Justiça do DF aceita denúncia contra presidente do Barcelona

Ele passa a ser réu em ação sobre desvio de dinheiro em jogo da seleção.
Advogado dele nega acusação. Outras quatro pessoas foram denunciadas.

A Justiça do Distrito Federal aceitou denúncia feita pelo Ministério Público contra o presidente do Barcelona, Sandro Rosell, acusado de participar de suposta fraude envolvendo o amistoso Brasil e Portugal, ocorrido em 2008, no Distrito Federal. Com a decisão, Rosell passa a ser réu no processo. A defesa de Rossel diz que a acusação é “absurda”. Outras quatro pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público do DF.

 Sobre Rosell pesa a suspeita de ele ter embolsado R$ 1 milhão da cota de R$ 9 milhões recebida pela empresa Ailanto para organizar o amistoso. A denúncia oferecida pelo Ministério Público foi revelada pelo jornal “Folha de S.Paulo” nesta terça-feira (12).

 De acordo com o jornal, Rosell é um dos sócios da empresa. A Alianto foi contratada pelo governo do DF, sem licitação, para organizar o amistoso. Rosell teria repassado R$ 705 mil ao ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Ricardo Teixeira.

 O jornal afirma que a empresa possui outras ligações com o ex-presidente da CBF. A filha de Ricardo Teixeira, Antônia Wigdand Teixeira, de 11 anos, teria recebido mais de R$ 3,8 milhões do presidente do Barcelona.

O amistoso da seleção marcou a reinauguração do estádio Bezerrão, no Gama, no Distrito Federal.

O advogado do presidente do Barcelona no Brasil, Antenor Madruga, disse que a denúncia é “totalmente absurda”.

“O MP fez uma denúncia depois de dois anos de investigação, uma  investigação a que a polícia não havia chegado a nenhuma conclusão, não encontraram nenhum indício de superfaturamento ou corrupção”, afirmou. “Eu tenho certeza que isso não vai ter futuro. É só uma dor de cabeça.”

O G1 não conseguiu contato com o ex-presidente da CBF nem com o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda. Na época em que surgiram as primeiras suspeitas sobre o caso, em 2011, o advogado do ex-governador José Roberto Arruda, Edson Smaniotto, disse que havia exceções que permitiam ao governo fazer contratos sem licitação – caso do pagamento de jogos da seleção brasileira.

O assessor de imprensa da CBF, Rodrigo Paiva, informou na mesma época que os jogos da seleção brasileira eram vendidos a uma empresa da Arábia Saudita, que detinha os direitos de negociação, contratação e produção dos eventos.

Segundo ele, deveria ter sido esta empresa a vendedora dos direitos à Ailanto Marketing, o que tiraria da CBF qualquer responsabilidade sobre eventuais irregularidades.

Fonte: G1 DF

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