Casal suspeito de desviar R$ 3 milhões de instituição é preso no DF

Eles usavam recursos do GDF para despesas pessoais, diz Polícia Civil. Corporação investiga mais 15 pessoas e mais duas entidades assistenciais.

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A Policia Civil do Distrito Federal prendeu na manhã desta sexta-feira (12) um casal suspeito de desviar R$ 3 milhões de convênios da Secretaria do Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest) com a Associação Casa da Criança Ana Maria Ribeiro (Criamar), em Ceilândia.

A fraude aconteceu entre 2008 e 2010 e foi descoberta depois que a secretaria desconfiou da prestação de contas da entidade, administrada pelo casal. Os suspeitos usavam notas fiscais frias para justificar os gastos.

Outras 15 pessoas, incluindo funcionários da instituição, estão sendo investigadas. A Polícia Civil também está apurando possíveis irregularidades em outras duas entidades assistenciais administradas pelo casal.

A Criamar atendia 55 crianças e também adolescentes e pessoas com deficiência física, em tempo integral. A creche foi fechada em agosto por determinação do juiz da Vara da Infância e Juventude. A investigação corre em segredo de justiça. As crianças do local foram transferidas pra outras entidades também conveniadas pelo GDF.

Segundo o delegado da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado Fábio Santos de Souza, os documentos mostravam compras de produtos incompatíveis com o perfil da creche. “Um dos casos que posso especificar é a aquisição de bebidas alcoólicas, que não tem nenhuma compatibilidade com o serviço que eles deveriam prestar.”

A partir da suspeita, as investigações apontaram que as notas fiscais eram falsas e que foram realizados diversos depósitos na conta bancária do casal. O convênio entre a creche e o GDF foi assinado em 2005. As contas de 2008 a 2010 foram reprovadas pela Sedest.

A investigação realizada pela Divisão de Combate ao Crime Organizado (Deco), da Polícia Civil, recebeu o nome de Íamo, referência ao filho do deus grego Apolo. Segundo a mitologia, Íamo foi abandonado pelos pais e alimentado por duas serpentes.

O casal está preso temporariamente por cinco dias. O homem é um policial militar aposentado, por isso será encaminhado para uma prisão da corporação. A mulher dele vai ser levada para a Penitenciária Feminina do Gama (Colmeia).

Para o delegado, é possível ressarcir o dinheiro público confiscando bens que o casal possui. “É possível que a gente consiga demonstrar que os bens que hoje eles têm em sua posse foram conseguidos por meio de desvios de recursos públicos”, afirmou.

Fonte: G1 DF – 12/09/2014 12h33

 

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