Teste do BRT já custou R$ 12 milhões ao DF

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Setembro é o sexto mês de testes do Expresso DF — modelo de transporte feito em ônibus articulados que circulam entre Gama, Santa Maria e Plano Piloto em faixas semi-exclusivas — e o governo segue sem saber quando o sistema vai operar plenamente.

Nesse período de testes, não está sendo cobrado nenhum tipo de tarifa dos usuários e a operação é paga pelos cofres públicos para a Viação Pioneira, dona dos veículos. Até o mês passado, segundo o DFTrans, autarquia que controla o setor de transporte, R$ 12 milhões já havia sido repassados à empresa para cobrir os custos. Ao todo, a obra custou R$ 648 milhões.

imgOs persistentes problemas na organização do embarque, as queixas por superlotação e a dificuldade do governo em fazer os passageiros aderirem aos cartões que possibilitarão a integração tarifária já cancelaram duas previsões para o início da operação comercial (30 de junho e 19 de julho).
Agora, o poder público evita previsões para o fim da gratuidade. “É claro que a maioria dos problemas aparece quando o sistema começa a operar, mas o tempo está se alongando e essa demora para efetivar coloca em evidência falhas no planejamento”, aponta o especialista em transportes e professor da Universidade de Brasília Artur Morais.

Em outras grandes capitais que estão adotando o sistema conhecido como BRT, como Rio de Janeiro e Belo Horizonte, não houve testes sem cobrança de passagens.

Fonte: Jornal Metro Brasília – 09/09/2014

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