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Filosofia: é homenageado hoje o profissional dedicado à construção do conhecimento

Formação pode ser adquirida em graduações de licenciatura e de bacharelado

O Dia do Filósofo é celebrado nesta quinta-feira, 16 de agosto, em homenagem ao profissional que dedica-se à reflexão sobre os valores éticos, que contribui para discussões no âmbito da política, cultura e em diversas outras esferas. Filosofia tem origem grega: philos e sophia dão origem à palavra que, entre outras definições, traduz um estado de amor ou de amizade à sabedoria e ao conhecimento.

Surgida na Grécia Antiga, em IV a.C. aproximadamente, a Filosofia é considerada a ciência-mãe. Diversos pensadores trouxeram contribuições para a construção do conhecimento ao longo do tempo: Aristóteles, Platão, Sócrates, René Descartes, Karl Marx, Jean Paul Sartre, Immanuel Kant e muitos outros. No Brasil, de acordo com a Academia Paulista de Letras, o primeiro filósofo chamava-se Matias Aires Ramos da Silva Eça, nascido em 27 de março de 1705, em São Paulo.

O significado da palavra não é por acaso: filosofar é construir o conhecimento a partir de questionamentos básicos do dia a dia. “No momento em que as ideias são apresentadas, é como se estivessem sendo trazidas ao mundo pela primeira vez. Eu via [a proximidade com a filosofia] como uma consequência natural dos gostos da adolescência. Mas quando eu comecei a ensinar, passei a me sentir filósofo porque, no ambiente de sala de aula, nós precisamos reinventar as nossas percepções”, destaca o professor de Filosofia, Saulo Dourado, de 29 anos.

Inspirado por Jean Paul Sartre, Albert Camus e Friedrich Nietzsche, Dourado destaca que a literatura foi a responsável por despertar a paixão pela filosofia. “Nos grandes romances, começaram a me inquietar questões ligadas às escolhas dos personagens. Isso me levou a comprar livros baratos de jornal e a fazer o vestibular para Filosofia”, relembra ao comentar sobre as suas maiores inspirações: Jean Paul Sartre, Albert Camus e Friedrich Nietzsche.

Se por um lado exerce a docência no ensino superior há dois anos, Saulo já ensina há sete anos na educação básica e destaca que um dos grandes desafios é manter a capacidade de surpreender os alunos. “O que há em comum é o cultivo do espanto, da admiração pela realidade. Fazer com que a Filosofia não seja apenas mais uma informação, mas se torne um convite para que aspectos banais do cotidiano sejam olhados outra vez, com extrema admiração”, ressalta.

Entre os principais questionamentos dos estudantes está o tipo de graduação (licenciatura ou bacharelado) e quais são as formas de atuação de cada profissional. É o caso de Pedro Carvalho Passos de Oliveira, 18 anos, que está em busca da aprovação na área. “Tinha muita dúvida em relação à formação porque não é comum falarmos sobre essa diferença durante o ensino médio”, relembra.

O graduado em Filosofia pode atuar como docente caso adquira formação em cursos de licenciatura (e, neste caso, está habilitado para ser professor da educação básica), e também como pesquisador, caso obtenha formação de bacharel, que também o habilita para o ensino superior.

Estabelecidas pela Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (Parecer CNE/CES 492/2001), as Diretrizes Curriculares Nacionais do curso destacam a “sólida formação de história da filosofia, que capacite [o formando] para a compreensão e a transmissão dos principais temas, problemas, sistemas filosóficos, assim como para a análise e reflexão crítica da realidade social em que se insere”.

Em média, a graduação dura quatro anos. Os conteúdos curriculares incluem disciplinas básicas: História da Filosofia, Teoria do Conhecimento, Ética, Lógica, Filosofia Geral, além de matérias de caráter científico e destaques para Estética, Filosofia Política, entre outras. Algumas das atividades acadêmicas autorizadas incluem estágios curriculares, pesquisa e iniciação científica, projetos de extensão, laboratórios, trabalho de conclusão de curso, participação em eventos científicos e seminários. “Pretendo atuar em sala de aula, mas as experiências que terei durante o curso podem despertar o meu olhar para outras possibilidades”, pontua.

Tunísia Cores – Ascom Educa Mais Brasil

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Israel Carvalho

Israel Carvalho é jornalista nº. DRT 10370/DF e editor chefe do portal Gama Cidadão.

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