Na gaveta há 5 anos

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Prac?a das Fontes. Projeto paisagi?stico para a reforma do espac?o criado por Roberto Burle Marx esta? pronto desde 2008

A Prac?a das Fontes, de autoria de Roberto Burle Marx, tem um projeto de recuperac?a?o pronto que adormece nas gavetas da burocracia brasiliense ha? cinco anos. …

Em 97 pa?ginas, que abrangem o peri?odo entre marc?o de 2008 e junho de 2012, o processo administrativo nu?mero 0141-000368/2008 resume como o GDF resolveu e, em seguida, abandonou a reforma da a?rea que havia sido pensada pelo paisagista como o ‘corac?a?o’ do Parque da Cidade.

Pesquisa
Em marc?o de 2008, por determinac?a?o do enta?o governador Jose? Roberto Arruda, a Administrac?a?o de Brasi?lia comec?ou a trabalhar na recuperac?a?o da prac?a.

Os arquitetos do GDF conseguiram o projeto original na Novacap e, em seguida, comec?aram a estuda?-lo. Ale?m de revitalizar o espac?o de 5.169,32 metros quadrados, o objetivo era corrigir falhas cometidas durante a execuc?a?o. A Prac?a das Fontes foi inaugurada em 1978, junto com o Parque da Cidade, e, no mesmo ano, Roberto Burle Marx afirmou que estava decepcionado com a maneira como o projeto foi implantado.

O paisagista afirmou que o Parque da Cidade era um “monstrengo” e culpou a pressa para a inaugurac?a?o pelos problemas. Sobre a Prac?a das Fontes, reclamou que o sistema de bombeamento de a?gua estava aparente e que as plantas na?o seguiam a lista de espe?cies determinada por ele.

Levantamento
Com o documento em ma?os, os arquitetos do governo pro- curaram a equipe do Iphan e, juntos, pensaram nas adaptac?o?es que deveriam ser feitas.

O grupo elaborou um de- talhado levantamento flori?stico, com as 55 imagens das espe?cies sugeridas por Burle Marx. Tambe?m fez adaptac?o?es para garantir a acessibilidade do espac?o.

Em julho de 2008, o projeto paisagi?stico estava pronto, tinha o aval do Iphan e uma planilha de custos estimada em R$ 2.836.879,11. Neste ponto, o processo administrativo comec?ou a hibernar.

Hibernac?a?o
A vontade poli?tica necessa?ria para movimentar a burocracia desapareceu e, no final de 2009, com a explosa?o da operac?a?o Caixa de Pandora, o foco de Jose? Roberto Arruda passou a ser defender-se das denu?ncias de corrupc?a?o.

O processo 0141-00368/2008 so? seria espanado em 2011, ja? no governo de Agnelo Queiroz. Em maio daquele ano, a Novacap calculou em R$ 44,4 mil os custos para a contratac?a?o de uma empresa que elaborasse um projeto de modernizac?a?o do sistema hidrau?lico da prac?a. Comprados 30 anos atra?s, os equipamentos estavam danificados e obsoletos.

O projeto hidrau?lico apenas complementaria o paisagi?stico para que, em fim, a licitac?a?o para a contratac?a?o de uma construtora fosse lanc?ada.

Disponibilidade financeira

A resposta viria em 20 de junho do ano passado, em apenas quatro linhas, quando um despacho da Secretaria de Obras afirmava: “na?o ha? disponibilidade finaceira”.

Na prac?a abandonada, apenas as palmeiras guardam a lembranc?a sobre o que foi pensado para o espac?o.

Por Érica Montenegro

Fonte: Jornal Metro Brasília – 04/03/2013

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