DF: DFTrans diz que Viação Pioneira está descumprindo contrato de concessão. GDF deve mais de 65 milhões às cinco empresas de ônibus

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Os problemas financeiros do GDF alcançaram ontem 200 mil usuários das linhas operadas pela empresa Pioneira. O DFTrans, órgão que gerencia o sistema de transporte público, reconhece que deve pelo menos R$ 65 milhões às operadoras do sistema e, até ontem, não tinha nem sequer um real em caixa para honrar estes compromissos.

“Em setembro nosso orçamento acabou. Desde então, dependemos de repasses, que vêm de decretos ou projetos de lei”, afirmou o diretor-geral do DFTrans, Jair Tedeschi. As secretarias de Fazenda e de Orçamento trabalham para encontrar alguma solução para o DFTrans, que tem sido encarado como prioridade.

Tedeschi informa que, por mês, o GDF tem que injetar entre R$ 25 milhões e R$ 30 milhões no sistema para arcar com os subsídios do transporte público, que incluem os benefícios para estudantes, idosos e portadores de necessidades especiais e, até o próximo dia 16, a operação-teste do Expresso-DF. “O sistema depende destes recursos, não se banca sozinho”, explicou.

A Pioneira não é a única que está sem receber. Urbi, Piracicabana, Marechal e São José — ou seja, todas as empresas selecionadas pela nova licitação — também não foram pagas. “Os contratos preveem que, mesmo sem receber, as empresas continuem a operar a concessão. Infelizmente a Pioneira não está cumprindo seu contrato”, afirmou Tedeschi.

Até às 20h de ontem, o diretor-geral do DFTrans não sabia se os rodoviários que iniciaram a greve por falta de pagamento voltariam ao serviço hoje.

Ginástica orçamentária

O fim do governo Agnelo Queiroz tem sido uma permanente ginástica financeira e, no mês passado, começaram as cobranças públicas. Os funcionários da Sustentare, que recolhe o lixo no Plano Piloto, fizeram greve porque a empresa não pagou os salários — alegando não ter recebido do GDF. Também em outubro, os cientistas denunciaram que a FAP-DF (Fundação de Apoio a Pesquisa) cancelou editais que estavam prometidos para a realização de viagens e eventos e os artistas e produtores reclamaram o pagamento de cachês e serviços prestados desde abril para a Secretaria de Cultura.

O Metro procurou a Secretaria de Planejamento e Orçamento para que as dificuldades do governo fossem esclarecidas, mas não obteve respostas.

Fonte: Jornal Metro Brasília – 07/11/2014

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