Programa de bicicletas doadas pelo GDF, a estudantes, não decola

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educação gdfO programa Caminho da Escola, que incentiva o uso de bicicleta doadas pelo governo, para estudantes carentes da rede pública de ensino do Distrito Federal não decolou.

Os servidores da rede de ensino alegam que os estudantes contemplados pelo programa, feito em parceria com o governo federal, nunca usaram o veículo, além disso muitos deles não frequentam mais as instituições porque já se formaram.

Segundo a Secretaria de Educação disse que as bicicletas, compradas por R$ 94 mil, foram doadas diretamente aos estudantes e que não há como controlar seu uso.

Pelo projeto, os alunos com mais de 14 anos que morassem a até sete quilômetros da escola receberiam as bicicletas e capacetes com a condição de devolvê-los ao final do ano. No entanto, não foi exatamente o que ocorreu.

Segundo Paulo Vinícius, Centro de Ensino 111, no Recanto das Emas, a grande maioria dos alunos não usaram o meio por medo de assalto e vergonha, disse que os alunos se sentiam constrangidos, porque eram chamados pelos colegas de carteiros. “Muitos chegaram a customizar as bicicletas porque tinham vergonha da cor, das peças ruins que estragavam rápido, da qualidade e do acabamento”, afirmou o diretor.

“Ir à escola de bicicleta não é da nossa cultura”, afirma Paulo Vinícius.

O estudante Hugo Vieira, de 15 anos, disse que não conhece ninguém que usa a bicicleta. O colega Everton Leal, de 16 anos, afirmou que alguns amigos até chegaram a usar o equipamento quando foram entregues, mas depois os abandonaram. “Acho que por vergonha”, opinou.

Nas duas escolas, um único estudante foi encontrado usando o veículo. “É melhor do que andar a pé”, disse Junior da Anunciação Sousa, de 16 anos. “A bicicleta é boa, nunca quebrou. Uso todo dia para ir e voltar da escola e do trabalho.”

Apesar de o Programa ser considerado um fracasso, pelos próprios alunos e servidores da rede pública de ensino, o GDF ainda pretende entregar mais 2,6 mil bicicletas a um custo de quase R$ 800 mil.

FONTE: REDAÇÃO COM G1

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