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Duelo de gigantes em 2014

Segundo cientistas políticos, disputa pelo Buriti, em 2014, pode ser um dos pleitos mais acirrados da história do Distrito Federal

Por Felipe Seabra – Gazeta de Taguatinga

2014

A disputa ao Governo do Distrito Federal, nas eleições de 2014, deve ser uma das mais acirradas da história do DF. Na opinião de especialistas, nomes fortes, que têm destaque no cenário político local e nacional, podem colocar os eleitores em dúvida na hora da votação deixando o pleito pulverizado.  Velhos conhecidos da política em Brasília devem disputar o cargo com o governador Agnelo Queiroz (PT), que tentará a reeleição.

Cinco cientistas políticos ouvidos por um portal de notícias de nome nacional foram entrevistados, e todos eles acreditam que a disputa para o cargo de chefe do executivo local será complicada, podendo chegar ao segundo turno com pouca diferença de votos entre os candidatos.

Há sete potenciais candidatos ao Governo, entre eles estão os ex-governadores José Roberto Arruda e Joaquim Roriz, que podem, inclusive, esquecer das desavenças passadas para formar uma aliança.

Para o professor de Ciências Políticas da Universidade Católica de Brasília, Emerson Masullo, as manifestações ocorridas no mês de junho podem mudar o perfil dos eleitores, mas talvez grandes mudanças não sejam sentidas a curto ou médio prazo. Ele explicou que as manifestações foram manchadas pelos atos de vandalismo e que é provável que “caras novas, mas com espíritos velhos” apareçam e surpreendam a população.

“Talvez gente nova apareça, mas apoiando ideias e lideranças antigas. Acredito que, com o andar da carruagem, o cenário político local vai ser o mais acirrado da história, tanto no DF quanto no Brasil. Ao meu ver, tudo leva a crer que nenhum outro estado será tão disputado quanto o DF nas próximas eleições”, discorreu Emerson.

Na visão do cientista político da Universidade de Brasília, Fernando Carlos de Moraes, a falta de consciência por parte do povo na hora de escolher seus representantes contribui para uma alternância das mesmas “caras no poder”. Nas eleições ao GDF, dois dos possíveis candidatos já foram governadores (Roriz, por quatro vezes e Arruda, por uma).

“As pessoas gostam de eleger ou reeleger gente que já esteve na política antes, mesmo que tenham feito coisas erradas ou simplesmente não tenham feito nada. Geralmente, a ilusão de que a experiência é o que conta é um tiro no pé. Nós precisamos de reformas política total e isso só é possível elegendo gente com novos ideais, sem vícios e mostrar a que vieram. Tem muita gente com potencial e que pode, de fato, trazer grandes mudanças, mas que não recebe o devido crédito do povo”, disse o cientista político, Fernando Carlos.

A opinião do especialista Paulo César Nascimento, também do departamento de Ciências Políticas da UnB, não é diferente. Ele entende que as alianças que estão sendo formadas para concorrer aos cargos políticos nas esferas executiva e legislativa podem tornar a competição entre os protagonistas à corrida eleitoral em um disputa sem precedentes.

Propagandas eleitorais

Apesar de o povo brasileiro alegar que está descrente com a política, a motivação deve aumentar com a chegada do período de propagandas eleitorais. O cientista político Fernando Faccioni, que também compõe o quadro de mestres da UnB,  relatou que as promessas feitas pelos candidatos envolvem os eleitores, que querem e acreditam e um futuro melhor.

Para ele, o marketing político e o alto investimento em publicidade serão intensos em 2014, o que poderá beneficiar os candidatos que, de alguma maneira, se saíram bem em escândalos passados.

“O Arruda, por exemplo. O povo diz que ele roubou, mas fez – O ex-governador foi flagrado em vídeo recebendo dinheiro. Os vídeos fazem parte do inquérito da Operação Caixa de Pandora da Polícia Federal – Roriz foi governador quatro vezes e transformou Brasília em um eterno canteiro de obras, mas tem carisma.

Reguffe aproveitou o escândalo da Caixa de Pandora e mostrou moralismo, apesar de não ter feito nada além disso em benefício da sociedade.  É preciso cautela e cuidado, porque do mesmo jeito que os políticos não estão aptos a atender as novas demandas da sociedade, a sociedade, talvez, não esteja apta a escolher seus políticos”, afirmou Faccioni.

Além do atual governador Agnelo Queiroz (PT), Arruda, Roriz e Reguffe, também devem concorrer ao cargo do GDF o senador Rodrigo Rollemberg (PSB), Toninho do PSOL (PSOL) e Alberto Fraga.

 

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Israel Carvalho

Israel Carvalho é jornalista nº. DRT 10370/DF e editor chefe do portal Gama Cidadão.

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