Dirceu pede mesmo apoio dado ao governo Dilma

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Ao lado do deputado federal Roberto Policarpo (PT-DF) e do deputado distrital Chico Vigilante (PT), o ex-ministro José Dirceu

“Não há como separar o apoio e a sustentação do governo da presidente Dilma com a luta pela reforma tributária ou para que a Justiça seja feita na Ação Penal 470 [do mensalão]”, disse, na noite desta terça-feira 5, o ex-ministro José Dirceu durante encontro do PT na Câmara Legislativa do Distrito Federal destinado à “defesa do legado do governo Lula”. O encontro reuniu cerca de 500 militantes.

Condenado a dez anos e dez meses de prisão pelo Supremo, Dirceu discursou por cerca de uma hora e disse que “neste momento, falar sobre a ação penal é a tarefa mais importante que temos”. “Por isso, o ex-presidente Lula vai iniciar dia 20 uma série de seminários”, completou, acrescentando que “a direita, a oposição, começa a radicalizar a luta política” de olho na eleição presidencial de 2014. …

“Temos o desafio político de vencer as eleições de 2014. Mas isso diz respeito a nós, ao PT e aos partidos que compõem a coalizão”, discursou. “Esse desafio depende do que nós estamos fazendo aqui. Nossos adversários fazem isso dia e noite. Tentando sabotar. Criando crises que podem vir a prejudicar o crescimento econômico”, disse.

Defesa

Dirceu voltou a classificar o julgamento do mensalão como “político”. “O julgamento às vésperas do segundo turno não tinha o objetivo de fazer justiça e sim uma tentativa de inviabilizar o nosso governo”, disse. “Não se trata de uma ou outra liderança do PT. Não se trata da denúncia do chamado mensalão. Se trata da tentativa de colocar o PT no banco dos réus”, completou.

Dirceu ainda acusou a imprensa de ser imparcial com o PT. “Se fosse o contrário, teria ficado 15 dias no Jornal Nacional que o PSDB ficou com 15% dos candidatos impedidos por ficha suja”, argumentou, emendando uma comparação entre s governos de Fernando Henrique Cardoso e de Luiz Inácio Lula da Silva, com números favoráveis a Lula. “Nunca se combateu tanto a corrupção no Brasil”, disse.

Fonte: Brasília 247 – 06/02/2013

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