúde da população, é a penetração de medicamentos falsificados e contrabandeados, no valor de 8 bilhões de reais ao ano. Eles representam 20% do mercado total e uma sonegação de cerca de 5 bilhões de reais. O mercado fora da lei no Brasil corresponde ao dobro da média mundial, de 10%, segundo a Organização Mundial da Saúde.

O comércio de medicamentos falsificados é considerado crime hediondo no Brasil, com penas de 10 a 15 anos de prisão. O efeito do produto ilegal pode ser inócuo ou prejudicial ao organismo. Em setembro do ano passado, surgiram em Mato Grosso do Sul casos de intoxicação de crianças pelo uso de remédios para tosse com o princípio ativo dextrometorfano, proibido no Brasil, trazidos do Paraguai. Elas tiveram falta de ar, sonolência, roxidão da pele. Uma delas morreu. Em 2003, outro caso chocara o País. A adulteração do líquido de contraste Celobar, fabricado pelo laboratório Enila e utilizado em exames de raio X, causou a morte de ao menos 21 pacientes em Goiás. Outros 170 sofreram sintomas como dor de cabeça, diarreia, náuseas, inchamento do abdome, mal-estar, fraqueza e cansaço. Para economizar, o laboratório produzira por conta própria a matéria-prima usada na fabricação de um lote de 4,5 mil unidades. A Anvisa interditou o Enila e a empresa faliu.

“Só tomamos conhecimento do uso de medicamentos ilegais quando eles causam danos à saúde de alguém”, diz a médica Lilia Guerra, coordenadora clínica do Centro de Controle de Intoxicações de Niterói. “Às vezes, o consumidor não percebe a ação nociva no organismo ou não a relaciona a uma falsificação.” É importante denunciar à Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica, do Ministério da Saúde, qualquer suspeita de intoxicação ou de ausência de efeito dos remédios.

Segundo Edson Luiz Vismona, presidente do Fórum, uma das principais agravantes da pirataria é a fiscalização insuficiente. “Hoje temos poucos funcionários nesse trabalho, há necessidade de uma ação contínua da Polícia Federal e da Receita para nos anteciparmos ao contraventor.” Evandro Guimarães, presidente do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial, acredita existir uma leniência da população e do poder público em relação aos produtos piratas, por desconhecimento dos seus males. “Não é questão de combater o comércio de rua, mas grandes grupos difusores de produtos prejudiciais à economia e à saúde.”

Desde 2010, a Receita Federal apreendeu 40 milhões de reais em medicamentos contrabandeados. O Paraguai é uma das principais portas de entrada, responsável por dois terços do ingresso de 20 bilhões de reais por ano em produtos ilegais. O meio mais importante para a divulgação e venda são 1,2 mil sites fora da lei para comercialização de fármacos identificados no Brasil por uma pesquisa do Ministério da Saúde realizada em 2012. Entre os principais produtos comercializados estão inibidores de apetite, abortivos, anabolizantes e fitoterápicos. As falsificações identificadas com mais frequência pelos órgãos de vigilância são as de produtos para impotência e hormônios de crescimento. Também são encontradas versões piratas para tratamento de câncer. Os sites oferecem curas milagrosas e seduzem o consumidor. O preço e a facilidade de pagamento são atrativos irresistíveis para muitos.

O crescimento do comércio e da propaganda irregular na internet, afirma a Anvisa, representa um grande desafio para a fiscalização, realizada principalmente a partir de denúncias. Sérgio Barreto, presidente da Associação Brasileira das Redes de Farmácia e Drogarias, aponta a dificuldade de cancelar os endereços online, muitas vezes hospedados em outros países. “O consumidor tem de estar atento. No Brasil, apenas farmácias com pontos de venda físicos podem vender medicamentos pela internet”, explica.

De acordo com levantamento da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa, 6% dos brasileiros compram remédios em camelôs e 1% em sites não autorizados.

A Anvisa procura aperfeiçoar o monitoramento das redes sociais e mídias eletrônicas. Segundo a agência, nunca foi identificada a fabricação no Brasil de medicamentos falsificados, um argumento para o reforço do combate ao contrabando. Na quarta-feira 8, a indústria farmacêutica Libbs iniciou o primeiro teste de rastreamento no País, do anticoncepcional Iumi, no município de Embu das Artes.

O Sistema Nacional de Controle de Medicamentos foi criado em 2009 e monitora os produtos ao longo de toda a cadeia de fornecedores. A leitura de um código de barras bidimensional nas embalagens informa o local e a data de produção, a forma de distribuição e o nome da farmácia vendedora. A meta é a adoção do sistema pelas indústrias farmacêuticas até o fim de 2016. Além do Brasil, apenas a Itália e a Turquia possuem um sistema similar.

Segundo o ministro da Saúde, Arthur Chioro, o teste saiu-se exitoso. Foi possível acompanhar todo o movimento de um medicamento comprado em uma farmácia em Brasília, desde a sua fabricação. “No futuro, os consumidores poderão fazer esse controle a partir de um aplicativo no celular.”

O prazo estabelecido pela Anvisa para colocar em prática o sistema de rastreamento é apertado, diz Barreto, mas há um esforço das empresas no seu cumprimento. “É um grande desafio, temos 2,8 bilhões de caixinhas de remédio comercializadas por ano, será um banco de dados complexo.” As 30 maiores redes de farmácia do País, com 5 mil lojas, investirão 50 milhões de reais para se adequar. No total, há 68 mil estabelecimentos do gênero no País.

Antônio Brito, presidente da Interfarma, considera que o combate à pirataria melhorou nos últimos anos e a rastreabilidade contribui para novos avanços. “O importante agora é dar atenção à fiscalização pós-produção, para controlar a qualidade do que é fabricado legalmente.” A estrutura da Anvisa não acompanha o crescimento do mercado brasileiro. O fato de mais de 80% dos insumos farmacêuticos serem importados é uma dificuldade adicional para o controle da qualidade.

A rastreabilidade é a ação mais efetiva no combate ao comércio ilegal, afirma Brito. “É preciso combiná-la a medidas de segurança”. Para enfrentar o contrabando em geral, entidades empresariais reunidas no Fórum e no Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial reivindicam ao governo ações como a simplificação do sistema tributário, a desburocratização da administração, o fortalecimento da Polícia Rodoviária, da Receita e da Polícia Federal.

Outra medida importante, de acordo com os empresários, é a criação de escritórios regionais de integração e estímulo ao intercâmbio entre o Brasil e países vizinhos no combate ao contrabando. Há um longo caminho.

Fonte: Revista CartaCapital. Por SAMANTHA MAIA - 18/10/2014 - - 07:19:08

Meios de comunicação: Entidades pedem fim de concessão a políticos com mandato

Dia Internacional pela Democratização da Comunicação

imgHoje (17) é o Dia Internacional pela Democratização da Comunicação. Além de comemorar a data, entidades promovem, ao longo da semana, uma série de atividades com o objetivo de ampliar o debate e a coleta de assinaturas em apoio ao chamado Projeto de Lei da Mídia Democrática.

O projeto propõe nova regulação do sistema de comunicação do país, a partir de medidas como o estímulo à concorrência e a proibição da outorga de concessões para políticos com mandato eletivo...

 “Esta tem sido uma semana importante para o debate e a luta pela democratização em pauta mais uma vez”, avalia Rosane Bertotti, coordenadora do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), que está à frente da organização das atividades da semana. Segundo o FNDC, ações como debates e atos públicos ocorrem em Alagoas, na Bahia, no Ceará, em Pernambuco, Sergipe, São Paulo, no Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Distrito Federal e Maranhão.

Também está sendo promovida a campanha "#Foracoronéisdamídia", que quer alertar sobre os impactos que a posse de concessões de meios de comunicação por políticos causam na democracia. A campanha é uma parceria entre Executiva Nacional de Estudantes de Comunicação (Enecos), o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e o Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social.

Os organizadores destacam que o Artigo 54 da Constituição Federal proíbe que deputados e senadores firmem “contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público, salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes”.

Além da regra constitucional, o Códio Brasileiro de Telecomunicações estabelece que “não poderá exercer a função de diretor ou gerente de concessionária, permissionária ou autorizada de serviço de radiodifusão quem esteja no gozo de imunidade parlamentar ou de foro especial”.

Como emissoras de rádio e televisão funcionam por meio de concessões públicas, as organizações que participam da campanha defendem que essa proibição deve ser respeitada.

Essa não é, contudo, a realidade vivenciada no país. Apesar das normas, o projeto Donos da Mídia mostra que, até 2009, 271 políticos eram sócios ou diretores de 324 veículos de comunicação no país. Até então, os casos eram comuns a praticamente todas as unidades da Federação, com destaque para Minas Gerais. Os políticos citados pelo estudo eram filiados a dez partidos.

Para enfrentar esse cenário, desde 2011 tramita na Justiça a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 246. Elaborada pelo Intervozes, em parceria com o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), a ADPF questiona a outorga e a renovação de concessões de radiodifusão a pessoas jurídicas que tenham políticos com mandato como sócios ou associados. Pede ainda a proibição da diplomação e a posse de políticos que sejam, direta ou indiretamente, sócios de pessoas jurídicas concessionárias de radiodifusão.

De acordo com a ADPF, é preciso que esse tipo de relação de propriedade seja declarada inconstitucional. Sobre a situação atual, o texto mostra que a falta de fiscalização das concessões, permissões e autorizações para que essa prática seja evitada configura omissão por parte do Poder Executivo, com consequências para a garantia do direito à informação e para a própria democracia brasileira.

No ano passado, o Ministério Público Federal se posicionou sobre o tema. Ele reconheceu a proibição constitucional, mas deu parecer negativo à ADPF, alegando falta de delimitação do objeto. A ação é relatada pelo ministro Gilmar Mendes e ainda não há previsão de quando será votada.

Fonte: Agência Brasil. Por HELENA MARTINS - 17/10/2014 - - 13:01:04

Escola com água contaminada passa a ser abastecida por caminhão-pipa

São 5 mil litros por dia; unidade fica na Ponte Alta do Gama, no DF. Governo diz não ter previsão para construção de novo poço artesiano.

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Aluno tenta abrir a torneira para lavar as mãos em escola no Gama (Foto: Isabella Formiga/G1)

Após passar dois anos convivendo com água contaminada, o Centro de Ensino Fundamental em Ponte Alta Norte, no Gama, no Distrito Federal, passou a ser abastecido diariamente por um caminhão-pipa com 5 mil litros. No período de um mês, pelo menos dez alunos relataram dor de barriga e mal estar depois de ingerir o líquido. De acordo com a Secretaria de Educação e a Caesb, essa foi a solução encontrada para driblar o problema. A escola atende 300 estudantes no período matutino e vespertino, do 1º ao 9º ano.

imgTestes feitos pela Caesb na semana passada revelaram que a água do poço artesiano que abastece a escola há mais de 20 anos está contaminada com coliformes fecais. Há dois anos, um laudo da Vigilância Sanitária já apresentado o mesmo resultado. Uma nova avaliação feita pelo órgão neste ano também apontou que a situação permanece igual.

O fornecimento por caminhão-pipa é feito todos os dias às 15h, mas, quando a reportagem do G1 esteve na escola, por volta de 11h desta terça-feira (14), torneiras e bebedouros já haviam secado. A direção explicou que a água foi utilizada na lavagem da caixa d'água no dia anterior e que por esse motivo o uso foi maior do que o previsto.

De acordo com o assessor especial da Coordenação Regional de Ensino do Gama, Tiago Rios, não há previsão para construção de um novo poço artesiano ou para interligar a escola à rede da Caesb. Ele disse também que a quantidade de água fornecida diariamente pelo caminhão-pipa é suficiente.

"O caminhão vai ficar até que liguem a escola à rede ou até que seja construído um novo poço, mas depende de abrir licitação, é um processo mais demorado. Por enquanto, o que tem de imediato é o fornecimento por caminhão pipa, e o que está sendo fornecido [5 mil litros] é a quantidade que a escola demandou", disse.

A Caesb informou que o abastecimento da escola não é de responsabilidade da companhia, que recebeu solicitação de ajuda para resolver o problema. A empresa disse que solicitou estudos técnicos e a elaboração de um projeto para solucionar a questão em definitivo. A previsão é de que os trabalhos sejam realizados em um mês e meio.

imgA técnica em enfermagem Antonia Gomes diz que os dois filhos, de 8 e 10 anos, passaram mal depois de beberem a água da escola. Segundo ela, o mais novo precisou ser hospitalizado. “Ele já chegou em casa com a barriga doendo, vomitou e já foi para o banheiro. Levei para o hospital e ele passou a noite em observação, tomando soro. Aí foi diagnosticado infecção intestinal”, diz.

“Outros coleguinhas também ficaram doentes, quatro deles ficaram bem ruinzinhos. Outros sentiram só um mal estar. Foi então que conversei com alguns pais, mobilizei eles para correr atrás de um solução, porque não é de hoje que tem problema com aquela água.”

Antonia diz que na segunda-feira (13), a escola liberou os alunos mais cedo por conta da falta de água. “Meu filho leva uma garrafinha, mas não é suficiente porque está calor, está seco, ainda não choveu para valer. Antes do intervalo a água já acaba e, quando voltam do intervalo, estão cansados, com sede”, diz. “Alguns professores também já passaram mal, tanto é que eles também levam a própria garrafinha.”

De acordo com o diretor da escola, Welch de Paiva Gonçalo, antes da chegada dos caminhões-pipa, a água do poço era utilizada até para cozinhar, porque acreditava-se que os filtros da caixa d'água seriam suficientes para purificá-la. Antes de ser utilizada, a água era filtrada nas torneiras e depois fervida.

"Na época, a gente não tinha desligado a bomba do poço. A partir da quinta-feira passada, a Caesb veio junto com a regional [de ensino do Gama] e a gente realmente foi orientado a não pegar mais água do poço", diz Gonçalo.

Segundo o diretor, o problema só será solucionado definitivamente quando a escola for contemplada com um programa de saneamento rural da Caesb, ocasião em que o clorador, equipamento que garante a filtragem e limpeza da água, deverá ser instalado. "A tubulação da Caesb mais próxima fica no cemitério do Gama, a três ou cinco quilômetros de distância, não chega até aqui", diz.

A direção continua a orientar as crianças a levarem água de casa. "O número de crianças [que passou mal] de agosto para setembro tinha sido mais ou menos umas dez. De setembro para outubro não teve mais crianças com dor de barriga."

As crianças afirmam que, para economizar água, não lavam as mãos  depois de usar o banheiro e que nem sempre podem dar descarga nas privadas.

"Não lavamos a mão quando saímos do banheiro", diz a estudante Stephanie Maig, de 11 anos.

"Vou começar a trazer garrafa de dois litros", conta o aluno João Felipe Santos, de 9 anos. "Todo dia trazemos nossa garrafinha, mas não dá para o dia todo."

Assista à reportagem do DF TV  Clique aqui!

Fonte: G1 DF - 15/10/2014 08h43 - Atualizado em 15/10/2014 09h01

 

 

Defesa Civil decreta estado de alerta no DF por causa da baixa umidade

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Com elevada temperatura e baixa umidade do ar, DF entra em estado de alertaValter Campanato/Agência Brasil

A Defesa Civil decretou hoje (15) estado de alerta no Distrito Federal (DF) devido ao tempo seco. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o índice mais baixo de umidade relativa do ar registrado nesta quarta feira no DF foi 14%. A Defesa Civil informou que, nos últimos três dias, a umidade ficou abaixo de 19%, índice considerado abaixo do ideal. A temperatura chegou a 35 graus Celsius (°C) na tarde desta quarta-feira, a segunda mais alta da história do DF. Segundo o Inmet, a mais elevada foi registrada em outubro de 2008, 35,8 ºC.

Manuel Rangel, meteorologista do instituto, explicou que uma massa de ar quente e seco dificulta a formação de nuvens. “Pelo menos até o dia 21, a previsão é muito sol e poucas nuvens. Essa massa de ar impede a formação de nuvens, aumentando as temperaturas e diminuindo a umidade do ar.”

A Defesa Civil recomenda uma série de medidas para diminuir as consequências do tempo seco. “Tem de ingerir no mínimo seis copos com 300 ml [mililitros] de água ao longo de 24 horas, evitar aglomerações em ambientes fechados, colocar toalhas molhadas ou recipientes com água no quarto para manter o ambiente mais úmido, trajar roupas mais leves, como de algodão”, sugere Rogerio Ribeiro Alvarenga, diretor de Operações do órgão.

Alverenga também pede cuidado redobrado com as crianças. A orientação é que as escolas suspendam as atividades físicas ao ar livre, principalmente no período da tarde.

Fonte: EBC - 15/10/2014 18h16

Economia: Em manifesto, economistas dizem que crise alardeada por Dilma não existe

Documento leva a assinatura de 164 professores de economia de universidades brasileiras e estrangeiras

Dilma

A presidente e candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, durante coletiva de imprensa em Brasília, nesta sexta-feita (10)

Dilma Rousseff lança mão do argumento da crise para justificar fracasso econômico. ...

Um grupo de 164 professores de Economia de universidades brasileiras e estrangeiras assinou um documento nesta terça-feira rechaçando os principais argumentos defendidos pela presidente Dilma Rousseff para justificar o fracasso econômico de seu governo. Aquele que tem sido o mais usual na gestão da presidente (e em sua campanha pela reeleição) é o de que a crise internacional é a culpada pelos males que afligem o país, como a inflação e a recessão.

Dizem os acadêmicos: "Não há, no momento, uma crise internacional generalizada. Alguns de nossos pares na América Latina, uma região bastante sensível a turbulências na economia mundial, estão em franca expansão econômica. Projeta-se, por exemplo, que a Colômbia cresça 4,8% em 2014, com inflação de 2,8%. Já a economia peruana deve crescer 3,6%, com inflação de 3,2%. O México deve crescer 2,4%, com inflação de 3,9%.1 No Brasil, teremos crescimento próximo de zero com a inflação próxima de 6,5%. Entre as 38 economias com estatísticas de crescimento do PIB disponíveis no sítio da OCDE, apenas Brasil, Argentina, Islândia e Itália encontram-se em recessão. Como todos os países fazem parte da mesma economia global, não pode haver crise internacional generalizada apenas para alguns. É emblemático que, dentre os países da América do Sul, apenas Argentina e Venezuela devem crescer menos que o Brasil em 2014."

Acadêmicos brasileiros de centros como a Universidade de São Paulo, a Fundação Getulio Vargas, o Insper, a Universidade de Yale, a London School of Economics, a Unicamp, a Universidade de Cambridge, a PUC-SP e a PUC-Rio se reuniram para redigir o texto. Segundo eles, a presidente mente ao se dirigir ao grande público: "Ao usar de sua propaganda eleitoral e exposição na mídia para colocar a culpa pelo fraco desempenho econômico recente na conjuntura internacional, se eximindo da sua responsabilidade por escolhas equivocadas de políticas econômicas, o atual governo recorre a argumentos falaciosos", diz o texto. 

Segundo Eduardo Zilberman, da PUC-Rio, a ideia foi escrever um documento apartidário e técnico, justamente para conseguir a adesão de economistas de diversas vertentes ideológicas. "Nossa intenção era mostrar um parecer mais técnico. O fato de conseguirmos tantas assinaturas de um grupo tão heterogêneo reflete isso", afirma. Entre os que endossam o manifesto estão dois economistas ligados à campanha de Marina Silva: Marco Bonomo e Tiago Cavalcanti. Há também o economista Marcelo Medeiros, que, além de acadêmico, trabalha no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e é o autor do estudo que mostra que a desigualdade no Brasil estagnou no governo Dilma.

Trata-se da terceira vez que economistas se reúnem em manifesto em pouco mais de um mês. A primeira ocorreu em meados de setembro, quando reportagem de VEJA revelou que o Banco Central havia processado o economista Alexandre Schwartsman por discordar de suas críticas ao órgão. A segunda ocorreu logo após o primeiro turno, quando economistas assinaram um documento pedindo pelo apoio de Marina Silva ao tucano Aécio Neves.

No seio do PT, também houve um manifesto. A militância conseguiu, com grande esforço, coletar uma lista de onze nomes encabeçada por Maria da Conceição Tavares, que adotou com desfaçatez o slogan da campanha petista "O Brasil não pode parar" para veicular um texto de apoio à candidatura de Dilma Rousseff. O documento, que mais parece uma peça publicitária escrita pelo marqueteiro João Santana, tamanho alinhamento retórico com o texto discursado por Dilma em sua campanha, afirma que as conquistas econômicas são mérito do atual governo e que a "crise" não pode servir de argumento "para um retorno às políticas econômicas do passado". Outros dois nomes que endossam o texto são Luiz Gonzaga Belluzzo e Nelson Barbosa. O primeiro é conselheiro econômico de Dilma. O segundo foi secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e tem operado junto ao PT para ser indicado ao cargo de Ministro , caso Dilma se reeleja. 

Fonte: Revista Veja. Foto: Ueslei Marcelino/Reuters - 14/10/2014 - - 23:58:54

Geração Y: Corrupção é o maior problema do Brasil para 83% dos jovens

O estudo realizado pela Telefónica e apresentado no primeiro dia da Futurecom 2014

imgAo mesmo tempo, os chamados millenials dizem estar otimistas com o futuro

Uma pesquisa revela que 83% dos jovens brasileiros da geração millenials, jovens entre 18 e 30 anos de idade que cresceram com a internet, acreditam que a corrupção é o principal empecilho para o crescimento do País, ao lado de desigualdade social (59%), inflação (56%) e lideranças políticas (49%)...

O estudo realizado pela Telefónica e apresentado no primeiro dia da Futurecom 2014, evento que aborda o futuro da telecomunicação no País com início na última segunda-feira em São Paulo, ainda revela que 46% dessa geração acreditam que a corrupção é o principal problema não apenas no Brasil, mas no mundo.

Esta análise teve a participação de 6.702 jovens de 18 países em três regiões e abordou entrevistados de Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Alemanha, Guatemala, México, Nicarágua, Panamá, Peru, Espanha, Reino Unido, Estados Unidos, Uruguai e Venezuela.

Também conhecida como Geração Y, o estudo revela que, se por um lado a corrupção preocupa o jovem, por outro eles 94% deles são otimistas com o futuro, 87% estão satisfeitos com suas vidas e 76% acreditam que os melhores dias do Brasil estão por vir - sendo que 73% dos jovens acreditam que o País será um importante motor de crescimento regional.

Os entrevistados brasileiros ainda sem mostram insatisfeitos em sua maioria (75%) - acima da média da América Latina (57%) – e ainda apontam que o sistema de ensino do País é o principal ponto da infraestrutura que precisa melhorar (70%).

Outros pontos ligados à educação que precisa de melhoria são a qualidade do professor (70%), universalização do ensino (68%) e acesso à tecnologia (72%).

Tecnologia e vida no exterior

Com a pesquisa, também é possível que o jovem brasileiro além de otimista, também é conectado com a tecnologia, como a adoção do acesso móvel. No Brasil, entre os jovens da geração millenials 78% usam smartphones e 42% usam tablets - quando comparado com o ano anterior o número era, 63% a 24%, respectivamente.

“A pesquisa nos mostra que os millennials são otimistas e conectados com a tecnologia e com o mundo à sua volta, além de ser uma geração interessada em contribuir para a melhoria da sociedade em que vivem”, disse Gabriella Bightetti, diretora-presidente da Fundação Telefônica.

Realizada pela Penn SchoenBerland, a análise mostra que 77% dos brasileiros entre 18 e 30 anos afirmam ter interesse em trabalhar no exterior, se interessam em ganhar perspectiva global (60%) e a exposição a diferentes culturas (54%).

Fonte: Revista Istoé / Terra - 14/10/2014 - - 17:35:57
 

DF: Bancos de Leite precisam dobrar número de doações

Os cerca de 1,5 mil litros coletados mensalmente são insuficientes para suprir a demanda

imgPara atender todo o Distrito Federal e Região Metropolitana, os 12 bancos de Leite da Secretaria de Saúde do DF precisam dobrar a quantidade de doações. Mensalmente, são coletados cerca de 1,5 mil litros, que atendem 900 crianças, mas a demanda ainda é superior à oferta.

“O DF tem alguns diferenciais em relação aos demais estados. Além de atendermos às cidades do entorno, nós suprimos as necessidades de todas as crianças que estão nas UTIs neonatais da nossa rede, independentemente de serem prematuras ou não. Isso não acontece em lugar algum do País e, por isso, precisamos dobrar nossa arrecadação”, explicou a coordenadora do Banco de Leite do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), Miriam Santos...

No mês de julho, foram doados cerca de 1,8 mil litros, o que ampliou para 1.123 o número de crianças atendidas. “Nossa preocupação aumenta neste final de ano. Muitas mães doadoras saem de férias e viajam. Nossos estoques baixam bastante e a gente começa o ano quase que no vermelho”, lamentou Miriam, salientando que o leite, após pasteurizado, tem seis meses de duração, mas a necessidade é tão grande no DF, que muitos estoques zeram em 10 dias.

Parceria com bombeiros – Para as mães interessadas em doar, a Secretaria de Saúde tem parceria com o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBMDF). Ao ligar no Disque 160, opção 4, a doadora faz um breve cadastro e, dias depois, uma equipe de bombeiros vai ao domicílio levar o material e agendar o retorno para buscar os frascos com leite.

Tal parceria conferiu à Corporação, em 1998, o título de “Corpo de Bombeiros Amigo da Criança”, premiação concedida pelo Unicef, tornando-se a única instituição não hospitalar a receber essa comenda.

O CBMDF realiza a coleta para 12 bancos de leite e conta com 24 militares e 10 viaturas para realizar o serviço. Além de buscar as doações, os militares atendem emergências demandadas pelos bancos de leite; orientam as doadoras sobre os procedimentos de higienização, ordenha manual e congelamento do leite humano; instruem quanto à prevenção de doenças mamárias; sensibilizam as mães sobre a importância do aleitamento materno; e orientam sobre a nutrição dos seus filhos.

“O programa de aleitamento materno da secretaria em parceria com o CBMDF contribui de forma essencial com o compromisso da redução da mortalidade infantil e tomando como parâmetro a missão dos bombeiros de salvar vidas”, disse o coordenador-geral dos Programas Sociais da corporação, coronel Ferrari Júnior.

O Distrito Federal conta com 15 bancos de leite humano, sendo 12 públicos (Forças Armadas, Asa Norte, Asa Sul, Brazlândia, Ceilândia, Gama, Planaltina, Paranoá, Sobradinho, Santa Maria, Taguatinga, no Hospital Universitário de Brasília) e três privados. Existem três postos de coleta, sendo dois públicos (São Sebastião e Samambaia) e um privado.

Fonte: Blog do CALLADO - 14/10/2014 - - 17:08:49

Cidade do Gama nasceu com o DF

A 30 km do Plano Piloto, região inicialmente habitada por mil pessoas hoje tem 133 mil

Luís Nova

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Foto de reprodução

Neste 12 de outubro,  o Gama completa 54 anos de história. A região administrativa que tem a mesma idade de Brasília   foi projetada em cinco setores: Norte, Sul, Leste, Oeste e Central. O ponto de partida para a ocupação  foi a  transferência de   famílias que moravam em invasões  e, hoje, são mais de 133 mil habitantes. 

As qualidades da cidade fazem com que muita gente permaneça ali, mas alguns problemas apontados têm o efeito inverso. Para o operador de lavanderia José Dias, 34 anos,   a região é  segura e  uma ótima alternativa de local para viver. “Tudo no Gama é tranquilo, gosto muito de morar aqui. A única coisa que falta são mais empresas”, diz.

A aposentada Delzira Oliveira, 62 de anos, morou muito tempo na cidade, mas ao deixar de trabalhar se mudou para uma chácara, buscando tranquilidade. Porém, ela sempre vai ao Gama   visitar  as filhas. “Eu gosto muito do Gama, não tenho nada para reclamar. Tem muitas coisas boas”,  relata.  

Por outro lado,  o crescimento da cidade não agrada a todo mundo. A coordenadora de recursos humanos Évellyn Colaço, 21 anos, mudou para Vicente Pires após viver vários anos no Gama. “Eu particularmente não gosto da cidade, porque ficou muito populosa”, afirma.

Perfil

De acordo com a Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (Pdad), do total de habitantes do Gama, 18,96% têm até 14 anos de idade. No grupo de 15 a 59 anos que concentra a força de trabalho, encontram-se 61,93% do total. A faixa etária de 60 anos ou mais é representada pelo total de 19,11% dos habitantes. 

A maioria (55%) do contingente populacional é nascida no DF, enquanto 44% são constituídos por imigrantes. Do total de imigrantes, 56,6% são nordestinos.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

 

Leitor reclama de destruição de pista de aeromodelismo no Gama

Segundo administração, obras estão previstas para durar seis meses. Praticantes de aeromodelismo utilizam a pista para competições.

O leitor Glauber Charles Lira da Silva enviou ao G1 fotos de uma reforma do Parque Norte do Gama, que interditou a pista de aeromodelismo do local. De acordo com o internauta, a pista é usada há mais de 15 anos pelos aficionados do hobby. Lira disse que há cerca de um mês tratores usados na obra destruíram a pista.

Glauber Charles Lira da Silva

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Junto com a União de Aeromodelismo do Gama, ele disse esperar que a reforma inclua a manutenção da pista, para que as competições com modelos miniaturizados de aviões continuem no local.

De acordo com Silva, o espaço é usado por praticantes da modalidade para pequenas competições, que reúnem gente de vários locais do Distrito Federal e do Entorno.

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Nota da redação: Segundo a Administração Regional do Gama, o projeto da reforma do Parque Norte do Gama prevê a reconstrução da pista para aeromodelismo. A administração informou também que as obras tiveram início em setembro, com previsão de conclusão em seis meses.

Fonte: G1 DF - 12/10/2014 14h11 - Atualizado em 12/10/2014 14h11


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