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Arruda

“Me deixem quieto aqui no meu exílio paulista. Não sou candidato a nada” – foi a resposta do ex-governador José Roberto Arruda à publicação nesta CARTA da informação de que havia decidido candidatar-se a governador do Distrito Federal em 2014.

O interlocutor – que esteve com Arruda em São Paulo – o encontrou no escritório de um amigo, que frequenta na Avenida Paulista.

Reencontrou um Arruda bem mais magro, preocupado em manter com sua forma física. Continua ágil e atento à política. E sem estar filiado a nenhum partido, embora com muitas sondagens e até convites. …

– “As pessoas vêm me procurar aqui, para me propor várias opções de candidatura, dou  apoio, mas digo a todas que não tenho nada decidido para minha volta à política.” – disse ao interlocutor.

Hoje, em seu “exílio dourado” – conforme gracejou – entrega-se a atividades puramente intelectuais. Ao lado de sua mulher Flávia, divide o tempo entre o apartamento e o escritório..

Mas como todo animal politico mantém-se atento ao desenrolar da politica do DF. Sabe de cor e salteado quem é quem e quem quer o quê. Lê tudo o que lhe chega às mãos de Brasilia.

Sabe também que é um trunfo vivo para quem quiser se eleger em 2014, para governador, senador, deputado federal e distrital. Em quem Arruda colocar a mão no ombro, sairá com enorme vantagem para a eleição. Se for ele o candidato, então, será um praéro duro para qualquer hipótese.

Porém não depende só dele. O processo da Operação Caixa de Pandora não tem ainda denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal. Enquanto não estiver passado em julgado ele continua elegível.

O exilado paulista todavia é paciente e não demonstra inquietação. Nem tédio de sua vida atual.

Aliás, essa história de exílio não vale muto na política brasileira. Em 1950, Getúlio Vargas estava em seu “exílio” em Itu, no Rio Grande do Sul, numa fazenda longínqua  e Adhemar de Barros foi lá num DC-3 para convencê-lo a voltar a se candidatar a presidente. Vargas se convenceu,voltou, e venceu a eleição daquele ano.

Outros que voltaram do exílio e venceram eleições: Miguel Arraes e Leonel Brizola.A escola é boa e ampla. Todos populistas, jamais esquecidos elo povo, como parece ser Arruda.

Por Leonardo Mota Neto

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