Eleições: Jofran Frejat tem 20 dias para se tornar surpresa

Novo candidato do PR ao GDF assume com a missão de herdar os votos de Arruda. Para adversários, uma nova campanha começou

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Alçado à corrida ao Palácio do Buriti às vésperas da disputa nas urnas, Jofran Frejat (PR) se torna a principal incógnita das eleições do Distrito Federal. Herdeiro da renúncia de José Roberto Arruda, no sábado, o novo candidato assume com a incômoda missão de manter o favoritismo do antecessor nas pesquisas. …

Arruda -que renunciou depois de sete derrotas consecutivas na Justiça e se tornou ficha suja por acusação no escândalo do mensalão do DEM -passará à condição de cabo eleitoral e manterá influência na campanha, já que a sua mulher, Flávia Peres, será candidata à vice-governadora na nova chapa.

Embora apostasse ainda num recurso no STF (Supremo Tribunal Federal) como tábua de salvação da candidatura, o tempo foi um adversário.

A Lei Eleitoral fixa hoje como data-limite para confirmar os nomes que serão levados à urna eletrônica em 5 de outubro. Se insistisse em manter a campanha mesmo barrado, Arruda ameaçava tirar da disputa toda a coligação. Uma nova derrota significaria a impugnação de Arruda, do vice, Jofran Frejat, e do candidato a senador Gim Argello.

Negociações
Principal padrinho da aliança, o ex-governador Joaquim Roriz foi decisivo e cravou Frejat como substituto natural. Liliane Roriz buscou caciques de PPS, DEM e do PSDB para demonstrar força política, mas preferiu manter a campanha a deputada distrital. Gim Argello, terceiro colocado nas pesquisa para o Senado, se apresentou como opção, mas foi descartado.

Em meio à batalha judicial, Arruda foi procurado na semana passada pelo presidenciável do PSDB, Aécio Neves, que lhe sugeriu deixar a disputa e subir no palanque de Luiz Pitiman. Arruda não se empolgou, segundo relatos de assessores.

Para evitar ficar ainda mais enfraquecido com a renúncia, Arruda trabalhou pela vaga de vice para a mulher.

Adversários
Faltando três semanas para as eleições, a saída de Arruda devolveu a corrida eleitoral no DF à estaca zero. Nas campanhas de Luiz Pitiman (PSDB) e Rodrigo Rollemberg (PSB) o sentimento é o de que enquanto a campanha à reeleição do governador Agnelo Queiroz (PT) seguirá na mesma, ambos serão possíveis herdeiros de parte dos 37% das intenções de votos do ex-candidato do PR.

Frejat, avaliam, é um candidato competitivo, mas que não teria o carisma e o poder de convencimento de Arruda.

O impacto da mudança, porém, só será medido a partir das próximas pesquisas.

Fonte: Por MARCELO FREITAS, jornal Metro Brasília – 15/09/2014 – – 09:19:02
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