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Superfaturamento até para o “pão e circo”

AgneloO governador do Distrito Federal já comemora a quase concluída obra do Estádio Nacional de Brasília. No último domingo, 21, aniversário de Brasília, um diário da cidade trouxe um suplemento especial, de páginas e páginas, com o título “Nasce um gigante”, com fotos do governador Agnelo se mostrando orgulhoso pela suntuosa obra.

O estádio em si seria sim motivo de orgulho para o brasiliense não fossem as suspeitas de superfaturamento que vêm chamando a atenção do Tribunal de Contas do Distrito Federal.

Duplicidade de serviços executados e pagamentos antecipados, irregularidades que trazem prejuízos de aproximadamente R$ 72 milhões de reais ao erário são só algumas dos abusos apontados na construção do estádio.

Agnelo Queiroz nega tudo, como o fez no passado ao ser citado em um esquema de desvio de recursos públicos para ONGs vinculadas ao Ministério dos Esportes. Apesar de negar seu envolvimento, auditorias da Controladoria Geral da União comprovaram que o PCdoB, antigo partido que o então ministro da pasta, Agnelo, era filiado, transformou o programa Segundo Tempo em um duto de verbas para seus correligionários.

Apesar de todas as evidências, e com esquema de blindagem vindo do PT nacional, Agnelo saiu ileso e ainda levou o governo do DF no bolso como prêmio.
Agora, no comando do GDF, o governo de Agnelo tem sido alvo de críticas e suspeitas de superfaturamentos em muitas de suas nada transparentes ações.

A nova arena de Brasília não é nem de longe a mais vistosa e tão pouco a mais requintada dos estádios construídos para a Copa de 2014. Com a soma vultosa de R$ 1,3 bi, valor estimado de quanto já custou a obra, daria para construir um estádio digno dos mais modernos estádios de futebol da Europa. Aliás, na arena brasiliense, não há nada que justifique essa soma. Uma arquitetura nada moderna, com pilares de concreto cinza que circundam todo o campo de futebol, provando a falta de criatividade para se trazer um projeto digno da capital federal.

Além do circo, o pão?
As suspeitas de superfaturamento no governo Agnelo vão além das “lonas do circo”. Em compras realizadas para a merenda escolar da rede pública de ensino, o GDF chegou a pagar sobre-preço de até 118% nos itens da cesta para o lanche da meninada, segundo notas de empenho divulgadas pelo próprio governo.

As compras são justificadas e revelam a intrínseca admissão de incompetência administrativa – pura falta de habilidade em se planejar o básico.

Em 2013 e 2014, não vai faltar diversão para o brasiliense, que pagou um alto preço por um medíocre estádio de concreto. Mas, no que depender do GDF, parece que a merenda escolar vai ficar escassa – a não ser que para o pão tenha que se pagar tão caro quanto ao circo.

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Fonte: Gazeta de Taguatinga

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