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Que se dane a saúde

A mentalidade corporativa dos que dirigem algumas entidades médicas brasileiras, como o Conselho Federal de Medicina, é responsável por um crime contra a população brasileira: as restrições absurdas ao exercício da medicina, no país, por brasileiros formados em outros países e por médicos estrangeiros.

Chega a ser ridícula a afirmação do presidente do CFM a propósito do elevado número de brasileiros que estudam medicina no exterior: “… eles saem despreparados para a vida profissional: sem uma base teórica sólida, sem conhecimento de problemas de saúde pública do Brasil e, sobretudo, sem experiência para cuidado do paciente”. Como se a formação em faculdades brasileiras assegurasse tudo isso. …

Ou Roberto D´Avila, o presidente do CFM, fala sem o menor conhecimento do assunto ou se faz de desentendido, em defesa da reserva de mercado. Países latino-americanos e africanos têm resolvido problemas de saúde e melhorado seus índices na área graças à presença de médicos cubanos, que o CFM impede de trabalhar no Brasil. Brasileiros que se formam em Cuba e, ao contrário da maioria dos médicos aqui formados, se dispõem a trabalhar no interior do país, não obtêm o registro – têm de fazer uma prova de revalidação de diploma preparada para reprovar o maior número possível de candidatos. Se os formados aqui tivessem de fazer, seriam reprovados.

Defender interesses de uma categoria profissional é uma coisa. Colocar interesses particulares acima dos coletivos é outra.

Fonte: Blog Hélio Doyle – 14/02/2013
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