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Presos suspeitos de integrar quadrilha de roubo de carga no DF

Na operação, quatro policiais de Goiás e uma funcionária do GDF também foram presos

Ana Ferreira, da redação do Jornal de Brasília – 01/02/2016 às 14:50:26     Atualização: 01/02/2016 às 22:17:32

A operação denominada “Onere” da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), em conjunto com a Polícia Civil do Goiás, resultou na apreensão de 20 toneladas de carne e prisão de nove pessoas, até o momento. Quatro delas ligadas a uma quadrilha que receptava cargas de alimentos e bebidas. O grupo atuava no DF e nos estados de Goiás e Minas Gerais.

De acordo com o delegado-chefe da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos (DRF), Fernando César Costa, “os suspeitos recebiam as cargas no DF, oriundas de roubo nas estradas, e as comercializavam nas cidades do Gama, Santa Maria e São Sebastião”. 

Na última sexta (29), foi realizada a segunda fase da operação, em São Sebastião, na região conhecida como Café sem Troco, onde foram apreendidas 20 toneladas de carne em um frigorífico clandestino, com toda a estrutura necessária para receber o produto roubado, além de um caminhão utilizado para o transporte da mercadoria.

Wilian Timóteo dos Santos, 37 anos, é suspeito de receber a mercadoria e comercializá-la em dois açougues de sua propriedade, e também em pequenos mercados da região. Na oportunidade, um funcionário do açougue de Wilian também foi preso, porém pagou fiança e foi liberado. Eles foram surpreendidos no momento em que repassavam parte da carga para ser comercializada.

Segundo Costa, 35 toneladas de carne teriam sido roubadas nas estradas, mas somente parte dela foi apreendida. O restante da mercadoria pode estar em outros frigoríficos clandestinos ou ter sido comercializada no DF. “A carne bovina é uma das mercadorias mais procuradas pelos autores de roubo de carga, devido à facilidade de se disseminar a mercadoria, principalmente na Região Metropolitana do DF”, disse. 

O delegado informou, ainda, que esta é apenas a segunda fase da Operação e que as investigações continuarão. “Não sabemos quanto tempo vai durar. Essa é uma operação que visa coibir essas práticas ao longo dos próximos meses. Esperamos a continuidade da operação e, por um fim, às atividades desse grupo”, afirmou.

Primeira fase

Na primeira fase da “Onere”, ocorrida no dia 30 de dezembro de 2015, em Valparaíso (GO), foram presas sete pessoas, sendo três integrantes da organização e quatro policiais civis de Goiás suspeitos de extorquir os criminosos para que não fossem presos por receptação.

Rodrigo Evangelho, 32 anos, apontado como o articulador da quadrilha foi preso em casa, no Gama, e Gilson Pio, 35 anos, considerado seu “braço direito” no crime, em Valparaíso, Goiás. Os dois possuem uma série de passagens pela polícia.

Na ocasião, quatro policiais civis do Estado do Goiás foram presos em flagrante por extorsão. Segundo o delegado, eles cobraram cerca de R$ 20 mil para liberar os criminosos. Também foi presa a agente de integração social  de menores infratores Simone de Oliveira Magalhães, que atuava como advogada da quadrilha e é apontada como facilitadora e intermediadora das negociações criminais.

Ainda de acordo com o delegado, a quadrilha atuava no Distrito Federal há cerca de dois anos e a marca característica da ação é a forma como é praticado o crime. Segundo ele, os criminosos costumam atuar em bando, utilizam carros velozes e forte armamento. Durante o assalto, ele rendem as vítimas e as mantém reféns por horas, muitas vezes as abandonando amarradas nas estradas. 

 

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