Política

A CLDF e seus ruídos de comunicação: quem pagará as contas?

PatrícioO poderoso e enrolado deputado Patrício (PT), como avisamos por diversas vezes, deixou um legado por sua passagem na presidência da Câmara Legislativa, de pequenos entulhos que só agora começam aparecer, e que vão dar muita dor de cabeça aos novos gestores da CLDF. Ontem a nova Mesa Diretora emitiu nota para explicar a farra publicitária com dinheiro público e os débitos, o que para nós não foi nenhuma novidade – o fato e a nota. 

Sempre acompanhado de muitos seguranças, o Cabo costumava fugir da imprensa e sempre que lhe era conveniente, ocupava a tribuna da Casa para elogiar a seriedade da sua gestão. Volta e meia, de peito estufado e boca cheia, Patrício se gabava de ter acertado as contas da CLDF, ao ponto de ter conseguido devolver dinheiro do orçamento da casa para o GDF, porém volta e meia aparecia alguns rumores de dívidas. Não faz muito tempo, este Portal chegou a questionar se para ele, austeridade era calote. Apoiado pela amigável cumplicidade dos seus colegas e pelo corporativismo, o Cabo nunca explicou de fato e de concreto como fez o milagre na sua conta de somar, dividir e multiplicar que lhe permitiu a benesse na devolução do dinheiro.
A denúncia que apareceu na mídia brasiliense essa semana vem sendo veiculada por Câmara em Pauta faz tempo, tanto quanto à dívida, que giraria em torno de R$ 18 milhões da verba de publicidade, quanto a outros desmandos na área da comunicação da Casa, inclusive com a manutenção de funcionários alheios ao quadro da Casa, mas com acesso a processos e ordens de pagamento. Essa é só a ponta do iceberg. E não adianta a nova gestão divulgar nota hermética e corporativista sobre o assunto, afinal matemática é uma ciência exata e os resultados terão que aparecer, sem contar que uma das promessas desde que a nova gestão foi anunciada foi exatamente o fortalecimento da comunicação na Casa. Estaremos de olho, como sempre e esperamos deixar de ser persona non grata por estarmos fazendo nosso trabalho, sem dourar a pílula.

Fonte: Câmara em Pauta

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