Lixo espalhado por candidatos nestas eleições é o maior da história do DF

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As ruas da cidade, a 30 quilômetros de Brasília, estão tomadas por materiais de divulgação das campanhas.

A dona de casa Marinalva Monte, 35, mora próximo a uma escola que recebe seções de votação e diz que, desde sábado, 4, o lixo se acumula pelas ruas. “A cidade ficou imunda. Os partidos deveriam ser obrigados a limpar toda essa sujeira, ou a arcar com as despesas do governo com a limpeza urbana”, defendeu.

O material de campanha jogado nas ruas também incomodou o comerciante Jonatas Santos, 79 anos. “A cidade fica ainda mais suja em dia de eleição. Eles (candidatos) tinham que dar exemplo, e não espalhar lixo. Além de ser feio, se chover antes, esses papeis vão entupir os bueiros, não pode”.

Para a professora Joana Oliveira, 42 anos, o problema poderia ser evitado com fiscalização. “Todo ano (que há eleições) eles fazem isso. A gente não vê ninguém fiscalizando. Por isso, fica tudo sujo”, acredita. A aposentada Joana Paes, 65 anos, relata que escorregou e quase caiu por conta dos papeis espelhados no chão. “É um desrespeito com o eleitor. Isso fica no chão, faz a gente cair. Não é assim que se conquista voto”.

“Parece que o lixo só aumenta a cada eleição. Eu vim votar e fiquei decepcionado. Isso não influencia ninguém, pelo contrário. A cidade já é suja, e esses papeis deixam tudo ainda mais imundo”, opina Marcus Gomes, 22 anos. O cobrador levou o filho Vinícios, de dois anos, para a votação. “Quero que ele tenha consciência da importância de hoje desde pequeno”.

Apesar da grande movimentação próximo aos principais locais de votação, em Ceilândia, as filas nas seções estavam pequenas nos últimos momentos do dia de eleições.

Todas as seções do Distrito Federal estavam equipadas com identificação biométrica, o que, segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), aumentou o tempo de permanência na seção de votação.

O vigilante João Damasceno deixou para votar mais tarde, porque estava trabalhando. Segundo ele, o tempo que ficou na fila foi de menos de 15 minutos. “Até me surpreendi. Achei que a fila ia ser grande, por causa da biometria”.

A vendedora Andressa Oliveira, 23 anos, disse que pela manhã as filas eram maiores, e o tempo de espera, em algumas seções, passou de uma hora. “A biometria deixou tudo mais devagar. Algumas pessoas reconhecem (as digitais) rápido, mas outros tentam várias vezes até conseguirem. Agora à tarde, as filas diminuíram, mas de manhã estava bem cheio”.

Fonte: Gazeta de Taguatinga – Segunda, 06 Outubro 2014 15:27

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