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Empreender e trazer inovação ao campo ganha cada vez mais espaço no DF

As microempresas não vivem só nas cidades. Os agricultores também conseguem, com criatividade e espaços mínimos, fazer bons negócios. No DF, o problema de posse das terras ainda impõe mais uma dificuldade para os empreendedores

 'Temos que produzir muito em pouco espaço. Quem consegue isso, vive bem no campo' - João Generoso, produtor rural que investiu na plantação de pimentões (Geyzon Lenin/Esp. CB/D.A Press)

Quando se fala em pequenos negócios, o cenário que vem à cabeça é o urbano, com oferecimento de mercadorias e serviços. Mas o conceito de inovar não está restrito à cidade. Em tempos de o agronegócio tornando-se responsável pelo bom desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, a área rural mostra força. A convivência é com desafios, como o de aumento da produção sem estender a área plantada. Em regiões como o Distrito Federal, cuja estrutura fundiária é baseada em pequenas propriedades, esse obstáculo toma fôlego. Por isso, o conceito de empreender e trazer inovação ao campo ganha mais espaço a cada dia nas cooperativas agrícolas e em organizações de apoio.

Das 18.309 propriedades rurais localizadas em território brasiliense, 86,33% são consideradas de pequeno porte — de até 20 hectares de área. Com uma pequena porção de terra destinada a cada agricultor, o investimento em tecnologia e gestão torna-se essencial para conseguir o sustento e o lucro das propriedades. Foi o que fez João Generoso Caixeta Filho, 43 anos. Há dois anos, ele deixou de ser meeiro e adquiriu 14,9 hectares no Núcleo Rural Taquara, em Planaltina. Na ocasião, comprou três estufas para plantar pimentão. Um ano depois, investiu R$ 50 mil e comprou mais nove. Isso porque, em estufa, o pimentão produz 2,25 vezes mais do que a céu aberto. Além disso, protegida, a planta cresce com altura de 2,8m, e a colheita ocorre de oito a 10 meses por ano. Em campo, a planta fica com 1,2m e pode ser colhida de cinco a seis meses anualmente.

“Temos que produzir muito em pouco espaço. Quem consegue isso, vive bem no campo. Comprei as novas estufas e vou recuperar já na próxima safra ”, calcula João Generoso. Para aumentar a produtividade, ele ainda investiu em inovações como a irrigação por gotejamento com adubação — por esse sistema, a planta recebe a quantidade necessária de água e nutrientes como nitrogênio, fósforo e potássio — e o uso do moushling — um plástico que protege a planta e retém o calor.

Fonte: Correio Braziliense

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