Agnelo deixa sombra do Buriti e governa em todas as frentes

Após dois anos, volta por cima para mais um mandato?

Uma bateria de medidas de alto impacto para a população do Distrito Federal, adotadas nos últimos dias, marca a reação do governador Agnelo Queiroz à propalada inércia com que se comportou nos dois primeiros anos de seu governo.

O conjunto de ações tem o mérito de alcançar as áreas mais sensíveis segundo a visão da sociedade – o contribuinte que sofre à falta de hospitais e transportes públicos decentes.

Foi exatamente na saúde e na seara dos ônibus que Agnelo cravou sua cunha com maior ênfase. …

Para reforçar o quadro do Hospital de Base, foi atrás dos médicos do Senado que se compraziam há décadas numa folgada escala de trabalho, sob a generosidade corporativa de todos os presidentes da casa das últimas décadas.
Para extirpar de Brasília o cancro da submissão à vontade feudal dos barões do transporte urbano, que dominam a capital desde a sua fundação, Agnelo teve o topete de intervir na empresa do ex-senador Valmir Amaral, aquele mesmo invasor de área pública na sua mansão do Lago Sul com marina, e que invadiu a Câmara Legislativa por se considerar um dos donos da cidade.

Empenho não menos vital, que gerou êxito nas últimas horas, foi a a obtenção pelo GDF de mais R$ 1 bilhão – dos 33 bilhões liberados pela presidente Dilma – para aplicar em projetos de mobilidade urbana.

Para não dizer que não atuou também no campo político, Agnelo mostrou força – ou convicção, que é a mãe da força – para emparedar os deputados rebeldes da Câmara Legislativa, ao retirar os projetos que organizam o espaço urbano do DF. Os dois projetos estavam para cair numa comissão presidida por um deputado rompido com Agnelo.

Vigilante de todas as áreas de seu governo, Agnelo Queiroz deu uma pincelada na sua comunicação, ao colocar o jornalista Ugo Braga na sua secretaria de Comunicação, um pé quebrado desde o começo de sua administração. Ugo sabe o que é notícia, não briga com os fatos, recebe os jornalistas e não debate com eles; é discreto e abomina a arrogância com que muitos passeiam (ou passearam) pelo cargo.

Por Leonardo Mota Neto – Diretor-Editor da Carta Polis

Fonte: Notibras com Carta Polis – 14/03/2013

Leia mais Pediatra dorme em plantão e deixa de atender pacientes; Saúde investiga