Brasília, DF – Indígenas de diversas regiões do país começaram a chegar a Brasília neste domingo (5) para a 22ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL 2026), realizado no Eixo Cultural Ibero-Americano (antiga Funarte), no centro da capital federal. A expectativa é reunir representantes de aproximadamente 200 povos indígenas de todas as regiões do Brasil, em um evento que vai até sábado (11).
Críticas ao Congresso e defesa de direitos
Os participantes direcionam críticas ao Congresso Nacional por propostas em tramitação consideradas prejudiciais, como o marco temporal, exploração econômica em terras indígenas e projetos ligados ao agronegócio. As lideranças acusam deputados e senadores de aprovarem leis contrárias à Constituição, que afetam territórios e modos de vida tradicionais. Elas também apontam os governos federal e estaduais por cederem à mineração e atividades econômicas não indígenas.
“É um chamado a todos os guerreiros indígenas à responsabilidade e à ação. Basta de silenciamento dos povos originários”, afirmou Kaleby de Paula Marques Taukane, da etnia Kurâ Bakairi e morador do Gama

Programação inclui marcha e plenária final
No dia 9, ocorre a marcha “Demarca Lula: Brasil soberano é terra indígena demarcada e protegida”. De acordo com a Apib, 76 Terras Indígenas estão prontas para homologação pelo presidente Lula, e outras 34 aguardam portaria do ministro da Justiça.
Como apoiar
A Apib lançou campanha de arrecadação. Contribua em www.apiboficial.org/apoie/, via cartão, boleto ou Pix ([email protected] – Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo – Banco Bradesco).
Portal Gama Cidadão – Cobertura especial do ATL 2026













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