Ex-dirigentes da Gonçalves Ledo têm prisão decretada e estão foragidos

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A Polícia Civil do DF está à procura do grão-mestre da Maçonaria no DF, Jafé Torres, e outros dois ex-dirigentes da Fundação Gonçalves Ledo, acusados de desvios de recursos do Programa DF Digital.

Eles são considerados foragidos da Justiça. O Tribunal de Justiça decretou ontem (28) a prisão preventiva dos três. A medida inclui Jafé, Stuart do Rego Barros Carício e Reginaldo Silva Pereira Filho. A decisão foi tomada por unanimidade na sessão de ontem (28) pela 3a Turma Criminal do Tribunal de Justiça do DF, sob a relatoria do desembargador Humberto Ulhôa. …

A Polícia Federal já foi comunicada de que os três estão foragidos, para evitar fuga pelas fronteiras.

Além de suspeitos de desvios de recursos públicos, os três foram denunciados pelo crime de “denunciação caluniosa”, uma vez que, segundo o Ministério Público do DF e a Polícia Civil, eles tentaram envolver uma das testemunhas numa trama criminosa, para desacreditá-la.

Para a Polícia Civil, essa tentativa representa uma forma de obstruir a investigação e o trabalho da Justiça, uma das causas previstas em lei para prisão preventiva.

Os advogados dos três acusados acompanharam a sessão da 3a Turma Criminal na tarde de ontem. O pedido de prisão tramita desde antes do Carnaval. O relator havia concordado com a medida preventiva, mas a desembargadora Nilsoni de Freitas Custódio pediu vista. O julgamento foi concluído na sessão desta quinta-feira.

Em agosto de 2012, a Justiça decretou a prisão temporária de Jafé, Stuart, Reginaldo e outros suspeitos de envolvimento nos desvios, durante a Operação Firewall, da Divisão de Combate ao Crime Organizado (DECO), da Polícia Civil do DF. Jafé Torres também fugiu na ocasião. Depois teve a prisão temporária revogada pelo Tribunal de Justiça.

A DECO e o Ministério Público investigam contrato sem licitação firmado em 2009 entre a Gonçalves Ledo e a Fundação de Amparo à Pesquisa (FAP), do GDF. Investigação mostrou que o Programa DF Digital funcionava precariamente, com cifras altíssimas. O contrato era de R$ 135 milhões para cinco anos.

Fonte: Blog da Ana Maria Campos – 01/03/2013

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