Salvar Eike seria o maior erro de Graça Foster

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A principal reportagem do jornal Valor Econômico desta terça-feira informa que a Petrobras pode vir a ser a âncora de salvação para o empresário Eike Batista, que, no último ano, caiu da sétima para a centésima posição na lista dos homens mais ricos do mundo, produzida pela revista Forbes. Só ontem, a ação da OGX, sua principal empresa, despencou 15%, acumulando um tombo de 85% em 12 meses. O motivo: a empresa que seria uma “Petrobras em miniatura” não entrega o petróleo prometido aos investidores.

Eike já perdeu a confiança do mercado financeiro, suas empresas vêm enfrentando dificuldades de crédito e nem mesmo os mais de R$ 10 bilhões recebidos do BNDES e do FI-FGTS, um fundo com recursos dos trabalhadores, foram suficientes para colocar suas promessas de pé. Na semana passada, anunciou-se um acordo com o BTG Pactual, de André Esteves, que representaria, segundo o bilionário, a volta do “magic Eike”. Não foi isso o que se viu e todas as suas empresas continuam derretendo e perdendo quadros.

Sem foco, sem gestão e sem resultados, Eike agora aposta tudo numa parceria com a Petrobras, de Graça Foster, para salvar seu problemático Porto do Açu, no Rio de Janeiro. Ocorre que a estatal já tem abacaxis demais para descascar. Um grande problema é refinaria comprada por mais de US$ 1 bilhão, em Pasadena, nos Estados Unidos, que está paralisada. Outro pepino é a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, onde a contrapartida venezuelana foi prometida pelo governo do ex-presidente Hugo Chávez, mas não foi realizada. Além disso, o único fator que fez com que as ações da Petrobras reagissem neste ano foi o anúncio de reajustes nos combustíveis. Para piorar, vários fornecedores da estatal estão em recuperação judicial.

Nesse contexto conturbado, em que a Petrobras é também objeto do debate eleitoral (leia aqui reportagem sobre o seminário que o PSDB promove hoje em Brasília), Graça Foster teria que fazer mágica para sustentar qualquer investimento numa empresa que já perdeu a confiança do setor privado e é liderada por empresário que promete muito e entrega pouco.

Fonte: Brasil 247