Cigano revê Velasquez no UFC 155 por acerto de contas e legado como campeão dos pesados

Desde que conquistou o cinturão dos pesados do UFC, em novembro de 2011, Junior Cigano se tornou um dos principais nomes do esporte brasileiro e não apenas no MMA. Ganhou fama, notoriedade, patrocínios e até um contrato com o Corinthians. Entrou para o hall dos astros do Brasil. No entanto, ele ainda tem contas a acertar dentro do Ultimate, o que ele pode começar a resolver nesse sábado, no reencontro com Cain Velasquez na luta principal do UFC 155, em Las Vegas.

Mesmo tendo conseguido um nocaute com apenas 64 segundos de combate na primeira vez que enfrentou o norte-americano e conquistou seu título, o brasileiro ainda é questionado pela rapidez da luta e pelo fato de ambos terem se enfrentado machucados. O nocaute foi impressionante, mas muitos ainda falam que foi um golpe de sorte, que ele não foi testado no combate.

“Se o golpe tivesse sido no joelho, tudo bem, mas foi na cabeça. Se pegar na cabeça de novo, ele vai cair de novo, machucado ou não”, brincou Cigano sobre esses questionamentos.

Não há como negar o brasileiro é um dos mais dominantes lutadores dos pesos pesados, mas essas alfinetadas ainda o incomodam. Ele não assume, mas sabe que uma nova vitória e ainda ainda consistente fará seu cinturão valer mais. Em todas suas entrevistas, sempre disse ter certeza de que o novo combate será longo e que ele não espera outro rápido nocaute.

“Cain está com sede de vitória, ele vai vir com tudo para cima depois que aconteceu disso. Mas estou pronto. Ele vai tentar me colocar para baixo e vou nocauteá-lo de novo. E se a luta for para o chão, vou trabalhar com ele por lá. Quem sabe todos verão pelo jiu-jítsu pela primeira vez.”

Fonte: UOL