COPA: Agnelo tira dinheiro da saúde para estádio Mané Garrincha

O governador Agnelo Queiroz não parece muito preocupado com a situação da saúde no Distrito Federal. Nesta quinta-feira (31), foi publicado decreto no Diário Oficial do DF que retira R$ 258.241,00 de recursos específicos para implantação de Unidades de Pronto Atendimento (UPA). Ao todo, o decreto 34.132/2013 transfere R$ 100 milhões de diversas áreas para a construção do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha.

A decisão do governo retira também recursos da construção do Veículo Leve sobre Pneus (R$ 11 milhões), de terminais rodoviários (R$ 4,1 milhões), de execução de obras de recuperação de vias em todo DF (R$ 22 milhões), do aterro sanitário em Samambaia (R$ 2,3 milhões). Até o Programa Pró-Moradia foi prejudicado e perdeu R$ 5,2 milhões.

Para a deputada Eliana Pedrosa (PSD), a publicação oficial mostra a falta de planejamento do GDF. Segundo ela, o governador usa a Copa do Mundo para justificar toda e qualquer falta de comprometimento com a saúde. “E não só a saúde está sendo prejudicada com esta medida. As vias do DF estão cheias de buracos e agora com menos recursos. Até dinheiro de creche foi encaminhado para a construção do Estádio. A Copa é importante, mas comprometer os serviços à população em nome do evento é uma irresponsabilidade”, afirmou a parlamentar.


Obra bilionária

As obras do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha atingiram, em janeiro, a incrível quantia de R$ 1,3 bilhão. O montante foi alcançado depois da publicação no DODF de um aditivo de R$ 185 milhões para “execução de serviços extras contratuais necessários à perfeita conclusão da obra”. Atenta ao gasto bilionário, Eliana protocolou requerimento para realização de audiência pública para discutir a questão.

Na semana passada, o Tribunal de Contas do DF divulgou relatório de auditoria nas contas das obras do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. O resultado apontou um desvio de R$ 212,3 milhões e, por isso, o tribunal já cobrou a devolução de R$ 99,9 milhões do consórcio privado que administra a obra e do GDF cobrou explicações de R$ 112,4 milhões desviados.

Fonte: Câmara Em Pauta