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Transição democrática espanhola é tema de mostra na CLDF

A transição espanhola – como ficou conhecido o período entre o fim do franquismo e o início do regime democrático, durante o qual foi elaborada uma nova constituição, em 1978 – é tema de uma mostra que será inaugurada nesta terça-feira (29), às 10 horas, no Foyer do Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Além de fotografias que retratam as mudanças que sucederam a morte de Franco, em novembro de 1975, a exposição Espanha em Transição traz 20 cartazes de filmes que captaram os diversos estados de uma sociedade em transformação.

Organizada pela Embaixada da Espanha e Instituto Cervantes, no âmbito da data nacional espanhola, comemorada em outubro, a mostra revisita uma etapa de grandes mudanças no país ibérico: uma época de incertezas, mas que evidenciava um reinício sustentado pelo regime constitucional. Isto fica visível nas fotos e nos cartazes de cinema que compõem a exposição.

De autoria de fotógrafos que atuaram na EFE, uma das mais importantes agências de notícias do mundo, criada na Espanha há 80 anos, as imagens apresentadas na CLDF foram publicadas em jornais e revistas e algumas delas tornaram-se icônicas. Segundo a embaixada, a série apreende o estágio de reformas políticas e sociais, as manifestações, a elite, o povo, a alegria e a tristeza de uma nação. Também estão retratados aspectos culturais emergentes, como a Movida Madrileña e o cinema de Pedro Almodóvar.

Cartazes – Durante os anos da transição (1974-1982), o cinema registrou intensamente as modificações verificadas em vários setores da sociedade espanhola, incluindo o fim da censura, questões de gênero e outras. Na exposição há, por exemplo, o cartaz de Canciones para después de uma guerra, de Basilio Martín Patino, filme de 1971, que após anos de proibição, ao estrear em novembro de 1976, foi saudado como um “símbolo da chegada dos novos tempos”. De Carlos Saura, está presente o famoso filme Cría cuervos (1975), premiado internacionalmente, cujo foco está na família, a partir da narração de uma personagem criança.

Também há cartazes de películas assinadas por realizadoras como Pilar Miró (El crimen de Cuenca, 1979) e Josefina Molina (Función de noche, 1981). E ainda estão representados diretores que, a partir dos anos 1980, fariam o cinema espanhol repercutir em todo o mundo, como Almodóvar (Pepi, Luci, Bom y otras chicas de montón) e Fernando Trueba (Ópera prima). De acordo com os organizadores, a série apresentada na mostra simboliza um momento crucial da história do cinema espanhol e oferece elementos para uma reflexão crítica.

Exposição Espanha em Transição
Local: Foyer do Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal
Visitação: até o final de novembro
Horários: de segunda a sexta-feira, das 8h às 19h
Classificação indicativa: livre para todos os públicos

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