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O Gama conseguiu à duras penas a sonhada classificação para as semifinais do Campeonato Candango de 2013. Após a sofrida vitória sofre o Luziânia-GO no último sábado, a equipe alviverde contou com a competência do Botafogo-DF que segurou o atual campeão Ceilândia em pleno Abadião para seguir adiante na competição. Agora o periquito terá pela frente o arquirrival Brasiliense e terá que vencer o adversário fora de casa se quiser seguir para as finais do turno.

Apesar da alegria da classificação, o clima está pesado dentro do clube. No final do jogo diante do Luziânia, o técnico Vitor Hugo desabafou na imprensa que o Diretor de Futebol Vilson de Sá estaria minando o seu trabalho. Acuado, Vilson saiu pela tangente.

Para saber o que levou a este rompante do técnico, o BLOGAMA reviu os fatos e reuniu os possíveis motivos da suposta briga entre o dirigente e o treinador. Especula-se que na verdade a animosidade entre ambos teria começado ainda na pré-temporada. Depois de ter feito parte da antiga diretoria, Vilson foi confirmado como Diretor de Futebol pela presidente Antônio Alves do Nascimento, o Tonhão. Logo em seguida, o Vice-Presidente de Finanças Antônio Cândido de Moura, o Toninho veio à público afirmar que Vilson não poderia ser diretor do clube em função de não ter seu nome aprovado em Assembléia e ainda ser sócio da GOL Empreendimentos, empresa que colocou o Gama na justiça. O fato enfraqueceu politicamente o Diretor que mesmo assim teve seu nome confirmado por Tonhão.

Apesar de ser Diretor de Futebol, Vilson não teria poderes de indicar jogadores já que as contratações ficariam à cargo do Vice de Futebol, Stenio Pinho. As contratações do clube vieram referendadas por Vitor Hugo com ajuda de seu auxiliar-técnico Flávio Goiano. Prova da falta de força de Vilson dentro do time foi quando o clube resolveu dar oportunidades à jogadores da comunidade e indicados para fazer testes em Janeiro. Na ocasião Vilson trouxe cerca de oito atletas de Santa Catarina para serem avaliados e Vitor Hugo reprovou todos.

Depois desse fato a relação entre ambos estremeceu. Vitor Hugo não teria permitido que o Diretor de Futebol desse opiniões acerca da montagem do elenco ou quanto à questões táticas. O clima continuou frio entre ambos até que houve o polêmico caso da barração no CT. No dia 19 deste mês, o Membro do Conselho Deliberativo Gehad Santa Cruz teria sido informado por Vilson de que o treinador o teria proibido de ter acesso à sede administrativa do CT. O Conselheiro ficou irado e o caso foi parar na imprensa. No dia seguinte Vitor Hugo teria almoçado com o conselheiro e tomado conhecimento do fato, tanto que desmentiu a barração na imprensa. Coincidentemente Vitor Hugo e Gehad se abraçaram no final do último jogo colocando ponto final na suposta intriga.

O desabafo de Vitor Hugo foi registrado em praticamente todos os meios de imprensa do DF. Ocupou inclusive uma página inteira do Jornal de Brasília e deixou o presidente do Gama em uma tremenda saia justa. Apesar do barulho em torno do assunto, o presidente não comunicou qualquer atitude a ser tomada. Apesar de Vitor Hugo afirmar que o fato não gerou rachas no grupo, os sinais são de que existe exatamente o contrário: a diferença no rendimento dos atletas dentro de campo dizem por si. E as contusões dos “medalhões” Alan Dellon e Aloísio na semana do jogo decisivo é um mistério até hoje não elucidado.

Fonte: BloGama Net

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