DF: Reguffe e Gim no ringue

Reguffe

Candidato ao Senado rebate críticas do rival petebista feitas à TV Brasília e ao Correio. Deputado do PDT nega ter sido servidor fantasma no Congresso e admite ter trabalhado em gabinete chefiado por Arruda, mas minimiza a ajuda da família na carreira.

Reguffe disse que trabalhava religiosamente no tempo em que era funcionário comissionado no Congresso…

Principal alvo do senador e candidato à reeleição Gim Argello (PTB) durante entrevista à TV Brasília e ao Correio Braziliense, na última segunda-feira, o deputado José Antônio Reguffe (PDT), também candidato ao Senado, reagiu com tranquilidade. “A maioria das coisas que ele disse são mentiras. Eu, de fato, trabalhei em um cargo comissionado no Congresso nos anos 1990. Não preciso esconder isso. Minha vida é limpa, e meus mandatos estão aí para mostrar isso para Brasília”, disse. Gim alegou que Reguffe foi indicado para a função no Senado por influência política familiar e que era funcionário fantasma, além de não ter produzido nada como parlamentar em dois mandatos.

Em vantagem na disputa para o Senado, Reguffe se tornou alvo de ataques dos adversários — em particular, de Gim e Geraldo Magela (PT). “Eles investigaram toda a minha vida e não conseguiram achar nada de errado nos meus mandatos. Resta mentir e distorcer fatos que ocorreram antes da minha entrada na vida política”, avaliou Reguffe.

Gim Argello citou na entrevista que Reguffe foi funcionário comissionado do ex-governador e ex-senador José Roberto Arruda (PR), na passagem do então parlamentar pelo Congresso Nacional, quando foi líder do governo Fernando Henrique Cardoso. “Eu, de fato, trabalhava na Liderança do Governo, quando ele (Arruda) era líder. Eu era funcionário. Mas uma coisa não tem nada a ver com a outra”, sustentou o deputado. Acusado de ter sido servidor fantasma, Reguffe negou. “É mentira pura. Fiquei no Congresso mais ou menos dois anos — e não seis, como ele disse — e trabalhei religiosamente, de verdade”, acrescentou. 

Gim Argello citou que Reguffe exerceu cargo no Senado Federal por indicação familiar, do tio, o ex-deputado e senador cearense Sérgio Machado. “Se eu fosse querer me aproveitar de influência de família para seguir minha carreira, teria ido para o Ceará. Mas eu fiz o meu próprio caminho. Levei três eleições para conseguir me eleger. Não adianta ninguém querer diminuir o valor da minha luta”, acrescentou o pedetista.

Gim Argello também cobrou Reguffe por considerar que o adversário não produziu sequer um projeto quando foi deputado distrital. “É outra inverdade” , reagiu o candidato do PDT. “Sempre fui pautado pela ética e pelo trabalho. Até tentei aprovar, na época, a redução das verbas de gabinete dos distritais, mas não consegui. Tive várias leis aprovadas. Uma delas oferece bônus de 20% para as pessoas que consomem até determinada quantidade de água no DF”, salientou.

Suplente em xeque

Companheiro de Reguffe na coligação, o candidato ao governo Rodrigo Rollemberg (PSB) também foi criticado por Gim. O petebista citou o caso do primeiro suplente do senador, Hélio José (mais conhecido como Gambiarra), acusado de abusar sexualmente de uma adolescente de 13 anos. Rollemberg antecipou que, caso seja eleito governador, entrará com uma representação no Senado para que a Comissão de Ética da Casa investigue o suplente antes mesmo que lhe seja dada posse.

Fonte: Por ALMIRO MARCOS, Correio Braziliense – 24/09/2014 – – 12:24:46
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