Eliminado do Candangão, Gama só volta a jogar oficialmente em 2014

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Eliminado do campeonato local e fora de outras competições, Gama deve dispensar parte do elenco hoje e começar reformulação para a próxima temporada.

Não deu na primeira nem na segunda chance. Fora das finais dos dois turnos do Campeonato Brasiliense, o Gama não só se despediu do torneio como também das atividades profissionais no ano. Sem vaga na Série D, o alviverde deve dispensar parte dos jogadores na tarde de hoje, quando o time se reapresentar no Centro de Treinamento Ninho do Periquito. O desfecho melancólico ocorreu apesar de o clube ter perdido apenas uma partida na competição, logo para o campeão do primeiro turno, o Brasília. Agora, é contar com a sorte — e até mudar de identidade — para sobreviver aos oito meses restantes de agonia.

As férias forçadas já eram previstas pela diretoria do time, tanto que o clima de luto passou, mesmo que precocemente. O tempo longe das competições nem é tão lamentado, mas, sim, encarado como um período para colocar a casa em ordem e ter um 2014 mais promissor. “É como a morte de um amigo. Na hora que é enterrado, você chora, mas a vida volta ao normal”, compara o presidente do clube, Antônio Alves do Nascimento Neto, o Tonhão, colocando-se como um dos culpados. “Confesso que não aguentei. Foi muita pressão de uma forma geral. Preferi tirar a minha cabeça da guilhotina. Se tivesse mantido o grupo, tinha mais chance de aumentar a produção e classificar”, explica o dirigente.

Ele refere-se à decisão tomada em março, quando demitiu o técnico Vitor Hugo depois de o Gama empatar sem gols com o Brasiliense e ser eliminado na semifinal da Taça JK, o primeiro turno do campeonato. A contratação de Reinaldo Gueldini para o cargo, no entanto, não é lamentada: o treinador está nos próximos planos do alviverde.

Um convite para disputar a segunda divisão do DF, em meados de agosto, com a camisa do Santa Maria foi feito. Há, inclusive, um “pré-acordo”. A diretoria ainda estuda a possibilidade e encara a chance como uma forma de preparação para o campeonato mais importante do time a partir de agora: a Copa São Paulo de Juniores, em janeiro do próximo ano.

Após a eliminação dos profissionais, as categorias de base viraram prioridade no clube. Os jogadores com idade inferior a 19 anos serão alocados nos times júnior e juvenil. Já os que não poderão jogar com os mais novos tendem a ser emprestados. Veteranos, como Alan Delon e Aloísio Chulapa, e atletas com contrato apenas até o mês que vem não fazem parte dos planos da equipe, de acordo com Tonhão. “Informaremos que não temos atividade para eles”, explica.

O Gama ainda almeja um convite para disputar a Série D do Campeonato Brasileiro — mesmo com o DF tendo direito a apenas uma vaga. Ocorre que, como é comum equipes desistirem de participar da competição por conta dos custos, há a possibilidade de herdar um lugar. “Vamos conversar com o presidente da federação (Josafá Dantas) e, se houver a possibilidade, vamos deixar mais jogadores e aceitar de bom grado”, declara Tonhão.

Fonte: Super Esportes –  23/04/2013 12:42

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