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2 de agosto de 2021

Qualidade de vida no DF ganha destaque com ciclovias

As obras das ciclovias estão sendo executadas em toda a capital. Já são  179 km de ciclovias construídas

O Governo do Distrito Federal está dando andamento às obras das ciclovias em todo Distrito Federal. As ações de mobilidade urbana por bicicleta faz parte das prioridades coordenadas pela Casa Civil. Com recursos liberados pela Junta de Execução Orçamentária (JEO), as obras são executadas pela Secretaria de Obras, Novacap e Departamento de Estradas e Rodagem (DER-DF).

A construção de uma malha viária exclusiva para ciclitas é um dos projetos que visa a preparar a cidade para a Copa do Mundo de 2014. Ao todo, já foram constuídos 179 km de ciclovias. No Diário Oficial desta terça-feira (31/7), foi publicado aviso de licitação para a construção de mais 34 km em diversos trechos da capital. As obras serão executadas pelo DER-DF em locais como as rodovias DF-001 (Estrada Parque Contorno), DF-085 (EPTG) e DF-095 (Ceilândia). O custo estimado para essa etapa é de R$ 7,9 milhões, com entrega das obras previstas para agosto e setembro de 2013.

Em janeiro, o GDF já havia publicado o início de 270 km, em diversas regiões administrativas, sendo 130 km só no Plano Piloto. Dessas obras previstas, 21 km estão em execução na Asa Sul, 15 km na Asa Norte e 12 km na UnB. O objetivo é alcançar 600 km até a Copa do Mundo. Até agora, a JEO já liberou R$ 29,7 milhões para a execução das obras.

Traçado
Os locais que estão recebendo as ciclovias são: Asa Sul, Asa Norte, Guará, Gama, Ceilândia, Paranoá e UnB.  No Plano Piloto, as obras se concentram nas quadras CLS e CLN 200, CLS e CLN 400, SQS e SQN 400, SGAS 600, SEN e SAFN. Na UnB, as faixas passam pelo campus nas quadras 600.

Ceilândia também terá sua malha reforçada. A cidade possuía 8 km de pistas e passará a ter 39 km. No Gama, as obras estão em andamento nas vias SCLN, SC 5 e na Avenida Contorno. No Paranoá, as ciclovias estão sendo instaladas na Avenida Central e na Avenida Alta Tensão.

Conflitos

No início do ano, as ações passaram por questionamentos e a obra chegou a ser embargada pelo Iphan na Asa Norte, por recomendação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). O motivo do embargo no local seria o impacto da pista na área verde tombada. No entanto, após reuniões do GDF com o Ministério Público e com o Iphan, a obra foi liberada. Entre as medidas que visam a adequação do projeto estão a campanha sobre os conflitos ciclorodoviário e a diminuição do impacto das vias nas áreas verdes.

No Paranoá, um grupo formado por parte dos comerciantes locais questionou o local definido para a construção das ciclovias.  O interesse deles era de que a área fosse transformada em estacionamento. No entanto, em audiência pública realizada na cidade para discutir o impasse, a grande maioria da população defendeu a instalação das ciclovias. Enquanto isso, para não prejudicar a execução da obra, as ações foram feitas em outros locais da cidade até que a questão fosse solucionada.

Meio ambiente
Além da construção das ciclovias ter viés sustentável, porque diminui o número de veículos e consequentemente a poluição, o projeto prevê a recuperação do meio ambiente. As árvores só são retiradas em último caso, com a definição de um replantio mínimo para cada uma. As espécies das árvores são determinadas pela administração local e devem ser plantadas nas proximidades de onde a outra planta tenha sido retirada.

No Paranoá, por exemplo, onde 30 árvores serão removidas, a administração local vai plantar 30 árvores para cada uma, ou seja, serão 900 mudas novas na cidade. No Guará, o número é de três arvores plantadas para cada unidade retirada.

Educação
A política de Mobilidade por Bicicleta não se restringe a infraestrutura cicloviária. O objetivo é transformar culturalmente a sociedade, integrando a bicicleta no cotidiano da cidade. O Grupo de Trabalho de Campanhas Educativas e Publicidade tem como objetivo trabalhar por meio de campanhas as regras de utilização da ciclovia e de incentivo ao uso da bicicleta no dia a dia da população. Com a conclusão de parte das obras, as campanhas começarão a ser veiculadas para, assim como no uso da faixa de pedestre, o Distrito Federal dar mais um exemplo de cidadania.

Outro projeto que visa mudar culturalmente a sociedade é o transporte escolar por bicicleta, que além da doação de bicicletas para alunos da rede pública, a comunidade escolar será envolvida na temática da mobilidade sustentável. Ainda neste ano, a Secretaria de Educação deverá finalizar a compra de 2.700 bicicletas.

Fonte: GDF

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