Bate-boca entre PM e vigilante de banco termina na delegacia no DF

Policial fardado e armado não quis apresentar identificação ao vigilante.
Na confusão, homem foi preso por furtar celular; agência foi fechada.

Um bate-boca entre um tenente da PM do Distrito Federal e o vigilante de uma agência bancária, no Setor Central do Gama, a 30 quilômetros de Brasília, provocou o fechamento da agência nesta segunda-feira (11). Três funcionários da agência e o policial militar foram parar na 14ª delegacia.

De acordo com a ocorrência, o oficial, do 26º Batalhão da PM, chegou ao banco na hora da abertura, às 11h, e ao tentar passar na porta giratória foi barrado porque estava armado. Apesar de o policial estar fardado, o vigilante exigiu a identificação dele, alegando que é norma do banco. O tenente se negou a mostrar o documento, o que deu início à confusão.

Segundo o Sindicato dos Bancários do DF, a gerente da agência tentou conversar com o policial. Um homem aproveitou a discussão para furtar um celular que estava no depósito da porta giratória, mas acabou preso no banheiro da agência e também foi levado para a delegacia.

Uma carro da PM levou os envolvidos para prestar depoimento. Os funcionários contaram com o apoio dos advogados do banco e do sindicato. Segundo a assessoria da Polícia Militar, a  ocorrência demorou cerca de uma hora. Mas o diretor do sindicato dos bancários, Sandro Silva Oliveira, disse que os funcionários do banco ficaram na delegacia até as 16h.

“Foi um estresse emocional muito grande, ninguém tinha condições de trabalhar. Além disso, foi uma forma de protestar contra a decisão do policial em não apresentar a identificação, o que é uma norma”, disse Oliveira.

De acordo com a assessoria da PM, não existe orientação sobre a obrigatoriedade de o policial apresentar documento de identificação nesse tipo de circunstância.A PM, no entanto, que é recomendável que o policial apresente identificação quando ela for solicitada. A PM não informou se o policial receberá algum tipo de punição sobre a conduta.

Após prestarem depoimento, os envolvidos na confusão assinaram um termo circunstanciado de ocorrência, que é o registro de um fato tipificado como infração de menor potencial ofensivo, e foram liberados.

Fonte: G1 DF

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