Educação

Professor pode parar

Assembleia decide hoje se aceita proposta anterior de reestruturação do plano de carreira

Os professores da rede pública de ensino podem entrar em greve ainda hoje. A decisão sobre a paralisação das atividades será tomada em assembleia na Praça do Buriti, às 9h30. Em reunião com o governo ontem, o Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro) recebeu a mesma proposta anterior de reestruturação do plano de carreira da classe. A categoria, por enquanto, rejeita a oferta. …

A proposta se mantém, com uma recomposição da inflação, que está projetada em 25,08%. De acordo com o Sinpro, isso representaria um ganho real equivalente a 1,46%. A proposta tem apenas duas tabelas, uma de 20 horas e outra de 40 horas, e a incorporação da gratificação de exclusividade (Tidem), o que equivale a um aumento de pelo menos 16% para todos os servidores da categoria. O GDF indicou também que os professores começariam a sentir parte do impacto financeiro em maio deste ano, e depois em setembro de 2013, 2014 e de 2015.

Insatisfeito com o resultado das negociações, o sindicato exige uma reunião com o governador Agnelo Queiroz. Na reunião de ontem, o GDF foi representado pela secretários de Administração Pública, Wilmar Lacerda, e de Educação, Denilson Bento.

NOVA REUNIA?O
A diretora de Imprensa do Sinpro, Rosilene Corre?a, participou da reunia?o e diz que o encontro na?o trouxe nenhuma novidade. “Essa e? a quinta vez que nos reunimos para discutir as mudanc?as na categoria e eles entregaram mais uma vez a mesma tabela. Ja? que eles colocam empecilhos financeiros para o reajuste salarial dos professores, queremos tratar diretamente com o governador sobre o debate financeiro pendente”, reforc?a Rosilene.

A deliberac?a?o sobre uma possi?vel greve sera? feita em conjunto na assembleia. Contudo, a constante desmotivac?a?o da categoria indica a greve. “A categoria vai decidir, tudo pode acontecer. Mas a posic?a?o da diretoria do Sinpro e? que a proposta e? insuficiente e devemos ficar mobilizados porque merecemos ser valorizados pelo trabalho que desempenhamos”, reforc?a Rosilene

Por Júlia Carneiro

Fonte: Jornal de Brasília – 21/03/2013
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