Eleições: coligações podem ajudar ou sepultar

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Com as atenções voltadas para a composições das chapas majoritárias e as indefinições sobre quem vai estar com quem, os deputados federais brasilienses que pretendem a reeleição também procuram se posicionar da melhor forma possível para manter suas cadeiras. 

Diante dos possíveis candidatos ao governo, algumas alianças, aparentemente, facilitarão a vida dos parlamentares que já estão no cargo. Por outro lado, desavenças internas e falta de disposição para fechar apoios podem dificultar a reeleição de outros.

Desconfortável

A situação de Izalci Lucas não é das mais confortáveis. Pré-candidato ao governo do Distrito Federal até há pouco tempo, o deputado viu-se ignorado com a decisão da Executiva nacional do PSDB de indicar o nome de Luiz Pitiman ao Buriti, sem a realização de prévias. 

A decisão não agradou nem a Izalci nem a aliados tradicionais dos tucanos, que se recusam a coligarem com o também deputado federal. “Terei problemas para conseguir coeficiente já que DEM, PPS e o Solidariedade, não querem coligar com o partido por causa do Pitiman. Para fazer um deputado federal são necessários 220 mil votos e sozinho o PSDB não conseguirá com facilidade essa quantidade de votos”, afirma.

Em meio as dificuldades, o tucano apelou ao presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, pré-candidato à presidência da República, para que tente “sensibilizar” antigos aliados. “Conversei com o Aécio e ele me disse que chamará os partidos para uma conversa”, diz o federal, que também procurará Pitiman.

As condições de cada um
 
1. Dos oito deputados federais em mandato, três não disputarão a reeleição: José Antônio Reguffe (PDT) e Geraldo Magela (PT), ambos pré-candidatos ao Senado, e Luiz Pitiman que concorrerá ao Buriti.
 
2. A deputada Jaqueline Roriz (PMN) garante que disputará a reeleição. Ela afirma que apoiará a chapa formada por sua irmã Liliane Roriz (PRTB) e pelo ex-governador José Roberto Arruda (PR), que tentarão tirar Agnelo Queiroz (PT) do Buriti, e qualquer partido disposto a enfrentar o PT.
 
3. Izalci afirma, que se reeleito, trabalhará durante os quatro anos de mandato para firmar alianças que viabilizem uma futura disputa ao Buriti, mas garante que, se o PSDB não lhe der condições para  disputar não permanecerá no partido até 2018.
 

Em busca de um “chapão”
 
Há três anos no cargo de deputado federal, herdado de Paulo Tadeu, hoje conselheiro do Tribunal de Contas do DF, o presidente regional do PT, Roberto Policarpo, também é pré-candidato a Câmara. Ele conta que aproveitou o tempo no cargo para fortalecer sua imagem entre os segmentos dos servidores públicos e as regiões administrativas. Agora costura com os outros partidos da base governista a melhor maneira de compor as chapas para as eleições proporcionais. 
 
“Tivemos uma reunião com todos partidos da base para ver qual será o melhor caminho para compor uma aliança. Acredito que o ideal é que tivéssemos uma chapa única, o “chapão”, para que não haja sobra de votos e possamos eleger o maior número de deputados, mas os outros partidos querem duas coligações, por acreditarem que terão mais chance de eleger seus deputados”, afirma Policarpo.
 
Ele pretende resolver a questão  nos próximos 15 dias. Do contrário o presidente do PT-DF acredita que só no final de junho, com o fim do prazo limite para a realização das convenções partidárias de todas as siglas. “Quanto antes fecharmos melhor será para todos”, disse. Informações Jornal de Brasília.
 
Fonte: Guardian Notícias – Quinta, 22 Maio 2014 00:00
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