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Muitos candidatos para poucas vagas

Legendas com muitos nomes fortes podem fazer caciques morrer na praia nestas eleições

Em alguns partidos, a situação dos candidatos a deputado distrital será ainda mais difícil que em outros. É o tal do muito cacique para pouco índio adaptado para as eleições. PR, PDT, PT, MDB, PSD e PSB estão nessa situação e apostam alto na disputa para a Câmara Legislativa.

No PR, por exemplo, são cinco as apostas para o cargo na Câmara Legislativa – quatro já são parlamentares: Bispo Renato, Agaciel Maia e Sandra Faraj, que são distritais, e Brunny, que é deputada federal pelo Estado de Minais Gerais. Mesmo que o quociente eleitoral caia por conta dos votos nulos, brancos e abstenções, dificilmente o grupo teria votos para eleger todos eles. No partido do ex-governador José Roberto Arruda, ainda tem  presidente regional do partido, Alexandre Bispo, que está firme na disputa.

O mesmo se repete no PSD. O partido do deputado federal Rogério Rosso vai lançar três grandes concorrentes – Renato Santana, Robério Negreiros e Cristiano Araújo. Os dois últimos já estão sentados na Câmara Legislativa e o primeiro é o atual vice-governador do DF. Terá o partido votos suficientes para eleger a todos?

No PT, Arlete Sampaio, Geraldo Magela e Roberto Policarpo estão no páreo. Além dos que já são distritais e candidatíssimos à reeleição, Ricardo Vale e Chico Vigilante. Wasny de Roure vai tentar o Senado.

Já o PSB, do governador Rodrigo Rollemberg, além dos dois já distritais Luzia de Paula e Juarezão, vai tentar emplacar outras lideranças do partido, a exemplo de Marlon Costa, homem de confiança do Palácio do Buriti; o ex-secretário Igor Tokarski; o ex-corregedor Henrique Ziller; e o ex-subsecretário de Direitos Humanos, Rodrigo Dias.

O partido do ex-vice-governador Tadeu Filippelli, MDB, também três parlamentares que vão insistir na reeleição: Raimundo Ribeiro, Wellington Luiz e Rafael Prudente. A nora do ex-vice, que dá as cartas na regional do partido, também briga por uma das 24 cadeiras: Ericka Filippelli está há algum tempo em campo com o sogro. E é uma das prioridades do partido nesta disputa.

Os deputados Reginaldo Veras e Claudio Abrantes, do PDT, também são candidatos à reeleição. E disputam os votos com Patrício, o ex-cabo, que saiu do PT para tentar, no partido de Joe Valle, se cacifar para a disputa. O próprio presidente da Casa é uma ameaça, mesmo que insista que não deve pleitear um novo mandato de distrital. Ele quer mesmo é ser senador. Mas, pode esbarrar na provável aliança do PDT com o PSBdo governador Rodrigo Rollemberg. Se ele mudar de ideia, deixar a candidatura ao Senado e se recusar uma tentativa de chegar à Câmara Federal, pode bagunçar ainda mais o meio de campo no partido.

Fonte: Poder no Quadrado –  05/07/2018 20:11

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