Rollemberg presta homenagem a Juscelino Kubitschek

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Senador do PSB-DF registrou os 112 anos de nascimento do ex-presidente (1902-1976), que classificou como o político mais completo da História brasileira. Segundo ele, ao construir Brasília, Juscelino compreendeu o espírito empreendedor do povo e a necessidade de integração nacional

Agência Senado – O senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) registrou, nesta quinta-feira (12), os 112 anos de nascimento do ex-presidente Juscelino Kubitschek (1902-1976), que classificou como o político mais completo da História brasileira. O parlamentar afirmou que, ao construir Brasília, Juscelino compreendeu o espírito empreendedor do povo e a necessidade de integração nacional.

– Um grande estadista, que soube fazer a política exercendo, mesmo nos momentos mais difíceis, o diálogo como prática quotidiana, sendo extremamente generoso, extremamente compreensivo. Mas, mais do que isso, um presidente que soube pensar grande – declarou.

Rollemberg salientou as dificuldades enfrentadas na década de 1950 para a construção, em pouco mais de três anos, da nova capital federal – obra que, frisou o senador, fez o Brasil voltar os olhos para o interior. O parlamentar ainda exaltou a capacidade de Juscelino de reunir pessoas de talento “que sonhavam construir um Brasil diferente”, entre as quais destacou Lúcio Costa, Oscar Niemeyer, Athos Bulcão e Darcy Ribeiro.

– Essa construção permitiu, inclusive, um grande momento para a auto-estima da população brasileira – opinou.
Rollemberg disse que o regime militar de 1964 interrompeu o processo de “radicalização da democracia” iniciado com Juscelino, cujo exemplo – ressaltou – contrasta com o desgaste crescente da classe política.

Em aparte, Valdir Raupp (PMDB-RO) cumprimentou Rollemberg pela homenagem e registrou o esforço de Juscelino para construção da BR-364, de Cuiabá a Porto Velho, em apenas um ano – situação que contrastou com a dificuldade atual para se obter licença ambiental para restauração de rodovias na região. Na presidência da sessão, Casildo Maldaner (PMDB-SC), lembrou a generosidade de Juscelino e sua avançada visão educacional. Por sua vez, Cristovam Buarque (PDT-DF) disse que Juscelino sentiria grande frustração se testemunhasse o processo de desindustrialização do Brasil de hoje e a “pobreza gritante” em torno de Brasília.

Fonte: Brasília 247

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