Futebol do DF: Gama amarga pior fase de sua existência

Em férias forçadas, o Gama luta contra o ostracismo e procura uma forma de manter o clube em atividade pelo resto do ano. Apesar da vontade de organizar o time profissional para a temporada 2014, a diretoria do Gama começou mal. A primeira reunião após a fatídica eliminação não reuniu quórum de diretores necessários para acontecer. Apenas três membros da diretoria executiva compareceram ao Centro de Treinamento Ninho do Periquito.

Assim que retomou o controle do clube em novembro de 2011 a nova diretoria do alviverde prometeu o início de uma após passar, em 19 anos, do céu ao inferno nas mãos de Wagner Marques e Carlos Macedo. A promessa do primeiro ano era de montar um elenco enxuto pela falta de parceiros e de dinheiro. O Gama acabou jogando o Candangão 2012 com um time feito em cima de jogadores de categorias de base do clube e, também, atletas do futebol amador da cidade. Augusto César, ex-atleta e também ex-treinador da base do clube, foi o responsável por comandar a garotada.

Este ano a promessa era diferente. Após a eleição que nomeou Antônio Alves do Nascimento, o Tonhão, para presidente do clube, vários parceiros e ligações políticas começaram a aparecer. A principal delas e também a raíz de todos os outros “amigos” do clube, o deputado federal Ronaldo Fonseca foi o primeiro confirmado. O político trouxe a reboque outros vários parceiros que causaram uma chuva de novos conselheiros no time. A vice presidência de futebol foi entregue a Stênio Pinho e a de marketing para Saulo Diniz, novatos no futebol do Periquito do DF.

De vento em popa

O início foi animador. A torcida compareceu aos jogos e o Gama mostrava ter um time de boa qualidade técnica. Os resultados, assim como os patrocinadores, começaram a aparecer. Mas a crise também chegou cedo. Invicto, o técnico Vitor Hugo caiu após não conseguir passar pelo Brasiliense na semi-final da Taça JK, o primeiro turno do Candangão 2013. Junto com o técnico sete jogadores titulares deixaram o Gama e procuraram seus destinos, fazendo com que Reinaldo Gueldini, o novo treinador do alviverde, tivesse muito trabalho para contratar jogadores que estivessem dentro do limite salarial estabelecido pela diretoria, restando poucos dias para o fim das inscrições.

Com o desastre anunciado, o Gama chegou agonizando à última rodada da fase de classificação do segundo turno do Candangão 2013. O Periquito precisava torcer para um revés do Ceilândia e do Brasília, além de vencer bem o Brazlândia para que pudesse sonhar com uma das quatro vagas nas semifinais. Nada disso aconteceu. O Gama até ganhou do Brazlândia pelo magro placar de 1 a 0, mas o Brasília e o Ceilândia também venceram e eliminaram os gamenses.

Desorganização e protesto

Já na última partida da Taça Mané Garrincha, no estádio Chapadinha, a torcida do Gama levou um caixão preto onde havia escrito “diretoria” e o escudo do próprio time. O caixão foi destruído de forma simbólica pelos gamenses durante o jogo.

A diretoria executiva havia marcado uma reunião para às 18h desta quinta-feira, no Centro de Treinamento do clube. Porém, somente três diretores compareceram ao local, o presidente Tonhão, o vice-presidente Jurídico Danilo Rinaldi Jr. e o vice-presidente de patrimônio, Joaquim Carlos, o Carlinhos.

Por falta de cartolas no horário e local marcados, o presidente do conselho executivo do Gama achou por bem cancelar a reunião entre os diretores. Do lado de fora alguns torcedores tentavam entrar no local, mas foram proibidos por um porteiro. Entrando na cidade do Gama a reportagem do Esporte Candango se deparou com um grupo de 20 membros da torcida organizada Ira Jovem Gama que estavam à beira da pista com uma faixa escrito: “Gama, paixão que faz vencer. Diretoria que faz sofrer”.

Poucos minutos depois, mais 15 torcedores se uniram ao grupo que ficou por algum tempo no acostamento da pista engarrafada da entrada da cidade do Gama. “É obrigação o Gama ganhar o Candangão, o mínimo era o título. Esse ano tinha tudo, recurso, dinheiro e estrutura. Mas o que atrapalhou foram jogadores sem amor pelo Gama e o ego de diretores que não têm compromisso com o Gama. Exigimos que a diretoria venha até a torcida e dê explicações”, disse Altair Santos, conselheiro da torcida organizada.

Informações Clube Esportes DF

Da Redação

Fonte: Guardian Notícias

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