“Opinião” PT precisa de um senador para chamar de seu

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Foto da Internet

Não só a reeleição de Agnelo Queiroz motiva o PT. A vaga ao Senado virou questão de honra. E de sobrevivência para 2018. A experiência frustante de 2010 serviu de lição. O partido venceu a eleição e cabo a rabo. Mas não levou.

Elegeu os dois senadores coligados: Cristovam Buarque (PDT) e Rodrigo Rollemberg (PSB). Antes da metade do governo os dois foram para a oposição. Serão antagonistas de Agnelo em 2014. Rodrigo é candidato ao Buriti, com Cristovam em seu palanque.

O PT precisa que o candidato da vaga ao Senado seja do PT. Se Agnelo for reeleito sem um senador petista, a vida vai complicar. Se Reguffe (PDT) ou Gim Argello (PTB) ocuparem a vaga, eles surgem como alternativas em 2018. …

Rodrigo Rollemberg será novamente a bola da vez. Até lá, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), estará mais maduro e mais forte para disputar o Palácio do Planalto. Um dobradinha forte.

Ainda dentro do cenário de reeleição de Agnelo em 2014, ele tende a deixar o governo no início de 2018 para disputar uma das duas vagas ao Senado. O vice, Tadeu Filippelli, assumiria a reta final do governo. E seria candidato natural a reeleição. Não vai pensar duas vezes em usar a máquina do GDF em sua mão.

A disputa, em tese, ficaria entre Reguffe ou Gim, Rodrigo, e Filippelli. E mais algum nome que vai surgir até lá. Ou seja, o PT estaria fora do protagonismo da disputa. Restaria sair da primeira divisão e passar a coadjuvante nesse cenário politico, sendo reduzido.

O senador eleito em 2014 seria a terceira força da eleição de 2018. Teria oito anos de mandato e disputaria com tranquilidade o Buriti.

Por isso, para o PT, além da reeleição de Agnelo, é importante ter o senador. As bases do partido sabem disso e se movimentam para pressionar a cúpula. Dois nomes surgem como favoritos: o deputado federal Geraldo Magela e o deputado distrital Chico Leite.

Coincidência à parte, Magela e Chico eram os nomes do PT em 2010. Foram escanteados para dar lugar a Cristovam e a Rodrigo. Desta vez, a militância fecha questão. Sem um petista na chapa, o partido tende a minguar futuramente. É preciso construir novas lideranças.

Magela fez um bom trabalho à frente da Secretaria de Desenvolvimento Urbano, Habitação e Regularização (Sedhab). O programa Morar Bem é um sucesso. Deve ser uma das vitrines da campanha eleitoral de Agnelo na televisão, no próximo ano.

Magela conseguiu o que muitos achavam difícil para um petista: entrar no eleitorado fiel do ex-governador Joaquim Roriz (sem partido). Tem experiência em eleição majoritária. Disputou o GDF contra o próprio Roriz, em 2002, e perdeu pela menor diferença de votos na história política do Distrito Federal.

Chico Leite é o campeão de votos do PT para a Câmara Legislativa. Tem a seu favor o discurso ético. Sua origem é no Ministério Público. É bem aceito nas diversas classes sociais. Consegue chegar em alguns eleitorados reticentes ao PT tradicional.

Deputado distrital em terceiro mandato, tem como bandeiras a ética na política, fiscalização dos gastos públicos e a defesa do trabalhador e do pequeno e micro empresario. É um nome leve e poderia dar uma nova cara ao PT do DF.

O partido tem outros nomes, mas esses dois saem na frente por questão de mérito. Estão na fila a mais tempo. A discussão é interna. E tem influência direta nas eleições de 2014 e de 2018.

Para Agnelo, vai depender da viabilidade da coligação que fará visando à reeleição. Para o PT, é questão de sobrevivência. Com a vitória ou não de Agnelo.

Por Ricardo Callado

Fonte: Blog do Callado – 18/05/2013

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