Aécio Neves cobra posicionamento de Dilma sobre escândalo da Petrobras

Ele voltou a se referir ao caso como 2 ° mensalão e disparou contra a gestão petista citando atos de corrupção envolvendo empresas públicas

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Durante encontro com evangélicos no Rio, Aécio Neves prometeu programa para tirar jovens do tráfico

BELO HORIZONTE — O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, voltou à carga e cobrou uma posição contundente da presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) sobre as denúncias de um esquema de propinas envolvendo políticos da base do governo na Câmara e no Senado em obras da Petrobras. O tucano participou de evento com lideranças evangélicas em São Gonçalo, na Baixada Fluminense.

O tucano afirmou que a petista não poderá dizer que “não sabia o que vinha acontecendo”, já que os principais cargos da estatal são ocupados por indicações do PT. “A marca mais perversa do governo do PT é o aparelhamento do Estado. Eles têm um plano para se perpetuar no poder, causando situações como esta da Petrobras. Os cargos de direção precisam ser ocupados por pessoas sem ligação com partidos políticos e não por pessoas que negociem, troquem favores”, disse o senador.

Ele voltou a se referir ao caso como “mensalão 2” e disparou contra a gestão petista citando atos de corrupção envolvendo empresas públicas. “Aguardamos que outras informações possam vir, mas essas denúncias mostram que o mensalão não acabou, ou pelo menos que se criou o mensalão 2 durante todo esse período de governo do PT. As empresas públicas se submeteram a um projeto de poder”, afirmou.

Aécio sugeriu que o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa volte a prestar depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) instalada no Congresso para dar mais detalhes sobre como funcionava o esquema. Ressaltou que será importante ter “cautela” ao lidar com as denúncias. “Não condeno previamente ninguém, mas que existia, segundo o diretor mais importante da empresa, uma organização criminosa funcionando dentro dela durante todo esse período de governo, isso parece que é, segundo a Polícia Federal, um fato inquestionável. É uma empresa que teve sempre atenção muito próxima da presidente da República”, alfinetou o tucano.

Fonte: Correio Braziliense – Marcelo da Fonseca08/09/2014 07:24

 

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