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Embora simbolize um avanço na região, a instalação dos hidrômetros individuais nas casas do Setor Habitacional Nova Colina, em Sobradinho, tem preocupado os moradores. O problema, segundo eles, é o alto valor cobrado pela instalação: cerca de R$ 1,5 mil.

Na região vivem cerca de cinco mil pessoas, em 12 parcelamentos. A maioria dos moradores é de baixa renda e apenas as ruas principais dos condomínios são asfaltadas. Os loteamentos não têm galeria de águas pluviais nem rede de esgoto. O setor está crescendo, mas ainda não foi regularizado.

A implementação dos hidrômetros começou a ser feita pela Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) neste semestre. A moradora Maria Lucian de Araujo Moraes tem duas casas no setor e reclama do preço cobrado pela companhia, que vem na conta de água. “Eles não me explicaram que se puxasse uma rede só, eu pagaria por só um hidrômetro. Eles fizeram duas ligações. Eu pago 24 prestações de R$ 75,19 em cada conta. Trabalho para pagar imposto”, protesta. …

Procurada pela reportagem, a Caesb explicou que o valor é estipulado mediante um estudo feito no local. A companhia informou que uma das etapas é convocar uma audiência com os moradores da região para explicar todo o procedimento que garantirá o abastecimento de água no local. Ainda segundo a companhia, caso todos estejam de acordo, é feito o cálculo mediante avaliação dos técnicos, regras estipuladas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e a quantidade de lotes existentes para aquela região ou condomínio.

“Todos essas etapas devem ser cumpridas”, explicou Emerson de Oliveira, superintendente da Unidade de Atendimento a Condomínios da Caesb.

Marcelo Vieira Dias, 35 anos, era síndico na época em que houve as reuniões a respeito da instalação do sistema de abastecimento. Embora confirme que tenha ocorrido a discussão sobre a medida, Marcelo alega de que os moradores não sabiam que o custo sairia tão alto para cada morador.

“A gente convocou algumas assembleias, explicamos a situação, representantes da Caesb vieram também, e nós aprovamos para aderir aos termos da Caesb”, diz.

Fonte: Jornal de Brasília – 26/12/2012

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